sábado, 28 de novembro de 2009

Sucesso Absoluto no 1° Cine Gestão

Diante de uma plateia diversificada, que lotou a sala de exibição, o Grupo Probus realizou a primeira edição do Cine Gestão, falando sobre as relações de trabalho, o mercado e sobre os processos de recrutamento e seleção que são desenvolvidos nas empresas. O ambiente era de descontração, tal qual uma verdadeira sala de cinema, contando inclusive com um kit com pipoca, guloseimas e refrigerante para os participantes. O evento excedeu as expectativas, já que o público que compareceu ao evento foi o dobro do esperado.

Baseado no filme "O Diabo Veste Prada", o evento contou com a presença de Helena Monteiro, head hunter da ImpaRH, que levantou o debate sobre as relações de trabalho nas empresas e sobre os métodos de recrutamento e seleção. Os participantes analisaram vários aspectos do filme, como o modo de gestão da personagem Miranda Priestly (Meryl Streep) e o comportamento de Andrea Sachs (Anne Hathaway) na revista de moda Runuway.

Aliás, Miranda foi mais do que defendida pela plateia, que concordou que a gestora tinha competência em fazer o seu trabalho e os seus atos eram justificados para fazer o bom funcionamento da revista de moda. Por outro lado, houve quem percebesse o espírito inovador e de mudanças em Andrea, mesmo que ela tenha se apresentado no início do filme como uma candidata incompetente para o cargo.

Mas o foco principal foi sobre o modo como o trabalho afeta quem você é no seu dia-a-dia. Os debatedores e o público discutiram questões como ética e moral no trabalho. Falaram ainda sobre como conciliar os valores da empresa com os valores que o próprio candidato já tem agregado dentro de si. Para alguns, esses valores do candidato deveriam ser detectados já o processo seletivo. Para outros, isso é impossível de detectar, por estarem lidando com seres humanos.
O evento foi fechado com avaliação positiva pelos participantes, o que já abre portas para que outros eventos do Cine Gestão aconteça. Ao final do evento foi sorteado um convite individual para uma sessão de cinema. Você não esteve por lá? Haverão outras oportunidades, é só ficar ligado no nosso blog, que em breve estaremos divulgando as datas dos próximos eventos.


Acesse aqui o Blog do Cine Gestão

"Distrito 9" pode surpreender no Oscar?

Já começaram as rodas de apostas para o Oscar 2010, e é óbvio as especulações sempre são cheias de expectativas. Mas nem sempre a academia é tão generosa nas suas indicações acabam deixando filmes que realmente mereciam ao menos uma indicação de fora. Foi o que aconteceu ano passado com "Batman - O Cavaleiro das Trevas". O mesmo pode acontecer de novo, mas com um pouco mais de sorte em 2010. "Distrito 9", o filme independente e surpreendente de Neil Blomkamp, pode fazer bonito nas apostas e conseguir uma indicação para melhor filme, já que esse ano a categoria irá ter 10 vagas.

Abaixo, uma matéria que saiu em uma das mais respeitadas agências de notícia do mundo: A Reuters.


LOS ANGELES (Reuters) - Num ano cheio de sucessos inesperados sem grandes estrelas no elenco, "Distrito 9" surge como um campeão de bilheteria ainda mais inesperado do que a comédia "Se Beber, Não Case", feita sob medida para agradar multidões, ou o thriller sobrenatural "Atividade Paranormal". Rodado com um orçamento relativamente baixo para a indústria - cerca de 30 milhões de dólares - e com elenco e diretor (Neill Blomkamp) desconhecidos, "Distrito 9" reverteu a sabedoria convencional de Hollwyood ao combinar uma alegoria sobre o apartheid com uma boa dose de ação. A mistura já rendeu mais de 200 milhões de dólares nas bilheterias mundiais e também obteve uma boa repercussão da crítica.


"Foi uma verdadeira surpresa as ótimas críticas que tivemos", disse o sul-africano Sharlto Copley, 35 anos, à Reuters. "Eu esperava que as pessoas fossem encontrar todo tipo de buracos (na trama) e problemas com a minha atuação, mas acho que os críticos passaram por cima de muitas coisas simplesmente porque é um filme com muito frescor".

"Distrito 9" coloca elementos bem comerciais, como alienígenas e violência, em um ambiente totalmente novo, junto com um subtexto político e um personagem inesperado num filme de gênero - o burocrata nerd interpretado por Copley. Wikus, o personagem de Copley, que não é ator profissional, interpreta um funcionário sul-africano encarregado de retirar cerca de 2 milhões de extraterrestres de uma "township" (favela) de Johanesburgo, mas acaba sendo perseguido por seus próprios empregadores.

