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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Harry Potter e a Câmara Secreta


Harry Potter and the Chamber of Secrets

(EUA,UK, 2002). De Chris Columbus. Com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Richard Harris, Kenneth Branagh, Tom Felton, Maggie Smith, Julie Walters, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Fiona Shaw, Richard Griffiths, Jason Isaacs, Shirley Henderson, Gemma Jones e Christian Coulson.

É curioso como “Harry Potter e a Câmara Secreta” é considerado o mais fraco de todos os filmes da série justamente por ser o que é: uma sequência. Tanto o livro quanto o filme, não importa as diferenças que eles tenham entre si, são sequências diretas que repetem elementos do primeiro título, “A Pedra Filosofal”. A diferença é que o que J.K. Rowling fez no livro, para acostumar o leitor à obra, Chris Columbus faz parecer preguiça, repetindo elementos e até mesmo a trilha sonora. Por mais bem feito que tenha sido e importante como um todo para a história geral, é isso que “A Câmara Secreta” é no fim das contas: preguiçoso. Não espanta o filme ter sido lançado exatamente um ano depois do primeiro, dada a correria.

Harry está perto de começar o seu segundo ano em Hogwarts quando Dobby, um elfo doméstico, o avisa de que o garoto corre perigo mortal se voltar à escola. Potter, claro, está disposto a voltar e Dobby arma de tudo para atrapalhar sua vida na escola. Porém, quando chega na escola, Harry começa a perceber que os avisos de Dobby têm fundamento: alguma coisa começa a atacar os alunos nascidos trouxas na escola e todos acreditam que é o herdeiro de Salazar Sonserina, um dos fundadores da escola, que construiu a Câmara Secreta, o lar de um monstro em Hogwarts, há mais de mil anos atrás. O que Harry não esperava é que as suspeitas recaíssem sobre ele, quando o mesmo descobre que tem o poder de falar com cobras, o animal símbolo da Sonserina. Harry agora tem que provar sua inocência e descobrir quem está por trás dos ataques.

Assim como no livro anterior, são muitos os detalhes e tramas paralelas, mas a maior inimiga foi a pressa. Levar tudo correndo aos cinemas um ano depois fez com que Columbus reaproveitasse muita coisa do primeiro filme, o que deu certo tom de falta de originalidade e presença, diferente do que se vê com David Yates, por exemplo. Mesmo assim, a trama ganha a agilidade necessária para contar a história e são gastos outros esforços para construir a Câmara Secreta (que realmente tem um dos visuais mais bacanas da série) e os monstros do filme, a acromântula Aragogue e o basilisco. Destaque também para as cenas do carro voador, que adquire personalidade como se estivesse vivo.

“A Câmara Secreta” também tem as passagens inúteis, como em “A Pedra Filosofal”, com uma importância exacerbada que nem se encaixam na história. Salvam mais uma vez a atuação de pessoas como Richard Harris, Maggie Smith e Kenneth Branagh, como o canastrão Gilderoy Lockhart. Harris, aliás, fez um Dumbledore muito mais sereno do que os vistos nos demais filmes, mas contribuiu com peso na saga. Esse seria o último filme de sua carreira.

No fim, os erros de “A Câmara Secreta” só se redimem porque a história entra no contexto do geral e os fãs sempre o verão como um ‘filme do Harry Potter’. O filme também é divertido e leve, mas não imprime a mesma aura do antecessor (ou predecessores).

Ponto alto: a luta de Harry com o basilisco no interior da Câmara Secreta.

Ponto baixo: Quase todas as cenas de Draco Malfoy. Não por causa de Tom Felton, mas porque o personagem sempre aparece fazendo algo sem sentido e sem explicação, como rasgando um livro ou sacudindo uma caixinha.

Nota: 6,5

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Road to Potter 7.2
Harry Potter and the Philosopher’s Stone

(EUA,UK/2001) De Chris Columbus. Com Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Richard Harris, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Maggie Smith, Ian Hart, John Gleese, John Hurt, Tom Felton, Richard Griffiths e Fiona Shaw.

