sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Matadores de Vampiras Lésbicas

30/outubro/2009

Lesbian Vampire Killers
(Reino Unido, 2009) De Phil Claydon. Com Mathew Horne, James Corden, Myanna Buring, Paul McGann, Silvia Colloca.

É engraçado ver como a moda dos filmes de vampiro veio pra ficar. Não começou com a saga "Crepúsculo", como muitos pensam. A série "Anjos da Noite" chegou muito antes nesse quesito. Mas foi com Bella, Edward e companhia que os vampiros ganharam força novamente no cinema. Tanta força que chegamos ao cúmulo de ter um filme chamado "Matadores de Vampiras Lésbicas", vindo de um país que não esperamos um produto assim, a Inglaterra. Apesar do título, a aura de trash vai se confirmando a cada momento e o filme se mostra uma opção bem divertida. Na verdade, o longa é o mais engraçado do festival até agora.

No filme, dois rapazes são levados a um vilarejo no interior da Inglaterra que está dominado por uma antiga maldição. No passado, Carmilla, a Rainha Vampira dominava a região e criou um exército de vampiras lésbicas.O único capaz de derrotá-la foi o guerreiro McLaren. Mas não sem antes Carmilla lançar a maldição no local. Todas as moças se tornariam vampiras lésbicas assim que completarem dezoito anos e Carmilla retornaria quando o último descendente de McLaren fosse morto, ao receber o amor de uma virgem. É aí que entram o tapado Jimmy McLaren e o desajeitado Fletcher, que topam no meio do caminho com quatro belas garotas que serão o jantar das vampiras lésbicas. Agora, para livrar o vilarejo da maldição - e a si mesmo da morte - Mc Laren e Fletcher precisam correr contra o tempo e impedir o retorno de Carmilla, exterminando todas as vampiras lésbicas.

Sem dúvida, um dos filmes mais divertidos do ano, "Matadores de Vampiras Lésbicas" tenta colocar os europeus no mesmo patamar dos novos comediantes americanos, como Judd Apatow, Seth Rogen e Steve Carrell. E conseguem. O filme não tem a pretensão de ser um épico vampiresco, apesar de muito bem produzido (pecando um pouco por alguns efeitos), mas sim fazer rir e contar uma boa história. Assim, conhecemos um pouco mais do talento dos jovens atores Mathew Horne e James Corden. Atenção para o final, que supõe que deve ter uma continuação.

Nota: 9,0

"Coco Antes de Chanel" estreia hoje

30/outubro/2009


Coco Avant Chanel
(França, 2009) De Anne Fontaine. Com Audrey Tatou, Benoît Poelvoorde, Alessandro Nivola, Marie Gillain.

O que é melhor: a cinebiografia de Coco Chanel ou a oportunidade de ver a maravilhosa Audrey Tatou em ação? Como todo filme francês, esse carrega aquela aura europeia e elegante. Ainda mais quando se fala da mulher que revolucionou o mundo da moda, numa época em que moda nem tinha esse contexto. "Coco Antes de Chanel" é muito mais sobre a mulher do que sobre a estilista.

Gabrielle é uma menina que foi deixada em um orfanato junto com a irmã, Adrienne. Quando crescem, as duas vão trabalhar como costureiras durante o dia, mas cantam em um bar à noite, alimentando o sonho de serem atrizes. Quando Adrienne decide parar de cantar, atendendo a pedidos do amante, Gabrielle vai morar na casa de um admirador, o Barão Etienne, de quem ganha o apelido Coco. Aos poucos, Coco vai se moldando na mulher que se tornaria, impondo sua personalidade no modo de vestir. Numa época em que todas as mulheres andavam de plumas, penas e laçarotes bufantes para se exibir, Coco mostrava a simplicidade. Seus chapéus vão ganhando fama e seu relacionamento com o Barão se desgasta, até que conhece o inglês Artur Capel e se muda para Paris.

O resto é história. Na verdade, o filme mostra mais a trajetória de Coco até se mudar para Paris e começar a fazer fama. Em nenhum momento do filme, o nome Chanel é usado, para se ter uma noção. Mas nem por isso sua personalidade é diminuída no filme, De temperamento forte desde sempre, Coco mostra no seu figurino o que era por dentro. Ela ousou desafiar padrões até então nunca pensados na França antiga. Por exemplo, o fato de uma mulher querer trabalhar era impensável. Por isso, Coco ficou conhecida como o símbolo da mulher moderna e a Maison Chanel é hoje uma das casas de alta costura mais importantes do mundo.

