quinta-feira, 29 de março de 2012

Projeto X

Project X
(EUA, 2012) De Nima Nourizadeh. Com Thomas Mann, Oliver Cooper, Johnathan Brown, Dax Flame, Kirby Bliss Blanton.

O subtítulo do filme no Brasil já diz tudo sobre essa produção: é uma festa fora de controle. E aí você pode pensar em se tratar de mais uma pachorra, como as sequências mal estruturadas de “American Pie” ou qualquer besteirol. “Projeto X”, produzido por Todd Phillips, o mesmo de “Se Beber, Não Case”, mostra realmente uma festa sem controle, onde coisas absurdamente surreais acontecem. Literalmente. Apesar de nada muito profundo, o espectador fica boquiaberto com cada aspecto mostrado. Nem ligamos para os erros produzidos pelo estilo “mockumentary”, usando aquela câmera na mão ao estilo “Bruxa de Blair” (que parece ter virado um gênero próprio de cinema). Ou se tem adolescentes sem supervisão aprontando todas com álcool, sexo e drogas. Uma sucessão de coisas prende a atenção até que o caos mais simples se resuma... ao nada.

No aniversário de Thomas, seu amigo Costa decide aproveitar a ausência dos pais de Thomas para fazer uma superfesta. Ao lado dos amigos JB e Dax, que filma tudo o tempo todo, os quatro nerds organizam a festa e chamam todas as pessoas da escola, convencidos de que a festa mudará para sempre a reputação dos garotos. Só que tudo sai do controle e cada vez mais pessoas começam a aparecer. E aí, quanto mais gente, mais confusão. No meio da festa, Thomas precisa lidar com um sentimento por uma amiga de infância e com o distúrbio causado aos vizinhos, que ameaçam chamar a polícia. Lá pelas tantas, nem a polícia dá conta de toda a balbúrdia causada por essa festa sem limites.


A narrativa é boa e a sucessão de coisas absurdas prende o espectador, que embarca na festa junto com os garotos e sente as mais diversas reações, desde pena à vergonha alheia, passando pela euforia da diversão. O filme não tem compromisso com nada a não ser o entretenimento do espectador, que tem bons motivos para se impressionar com o filme. Por isso mesmo, está longe de ser perfeito. O estilo documentário se perde, mostrando ângulos de câmeras que nem sequer poderiam estar lá (diferente de “Poder sem Limites”, que usa a mesma técnica, mas com câmeras plausíveis). Outro furo é a completa ausência de Dax, o cinegrafista, que está lá mas não está lá, basicamente um fantasma. O final decepciona um pouco, tendo em vista tudo o que acontece no longa, mas a diversão se garante com os contextos absurdos em que a festa acontece. Todd Philips fez um “Se Beber, Não Case” para os mais jovens e consegue êxito em se comunicar com sua plateia – seja ela desvairada como os jovens do filme ou não.

Nota: 8

terça-feira, 27 de março de 2012

Curiosidades do Cinema - "Cantando na Chuva"


 

Não é todo dia que um clássico completa 60 anos. Ainda mais um clássico desses. O musical dos musicais, como é chamado por alguns. E pensar que Cantando na Chuva teve uma série de percalços em sua produção, muitos por conta do gênio impetuoso de Gene Kelly. Ao mesmo tempo, tudo parece ter valido a pena ao contemplarmos os números de dança impecáveis, a história de amor improvável entre o astro e a atriz aspirante e a homenagem ao cinema mudo, com sua transição para o falado. Cantando na Chuva se provou único ao longo dos anos e sua longevidade deverá ser eterna.

"Cantando na Chuva" (1952)
Título Original: Singin’ in the Rain
Direção: Stanley Donen
Roteiro: Adolph Green e Betty Comden
Produção: Arthur Freed e Roger Edens
Música: Lennie Hayton

- Indicado a 2 Oscars: Melhor Atriz Coadjuvante (Jean Hagen) e Melhor Trilha Sonora para um Musical;

- Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia/Musical (Donald O’ Connor). Foi ainda indicado a Melhor Filme Comédia/Musical;

- O roteiro de Cantando na Chuva foi escrito apenas após a escolha das canções que fariam parte do filme;

- A chuva que aparece no filme enquanto Gene Kelly canta "Singin'in the rain" na verdade não é apenas água, mas sim uma mistura de água com leite;

- Gene Kelly estava com febre durante as filmagens da famosa cena em que canta "Singin'in the rain";

- Algumas das roupas utilizadas em Cantando na Chuva foram utilizadas posteriormente em outro filme, Deep In My Heart, de 1954.

- Ocupa a 1ª posição da lista de 25 Maiores Musicais Americanos de Todos os Tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI);

- O filme traz uma questão sobre a voz de Kathy Seldon dublando Lina Lamont. No entanto, em algumas canções, Debbie Reynolds, a atriz que interpreta Kathy, foi dublada por Betty Noyes.