Há dez anos, a Warner apostava tudo no início de uma franquia que já estava indo bem na literatura. J.K. Rowling já tinha publicado quatro livros quando “Harry Potter e a Pedra Filosofal” foi lançado. O primeiro de todos os filmes é, talvez, o mais infantil de todos, já que junto com Harry, somos apresentados a um mundo em que presenciamos apenas em contos de fadas, mas que, de alguma maneira, se tornou real. Chris Columbus, o diretor expert em contar histórias pra crianças, foi chamado para a missão que se tornaria um dos filmes de maior bilheteria da história.

Harry Potter é um menino de 11 anos que mora com os tios, já que os pais morreram. Ele dorme em um armário sob a escada e é maltratado pelos tios. Sua vida está prestes a mudar quando ele descobre que é um bruxo e tem uma vaga garantida na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Mais do que isso: há exatos 11 anos, Potter foi o responsável pelo sumiço de um grande bruxo do mal, Lord Voldemort, o responsável pela morte dos seus pais. Enquanto está na escola aprendendo a ser bruxo, Harry conhece dois grandes amigos, Rony e Hermione, e juntos acabam descobrindo um plano secreto que esconde a pedra filosofal nas masmorras do castelo de Hogwarts. Com a desconfiança de que o professor de poções, Severo Snape, está atrás da pedra, o trio de alunos investiga a trama sem saber que algo muito maior está por trás disso tudo.

Resumir “A Pedra Filosofal” é uma tarefa difícil. Imagina então para um diretor que tem que colocar em duas horas e meia as expectativas de fãs do mundo inteiro. Essa foi a tarefa de Chris Columbus, que acabou criando uma narrativa rápida e às vezes perdida para retratar os acontecimentos do primeiro filme. O diretor se apóia demais no conhecimento prévio das pessoas sobre a história e criou um filme rápido e ágil, mas por vezes confuso.

Apesar disso, o que chama a atenção no primeiro filme da série é o visual. O mundo mágico e o castelo de Hogwarts, além dos figurinos, são o ponto alto do filme, junto com os efeitos especiais que criam trasgos, dragões e um imenso cão de três cabeças! Dentro do que se propõe, o filme cria uma atmosfera mágica (jura???) que convence, apesar de alguns aspectos serem sofríveis, como o trasgo montanhês e o Voldemort encarquilhado no final do filme.

Com o apoio de atuações até brilhantes de grandes atores ingleses como Maggie Smith, Fiona Shaw e Richard Harris, “A Pedra Filosofal” foi o começo perfeito da franquia, por misturar o lado inocente de Harry, assim como todos os espectadores que não sabem o que está por vir, com o lado negro que começa a aparecer de novo no mundo mágico, dando uma pista para tudo o que ainda viria a acontecer nos episódios seguintes.

Ponto alto: O jogo de xadrez de bruxo em tamanho real, mostrando a determinação dos personagens e a amizade que os guiaria por toda a saga.

Ponto baixo: as partes que se atropelam em diálogos non-sense, como quando Harry simplesmente ‘acha’ que a dor na sua cicatriz é um aviso, e a parte desnecessária do dragão sem sentido (faz sentido no livro, mas já que era pra passar por cima da história, que limassem tudo).

Nota: 8,0


segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Garota da Capa Vermelha


Red Riding Hood

(EUA, 2011) De Catherine Hardwicke. Com Amanda Seyfried, Gary Oldman, Shiloh Fernandez, Max Irons, Virginia Madsen, Billy Burke e Julie Christie.

Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho. Um dia, sua mãe pediu para ela levar alguns doces na casa da sua avó, que morava na floresta. A garota então foi levar os doces para a sua avó. No meio do caminho, Chapeuzinho Vermelho encontrou um lobo e blá, blá, blá. Essa história quase todas as crianças do planeta sabem de cor. O que pouca gente sabe (ou muitas ignoram) é que os contos de fadas foram baseados em lendas sangrentas e obscuras da Idade Média. Chapeuzinho Vermelho não foi uma exceção e sua versão original ganhou as telas agora em “A Garota da Capa Vermelha” pelas mãos de Catherine Hardwicke, a diretora de “Crepúsculo”.

