sábado, 5 de dezembro de 2009

Atividade Paranormal

Paranormal Activity
(EUA, 2007) De Oren Peli. Com Katie Featherson e Micah Sloat.

Hollywood tem estado em uma falência cerebral criativa terrível, tanto que a surpresa nas bilheterias americanas em 2009 ficou por conta de filmes independentes, todos eles cheios de expectativas. Cada gênero ganhou seu "filme independente do ano": a comédia ficou com "Se Beber, Não Case"; o romance ganhou "(500) dias com ela"; o drama lançou "Precious", ainda inédito no Brasil, mas que promete levar um Oscar pra casa. O terror se contentou com "Atividade Paranormal", que levou multidões aos cinemas com a pretensão de ser o novo "A Bruxa de Blair" - é incrível como todo ano aparece um. O problema é que o filme é bem chato em sua maioria, dando uma esquentada apenas nos momentos finais.

Katie é assombrada por atividades paranormais desde criança, mas as coisas pioraram depois que ela decidiu morar junto com o namorado Micah. Os fenômenos aumentam na casa e e Micah decide comprar uma câmera para filmar os ocorridos. Eles procuram a ajuda de um sensitivo, que identifica uma causa sobrenatural, que ele nao pode ajudar a combater. O casal então começa a ser cada vez mais assombrado pelos espíritos e Micah começa a investigação para ajudar a namorada, sendo que o problema talvez esteja dentro dela.

Eu estarei mentindo se disser que "Atividade Paranormal" não tem momentos de susto. Mas esses demoram muito a acontecer. Até lá o espectador ja se cansou com a história enfadonha do casal e de efeitos sobrenaturais que poderiam facilmente ser causados pelo vento. Os personagens são bem desempenhados, mas o roteiro não sustenta as atuações. Já no final, as coisas esquentam um pouco , mas o filme apresenta um final inconclusivo, daqueles de fazer voce se arrepender de ter gasto seu dinheiro.

No fim das contas, "Atividade Paranormal" foi mais uma onda de filme independente, mas não tem nem a metade do charme de "A Bruxa de Blair". O filme merece todos os méritos de ter entrado no circuito sendo feito apenas de forma caseira - o longa mal tem créditos finais! É uma forma de ver que é possível tirar o cinema experimental e mostrar que Hollywood precisa de mais atitude. Mas esse filme ainda não pode ser levado totalmente como exemplo. "[REC]", do qual sou incrivelmente devotado, ainda é infinitamente superior.

Nota: 5,0


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Abraços Partidos


Los Abrazos Rotos
(Espanha, 2009) De Pedro Almodóvar. Com Penélope Cruz, Lluís Homar, Blanca Portillo, José Luiz Gómez, Tamar Novas, Rubén Ochandiano.

Um Almodóvar é sempre um Almodóvar. Não importa quão bom ou ruim o filme seja, seu trabalho sempre é reconhecido. É bom sempre ter isso na cabeça, porque "Abraços Partidos" não é o melhor trabalho do diretor, o que não quer dizer que ele seja ruim. Cheio de expectativas (assim como foi ano passado com "Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen), o filme chegou a ao Festival do Rio com lotação esgotada, pessoas amontoadas no chão do cinema para assistir e uma dúvida: qual é o melhor filme de Almodóvar até agora? "Abraços Partidos" abre essa questão, pois se achava que o diretor podia se superar um pouco mais nesse filme, o que não acontece. É um Almodóvar tão bom quanto todos os outros, mas não melhor que eles.

O filme narra a história de Harry, um velho cineasta que ficou cego após um acidente. Ele recebe a proposta de poder trabalhar novamente em um roteiro em parceria com "Ray-X", um produtor iniciante. Na verdade, "Ray-X" é filho de um antigo inimigo de Henry. Quando Diego, filho de Judit, produtora e amiga de Harry, fica na casa deste por alguns dias, um segredo do passado vem á tona. Porque Judit odeia tanto Ray-X? E qual a ligação de Harry na história? O que vai se sabendo aos poucos é o envolvimento de Harry com a atriz Magdalena, mulher do tal antigo inimigo, Ernesto Martel. Ernesto é um rico empresário que se apaixona por Lena quando esta ainda era sua secretária. Os dois se casam e logo se manifesta o desejo de Lena de ser atriz de cinema. Ernesto aceita, e até patrocina o filme. Mas é lá que Lena conhece Harry, ainda conhecido com o nome de Mateo Blanco. Os dois iniciam uma história de amor proibida, que vai ter impacto severo nos seus caminhos.
Um roteiro que só Almodóvar é capaz de escrever, sem falar na metalinguagem. Todos os elementos que o diretor gosta estão lá: as cores vivas da Espanha, mulheres fortes e batalhadoras, gays, histórias dignas de novela. Nesse filme ele escreve tudo com um tom tão intimista que prende o espectador a cada segundo com a história de amor de Lena e Harry. Só perde um pouco o brilho por deixar a ousadia de lado e optar pelo óbvio, que funciona mesmo assim. Ou será que pensamos assim por que é Almodóvar?