- Outra curiosidade: na sequência da canção “Would You”, quando a personagem Lina Lamont diz suas falas na tela, é a própria Jean Hagen que solta a voz que, ao contrário da de sua personagem, era linda. Então, na verdade, temos Jean Hagen dublando Debbie Reynolds dublando Jean Hagen! No entanto, a voz que aparece na sequência das gravações de “Would You” é novamente de Betty Noyes;

- O gênio difícil de Gene Kelly pode ser contestado em um episódio em que ele insultara Debbie Reynolds por ela não saber dançar. Foi Fred Astaire quem a ajudou em seus números. O ator/dançarino costumava rondar os estúdios e um dia encontrou Debby chorando em um piano;

- Donald O’Connor chegou a declarar que não gostou de trabalhar com Gene Kelly. Ele disse também que, nas primeiras semanas, morreu de medo de cometer algum erro e ouvir reclamações aos berros de Kelly;

- Mais uma de Debby Reynolds: a atriz só tinha 19 anos à época das filmagens e ainda morava com os pais. Como sua casa ficava longe do estúdio, ela acordava às 4 da manhã e pegava três ônibus para não se atrasar. Eventualmente, ela dormiu nos estúdios;

-Cyd Charisse teve que aprender a fumar para a sua sequência musical;

- Os negativos originais de Cantando na Chuva foram destruídos em um incêndio;

- Várias coisas do filme foram aproveitadas de filmes anteriores, desde objetos de cena e itens do figurino até as próprias canções do longa;

- Apenas duas canções foram escritas especialmente para o filme: “Moses Supposes” e “Make ‘Em Laugh”;

- Sobrou mesmo para Debbie Reynolds: depois do número de “Good Morning”, a atriz se esforçou tanto que estourou alguns vasos sanguíneos nos pés. Mesmo assim, Gene Kelly achou que alguém deveria dublar os seus passos no sapateado, então ele mesmo repetiu todos os passos de Reynolds em uma sala de gravação;

- Debby Reynolds declarou, anos mais tarde que fazer este filme as dores do parto foram as coisas mais difíceis que ela já teve que fazer;

- O’Connor se esforçou tanto na sequência de “Make ‘Em Laugh” que  ele ficou de cama por três dias, já que ele era fumante e o corpo não aguentou a exaustão. Para o seu azar, a cena teve que ser refeita, devido a um acidente com a fita;

-“Singin’ in the Rain” foi usada cinco vezes em filmes antes de Cantando na Chuva;

- Como se sabe, o filme mostra a transição do cinema mudo para o falado. Assim como Lina Lamont, muitos atores perderam a sua carreira. O ator mais notável nesse sentido foi John Gilbert, uma das inspirações para o filme. Tanto que “Singin in the Rain” foi interpretada pela primeira vez em “The Hollywood Revue of 1929”, um filme estrelado por Gilbert. No mesmo filme, o ator precisava interpretar falar que soavam ridículas no roteiro. A mesma coisa acontece com Don Lockwood, na famosa cena em que ele repete “I love you, I love you, I love you...”.

Vídeos:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Shame

Shame
(EUA, 2011) De Steve McQueen. Com Michael Fassbender, Carey Mulligan e Nicole Beharie. 

Ao assistir a “Shame”, dá pra entender porque a Academia deixou o filme fora do Oscar. Talvez o conservadorismo exagerado em uma organização que, aparentemente, pretende se manter moderna, tenha bloqueado na premiação toda e qualquer exposição do filme, que fala sobre dependência de sexo. Uma pena, já que o filme de Steve McQueen é uma obra instigante e que permite discutir o tema da maneira correta. O longa transmite a angústia e o sofrimento do personagem de Michael Fassbender, ao apresentar o sexo por compulsão como algo degradante e repulsivo, apesar das cenas intensas e explícitas, a um passo da pornografia. O que diferencia o filme disso é a própria narrativa. Aqui, as cenas de sexo e nudez se justificam na maioria das vezes para retratar a natureza do personagem e da história.

Brandon (Fassbender) é um executivo de Nova York que mora sozinho, mas vê sua vida afetada por seu vício em sexo. O comportamento influencia na forma como ele interage com outras pessoas, seja colegas de trabalho ou o próprio chefe. O mundo de Brandon dá uma sacudida quando sua irmã, Sissy (Carey Mulligan), aparece em seu apartamento sem aviso prévio (apesar das insistentes ligações telefônicas dela para avisá-lo). Sissy é deslocada e também tem seus distúrbios e isso mexe ainda mais com Brandon, que vê o seu vício se complicando à medida que os sentimentos e confusões mentais se afloram.