Valerie é uma moça de um vilarejo que está prometida a um rapaz, Henry, embora seja apaixonada por Peter, um lenhador. Quando eles planejam fugir, eles são surpreendidos pela morte da irmã de Valerie pelo terrível lobisomem que assola o vilarejo há várias gerações, embora nenhuma morte acontecesse há alguns anos. Com isso, os homens do local decidem matar a criatura, mas seus esforços são em vão. Somente com a chegada do padre Solomon, os aldeãos descobrem o verdadeiro desejo do lobisomem: Valerie. Ela, que ganhou uma capa vermelha de sua avó, é a chave de todo o mistério. Enquanto tenta descobrir quem é o lobisomem, que pode ser qualquer um da vila, Valerie também precisa descobrir como irá ser feliz ao lado de seu amado, sem ferir os sentimentos da mãe e de seu prometido.

O filme é bem produzido e tem uma direção mais voltada para o público adolescente (especialidade de Hardwicke), embora tenha cenas muito pesadas em alguns pontos. Apesar disso, a história é um tanto quanto fraca, afinal, ainda é Chapeuzinho Vermelho. Poderíamos ter mais sangue, artes das trevas e um lobisomem mais bem feito digitalmente, se a intenção era realmente tratar de uma história sombria. Com Amanda Seyfried, a versão original se transformou em um novo conto de fadas (aliás, incrível como numa aldeia rural da Idade Média tinha tanta gente bonita e limpa!).

Apesar de caprichar no suspense e em boas atuações – mesmo em papeis fracos para nomes como Gary Oldman e Julie Christie -, “A Garota da Capa Vermelha” fica mais preso ao gênero que consagrou a saga “Crepúsculo” entre seus fãs do que a um filme mais sobrenatural e dark, como ele pretendia. Ao final, é mais uma história de amor bobinha que estava sendo contada. Pontos positivos também para todas as menções à história de Chapeuzinho como conhecemos, o que aproxima o espectador da história. A parte do “Vovó, mas que olhos grandes você tem!” é sensacional!

Nota: 6,5


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Último Mestre do Ar

The Last Airbender (EUA, 2010)
De M. Night Shayamalan. Com Noah Ringer, Dev Patel, Nicola Peltz e Jackson Rathbone.

Você sabia que "Avatar: A Lenda de Aang" é um dos desenhos animados mais assistidos da história da TV americana? Por essa mesma razão é uma das animações com mais fãs também. Um desses fãs é M. Night Shayamalan, que resolveu adaptar o desenho para as telonas, com um pouco mais de drama do que o desenho apresenta no seu dia-a-dia. Para azar do indiano, o nome "Avatar" foi registrado tempos antes por James Cameron para... bom, vocês sabem pra quê, o que impossibilitou o uso do nome original da animação para o filme. Sendo assim , foi escolhido o nome "O Último Mestre do Ar", que conta, vejam só, a lenda de Aang.

Antigamente, o mundo era dividido em quatro reinos, cada um conforme os elementos que seus habitantes dominavam: Ar, Terra, Água e Fogo. Apenas uma pessoa era capaz de controlar os quatro elementos e ele recebia o nome de Avatar. Só que os dominadores do Fogo abriram uma guerra contra os outros reinos e passaram a controlar alguns lugares construindo um império. Como é sabido que o próximo Avatar sairia dos dominadores do Ar, eles exterminaram todos os moradores do reino do Ar, exceto Aang, um órfão que fugiu de casa justamente por ter sido escolhido o próximo Avatar. Aang ficou escondido em uma bola de gelo e no reino da Água e foi encontrado por Katara e Sokka. Agora, ele tem que fugir das garras do príncipe Zuko, que precisa do Avatar para retornar o seu lugar no reino do Fogo. Aang e seus novos amigos então embarcam numa jornada para libertar os outros povos enquanto ele aprende a dominar os outros elementos.


O problema com "O Ùltimo Mestre do Ar" é que a história é mirabolante demais e talvez só funcione no desenho. São muitos detalhes a serem contados e o diretor/roteirista se perde ao ter que fazer uma mescla da história com os efeitos especiais necessários para contá-la. Sem falar que tudo é coreografado para que pareça um balé de lançadores de fogo, de ar e de água, deixando tudo um pouco tosco. As cenas de ação até que funcionam bem, mas os efeitos também não ajudam muito.


Enfim, a história indica que haverão mais outros dois filmes, ja que esse foi apenas o Livro Um: Água, deixando margem ainda para o livro do Fogo e da Terra (isso se não cismarem em fazer um do Ar também). M. Night Shayamalan, pelo menos, se mostrou mais eficiente em uma história pré-existente do que em seus filmes de suspense sem sentido, com ventos assassinos e seres aquáticos perturbados. Não é um dos seus piores. Deve agradar aos pequenos e (aí ja não sei ao certo) talvez os fãs do desenho. Mas pra adultos, o filme é chato.