"Fiz o filme para mim, que é a única forma que eu acho que se deve fazer um filme", disse Blomkamp, nascido em Johanesburgo. "Achei que fosse agradar a um pequeno núcleo de fãs exaltados de ficção científica, então toda aclamação da crítica tradicional me apanhou desprevenido". Mas será que "Distrito 9" tem chances de vencer o Oscar neste ano, já que a categoria de melhor filme passou de cinco para dez indicados?

"Todos estão muito curiosos sobre como ele irá se sair (na premiação)", disse o crítico Leonard Maltin, do programa de TV "Entertainment Tonight". "É um dos filmes mais comentados do ano, e com razão. É um dos filmes mais originais deste e de qualquer ano", acrescentou. Historicamente, o Oscar premia filmes de fantasia e ficção científica em todas as categorias, menos na principal, segundo Maltin.

Blomkamp, de 30 anos, disse que ficará chocado se "Distrito 9" for indicado ao Oscar de melhor filme. "Mas acho que Sharlto merece uma indicação (de melhor ator), embora eu não saiba se isso é realista." Tanto Copley quanto Blomkamp já estão recebendo convites para projetos em Hollywood
E você, acha que "Distrito 9" tem chances? Façam suas apostas.

domingo, 22 de novembro de 2009

Depois do Feriado - Cinemarcos - 2 anos

"Pra começar a postar num blog, decidi escolher falar sobre o nada. Porque foi assim o feriadão que passou. Um grande nada. Um vazio desesperador, à procura de coisas que deveriam acontecer mas nao aconteceram. Procurando respostas que deveriam ser tão óbvias, mas que não são. Por que a sensação de que nunca estamos satisfeitos com o que temos aparece nas horas em que você menos precisa que elas apareçam? Se alguém que ler souber responder, vou começar a tratar de assuntos assim, a partir de agora. Vou me forçar a escrever um blog. Dividir o que eu passo e sinto, o que eu gosto com quem estiver disposto a ouvir. Quem não estiver, blz. Mas vou me forçar a falar de vez em quando..." - Postado aqui em 20/09/2007.

Foi assim que esse blog começou. Só que quando eu me forcei a falar, eu não consegui parar mais...


Eu não sei ainda o que significam 2 anos escrevendo. Passou tudo tão rápido. Parece que foi ontem que eu descobri que tinha passado no vestibular. Já estava me conformando com a vida de vendedor de material escolar. Mas meu lugar não era ali naquela loja. E eu sabia disso porque cada vez que eu entrava no cinema me via do outro lado do filme. Meu lugar no jornalismo era certo.

A cada salário era um dvd novo, um livro novo sobre cinema, uma nova revista comprada. Eu não tinha como não seguir o jornalismo. Foi quando decidi levar a sério esse negócio de manter um blog - que há dois anos atrás não tinha o mesmo significado que tem hoje. E aqui estamos - O Cinemarcos já virou um substantivo.

Pode parecer bobagem comemorar o aniversário do seu blog. Mas uma vez eu aprendi que existem pessoas no mundo que não tem o luxo da comunicação. Escrever uma carta em alguns países é quase um pecado, um crime. Então, eu tenho sim que curtir o privilégio da comunicaçao que me foi dada e comemorar a superação da guerrilha diária.

Daqui há dois anos eu vou estar aqui, falando da minha formatura e quem sabe aonde eu poderei ter chegado? Mas seja onde quer que eu esteja, nunca vou parar de escrever.



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Lua Nova

The Twilight Saga: New Moon
(EUA, 2009) De Chris Weitz. Com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Peter Facinelli, Michael Sheen, Dakota Fanning, Ashley Greene e Anna Kendrick.