 A cada nova cena, desbravamos um pouco do universo de Brandon e sua irmã. Várias passagens são icônicas e captam com exatidão a angústia dos personagens, como a cena em que a personagem de Carey Mulligan canta “New York, New York” em um bar. A relação de Brandon com ela, a cidade e consigo mesmo estão estampados no olhar de Michael Fassbender, que entregou sua melhor atuação até o momento e mostra porque é o ator requisitado que se tornou nos últimos anos. Por conta de seu problema, Brandon se torna incapaz de se relacionar profundamente com outras pessoas, acumula pornografia no computador da empresa, se envolve com diversos parceiros e é fechado para a própria irmã. Toda essa gama de sentimentos complexos é expressa já na cena inicial, que mostra Fassbender deitado, na cama, olhando para o vazio enquanto a câmera o filma de cima. 

A trilha sonora de Harry Escott, marcante e melancólica, dá o tom perfeito para o incômodo natural do espectador ao ver uma cena de sexo e perceber a tortura interna do personagem. A trilha, associada ao roteiro de McQueen e Abi Morgan, e à atuação brilhante de Fassbender criam uma atmosfera única que consegue trazer a reflexão sobre um tema tabu ainda no século XXI e fazer com que o mais natural dos instintos humanos (o sexo) se torne uma experiência tão prazerosa e, ao mesmo tempo, degradante.

Nota: 9,0

segunda-feira, 19 de março de 2012

Guerra é Guerra

This Means War
(EUA, 2012) De McG. Com Reese Witherspoon, Chris Pine, Tom Hardy, Angela Basset, Til Schweiger e Chelsea Handler.

Misturar comédia, romance e ação pode ser um ato perigoso. Quando não há equilíbrio entre as partes, os espectadores podem sair absurdamente frustrados. Um bom exemplo nessa linha é “Sr. e Sra. Smith”, de Doug Liman. McG, o diretor de “Guerra é Guerra”, consegue acertadamente atingir o ponto certo – depois de dirigir os dois “As Panteras” e “O Exterminador do Futuro: A Salvação”. Claro que ele conta com o charme dos dois protagonistas masculinos, Chris Pine e o novo queridinho da América, o britânico Tom Hardy. Os dois, ao lado da já consagrada queridinha da América, Reese Witherspoon, fazem um triângulo amoroso divertido, que não perde a consistência e mantém situações divertidas do começo ao final. 

Tuck e FDR são amigos inseparáveis e parceiros de trabalho, já que ambos são agentes da CIA. Cansado de viver sozinho, Tuck decide colocar seu perfil em um site de encontros românticos, que o apresenta à Lauren, uma mulher na mesma situação que ele, mas que se mostra cética quanto a encontros pela internet. Apesar de ter se encantado com Tuck, Lauren acaba conhecendo FDR em uma videolocadora e resolve também sair com ele. A confusão começa quando Tuck e FDR descobrem estar saindo com a mesma mulher. Os dois prometem não se meter e deixar Lauren se decidir, mas isso só na teoria, porque eles vão colocar todo o aparato da CIA disponível para tentar sabotar um a relação do outro. Tudo isso enquanto um bandido da máfia russa procura os dois, já que eles foram os responsáveis pela morte de seu irmão. 


Curiosamente, o filme me fez pensar em quão modernas estão as mulheres de hoje, com o cinema mostrando uma que namora dois ao mesmo tempo. Um filme assim seria impensável nos tempos de “E o Vento Levou” ou “A Noviça Rebelde”. A personagem de Reese Witherspoon é absolutamente fruto de seu tempo e só por isso “Guerra é Guerra” já merece destaque. Mas abstraindo esse lado ‘antropológico’ do filme, a direção e roteiro ágeis promovem cenas empolgantes e engraçadas, cada uma nas doses certas. Chelsea Handler, comediante também querida nos Estados Unidos, é uma dos principais geradores de boas piadas do filme, uma escolha acertada que lembra as participações de Seth Rogen ou Vince Vaughn em produções do gênero, há alguns anos atrás.

 O que depõe contra “Guerra é Guerra” são alguns cortes desnecessários na montagem, colocando um fade out no meio de uma sequência de qualquer jeito, interrompendo um clímax e deixando a edição um pouco confusa. Como esses momentos são raros, não chegam a comprometer a comédia, que se garante mesmo por todas as situações cômicas e pelos momentos em que também faz o espectador se dividir entre Tuck e FDR, ao nos aproximar da história de ambos. Boas ridas, doses legais de ação e romance na medida certa.

Nota: 8,5


quarta-feira, 14 de março de 2012

Blockbusters 2012 - The summer is coming...

A estreia de “John Carter” na última semana abriu as portas para a temporada de blockbusters, a mais lucrativa do ano em Hollywood, que começa em março e vai até agosto. A receita mágica desse período é a combinação Verão + Férias Escolares. Tudo bem que nem um, nem o outro começaram ainda nos Estados Unidos, mas março já é um precursor dessa época e também é propenso a idas ao cinema, com a proximidade das férias. As produtoras, que não são bobas, aproveitam para lançar bons filmes nesse período que, talvez, não teriam a mesma competitividade diante dos lançamentos esmagadores de abril, maio, junho e julho. É o caso de “Jogos Vorazes”, que estreia em 23 de março. Apesar de todo o burburinho em torno da produção, a história ainda é um campo desconhecido para o público do cinema, apesar do sucesso na literatura.