Penélope Cruz, musa do diretor, brilha mais uma vez no papel, que, ao contrário do que pensamos, é mais secundário do que principal. Quem se destaca mesmo na atuação é o ator Lluís Homar, intérprete de Harry Caine, já visto em filmes como "Valentim" e "Má Educação". Para responder a pergunta que fiz no começo, para mim o melhor filme de Almodóvar é "Tudo Sobre Minha Mãe", embora ame de paixão "Volver", "Má Educação" e "Fale Com Ela". Mesmo assim, seria impossível escolher o melhor do diretor. Ele e seu estilo são únicos.

Nota: 9,0

Glóra Pires pode se tornar a recordista de bilheteria no cinema nacional


Por Mauro Ventura, para O Globo Online

Falta pouco para Glória Pires se tornar a nova rainha do cinema brasileiro, título conferido informalmente a Xuxa no último Festival de Gramado, quando ganhou um Kikito especial em homenagem ao conjunto de sua obra. Por enquanto, a apresentadora é a recordista de público de 1995 para cá, a chamada Retomada, com 14,7 milhões de espectadores, contra 13,5 milhões da atriz de "Se eu fosse você".

Mas, a partir de 1º de janeiro, quando estreia "Lula, o filho do Brasil" (assista ao trailer) , tudo deve mudar. É bem verdade que dia 25 de dezembro será lançado "Xuxa em O mistério de Feiurinha", baseado no best-seller de Pedro Bandeira. Mas a expectativa do mercado é que o filme sobre a vida do presidente ultrapasse os cinco milhões de espectadores, transformando Glória no grande chamariz atual do cinema brasileiro.

Nada mau para uma atriz que sempre foi mais identificada com a TV, graças a papéis marcantes em novelas como "Dancin' days", "Cabocla", "Vale tudo" e "Mulheres de areia". Somente no ano passado ela rodou três filmes: "Se eu fosse você 2", que se tornou a maior bilheteria da Retomada, com 6.093.200 espectadores, "Lula, o filho do Brasil" e "É proibido fumar" (assista ao trailer) , que estreia esta sexta-feira. Glória vive mesmo uma fase gloriosa.

Do Começo ao Fim

Do Começo ao Fim
(Brasil, 2009) De Alouizio Abrantes. Com Julia Lemmertz, Fábio Assunção, Gabriel Kaufmann, Lucas Cotrim, Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcelos.

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que "Do Começo ao Fim" é um filme corajoso. Só de o diretor ter pensado em contar a história que conta é preciso muita, mais muita coragem. O cinema brasileiro, apesar de escrachado em nudez e sensualidade, ainda não está preparado para quebrar paradigmas e encarar relações normais entre indivíduos do mesmo sexo, sem toda a pompa de uma parada gay. Pra piorar a situação, o diretor ainda fala de incesto homossexual, um assunto que não passa perto nem das mentes mais mirabolantes. Com tudo isso, é lógico que o filme iria gerar a polêmica que gerou. O problema com o filme não é nem com a questão do incesto, ou do homossexualismo. O problema do filme é que ele é só isso, mais nada. Nada de interessante.

Tomáz e Franciso são meio-irmãos criados sob o mesmo teto, vivendo com a mãe e o padrasto. Na infância, os dois são ligados e conectados de uma forma inexplicável, o que faz a mãe refletir sobre a intimidade dos dois. Quando crescem e se tornam homens livres, os dois assumem a paixão que sentem um pelo outro e deixam aflorar o amor que sentiam em um relacionamento puro e verdadeiro. Quando Tomaz, que é nadador, recebe um convite para treinar na Rússia, os dois vem a chance de se separarem pela primeira vez na vida, e precisam encontrar um modo de vencer a distãncia, sem perder o a mor e a fidelidade um do outro.