Depois de um ano inteiro de espera, "Lua Nova" finalmente chegou. E pode-se imaginar como foi o dia né, filas longas para entrar, gritaria, multidão, mais gritaria... mas até que a plateia que assistiu o filme comigo soube se comportar muito bem até. Tão bem que talvez eu não precise ver o filme de novo para entender. Entender que a segunda parte da saga é melhor que a primeira, mas que ainda assim "A Saga Crepúsculo" não tem nada de especial demais para virar essa febre toda. Agora, porque o fenômeno existe? Acredito que essa ainda é uma pergunta sem resposta, mas que se deve principalmente a seus protagonistas. Robert Pattinson e Taylor Lautner se tornaram o sonho de qualquer adolescente e os atores chamam bem mais a atenção do que a história em si.
Após um acidente no seu aniversário, Bella é atacada por Jasper Cullen. Isso faz com que Edward tome uma decisão: ele precisa deixar Bella para protegê-la. A garota entra em desespero profundo e entra numa espécie de choque depressivo. Bella descobre que a única maneira de fazer com que Edward volte é se metendo em perigo. Nesse meio tempo, ela se envolve com Jacob Black, seu melhor amigo, e encontra conforto ali. O que ela não imaginava e que o amigo também faz parte de uma lenda: Jake é um lobisomem. A garota fica dividida entre o amor do vampiro que a abandonou e o amigo lobisomem. Toda a confusão mental se resolve quando Edward, achando que Bella está morta, decide se entregar para os Volturi, a realeza dos vampiros.

As correntes que dizem que toda a saga Crepúsculo é ruim não enxerga o filme pela ótica dos fãs. O filme é envolvente e consegue prender a atenção dos espectadores-alvo: os adolescentes! Quem acha que "Lua Nova" é um lixo é porque está acostumado com altos padrões - e, francamente, esses estão difíceis de ser encontrados hoje em dia. Mas o filme, apesar de fracas atuações e escorregadas feias no roteiro, atende bem aos propósitos que se destina: adaptar a obra de Stephenie Meyer e ganhar dinheiro. Ponto.

Por falar em atuações, na verdade estão todos muito bem para o porte do filme, com exceção da protagonista. Kristen Stewart é a única deslocada no meio da história toda. Sua Bella Swann continua não passando nenhuma das emoções que a personagem sofre, e olha que levar um toco do namorado e do melhor amigo não é pouca coisa pra um adolescente, isso sem contar que tem uma vampira sanguinária atrás dela. A trilha sonora do filme e a parte que reúne o clã dos lobisomens - enquanto homens, porque os lobos são um show à parte- também deixam a desejar. "Lua Nova" é um filme para adolescentes ou para aqueles que se permitam um pouco mais de diversão sem culpa. Como já relatei aqui uma vez, tentar comparar filmes como esse com os grandes clássicos é perda de tempo. Cada um funciona à sua maneira. E "Lua Nova" funciona, cumprindo seu papel com os fãs. Que venha "Eclipse".

Sim, eu gosto da saga, mesmo sabendo que a história é ruim, e daí?

Nota: 8,0

O topo do blog

Você sabe quem são eles? Claro que sim. Esses são os personagens que compõem o banner do blog, e foram escolhidos por serem icônicos no cinema mundial. Você pode nunca ter visto "Pulp Fiction", mas sabe o que o filme representa para a cultura pop cinematográfica mundial? Pois muita coisa!

Homem de Ferro - O representante dos filmes de HQ podia ser qualquer um dos heróis que invadiu o cinema na última década, mas o Homem de Ferro tem uma coisa a mais. O filme traz uma aura de recupeação e de superação como nenhum outro dos quadrinhos tem. Talvez seja por trazer Robert Downey Jr. de volta para os holofotes mas o mérito maior de "Homem de Ferro" é provar que existe vida fora do grande circuito de heróis. Sem falar que o filme pode ter sido o pontapé inicial para uma das maiores franquias da História - "Os Vingadores".

Charles Chaplin - Não existe personagem mais relativo a cinema do que O Vagabundo, criado por Charles Chaplin. Conhecido também como Carlitos, no Brasil, Chaplin representa toda a ingenuidade da arte do cinema nos primórdios. Seu nome e sua marca persistem até hoje, no século XXI, onde a tecnologia 3D digital (colorida e sonora) domina. Chaplin foi único e vai permanecer imortal para sempre.

Vincent Vega e Jules Winnfield - Os personagens de John Travolta e Samuel L. Jackson no filme "Pulp Fiction" entraram para a história, assim como o filme, um dos primeiros do diretor Quentin Tarantino. Considerado a obra prima do diretor, o filme mudou totalmente a forma de se fazer cinema no início dos anos 1990, marcado por adaptações melosas de romances rocambolescos. Se "Pulp Fiction" nunca tivesse existido, provavelmente a cultura pop teria permanecido estagnada. Tarantino expôs a verdadeira natureza dos seres humanos através de seus personagens e Vincent e Jules entraram para a eternidade.