Fique por dentro das datas dos principais lançamentos nos próximos meses e não perca nada! 

23 de março – Jogos Vorazes / Baseado no primeiro livro da série de Suzanne Collins, o filme traz Jennifer Lawrence no meio de uma disputa sangrenta, uma espécie de reality show televisionado para todo o fictício território de Panem em um futuro não muito distante. Caso se saia bem, o sinal para a adaptação dos outros dois livros ficará verde.





30 de março – Fúria de Titãs 2 / Dessa vez, os Titãs estão mesmo furiosos. Sam Worthington retorna na pele de Perseu para, dessa vez, ajudar os deuses a manter o controle sobre os gigantes mitológicos, antes de um cataclisma apocalíptico. No elenco, Rosamund Pike, Ralph Fiennes, Liam Neeson, Danny Huston e Bill Nighy. A julgar pelo trailer, o 3D deste sera igualmente tosco.

6 de abril – Espelho, Espelho Meu / Pegando carona na moda de adaptação dos contos de fadas, estreia o primeiro filme do ano a contar uma versão para Branca de Neve, que é interpretada por Lilly Collins. A expectativa, na verdade, é muito maior para conferir o desempenho de Julia Roberts como a Madrasta Má, ainda mais porque é a primeira vez que ela atua em um filme de fantasia desde “Hook – A Volta do Capitão Gancho”, de 1991.


27 de abril – Os Vingadores / Nunca um filme foi tão esperado por fãs. Afinal, desde que a Marvel virou um estúdio próprio e lançou “Homem de Ferro” que se fala em um filme dos Vingadores: vários heróis do universo Marvel em um único longa. Hulk, Capitão América, Thor e Homem de Ferro, que já ganharam seus filmes solo, se juntam à Viúva Negra e ao Gavião Arqueiro no que pode ser o filme do ano.

11 de maio – Dark Shadows e Battleship – Batalha dos Mares / O novo filme de Tim Burton, “Dark Shadows”, traz novamente Johnny Depp, dessa vez encarnando um vampiro. Já em “Battleship”, o filme baseado no jogo Batalha Naval (sim, finalmente saiu!) vai colocar Liam Neeson, Taylor Kitsch e (vejam só) Rihanna em uma guerra marítima contra uma ameaça desconhecida.

25 de maio – MIB 3 / A vontade de ganhar dinheiro só não é maior do que a falta de bom senso. Só isso para explicar porque um terceiro filme da franquia “Homens de Preto” dez anos depois do último filme.  Bom, se nada der errado, veremos mais uma comédia leve que pretende falar mais da história do Agente K, em uma espécie de “MIB Origins”. Barry Sonnenfeld retorna à direção.

1° de junho – Branca de Neve e o Caçador / O segundo filme do ano baseado em Branca de Neve vai colocar uma improvável Kristen Stewart dentro de uma armadura, ao lado do caçador e de sete guerreiros de estatura normal em uma batalha contra a Rainha Ravenna, interpretada por Charlize Theron. 

8 de junho – Prometheus / Riddley Scott revisita a ficção científica e traz “Prometheus” que, desculpem o trocadilho, promete. O longa trará uma equipe de exploradores que, em 2085, descobrem um mistério sobre a trajetória da humanidade. Para salva a raça humana, a nova tripulação enfrentará os desafios dos recantos mais sombrios do universo.

29 de junho – Valente e G.I. Joe / O novo filme da Pixar surge depois do lapso criativo que foi “Carros 3” e tem tudo pra pôr o estúdio de volta na área, dessa vez entrando no universo das Princesas, da Disney, e trazendo uma não muito convencional, a arqueira Merida. Também estreia no mesmo dia a continuação de “G. I. Joe”. Com o subtítulo “Retaliação”, somente Channing Tatum retorna do elenco original.

3 de julho – O Espetacular Homem-Aranha / Finalmente vamos conferir se valeu a pena a Sony querer dar fôlego novo às histórias de Homem-Aranha. Andrew Garfield substitui Tobey Maguire, e Emma Stone substitui Bryce Dallas Howard (e não Kirsten Dunst, como se pode achar). 

27 de julho – Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge / Depois de “O Cavaleiro das Trevas”, o desafio para Christopher Nolan ficou ainda maior. Talvez por isso, o terceiro filme da nova franquia Batman será o último sob a sua direção. Por esse motivo, talvez seja o último em que vejamos uma história do Homem-Morcego com o elenco atual (Christian Bale, Morgan Freeman, Gary Oldman e Michael Caine).

