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sábado, 25 de setembro de 2010

A Boca do Lobo

La Bocca Del Lupo
(Italia, 2009) De Pietro Marcello. Com Mary Monaco e Vicenzo Motta.

Não dá pra entender certas coisas conceituais que saem da Europa de vez em quando. Uma delas é esse filme que já passou por festivais como Berlim e Turim, e que agora chega ao Festival do Rio. Uma pena é que o filme não tem muito propósito, a não ser encaixotar um monte de imagens sem sentido encartadas com cenas da história principal, o que ao invés de criar uma linha narrativa, confunde o espectador.

Vamos ao que eu entendi do filme: O matador Enzo e a transsexual Mary se conheceram na prisão e desde então construiram uma vida juntos. Quando Mary saiu da prisão, ela e Enzo continuaram a se corresponder, através de cartas e fitas gravadas por ambos. Um dia ele sai da cadeia e se junta a Mary em um barraco numa região precária de Gênova. E é isso.

O filme se contrói toda com imagens de Enzo se arrastando pelas ruas italianas enquanto uma voz em off vai contando aspectos da vida do casal. É quase como se o diretor Pietro Marcello estivesse tentando filmar uma poesia, mas desse tudo errado. Porque, por mais que a ideia de o espectador ter que adivinhar tudo sozinho seja legal, as peças no quebra-cabeças estão jogadas demais pra serem entendidas, inclusive intercaladas com cenas nada a ver, como pássaros voando por um longo tempo ou vários homens pulando num rio.

Nota: 3,0

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Festival do Rio - A Última Estação


The Last Station (2009)
De Michael Hoffman. Com Hellen Mirren, Christopher Plummer, Paul Giamatti e James McAvoy.

À primeira vista, "A Última Estação" passa a sensação de ser um drama profundo e pesado, afinal, ele mergulha na vida pessoal de Leon Tólstoi, que defendeu o socialismo na Rússia do início do século XX. Mas não é nem de longe um drama pesado. Na verdade, muito mais do que falar da vida de Tólstoi,o filme fala da eterminação da esposa dele para salvar seu casamento e a unidade familiar enquanto ele planeja a revolução. O bom é que o diretor não carrega nas tintas e confia na interpretação dos atores para dar a veracidade necessária a esse tipo de história.

No início do século XX, nos seus últimos dias de vida, Tólstoi, um dos escritores mais cultuados de seu tempo - e fora dele - decide doar todos os seus bens depois de morto para a população, incluindo os direitos autorais de suas obras, como "Guerra e Paz" e "Anna Karenina". Os problemas começam quando a esposa de Tólstoi, Sofia, desconfia dos planos do escritor, o que deve deixar sua família desamparada. Sofia vê o ato como uma traição do marido, que dá mais ouvidos a um amigo do movimento, Vladmir, do que a ela. Mas tudo o que Sofia quer é que sua família permaneça unida e que o marido a ame de volta. No meio de tudo isso está o jovem Valentin, muito ligado na ideologia pregada por Tólstoi, mas que aos poucos percebe que nem tudo deve ser levado ao pé da letra.


O filme traz uns tons de comédia e o diretor leva o filme todo em tons suaves e descontraídos. Eu diria até que o filme me lembra um quadro, pintado com maestria, daqueles que dao vontade de ficar admirando por horas. Além disso, "A Última Estação" traz uma fotografia e uma direção de arte que retratam muito bem a Rússia do início do século passado, completamente bucólica. Se bem que, com tantos atores ingleses no elenco - e falando inglês - às vezes parece que se trata da Inglaterra, e não da Rússia.



Falando no elenco, este está impecável. Com razão o casal protagonista foi indicado ao Oscar desse ano. Christopher Plummer está ótimo como o escritor Tolstói, mas o filme é todo de Hellen Mirren, uma das melhores atrizes do nosso tempo, que prova que realmente merece o titulo de Dama, que recebeu da Família Real Britânica. Além deles, Paul Giamatti e James McAvoy também traduzem o espírito tolstoiano. Todos esses elementos juntos, amarrados ao roteiro e direção de Michael Hoffman, fazem de "A Última Estação" uma ótima experiência no cinema.

Nota: 8,5

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vai começar, galera!!!!



O Rio de Janeiro vai respirar cinema a partir do dia 23 de setembro. Vai começar a 12a. edição do Festival Internacional de Cinema do Rio, com mais de 300 filmes divididos em 18 mostras, que trazem o melhor do cinema mundial para as telas brasileiras.

Este ano, o destaque do Festival vai para o cinema argentino, com a mostra Foco Argentina, que vai trazer filmes como o novo de Pablo Trapero, "Carancho", apresentado no último festival de Cannes, com Ricardo Darín ("O Segredo de Seus Olhos") como protagonista, "Quebra-Cabeças", de Natalia Smirnoff, além de outros filmes.

Entre os convidados internacionais que estarão presentes, está o diretor Amos Gitai, que também será homenageado com uma mostra que fará a retrospectiva de sua carreira, exibindo filmes como o premiado "Kippur: O Dia do Perdão".

A mostra mais esperada pela maior parte dos cinéfilos é o Panorama do Cinema Mundial, onde os principais títulos exibidos nos festivais mundo afora serão apresentados. Na lista entram "Você Encontrará o Homem dos Seus Sonhos", de Woody Allen, "Atração Perigosa", de Ben Affleck, "Route Irish", de Ken Loach, "A Woman, a Gun and a Noodle Shop", de Zhang Yimou,"Somewhere", de Sofia Coppola, que acabou de receber o Leão de Ouro em Veneza, e "Cópia Fiel", que deu a Palma de Ouro de Melhor Atriz a Juliette Binoche este ano.

Para abrir o festival, foi escolhido o longa "A Suprema Felicidade", de Arnaldo Jabor, e para o encerramento, "Lope", de Andrucha Waddington, filme que pode representar a Espanha no Oscar 2011.

Os filmes brasileiros escritos na Premiére Brasil concorrem ao troféu Redentor, onde os melhores filmes são votados pelo jurí e pelos espectadores nas categorias Longa de Ficção, Longa Documentário, Curta de Ficção e Curta Documentário. Além disso, filmes brasileiros fora de competição também serão exibidos, como "Bróder", de Jéfferson De, e "Agreste", de Paula Gaitán.

O Festival do Rio vai até o dia 7 de outubro e estará espalhado por diversas salas no Rio de Janeiro e em algumas praças públicas, com sessões gratuitas. Além disso, serão exibidos filmes em 3D, como "Jackass 3D" e "Avatar: Special Edition".


PS: Os filmes do Festival vão estar comentados aqui, seguidos com o selo abaixo. ^^