Marilyn Monroe - Poucas atrizes viram mito. Pouquíssimas na verdade, e no nosso presente século, ainda nao surgiu uma que seja capaz de se equiparar a Marilyn Monroe - por mais que Angelina Jolie ou qualquer outra tente. Marilyn usou o fato se ser símbolo sexual para se destacar profissionalmente, o que não significa que ela fosse ruim por causa disso. Na verdade, sua sensualidade à flor da pele incentivou milhões de mulheres mundo a fora, em plena revolução sexual. O que seria de Madonna sem ela? O que seria do cinema sem ela? Sua morte precoce fez com que a atriz sensual e poderosa ganhasse status de mártir e virasse uma das marcas mais fortes da cultura mundial.

Shrek - Imagine você, acostumado com as princesas e contos de fadas dos estúdios Disney, vê um pequeno império da animação digital começar a crescer. Os estúdios da Pixar começam a ganhar notoriedade e rapidamente viram absolutos. Até que a DreamWorks tira da manga uma animação sobre contos de fadas cujo personagem principal é aquele que sempre foi o vilão da história: um ogro verde, fedorento e mal educado. Esse é Shrek, o anti-herói da década que veio para quebrar a hegemonia da Disney nas animações. A partir daí, não só a DreamWorks Animation ganhou notoriedade, como outros estúdios também entraram na briga, como a Sony. Sem falar que "Shrek" foi o primeiro a ganhar o Oscar de animação.

Tyler Durden - O símbolo da contravenção em pessoa, Tyler Durden foi escolhido como o personagem de cinema mais importante da história. Porque? Porque ele é o símbolo de todo sentimento que está enterrado em cada ser humano acostumado a viver em um mundo capitralista, egoísta, narcotizante e sem graça. Tyler, interpretado por Brad Pitt, fez de "Clube da Luta" um dos filmes mais cultuados da história e praticamente todas as suas frases foram devidamente memorizadas por fãs. Uma pena não ter sido reconhecido direito pela Academia.

Holy Golightly - Audrey Hepburn estaria comemorando 80 anos em 2009 se estivesse viva. Assim como Marilyn Monroe, entrou para a história como um mito, mas por razões diferentes. Hepburn era dedicada a causas humanitárias, além de uma competente atriz. Ela foi escolhida a mais bela e elegante de todos os tempos, merecidamente. Nem tem como descrever coisas sobre ela, porque nada lhe faria justiça. Apesar de ter sido marcada por vários outros ótimos filmes, como "Sabrina", "A Princesa e o Plebeu" e "My Fair Lady", foi em "Bonequinha de Luxo" que ela se tornou mito, como a acompanhante Holy Golightly. Desde então falar de tomar café, vestidos pretos e jóias da Tiffany's nunca mais foi a mesma coisa.

Leões e Cordeiros - Quem é Quem? RELOADED


Como prometido, o primeiríssimo post sobre cinema do Cinemarcos ganhou uma nova versão. Publicado originalmente no dia 21 de novembro de 2007, o post sobre "Leões e Cordeiros", o filme que eu tinha acabado de assistir, me fez refletir bastante. E agora eu reflito de novo, dando essa cara nova pro post, que estava bem cru, sem imagens, sem informações do filme, sem nada. Mas foi uma das melhores coisas que eu ja escrevi aqui pro Cinemarcos. 2 anos depois as anotações feitas sobre esse filme espetacular continuam atuais - mesmo que os EUA tenham um novo e reacionário presidente. Enjoy. Feliz Aniversário.


Lions for Lambs
(EUA, 2007) De Robert Redford. Com Tom Cruise, Meryl Streep e Robert Redford.

Assistindo ao filme "Leões e Cordeiros", do diretor Robert Redford, você tem a nítida sensação de que vive numa bolha vigiada a todo instante. O filme apresenta razões boas demais para se acreditar que toda a história da atual guerra do Iraque é planejada pelos Estados Unidos com rigor de detalhes.
A história começa mostrando o ponto de vista político de pessoas distintas: uma jornalista, um senador, um professor, um estudante e dois soldados que estão em guerra no Afeganistão. O senador apresenta uma nova medida pra justificar a presença dos soldados americanos no país, alegando que no momento em que as tropas sairem de lá, todo o regime Taliban vai retornar a o Afeganistão. O papel da jornalista seria justamente ajudar a mitifcar toda a coisa.