3 de agosto – O Legado Bourne / Jeremy Renner não só será o substituto de Ethan Hunt na série “Missão Impossível”. Aqui, ele já assume o posto deixado por Jason Bourne no quarto filme da franquia, sendo dirigido por Tony Gilroy, o mesmo de “Conduta de Risco” e “Duplicidade”.

Ainda teremos outros filmes como as animações “Madagasar 3” e “A Era do Gelo 4”, e a quinta (?!) parte de “Resident Evil”. Mas por esses daí, já dá pra quebrar o cofrinho e contar quantas moedas tem pra gastar no cinema nos próximos meses.                

segunda-feira, 12 de março de 2012

John Carter

John Carter
(EUA, 2012) De Andrew Stanton. Com Taylor Kitsch, Lynn Collins, Dominic West, Samantha Morton, Willem Dafoe, Thomas Haden Church, Ciáran Hinds, James Purefoy e Mark Strong.

Há uns dois anos, a Disney produziu uma aventura que exibia um certo ar de franquia. “Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo”, adaptação do videogame, trazia um roteiro bem clichê, com um mocinho, uma mocinha, um vilão e muitas cenas de lutas ensaiadas, daquelas que convencem bem a molecada. Eis que aqui estamos e a Disney entrega um filme muito parecido: mudam-se o local, as motivações para as lutas e um pouco do enredo. “John Carter” tem aquele ar de “já vi esse filme antes” e não é pra menos. O roteiro lembra várias produções do gênero, como “Conan” (o do Schwarzenegger), “Fúria de Titãs”, “Gladiador”, “Coração Valente”, “Imortais” e o referido “Príncipe da Pérsia”. Mesmo rodeado de clichês, “John Carter” é um filme bacana e bem produzido, mas que pode ser facilmente esquecido, devido à falta de originalidade.

John Carter é um ex-combatente da Guerra Civil americana que, após desertar de seu comboio, é preso pela polícia local, mas consegue escapar, indo parar em uma caverna com um símbolo mágico, onde acaba entrando em contato com uma espécie de sacerdote. Depois que este morre, John é levado misteriosamente ao planeta Barsoom – ou Marte, para os terráqueos. Lá se vê no meio da disputa entre as províncias de Helium e Zodanga, e ainda conhece as criaturas conhecidas como Tarks, um terceiro povoado com seres estranhos que fazem John prisioneiro. Tendo habilidades desenvolvidas por causa da falta de gravidade, Carter é alçado ao status de guerreiro e será fundamental para evitar a queda de Helium perante Zodanga, cujo comandante, Sab Than, possui uma arma poderosa oferecida pelos Imortais, seres que participam da condução do universo secretamente. Para complicar, ele ainda se envolve com a princesa Dejah, de Helium, que foi prometida por seu pai a Sab Than.


 Baseado no personagem criado por Edgar Rice, o mesmo autor das histórias de Tarzan, “John Carter” cumpre o seu papel em um entretenimento descompromissado, mas falta mais emoção à trama. Não há tempo para que o espectador se afeiçoe a nenhum dos personagens, já que todos são construídos de forma superficial, como se tudo fosse um grande propósito para cenas em que Taylor Kitsch, o protagonista, fique pulando toda hora. O visual de Marte também é bacana, com a fotografia destacando bem a cor vermelha, que sempre foi associada ao planeta.

Whoola!
O filme tem alguns trechos cômicos que ficam na canastrice e não chegam a ser totalmente impactantes. O melhor nesse sentido são as cenas que envolvem uma espécie de cachorro dos Thark, chamado Whoola. Dotado de supervelocidade, mas com uma doçura digna de qualquer cão terráqueo, o personagem chama a atenção em todas as vezes que aparece, lembrando Dug, o cachorro de “Up - Altas Aventuras” (claro, à exceção de que Whoola não fala, mas aí é bom que não o vemos falando magicamente em inglês após discursar por consideráveis minutos na sua língua local, como os outros tharks fizeram).



Andrew Stanton (Wall-e), em sua primeira direção de um filme live-action, não ousa em relação a cenas mais elaboradas, mas também não fez um filme ruim, mas que é correto, seguidor da cartilha e divertido. Porém, faltou uma pitada de tempero a um filme que se passa em Marte e um pouco mais de química entre a (insossa) Lynn Collins e Kitsch, que ainda não desenvolveu status-quo suficiente para levar um filme de ação nas costas. Mais sorte com “Battleship”.

PS: o filme marca o centenário do personagem. A primeira história de “John Carter of Mars” foi publicada em 1912.

