Paranormal Activity
(EUA, 2007) De Oren Peli. Com Katie Featherson e Micah Sloat.
Hollywood tem estado em uma falência cerebral criativa
terrível, tanto que a surpresa nas bilheterias americanas em 2009 ficou por
conta de filmes independentes, todos eles cheios de expectativas. Cada gênero
ganhou seu "filme independente do ano": a comédia ficou com "Se
Beber, Não Case"; o romance ganhou "(500) dias com ela"; o drama
lançou "Precious", ainda inédito no Brasil, mas que promete levar um
Oscar pra casa. O terror se contentou com "Atividade Paranormal", que
levou multidões aos cinemas com a pretensão de ser o novo "A Bruxa de
Blair" - é incrível como todo ano aparece um. O problema é que o filme é
bem chato em sua maioria, dando uma esquentada apenas nos momentos finais.
Katie é assombrada por atividades paranormais desde criança,
mas as coisas pioraram depois que ela decidiu morar junto com o namorado Micah.
Os fenômenos aumentam na casa e e Micah decide comprar uma câmera para filmar
os ocorridos. Eles procuram a ajuda de um sensitivo, que identifica uma causa
sobrenatural, que ele nao pode ajudar a combater. O casal então começa a ser
cada vez mais assombrado pelos espíritos e Micah começa a investigação para
ajudar a namorada, sendo que o problema talvez esteja dentro dela.
Eu estarei mentindo se disser que "Atividade
Paranormal" não tem momentos de susto. Mas esses demoram muito a
acontecer. Até lá o espectador ja se cansou com a história enfadonha do casal e
de efeitos sobrenaturais que poderiam facilmente ser causados pelo vento. Os
personagens são bem desempenhados, mas o roteiro não sustenta as atuações. Já
no final, as coisas esquentam um pouco , mas o filme apresenta um final
inconclusivo, daqueles de fazer voce se arrepender de ter gasto seu dinheiro.
No fim das contas, "Atividade Paranormal" foi mais
uma onda de filme independente, mas não tem nem a metade do charme de "A
Bruxa de Blair". O filme merece todos os méritos de ter entrado no
circuito sendo feito apenas de forma caseira - o longa mal tem créditos finais!
É uma forma de ver que é possível tirar o cinema experimental e mostrar que
Hollywood precisa de mais atitude. Mas esse filme ainda não pode ser levado
totalmente como exemplo. "[REC]", do qual sou incrivelmente devotado,
ainda é infinitamente superior.
Nota: 5,0






A história é polêmica sim, mas depois que os dois crescem, não há mais nada com o que se preocupar. Depois que o público se encontra com os personagens Tomaz e Francisco adultos, não adianta mais formular problemas ou soluções: o mundo se torna perfeito pros dois. Pense: eles são irmãos que se amam. Mas a mãe aceita, o pai aceita, eles não enfrentam nenhum problema de homofobia ou choque de realidade com a sociedade, não enfrentam problemas com a legalização do casamento gay, não tem amigos íntimos dando satisfação. Então, qual o propósito do filme? Que discussão ele levanta? Beleza, o garotos são irmãos e se amam, transam loucamente o dia inteiro e tudo mais. E?