Aí é que eu me pergunto, na função de futuro jornalista: Esse é realmente o papel da mídia? Fazer as pessoas acreditarem no que não é real para justificar ações governamentais? Falando assim parece que o filme é de uma alta conspiração política, mas reflete simplesmente os aspectos mais radicais da sociedade. A jornalista Janine Roth (Meryl Streep, numa versão que nem de longe lembra a Miranda Priestly de "O Diabo Veste Prada") se vê nesse dilema. Ela deve publicar o artigo assim como ele é, pra ajudar a maquiar as transações do senador, que ela mesma ajudou a criar, ou deve seguir o seu instinto de cidadã ao querer que os filhos americanos em combate no Oriente Médio retornem para casa? Enquanto isso, no canal que Janine trabalha, um telejornal que fala mais sobre escândalos de celebridades e outras baboseiras da televisão de hoje é veiculado com alto sucesso. Cadê a credibilidade numa hora dessas?
O senador, interpretado por Tom Cruise, não vê escrúpulos nem maldade para por seu novo plano tático em prática: mandar soldados americanos como iscas, para que sejam atacados por talibãs rebeldes. Esse ataque gera um contra-ataque natural das tropas americanas e pronto: está justificada a permanência das tropas americanas no Afeganistão.Enquanto isso, numa universidade, o personagem de Robert Redford tenta convencer um aluno a retomar a posição política, já que este abandona os seus ideais por nao acreditar mais no sistema político. Ele usa o exemplo de Arian e Rodriguez, dois estudantes que acreditavam no total engajamento político dos cidadãos para resolver questões governamentais. Esses jovens mais tarde se alistam voluntariamente no exército americano e se vêem no meio da guerra.

Todas as reflexões feitas no filme podem ser completamente absurdas e extremamente ufanistas. Para os brasileiros, a guerra do Iraque nem é tão impactante no nosso cotidiano, mas é só fazer as ligações. Se os apontamentos feitos pelo filme são verdade, então as questões sobre o imperialismo americano que tanto se tem discutido podem ter um fundo de verdade também. Mas é essa a graça do cinema: nos filmes, mesmo as coisas que não fazem o menor sentido podem ser verdadeiras. O importante é pensar.

Nota: 9,5

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Lua Nova" vende mais de 290 mil ingressos antecipados

Do jornal O Globo

Antes mesmo de estrear nos cinemas, "Lua nova" já é um sucesso. Na próxima sexta (20), a dupla Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) volta às telas do mundo todo, dessa vez para protagonizar um triângulo amoroso com Jacob Black (Taylor Lautner), em filme que segue a fórmula que deu certo em "Crepúsculo". Best-seller com 6 milhões de cópias em livro vendidas, "Lua nova" se prepara para bater recordes também no cinema. Só no Brasil, foram vendidos 297,600 ingressos antecipados. Cultuados e venerados em todo o mundo, os astros do filme começam a acreditar na própria lenda: Robert Pattinson comparou o sucesso da franquia à histeria pelos Beatles nos anos 60.

- Eu acredito que poucos seres humanos vão um dia experimentar esse amor que sentimos nos eventos de 'Crepúsculo' - disse o galã na pré-estreia do filme em Los Angeles, na noite de segunda-feira.

Mas não é só por aqui que os vampiros enchem os adolescentes de expectativa. De acordo com o Fandango, um dos sites de venda de ingressos mais populares dos Estados Unidos, "Lua nova" é o filme de maior arrecadação em pré-venda desde sua fundação, em 2000. As vendas antecipadas dos ingressos desbancaram grandes produções como o terceiro episódio de "Guerra nas estrelas", "Harry Potter e o enigma do príncipe", "Batman - o cavaleiro das trevas" e do próprio "Crepúsculo".

Não à toa, o lançamento do novo filme baseado no romance de Stephenie Meyer foi cercado de cuidados. Talvez por medo da pirataria ou mesmo de críticas negativas, as tradicionais cabines - sessões fechadas para a imprensa antes da chegada de um filme aos cinemas - foram abolidas. Durante a passagem dos ídolos Kristen e Taylor pelo Brasil no começo de novembro, apenas 15 minutos do filme foram exibidos para os jornalistas, que viram na sessão a mesmas cenas divulgadas anteriormente pela internet.

Com tanto frenesi, já estão confirmados os novos filmes baseados nos outros romances da saga. O já rodado "Eclipse" tem estreia marcada para 30 de junho do ano que vem e "Amanhecer", o último livro da série, pode se desdobrar em dois filmes. Com cenas passadas no Rio de Janeiro, especula-se que os protagonistas venham até a cidade maravilhosa gravar cenas do episódio final da série de filmes ainda em 2010.