Nota: 6,0

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Saga Crepúsculo: Eclipse

The Twilight Saga: Eclipse
(EUA, 2010) De David Slade. Com Kristen Stewart, Robert Pattinson. Taylor Lautner, Bryce Dallas Howard, Dakota Fanning, Xavier Samuel e Joderle Federland.

A maioria dos não-fãs da saga Crepúsculo torce o nariz de imediato para a produção. E eles tem a sua parcela de razão. Stephenie Meyer escreveu uma história sem um pingo de consistência ou coerência, uma grande desculpa para hormônios em ebulição de adolescentes. Mas no que diz respeito aos livros, "Eclipse" até que é bom. Tem mais ação por conta dos vampiros maus que rondam Seattle e pulverizam os humanos para criar um exército. O que estraga esse clima, que poderia se sustentar muito melhor no cinema, é uma indecisão desenxavida da protagonista Bella Swann em se render ao amor do vampiro ou se deixar levar pelos encantos do lobisomem musculoso. Toda essa baboseira não leva a lugar nenhum e isso se repete no filme. O triângulo amoroso (mais sem graça no terceiro longa) ocupa mais espaço do que a ação, suposta razão de David Slade, de "30 Dias de Noite", estar no comando.

O tempo passa e a formatura de Bella Swann está chegando e ela precisa agilizar sua vida para se transformar em vampira. Edward Cullen só pede uma condição em troca de transformar a garota: que ela se case com ele. Enquanto isso, Bella vira alvo de uma caçada da vampira Victoria, que está formando um exército de vampiros recém-criados para acabar com o clã Cullen. Todo esse esquema da vampira má desperta a atenção dos lobisomens, que se sentem responsáveis por proteger a reserva e Forks. Isso faz com que Jacob esteja novamente presente na vida de Bella, e faz a garota começar a ter dúvidas sobre quem ela ama mais. Quando Victoria e seu exercito começam a se aproximar de Bella, é hora de vampiros e lobisomens unirem forças para acabar com a ameaça, antes que os Volturi se metam na história.

"Eclipse" funciona no fim das contas. Pelo menos pelo princípio de ação que se desenrola na luta dos recém criados e na própria atmosfera e contexto em que eles estão inseridos. Ao mesmo tempo, uma gama de tramas paralelas se desenvolveram para poder organizar os pensamentos do espectador, só que isso se arruma na tela de uma forma confusa. Uma série de flashbacks invadem o espaço, contando a história de Rosalie, Jasper e dos lobos, sem falar das aparições de Victoria. Essa, aliás, é a maior decepção do filme, na pele de Bryce Dallas Howard em seu pior papel desde "A Dama da Água". Howard entrega uma vampira insossa, que em nada lembra a maldade da Victoria dos livros ou dos filmes anteriores, quando foi interpretada pela até-boa-nesse-papel Rachel Lefevre.

A história é recheada com um erotismo não visto ainda na saga, o que é bom na dose que aparece, só que para por aí. Edward se prova um vampiro casto, Jacob um lobisomem frouxo e submisso, embora musculoso e Bella mais uma vez é a mais inútil na história toda, embora todos pareçam se mover ao redor dela. "Eclipse" foi melhor de um ponto de vista comercial que seus antecessores, colocando a ação em evidência e dando um tom mais sensual na trama, mas ainda é vazio de roteiro. Isso é resultado do esforço (ou falta de) de Melissa Rosenberg em tentar traduzir para algo palatável a história fraca escrita por Stephenie Meyer.

Não sou contra a saga Crepúsculo, pelo contrário, sou fã, gosto da história (por alguma razão), e essa é a minha cota de cultura inútil aceitável. Mas simplesmente gostar da história não quer dizer que eu ache o melhor dos livros já escritos pela humanidade. A saga é ruim, fraca, e não importa o esforço da Summit, dos diretores, da roteirista ou dos fãs que lotam as salas dos cinemas: nada salva uma história fraca. Porém, chegamos a um ponto em que eu me pergunto se vale a pena julgar os filmes da franquia. A saga não está sendo levada ao cinema pelos filmes em si, e sim para ganhar dinheiro e satisfazer o voyeurismo de uma legião de fãs sedentos por mais disputas entre o Team Jacob e o Team Edward.