Nota: 6,0
Efeitos 3D: 5,0

- Vorgínia!

sexta-feira, 9 de março de 2012

CINEMARCOS - Os Melhores de 2011


Com certo atraso (geralmente eu escrevo depois do Oscar) sai a lista do Cinemarcos com os melhores filmes de 2011. Esse ano foi atípico, com tantas produções boas, mas muitas que deixaram a desejar. No entanto, 2011 foi rico em histórias profundas e com conteúdo e, mesmo os blockbusters se preocuparam mais com os roteiros e menos com os efeitos. Vale lembrar que a lista traz apenas filmes lançados no Brasil em 2011, daí a razão de se listar “Cisne Negro” e não “O Artista”, por exemplo. Ah, esse ano deu empate na categoria Melhor Filme, assim como em 2009! Confiram:

Melhor Filme - empate
MEIA-NOITE EM PARIS
Woody Allen teve várias fases na carreira, mas muitos diziam que ele havia perdido um pouco a mão, mesclando na sua fase atual comédias românticas sem peso com filmes de mais intensidade. O curioso é que, mesmo assim, ele nunca deixou de ser Woody Allen: o diretor querido por todos e praticamente uma obrigação a ser conferida toda vez que sai um novo filme. Com “Meia Noite em Paris”, uma ode ao passado e uma crítica sobre a insatisfação pessoal da humanidade – sem falar da homenagem a Paris, Allen mostrou força e vigor em um longa-metragem delicioso de se assistir, deixando clara a marca registrada do diretor, a comédia. E a pergunta que não quer calar: seria o personagem de Owen Wilson um alterego do diretor? Pelo sim, pelo não, essa impressão mostra o quanto ele é íntimo e próximo de nós.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 2
Cinema é entretenimento e quem discorda não sabe mesmo como apreciar esta arte direito. Sendo assim, não se pode ignorar uma saga que durou mais de dez anos, lançando oito filmes e sempre mantendo sucesso. É bom ressaltar que nenhuma franquia jamais chegou aos pés de “Harry Potter”. O episódio final, dirigido por David Yates, foi um fenômeno global que mobilizou fãs e não fãs do bruxo para assistir aquele que seria o último filme de toda a saga. “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” tem seus defeitos e não funciona sem a “Parte 1”. Mas também não funciona sem todos os outros seis filmes anteriores. Com cenas de tirar o fôlego e passagens emocionantes que mostram o empenho de todo o elenco, composto por grandes atores britânicos, “HP7.2” foi um dos melhores filmes do ano passado, cumprindo mais do que bem o papel a que se propôs.

Melhor Atriz
Natalie Portman - Cisne Negro
Difícil enxergar a doce Natalie Portman, cheia de personagens meigos, encarnando uma pessoa neurótica e obcecada. E é justamente essa transformação que vemos em “Cisne Negro”. A meiga Nina deixa ser invadida por um furor psicótico ao ver sua performance no balé ameaçada por outra bailarina, não necessariamente melhor, mas que se permite mais. É quando se solta de todas as amarras, físicas e morais, é que Nina passa do cisne branco para o cisne negro e isso fica estampado na sequência magistralmente encenada por Natalie Portman, quando dança como o cisne negro. A atriz está absolutamente irreconhecível. Nina some e dá lugar à criatura. Com razão Portman levou o Oscar de Melhor Atriz naquele ano. Uma performance inesquecível.

Melhor Ator
Ryan Gosling - Tudo pelo Poder
Podíamos dizer que Ryan Gosling era um nome promissor do cinema há alguns anos atrás, quando ele despontou com “O Diário de Uma Paixão”. Hoje, Gosling já é um dos melhores de sua geração, com uma carreira consolidada. Em “Tudo Pelo Poder” ele leva a sério o título do longa-metragem e faz de tudo para que seu candidato à presidência seja o vencedor, mesmo que ele tenha que se entregar ao jogo político. O dilema moral que o Stephen Meyers, personagem de Gosling, se encontra é o ponto chave em que ele entrega uma ótima performance, digna de entrar para o recente hall de bons personagens do ator. “Drive” só estreou no Brasil em 2012, então, quem sabe, ano que vem ele não pinta por aqui de novo. 

Melhor Atriz Coadjuvante
Charlotte Gainsbourg - Melancolia
Contraponto de Kirsten Dunst em “Melancolia”, Charlotte Gainsbourg dessa vez é a parte racional da trama. Sua personagem procura manter o equilíbrio de sua família enquanto o mundo está prestes a ser engolido por outro planeta. Sim, o fim do mundo é de longe o menor problema desta família. Gainsbourg faz com maestria o papel da irmã controladora, que trabalha incansavelmente para manter as aparências de uma festa de casamento onde a própria noiva cai num estado de depressão profunda. Lars Von Trier foi ignorado nas premiações por ser um banana, mas a atuação de Gainsbourg (assim como a de Kirsten Dunst) merece ser lembrada.
 

Melhor Ator Coadjuvante
Philip Seymour Hoffman - Tudo pelo Poder
O personagem de Ryan Gosling em “Tudo pelo Poder” se envolve no jogo político, mas ninguém entende melhor do que Paul Zara, interpretado por Philip Seymour Hoffman, que entrega um personagem que sabe do riscado e não deixa passar uma palavra em branco. Ele não apenas é uma espécie de guru de Stephen Meyers mas como o conselheiro da campanha de Mike Morris, interpretado por George Clooney. Através dos olhos de Hoffman, percebemos que o jogo político é muito mais sério e perigoso do que estamos habituados a saber, nem que para isso a cobra precise morder a própria cauda.