A história é polêmica sim, mas depois que os dois crescem, não há mais nada com o que se preocupar. Depois que o público se encontra com os personagens Tomaz e Francisco adultos, não adianta mais formular problemas ou soluções: o mundo se torna perfeito pros dois. Pense: eles são irmãos que se amam. Mas a mãe aceita, o pai aceita, eles não enfrentam nenhum problema de homofobia ou choque de realidade com a sociedade, não enfrentam problemas com a legalização do casamento gay, não tem amigos íntimos dando satisfação. Então, qual o propósito do filme? Que discussão ele levanta? Beleza, o garotos são irmãos e se amam, transam loucamente o dia inteiro e tudo mais. E?


O filme está até certo em deixar de lado as questões de certo ou errado. O problema é que não há problema! É tudo muito passivo (sem trocadilhos). O único graaande problema é quando os dois se separam e percebem que nao podem mais viver sem o outro. Mas tudo isso é solucionado facilmente pelo espectador na mesma hora em que o problema aparece pra eles na tela. E eles demoram mais uma hora inteira de filme para chegar a um resultado óbvio.

Dou todos os méritos ao diretor por contar a história e ainda mais mérito aos atores por fazerem esses papeis tão controversos - mesmo que pareça que eles vivem numa bolha. Mas contar uma história só pela história não tem muita graça. Apimentar o público com tórridos romances entre dois homens só funciona com gays - héteros não preconceituosos não vão achar muita graça. Um roteiro infelizmente sem profundidade para uma história que poderia render muito mais coisa. Mesmo a proposta de falar das várias formas de amor se perde. É chato dizer que a história é até até bonita, mas foi só barulho.

Nota: 5,0

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Trilha

A Perfect Getaway
(EUA, 2009) De David Twohy. Com Mila Jovovich, Timothy Olyphant, Kiele Sanchez, Steve Zahn, Chris Hermsworth e Marley Shelton.

Já tinha dado algumas notícias sobre a realização de "A Perfect Getaway" e estava intrigado para assistir ao filme desde então. Na primeira oportunidade em que tive uma folga fui assistir e confesso que sabia que o filme ia ser mais um daqueles manjadões, que voce sabe do final antes mesmo de assistir ao começo. Dito e feito. Como vi uma crítica dizer, "A Trilha" é um daqueles filmes que precisa se sustentar com uma reviravolta final. Ela até existe, mas só que as possibilidades são tão poucas que fica fácil para o espectador imaginar como o filme termina. O empolgante da situação é a ação que se deslancha apenas nos instantes finais e os personagens. Você se sente atraído pelo charme dos personagens centrais e se deixa levar pelo clima do Havaí. Mais uma daquelas diversões sem culpa, só que sem muito espetáculo.

Sinopse: Um casal (Zahn e Jovovich) decide passar a lua de mel no Havaí e começa a explorar o local. No meio da aventura eles encontram um outro casal (Olyphant e Sanchez), um tanto quanto mais liberal, e decidem seguir viagem juntos por uma trilha que leva a uma praia isolada e linda. Só que eles descobrem que há um outro casal de assassinos na ilha, que cometem brutalidades com outros casais que também estão na ilha. A partir daí, eles começam a desconfiar uns dos outros e ficam cada vez com os olhos mais abertos, prestando atenção nos movimentos dos companheiros.

Na história de "A Trilha" ainda aparece um casal extra, os "marrentos" caroneiros interpretados por Chris Hemsworth (o futuro Thor) e Marley Shelton, outro casal suspeito de serem os terríveis assassinos. Tudo é muito óbvio nesse filme, mas há uns pontos de diversão. Não sei se e o carisma dos personagens ou o visual do Havaí ou a edição do filme, sei lá. Alguma coisa prende o espectador até o fim do filme, mesmo que já se saiba tudo o que vai acontecer. Sem falar que é muito esquisito e diferente ver Mila Jovovich em um papel decente, sem ser um androide ou uma máquina de caçar zumbis. Não precisa assistir não, pode esperar sair no Supercine, mas fique à vontade pra ver quando passar.

Nota: 6,0

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

"Vampire" é uma das palavras do ano, diz pesquisa


Já pensou se o ano de 2009 fosse resumido em algumas palavras? Pois alguém pensou nisso. Uma pesquisa feita pelo instituto Global Language Monitor revelou as 15 palavras que mais foram ditas e que se destacaram no ano. Dentre as 15, o termo "vampire" aparece na quinta colocação.


Em primeiro lugar, aparece o termo "twitter", confirmando o suceso da ferramenta de microblogging no mundo todo. Em seguida vem os nomes "Obama", "H1N1", nome dado ao vírus da gripe suína e "Stimulus", nome relativo a fiscalização política americana.