Ah, e Joderle Federland, a Bree Tanner, é a melhor atuação do elenco. Mesmo que só apareça uns dez minutos.
Nota: 4,5

sábado, 24 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas

Alice in Wonderland
(EUA, 2010) De Tim Burton. Com Johnny Depp, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Crispin Glover e Mia Wasikowska.

Demorou mais chegou. A saga da menina Alice que cresceu e acaba retornando ao mundo que ela vistitou um dia, mas que ficou apenas como um sonho. Todos sabiam que, se algum dia fosse produzida uma versão live-action do clássico livro de Lewis Carroll, o diretor da empreitada teria que ser Tim Burton. É com esse filme que o diretor, já cultuado por outras produções suas, entra definitivamente para o conceito "popular", já que qualquer ser vivente do planeta sabe quem ele é. Após criar vários mundos paralelos ao nosso, Burton recria mais um com maestria, provando porque só ele pode fazer o que ele faz.

O novo filme começa com uma Alice prestes a completar 20 anos e receber um pedido de casamento de um lorde inglês e assim salvar sua família. Porém, ela vive sendo assombrada por um sonho com coelhos de paletó, animais falantes e um mundo totalmente diferente do seu. Quando ela reencontra o coelho, trata de seguir o animal, entrando mais uma vez pelo buraco que a leva de volta ao Mundo Subterrâneo. Dessa vez, Alice foi atraída pelos habitantes de lá, pra que se cumpra uma profecia onde ela retorna e destrona a Rainha Vermelha. Só que pra isso ela tem que não apenas provar para os outros que ela é a mesma menina de antes, mas descobrir ela mesma quem é a Alice de verdade. Para isso, ela conta com a ajuda dos estranhos habitantes, especialmente do paladino Chapeleiro Maluco.

Tim Burton acertou em não contar a mesma história do desenho clássico da Disney, mas deixa alguns fios soltos que não se prendem corretamente. Tudo é muito atropelado e o que poderia ser uma divertida jornada se torna um tanto quanto cansativa. Alice está perdida, confusa, quer crescer, mas não consegue porque ainda é tão imatura e burra - segundo a lagarta -quanto era quando criança. Se o primeiro filme era sobre ser criança, o segundo é sobre crescer e enfrentar seus fantasmas. O problema é Alice ficar perdida no meio de todos os acontecimentos do Mundo Subterrâneo, enquanto o Chapeleiro Maluco e a Rainha Vermelha roubam toda a atenção.

Claro que não podemos esquecer a razão de ser de "Alice", um grande espetáculo visual, cheio de referências a um mundo saudosista de milhões de crianças do passado. Nesse quesito, tudo é perfeito, sombrio e louco, bem ao estilo Tim Burton. Nem precisamos dizer que o destaque da produção é Johnny Depp, que some na tela para dar vida inteiramente ao Chapeleiro. O mesmo se diz de Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha) e Anne Hathaway (Rainha Branca), além do meu personagem favorito do filme: o gato!

"Alice no País das Maravilhas" não é tão maluco e psicodélico quanto o original. Este parece mesmo ter sido feito para crianças, enquanto o outro parecia um videoclipe do Pink Floyd. Mas se podemos ter alguma lição com isso é nunca colocar expectativas tão altas, mesmo se tratando de Tim Burton. No entanto, não dê ouvidos às críticas e se deixe levar pela magia do filme. Afinal, "Alice" pode não ser isso tudo que nós esperamos, mas definitivamente o filme tem o seu charme e isso já é coisa demais pra uma produção desse porte no século XXI.

Nota: 7,0

quinta-feira, 11 de março de 2010

Percy Jackson e o Ladrão de Raios


Percy Jackson and the Olympians: The Lightning Thief
(EUA, 2010) De Chris Columbus. Com Logan Lerman, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario, Pierce Brosnan, Sean Bean, Catherine Keener, Rosario Dawson e Uma Thurman.