Melhor Direção
Gus Van Sant - Inquietos
Em seu primeiro trabalho depois de “Milk”, Gus Van Sant retorna ao universo adolescente presente em seus filmes anteriores, mas dessa vez com um assunto ainda mais distante deles, a morte. Apesar do tema, “Inquietos” é um filme leve e o diretor conduz o envolvimento do espectador sem nenhum sofrimento – pelo menos, até que ele seja inevitável. Gus Van Sant consegue fazer pensar na morte (e no pós-morte, já que um dos protagonistas enxerga um fantasma) de forma que não dolorosa, chegando a ser poética. Mais uma vez ele acertou em cheio, firmando seu nome como um dos grandes diretores de seu tempo.
 
 Melhor Comédia/Musical
Quero Matar Meu Chefe
Imagine a situação: três funcionários tão devotados aos seus trabalhos que, para continuar trabalhando, precisam eliminar seus chefes, um psicótico, um maluco drogado e uma ninfomaníaca. Imagine ainda que o plano dos funcionários diz que um precisa matar o chefe do outro, assim eles não ficam diretamente envolvidos. Sem falar na consultoria de um bandido sem credibilidade. As situações fazem rir por serem ao mesmo tempo reais, irreais e surreais, sem falar no elenco que garante as risadas. “Quero Matar Meu Chefe” é um alívio cômico diante de tanta pobreza no humor que tem havido.  

Melhor Filme de Ação
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
As cenas de batalha nos campos de Hogwarts são diferentes de tudo o que já se viu na série, sem falar que são essenciais para o desenrolar do longa. “HP7.2” pode não ser um típico filme de ação, mas ação é o que não falta, seja ela liderada por um exército de soldados de ferro, gigantes ou comensais da morte, seja ela uma corrida contra o fogo, uma cobra ou um dragão, ou uma batalha corpo a corpo entre Harry e Voldemort, numa luta final entre o bem e o mal.


Filme de Terror/Suspense
Atividade Paranormal 3
A série melhorou muito desde o primeiro longa – sim, continuo o considerando fraco perto dos outros dois. Em “Atividade Paranormal 3” conhecemos toda a origem do mal que assombra as irmãs Katie e Kristi, dando mais sentido para os primeiros filmes e ainda proporcionando mais sustos, finalmente trazendo aquele clima de terror que o original se propôs. 








Drama
Melancolia
Não há drama pior do que o fim do mundo, mas nunca captamos isso em um filme porque a maioria dos que abordam esse tema estão mais preocupados em explosões, tsunamis, meteoros, alienígenas e efeitos especiais. Mas e os problemas particulares das pessoas, onde entra em todo o caos? Lars Von Trier conseguiu captar toda essa essência através da família isolada de um cientista que, além de lidar com a aproximação de um planeta, precisa fazer com que o pânico não se espalhe ainda mais dado o estado melancólico de um dos seus membros.

Melhor Romance
Um Dia
Um casal que se reencontra ao longo de anos, mas que sempre está nas indas e vindas. Tão diferentes um do outro, Emma e Dexter mantém uma ligação que os deixa unidos por toda a vida, não importa qual o momento emocional que eles estejam vivendo. Em “Um Dia”, a diretora Lone Scherfig dá vida a um dos livros mais água com açúcar da atualidade, mas o traduz com leveza, colocando a emoção dos personagens à flor da pele, de forma que seja impossível não se envolver.



 
Melhor Canção
“I See the Light” – Enrolados
Presa por anos em uma torre, Rapunzel tinha todos os motivos do mundo para te ódio no coração e poderia desejar tudo o que lhe foi privado nesse tempo. Porém, dada a sua humildade, a única coisa que ela deseja é ver de onde partem as luzes que, todo ano, aparecem no céu no dia do seu aniversário. Quando ela finalmente realiza esse desejo, não poderia haver canção mais apropriada que “I See the Light”, que traduz não apenas aquele momento, mas toda a mensagem do filme.


Melhor Filme de Animação
Rio
A animação de Carlos Saldanha tem seus detratores, mas é inegável que “Rio” tem não apenas um visual bacana, mas tem boas piadas, um roteiro bacana – ainda que não totalmente fiel à realidade da cidade, mas vá lá – e uma trilha sonora que faz o espectador querer sair sambando. Sem falar nos personagens principais, dublados por Jesse Eisenberg e Anne Hathaway, mas que tem personalidades próprias. Blu e Jewel já deixam saudades, mas “Rio” está aí para ser visto e revisto como a grande animação que é, deixando pra trás longas da Dreamworks (Kung Fu Panda e Gato de Botas) e Pixar (Carros 2).