Mas não é surpresa a inclusão do termo "vampire" na lista, afinal o ano de 2009 foi dominado pela megapopularização da "Saga Crepúsculo", com o lançamento do último livro da saga, "Amanhecer", com o lançamento do DVD do primeiro filme, "Crepúsculo" e com o lançamento nos cinemas do segundo filme, "Lua Nova", sem falar na popularização dos astros da franquia, Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner.


"Vampire" também pode ser refletido em outras produções, como nas séries de TV "True Blood" e "The Vampire Diaries", assim como o livro que leva esse nome e em filmes como "Matadores de Vampiras Lésbicas", "Cirque Du freak: O Assistente do Vampiro" e "Deixa Ela Entrar".


Veja todas as 15 palavras classificadas pelo Global Language Monitor:

1-Twitter
2-Obama
3-H1N1
4-Stimulus
5-Vampire
6-2.0
7- Deficit
8-Hardron
9-Healthcare
10-Transparency
11-Outrage
12-Bonus
13-Unemployed
14-Foreclosure
15-Cartel

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mostra DAVID LYNCH – O LADO SOMBRIO DA ALMA


A Mostra David Lynch – O lado sombrio da Alma vai exibir a obra completa de um dos diretores mais polêmicos do cinema mundial. São 40 filmes - todos os seus longas, curtas, filmes que ele só produziu, apenas atuou, as séries de TV, o material exclusivo para a internet, suas influências, comerciais para a TV, os filmes de sua filha (Jennifer Lynch), cineastas que o influenciou, documentários sobre ele e que ele participa.

O curador da mostra, Mario Abbade, conseguiu reunir todo o material que o cineasta já produziu em seus mais de quarenta anos de carreira artística no cinema e na TV. Com exceção dos longas-metragens, grande parte do material é inédita no Brasil e a maior parte não chegou a ser lançada em DVD no exterior. As matrizes são de VHS dos anos 80, 90, 2000 que, apesar da qualidade inferior, é uma oportunidade única para o público poder conhecer as multifacetas desse renomado artista contemporâneo.


Entre os destaques da programação estão O Homem Elefante, de 1980, segundo longa de Lynch e filme que o projetou internacionalmente; Coração Selvagem, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1990, quando Lynch já se consolidava como nome incontornável do cinema de autor americano; Cidade dos Sonhos, de 2001,
que continua a explorar com maestria seu universo cinematográfico particular e perturbador, e com o qual arrebatou prêmios importantes do cinema, como o de melhor diretor no Festival de Cannes e seu último filme, Império dos Sonhos, de 2006, todo realizado em câmera digital. Depois desse trabalho, Lynch anunciou que nunca mais iria trabalhar com película, pois no formato digital suas idéias não seriam mais limitadas.

Destaque também para os inéditos e poucos conhecidos do grande público:
Mystery Disc, On the Air, Hotel Room, Industrial Symphony N0. 1 (Espetáculo surrealista com a cantora Julee Cruise em meio a um jogo de cenas e de dança moderna), Ruth Roses and Revolver ( David Lynch escreveu e apresentou esse documentário sobre o surrealismo para o programa Arena da televisão britânica BBC), Lynch (One), Hugh Hefner (biografia sobre o dono da Revista Playboy), I Don't Know Jack, Dumbland, Dynamic 01: The Best of David Lynch.com, School of Thought (abaixo relação completa)

filmes da mostra:

- Curtas: Six Figures Getting Sick (1966), The Alphabet (1968), The Grandmother (1970) e Six The Amputee (1974), The Cowboy and the Frenchman (1988), Lumière et compagnie (1995), Darkened Room (2002) e Absurda (2007).
- Eraserhead (idem) de David Lynch (EUA, 1977).
- O Homem Elefante (The Elephant Man) de David Lynch (EUA, 1980).
- Os Beatniks (Heart Beat) de John Byrum (EUA, 1980). Com David Lynch (participação especial)
- Duna (Dune) de David Lynch (EUA, 1984).
- Veludo Azul (Blue Velvet) de David Lynch (EUA, 1986)
- Ruth Roses and Revolver (idem) de Helen Gallagher (EUA, 1987). Com David Lynch.
- Zelly & Eu (Zelly & Me) de Tina Rathborne (EUA, 1988). Com David Lynch.
- Hollywood Mavericks (idem) de Florence Dauman e Gale Ann Stieber (EUA, 1990). Com David Lynch
- Industrial symphony no 1 – The dream of the broken hearted (idem) de David Lynch (EUA, 1990).
- Coração Selvagem (Wild at Heart) de David Lynch (EUA, 1990).
- American Chronicles (TV) (idem) de Mark Frost, Robin Sestero, Ruben Norte, Greg Pratt e Marlo Bendau (EUA, 1990). Produção executiva de David Lynch
- The Cabinet of Dr. Ramirez (idem) de Peter Sellars (França/ Alemanha/ EUA/ Reino Unido, 1991). Com Mikhail Baryshnikov, Joan Cusack, Peter Gallagher e Ron Vawter. Musical. Lynch atuou como produtor executivo do filme, mas, como “Crumb”, apenas emprestou seu nome para apoiar e não teve qualquer envolvimento real com a realização do mesmo
- Twin Peaks (1990-1991) (TV) (Twin Peaks) de David Lynch e Mark Frost (EUA, 1990).
- Twin Peaks – Os últimos dias de Laura Palmer (Twin Peaks – Fire Walk with Me) de David Lynch (EUA, 1992).
- On the Air (TV) (idem) de (EUA, 1992). Dois episódios escritos por David Lynch
- Hugh Hefner: Once upon a time (TV) (idem) produção executiva David Lynch
- Hotel Room (TV) (idem) (1993). . O primeiro e o terceiro episódio são dirigidos por David Lynch, que também protagoniza o primeiro ao lado do ator Harry Dean Stanton
- Encaixotando Helena (Boxing Helena) de Jennifer Lynch (USA, 1993) (produção executiva David Lynch
- Crumb (idem) de Terry Zwigoff (EUA, 1994). apenas emprestou seu nome para apoiar e não teve qualquer envolvimento real com a realização do mesmo
- Nadja (idem) de Michael Almereyda (EUA, 1994). Participação especial de David Lynch
- A Estrada Perdida (Lost Highway) de David Lynch (EUA, 1997).
- Rammstein (idem) de David Lynch (EUA, 1997).
- Pretty as picture: the art of David Lynch (idem) de Toby Keeler (EUA, 1997). Com David Lynch
- A História Real (The Straight Story) de David Lynch (França/ Reino Unido/ EUA, 1999).
- Scene by Scene (TV) (Idem) de Mark Cousins (Reino Unido, 1999). Entrevista com David Lynch
- Cidade dos sonhos (Mulholland Dr.) de David Lynch (EUA, 2001).
- I Don’t Kown Jack (idem) de Chris Leavens (EUA, 2002). Com David Lynch
- Rabbits (idem) de David Lynch (EUA, 2002).
- Dumbland (Idem) de David Lynch (EUA, 2002). Com: todas as vozes são feitas por David Lynch.
- Commercials (Idem) de David Lynch (1981 a 2002). Filme Publicitário.
- Império dos Sonhos (Inland Empire) de David Lynch (França/ Polônia/ EUA, 2006).
- Dynamic:01: The Best of DavidLynch.com (idem) de David Lynch (EUA, 2007).
- Mais Coisas que Aconteceram (More Things that Happened) de David Lynch (França/ Polônia/ EUA, 2007).
- Lynch (One) (idem) (EUA, 2007). Com David Lynch
- Mystery Disc (idem) de David Lynch (EUA, 2008)
- Sob Controle (Surveillance) de Jennifer Chambers Lynch (EUA/ Alemanha, 2008).
- School of Thought (idem) de Tony Perri (EUA, 2009). Com David Lynch
- Transcendendo Lynch (Idem) de Marcos Andrade (Brasil, 2009). Documentário.

Material Extra – As Influências de David Lynch:

- Um Cão Andaluz - A Idade Do Ouro (Un Chien Andalou/L´Age d´Or) de Luis Buñuel e Salvador Dali (França, 1928).
- O Mágico de Oz (The Wizard of Oz) de Victor Fleming (USA, 1939).
- A Estrada (La strada) de Federico Fellini (Itália, 1954).
- O Iluminado (The Shinning) de Stanley Kubrick (Reino Unido/ USA, 1980).


Além da exibição dos filmes, todos os livros e CDs produzidos por Lynch estarão expostos na área do cinema da Caixa e, durante os intervalos das sessões, o público (portador do ingresso) poderá degustar o café orgânico produzido pelo diretor, especialmente importado para a mostra.

O evento conta ainda com uma mesa redonda sobre a obra de Lynch, com participação de José Wilker, Fernando Ceylão e Mario Abbade, terça, dia 15 de dezembro, na sala de cinema da Caixa.


Mostra David Lynch – O Lado Sombrio da Alma de 08/12 a 20/12
Caixa Cultural (Cinemas 1 e 2) Avenida Almirante Barroso, 25 - Centro - Rio de Janeiro Tel.: 21 2544-1019 (próximo a Estação Carioca do Metrô) Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00