Ontem, no twitter, me disseram que “Percy Jackson” tinha a minha cara, simplesmente por ser uma sensação teen. Como assim, Bial? Tá, tudo bem, eu até gosto dessas coisas adolescentes mesmo, talvez por que eu tenha sido adulto dos meus 13 aos 18 e só agora meio que to curtindo essas coisas... Mas me identificar com Percy Jackson? É um insulto à minha moral cinéfila e anos de dedicação ao grande cinemão mainstream da era de Ouro do cinema...
Tá, você não caiu nessa né? Nem eu. Verdade seja dita é que “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” bem que poderia se promover como o substituto de Harry Potter. O livro surgiu (assim como aconteceu com outros Best-sellers mundiais) no rastro das aventuras do menino bruxo de J.K. Rowling. Talvez por isso tantas semelhanças. Um menino que é abandonado pelo pai e tem a mãe seqüestrada vai para uma escola onde adolescentes tão mágicos quanto ele aprendem coisas. Os seus melhores amigos são um menino e uma menina. Ele tem um mentor protetor, também mágico. E o inconfundível cabelo de cuia. Lembra alguém?
A grande sacada de “Percy Jackson” é colocar os personagens da mitologia dentro do contexto atual. Mas é nas aventuras adolescentes e no espírito de rebeldia que o diretor Chris Columbus se apoiou para conduzir a história. Repleto de clichês, o roteiro infelizmente é fraco e mal conduzido, apesar dos efeitos bacaninhas e da mitologia em si, que eu sempre gostei. Mas em alguns momentos os atores são tão mal explorados que parece que estamos assistindo a um episódio da série “Xena”.

O filme é bom para aquele compromisso de fim de tarde, sabe, quando você só quer saber de cinema pra se divertir? Foi assim que eu fui ver o filme, crente de que a maioria que viu o filme estava surtada para considerá-lo bom demais. Destaque para a atuação de Uma Thurman como a Medusa e para o seu visual também, perfeito. Direção de Arte e efeitos visuais também merecem destaque.

Com a experiência de dois “Harry Potter” na bagagem – os mais fracos, porém essenciais – Chris Columbus vê a possibilidade de comandar uma nova franquia de sucesso, apoiado no sucesso que tem feito o trio principal (?!), sobretudo o moleque Logan Lerman, que é o rebelde sem causa ideal da geração Z século XXI. Até o momento são cinco livros da série. O segundo, “Percy Jackson e os Olimpianos: O Mar de Monstros”, não teve nenhum sinal de que será produzido, mas com a boa repercussão mundial do filme, não me estranha nada que em breve ele apareça.

Ah, e nem pense em descansar da mitologia. "Fúria de Titãs" está vindo aí pra mostrar como é que se faz.

Nota: 6,5



sábado, 22 de agosto de 2009

Curiosidades do Cinema - O Mágico de Oz


"O Màgico de Oz" (1939)
Título Original: The Wizard of Oz
Direção: Victor Fleming
Roteiro: Noel Langley, Florence Ryerson e Edgar allan Woolf, baseado em livro de L. Frank Baum
Produção: Mervyn LeRoy
Música: Harold Arlen
Custo: US$ 2,7 milhões
Arrecadação: US$ 3 milhões, nas primeiras exibições.


-Ganhou 2 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original ("Over the Rainbow"). Foi ainda indicado em outras 4 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção de Arte, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Fotografia - Colorida.

- A MGM pagou a L. Frank Baum a quantia de US$ 75 mil pelos direitos de adaptação cinematográfica de seu livro, uma quantia recorde na época.

- O Mágico de Oz teve 4 diretores. Richard Thorpe iniciou as filmagens e rodou por várias semanas até ser demitido pelos produtores, que consideraram seu trabalho insatisfatório. Nenhuma das cenas rodadas por Thorpe foi incluída na versão final do filme. Ainda em busca de um diretor substituto, os produtores contrataram George Cukor como diretor temporário. Victor Fleming assumiu a direção logo em seguida, mas teve que abandoná-la após ser contratado para dirigir ...E o Vento Levou. Após a saída de Fleming, King Vidor foi contratado para rodar as sequências restantes. Vidor basicamente apenas rodou as cenas em preto e branco, situadas em Kansas.

-Assim como aconteceu com "...E O Vento Levou", Victor Fleming foi o único diretor a levar o crédito por toda a filmagem, mesmo que tenham havido vários diretores.