Audrey Tatou respira Chanel em todos os momentos. A diretora Anne Fontaine captou um traço do pouco universo feminino que havia na época e conseguiu transportar para a tela uma belíssima visão do mundo de Coco. A feminilidade da personagem nunca esteve escondida, sempre esteve presente. Só que feminilidade para Chanel não deveria estar nas roupas, apertadas e pesadas, e sim na atitude e isso sim se transparecia nas roupas. Ia dar uma nota menor para "Coco Antes de Chanel" mas nada como uma reflexão para nos fazer mudar de ideia. O mito nunca teria existido não fosse a determinação que o criou.

PS: O apelido de Gabrielle Chanel veio da música que cantava no bar, uma historinha sobre um cachorrinho chamado Coco.

Nota: 9,0

Atividade Paranormal. Você sabe que filme é esse?

30/outubro/2009

Por Wallysson Soares, do Cinema com Rapadura

O terror independente “Atividade Paranormal“, que tem feito um sucesso arrepiante em terras estadunidenses, estreou neste último fim de semana na primeira colocação das bilheterias, apesar da concorrência de “Jogos Mortais VI”. A partir de seu orçamento minúsculo de US$13 mil, o filme já soma mais de US$60 milhões arrecadados. Não demorou muito até que a Paramount Pictures, estúdio que adquiriu a distribuição do longa, discutisse sobre uma possível sequência. “Nós temos os direitos sob uma base mundial para fazer ‘Paranormal 2′ e estamos especulando se fará algum sentido”, informa o presidente da empresa, Brad Grey.

“Atividade Paranormal”, que foi realizado por Oren Peli, estreou pela primeira vez em 2007 no Screamfest Film Festival. Desde então, tem obtido reações entusiasmadas de audiência ao redor do país que se declararam realmente aterrorizadas pela película. Após a compra dos direitos pela Dreamworks, o filme começou a ter um marketing viral pesado. No site oficial da produção, a população podia ordenar que o filme chegasse em sua cidade. Originalmente, o terror estreou em 12 salas, cujo valor já se expandiu para 760.

O filme tem recebido comparações frequentes com “A Bruxa de Blair”, tanto por seu sucesso comercial intimidante ao partir de orçamento curto, quanto por seu conceito. No filme, um casal registra com uma câmera caseira as perturbações causadas por um espírito do mal. “A Bruxa de Blair” custou US$60 mil e arrecadou mais de US$248 milhões mundialmente. O filme, que retratava um grupo de estudantes de cinema que se perdem numa floresta assombrada ao registrar documentário, ganhou uma sequência. Lançado um ano depois, “A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras” fez sucesso limitado e teve recepção negativa da crítica.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Garota Infernal

27/outubro/2009


Jennifer's Body
(EUA, 2009) De. Com Megan Fox, Amanda Seyfried, Johnny Simmons, J.K. Simmons e Adam Brody.

Quantas vezes falei mal de Megan Fox? Um zilhão. Porque eu não gosto dela. Nem um pouco. Ela é justamente o tipo de "High school evil" que o seu mais novo filme descreve. Pra dizer tudo, she's a bitch. Porém, é preciso ressaltar que "Garota Infernal", tão aguardado por esse que vos fala", é seu melhor filme até agora (considerando que sua carreira inclui 2 Transformers e uma bomba chamada "Um Louco Apaixonado"). O filme é bom, prende pelo entretenimento e nem se propõe a algo mais do que isso. Para fazer alguém tão trash quando Jennifer, só poderia ser alguém como Megan Fox. E como as duas casam direitinho no filme, como se Fox tivesse nascido para Jennifer, eu tiro o meu chapéu (só essa vez) para Megan Fox.