Filme de Ficção Científica

Planeta dos Macacos - A Origem
Apesar de todo o culto à série e aos filmes de “Planeta dos Macacos”, vê-los hoje dá uma certa vergonha alheia, de tão fracas que eram algumas produções – incluindo a versão de Tim Burton. Daí, recomeçar toda a saga, contando ainda a origem de tudo pareceu muito arriscado, mas valeu a pena. “Planeta dos Macacos – A Origem” retoma todo o bom espírito da série original, ousando em contar o início de tudo e deixando de forma crível ao espectador. E ainda levantou um debate sobre a atuação por captura de performance. Impecável.

 

Filme Estrangeiro Não Norte-Americano
Incêndios – Canadá
Uma das surpresas do ano, “Incêndios” é de uma vivacidade pouco experimentada no cinema, mesmo dentre os filmes que retratam o Oriente Médio. Ao mostrar a jornada dos irmãos em busca de suas origens, o filme nos leva a conhecer todo um lado diferente do povo que acompanha uma guerra sem fim. Assim como os irmãos ficam abismados diante do que presenciam, algo que irá mudar suas vidas. Foi indicado ao Oscar, mas perdeu para o dinamarquês “In a Better World”. 


Efeitos Especiais
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
A franquia já tinha lidado com dragões antes, mas aquele que é mostrado em “HP7.2” tem proporções ainda maiores e se move de forma completamente diferente, destruindo tudo o que vê pela frente, ao sair do Banco Gringotes. Essa e outras sequências ainda mais alucinantes, como a destruição quase que completa do castelo de Hogwarts, são as responsáveis por levar a série a um outro patamar, uma briga de gente grande, no que diz respeito aos efeitos especiais. 

Melhor Filme Nacional
O PALHAÇO
Em seu segundo filme como diretor, Selton Mello levou muita gente aos prantos em um filme que trata sobre o circo e a vida de um palhaço. Ao contar os bastidores desse universo, o ator/diretor despe um pouco da magia que há por trás dos espetáculos para contar um pouco da história de Benjamin, um palhaço em crise existencial. Resultado: uma homenagem a essa arte tão nobre, porém esquecida e ainda um dos melhores filmes do ano.

 


Ator Nacional
Paulo José – O Palhaço
Mesmo sendo Benjamin o personagem principal, é a figura de Valdemar, interpretado por Paulo José, que dá o tom ao filme, do palhaço orgulhoso em fazer as pessoas rirem e daquele que apoia o filho diante de todas as suas adversidades. Paulo José, um dos veteranos da atuação no Brasil, está em ótima forma e entrega um personagem cativante e emocionante.

 



Atriz Nacional
Deborah Secco – Bruna Surfistinha
Quem vê Raquel Pacheco hoje saracoteando em programas de TV até esquece que ela ralou um bocado até chegar ao status de Bruna Surfistinha. Ela foi do luxo ao lixo, retornando ao luxo, com essa passagem toda sendo mostrada através da atuação de Deborah Secco, que esquece todo o pudor e encarna a personagem com vontade. O filme pode ter romanceado demais a história de Raquel, mas Deborah seguiu o roteiro em um dos personagens mais importantes de sua carreira.



 

Filme + Cool
Sucker Punch – Mundo Surreal
“Sucker Punch” é subestimado, infelizmente. Zack Snyder passou tempo demais guardando segredo sobre seu último filme, mas valeu a pena. A trama visual do filme, que envolve longas sequências de batalhas na imaginação da personagem Babydoll, misturadas à realidade, fez do filme um grande videogame, onde o espectador é convidado a jogar mesmo que seja apenas com a imaginação.




Melhor Ator/Atriz menor de 18 anos
Elle Fanning – Um Lugar Qualquer
Parece que talento é algo natural na família Fanning. Seguindo os passos da irmã, Dakota, Elle Fanning conseguiu ótimos papeis no cinema, conseguindo se distanciar da sombra da irmã e trilhando o próprio caminho. Em “Um Lugar Qualquer”, da diretora Sofia Coppola, Fanning não faz mais do que ser uma adolescente, mas a expressão nos seus olhos, quando precisa se aproximar emocionalmente do pai, um popstar interpretado por Stephen Dorff, é a prova de tudo o que ainda vamos presenciar. Fanning ainda atuou em “Super 8” e em “Compramos um Zoológico” em 2011.


Melhor Personagem Secundário
Ceaser (Planeta dos Macacos)
O líder de uma rebelião, o primeiro de uma linhagem de chimpanzés evoluídos, o mais humano de todos os macacos. Ceaser está como secundário, mas seu papel é fundamental para todo o desenrolar de “Planeta dos Macacos”, não apenas a origem, mas de toda a filmografia da série que, graças a ele, precisará ser revista com outros olhos.

Veja os indicados ¬ Confira os outros anos: 2008 / 2009 / 2010