- Frank Morgan chegou a fazer um teste com uma maquiagem que deixava o Mágico de Oz parecido com o do livro de L. Frank Baum, mas esta foi descartada. Ocorreram mais 5 testes até se chegar à caracterização final do personagem.

-O papel de Dorothy foi dado a Judy Garland no dia 24 de fevereiro de 1938. Depois de escalada, alguns executivos da MGM cogitaram trocá-la por Shirley Temple, mas não conseguiram a liberação da jovem atriz pela Fox. Então, outros executivos da MGM vetaram a idéia.

-Judy Garland tinha 16 anos quando filmou "O Mágico de Oz", sendo que Dorothy é uma criança, bem mais nova que a atriz.

- Inicialmente seria a atriz Gale Sondergaard quem interpretaria a Bruxa Má do Oeste, fazendo uma personagem glamourosa e sedutora como a bruxa má de Branca de Neve e os 7 Anões (1937). Posteriormente os produtores decidiram que a Bruxa Má do Oeste, assim como a grande maioria das bruxas, teria que ser também feia. Foi quando a atriz desistiu da personagem, por não concordar em aparecer feia no filme.

- Os produtores chegaram a cogitar a possibilidade de usar um leão de verdade no filme, com sua voz sendo dublada por um ator contratado.

-Quando George Cukor assumiu a direção, ele trocou o figurino de Dorothy e da Bruxa Má do Oeste, mesmo com algumas cenas já gravadas.

-A roupa do Homem de Lata era feita de alumínio tóxico. O ator Buddy Ebsen desistiu do papel por esse motivo. Foi quando Jack Haley assumiu o posto, sem saber que a roupa era tóxica e alérgica.

- A cada um dos munchkins que aparecem no filme foi pago US$ 50 por semana, enquanto que ao dono do cachorro Totó foi pago US$ 125 por semana.

- Várias das vozes dos munchkins foram dubladas por cantores profissionais, já que muitos de seus intérpretes não sabiam cantar ou até mesmo não falavam inglês corretamente.

-- A maquiagem usada por Bert Lahr para compôr o Leão o impossibilitava de comer objetos sólidos, sob o risco dela ser desfeita. Isto fez com que o ator apenas se alimentasse de sopas e milk-shakes durante boa parte das filmagens.

- A atriz Margaret Hamilton, intérprete da Bruxa Má do Oeste, teve que ficar afastada dos sets de filmagens por mais de um mês, após ter se queimado seriamente ao rodar a cena do desaparecimento de sua personagem da terra dos munchkins.

- A estrada de tijolos amarelos inicialmente seria verde. A mudança de cor aconteceu após uma das paralisações nas filmagens, quando ficou definido que a cor amarela seria a melhor a ser usada em um filme feito com Technicolor.

- A Bruxa Má do Oeste de O Mágico de Oz tem dois olhos, enquanto que no livro tem apenas um.
-- Uma outra versão de "Over the Rainbow" chegou a ser gravada por Judy Garland, quando sua personagem estava encarcerada no castelo da Bruxa Má do Oeste. Durante sua realização a atriz começou a chorar espontaneamente, devido à tristeza da cena. Esta sequência terminou ficando de fora da edição final de O Mágico de Oz.

- O filme foi um dos primeiros a explorar todo o potencial do Technicolor, deixando as cenas do Kansas em um tom de sépia e abusando do colorido no mundo mágico de Oz.

-As frases "Toto, acho que não estamos mais no Kansas", "Não há lugar como o lar" e "Eu a pegarei, minha querida, e seu cachorrinho também" estão entre as 100 mais importantes do cinema.

- Reza a lenda (mais do que comprovada por maníacos) de que o álbum clássico do Pink Floyd, "Dark Side of the Moon", é todo sincronizado com cada cena, cada trecho do filme, como se as músicas da banda fossem narrando a história. O Pink Floyd diz que é tudo pura coincidência.

-O filme é o 3° melhor musical de todos os tempos e o 6° melhor filme de todos os tempos, segundo a respeitada lista do American Film Institute (AFI).

- A canção "Over the Rainbow" foi eleita pelo AFI como a melhor canção de cinema da história e a mais icônica. Já foi interpretada por diversos cantores, mas é a versão do havaiano Israel Kamakawiwo'ole a mais famosa. Essa versão aparece no final do filme "Como Se Fosse a Primeira Vez".