Jennifer e Needie são melhores amigas desde muito pequenas. Na escola, as duas são inseparáveis, porém muito diferente. Needie é uma daquelas nerds certinhas, que namora um cara tão nerd quanto ela. Jennifer é a popular da escola, líder de torcida e objeto de desejo de todos os garotos. Uma noite, Jennifer e Needie visitam o único bar da cidade, onde uma banda nova vai se apresentar. Uma tragédia acontece e o bar explode, matando todos os presentes, menos Needie, Jennifer e a banda. Needie vai pra casa, mas Jennifer entra na van da banda acreditando estar seduzindo o vocalista. Na verdade, a banda está planejando um ritual satânico onde precisam entregar a alma de uma virgem ao diabo para fazerem sucesso. O plano funciona, eles ficam famosos, mas o tiro sai pela culatra: Jennifer, óbvio, não é virgem. Em vez de morrer, ela se transforma em uma devoradora de corpos humanos, ou melhor, de homens, matando os garotos da cidade e bebendo seu sangue. Cabe agora à Needie deter a melhor amiga e evitar que mais mortes aconteçam.

O filme é um típico terror adolescente, mas faz tempos que não vemos um filme tão adolescente assim. Que "High School Music" e "Hannah Montana" que nada, essas pragas que vem mostrar que certas coisas só acontecem no mundo da fantasia. Claro que, no mundo real, as gostosas da escola não saem por aí comendo carne humana. Mas fora isso, o universo adolescente está muito bem retratado, melhor do que em "American Pie", por exemplo. Mas claro, quem escreveu já tinha nos mostrado um ambiente real e surreal ao mesmo tempo. O filme é escrito por Diablo Cody, a mesma mente por trás de "Juno". Aliás, Jennifer é exatamente o oposto de Juno.


Amanda Seyfried e Adrien Brody mostram que podem ir além de seus personagens medianos em "Mamma Mia" e "The OC". Mas a bitch Megan Fox bem que podia parar de falar mal dos outros por aí e se comportar direitinho algumas vezes. Ela até que não é de todo ruim não, mas se continuar assim vai ficar sem emprego. Vale lembrar que, mesmo com toda a propaganda, "Garota Infernal" não foi muito bem nas bilheterias americanas. Isso deve se reverter na bilheteria mundial, ja que Fox é uma diva adorada planeta afora. Podia ser melhor e um pouco menos apelativo, mas como diversão tá bom.


Nota: 8,5

Bastardos Inglórios


27/outubro/2009


Inglorious Basterds
(EUA, 2009) De Quentin Tarantino. Com Brad Pitt, Michael Fassbender, Eli Roth, Diane Kruger e Mélanie Laurent.

Pois é, ninguém imginava que ele faria de novo. Ninguém pode ser tão brilhante assim a ponto de erguer um filme do nada existencial entulhado numa gaveta. Mas não estamos falando de qualquer ninguém aqui. É de Tarantino, baby. Quentin Tarantino. Algum tempo depois de ter saído da sessão de "Bastardos Inglórios" ouvi alguém me dizer, ou li em algum lugar, que até então Tarantino estava apenas brincando de ser Tarantino, se descobrindo. Com esse filme, ele mostra que ele é o Tarantino pleno, amadurecido, o cineasta pelo qual o mundo se apaixonou anos atrás com "Pulp Fiction". Se ele queria fazer o filme definitivo, conseguiu.

Na trama de "Bastardos", durante a segunda guerra, na França ocupada pelos nazistas, um francês esconde uma família judia em sua casa mas eles são descobertos pelo coronel Hans Landa. É claro que ninguém sobra vivo e são todos fuzilados, menos uma das filhas, Shosanna Dreyfuss, que consegue fugir. Anos depois, Shosanna se mantém com um cinema antigo com uma outra identidade. Em um outro ponto, o Tenente Aldo Raine lidera um grupo intitulado "Os Bastardos", rebeldes americanos nas linhas inimigas encarregados de fazer só uma coisa, uma coisa apenas: matar nazistas. Os destinos de Shosanna e dos Bastardos irão se cruzar quando um oficial nazista consegue realizar a premiére de um filme-propaganda nazista no cinema de Shosanna e mais, com a presença do Fuhër Hitler em pessoa! Prato cheio para os Bastardos colocarem o plano mais absurdo de todos para matar Hitler e para Shosanna enfim poder vingar sua família. O que não vai ser fácil, para nenhum dos lados, é passar pela astúcia do coronel Landa.


Com um roteiro assim nem parece que "Bastardos" só foi mesmo feito porque Tarantino cansou de olhar para o script inacabado na sua gaveta! O filme levou anos para ser finalizado e as filmagens aconteceram no ano passado, quase que instantaneamente. Obra do destino, milagre divino, ou a genialidade do diretor? O que importa é que quando assistimos ao filme vemos um diretor maduro, não cansado da indústria pop (as referencias apareçam o tempo todo) mas aproveitando-as em um filme, digamos, adulto. E põe adulto nisso! Se o sangue falso espirrando, como em um mangá, em "Kill Bill" não foi suficiente, em "Bastardos" a sua impressão de um bastão de baseball nunca mais será a mesma!

Com um elenco ligeiramente desconhecido - exceto por Diane Kruger ("A Lenda do Tesouro Perdido") e, claro, Mr, Pitt - Tarantino explora ao máximo o potencial de cada um dos atores. Praticamente todas as frases do coronel Landa, interpretado por Christopher Waltz, são marcantes. Eli Roth (diretor de "O Albergue") aparece como ator e dá um show de carisma na tela (ele não parece com o Zachary Quinto, o Sylar da série "Heroes"?). Os Bastardos tem seu momento junto a Diane Kruger, a atriz espiã Bridget von Hammersmark. Mas se falaremos de atuações, os destaques sem dúvida são de Brad Pitt, que interpreta talvez o seu personagem mais forte dos últimos dez anos, e isso incluindo Jesse James, Benjamin Button e Tyler Durden - tá, talvez não Tyler Durden. Outro destaque é para Melanie Laurent, a verdadeira protagonista do filme, cuja personagem o filme não existiria sem.



O melhor filme de Tarantino? Talvez. "Pulp Fiction" é icônico, "Cães de Aluguel" foi marcante, "Kill Bill" é o mais pop, sem dúvida. O que vale aqui é dizer que "Bastardos" é único. O filme de segunda guerra definitivo. E quando dizem isso é verdade, não existe mais nada a contar sobre a segunda guerra. O que restava era uma realidade alternativa, E é isso que Tarantino nos dá com maestria no instigante final. Mas aí, no final do filme, você já está vibrando de felicidade e saltando da cadeira. Tarantino não deve ganhar o Oscar, Mas que merece, merece. Ou talvez não. O filme já é um brinde à sua carreira. Os fãs agradecem. E aposto que ele também.

Nota: 10

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cinema com Rapadura de cara nova!

23/outubro/2009


Gente, dá uma olhada no visual novo do Cinema com Rapadura, o grande portal de cinema que não só me enche d mais conhecimento sobre o mundo cinematográfico como também me dá a honra de contribuir com as notícias! Tudo isso fruto de um árduo trabalho de uma equipe de produtores, redatores e colaboradores e ainda uma direção como a do Jurandir Filho. Vale a pena não só conferir o novo visual como também passar horas navegando nele.



Sem falar que agora ele conta com 3 seções novas: Livros, Games e Quadrinhos. Dá-lhe CCR!!


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Megan Fox volta atrás nas suas declarações contra equipe de "Transformers"

22/outubro/2009

Agora tu vê! Essa daí é louca mesmo. De pedra.

Durante a cerimônia de entrega do Scream Awards 2009, realizado pela Spike TV, a atriz Megan Fox (do inédito "Garota Infernal") declamou elogios à equipe de "Transformers" e refutou todas as declarações que sairam na grande imprensa envolvendo o seu nome.

"Eu não faço isso normalmente, mas eu queria dizer alguma coisa. Tem havido muitas reportagens falsas sobre como eu me sinto sobre esse filme. Eu só quero ser muito clara e dizer que eu tenho me sentido sempre como uma parte muito simples de um filme tão extraordinário", disse ela em seu discurso. Fox ganhou o prêmio de melhor atriz em filme de ficção científica.

Ela continuou: "O filme me tirou da obscuridade e me deu uma carreira, e eu sou completamente grata a todas as pessoas envolvidas com essa franquia". A imprensa americana especula que a mudança de tom de Fox se deva ao relativo fracasso de seu último filme, "Garota Infernal".

O diretor Michael Bay ("Bad Boys") anunciou que "Transformers 3" está em andamento e que ele quer trazer Fox de volta. Foi noticiado também que Bay estaria pretendendo matar a personagem dela nos primeiros minutos do filme, substituindo a atriz por outra.

Entre as confusões envolvendo Fox e a equipe do filme dos robôs, estão comentários dela com relação ao diretor e chegou a compará-lo a Hitler, na sua forma de trabalhar. Em contrapartida, a equipe do filme enviou uma carta onde comparava Fox com atrizes pornô e a chamava de antiprofissional.
Essa foi a notícia "Megan Fox é louca" da semana. Esperemos a próxima.