segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

2° Cine Gestão a todo vapor!


Pra quem gostou do primeiro evento, a espera está quase terminando. O 2° Cine Gestão já tem data de estreia: 03 de Fevereiro de 2010. E pra abrir bem o ano, será exibido o filme "Escritores da Liberdade", seguido de um debate sobre atitudes e mudanças internas e externas. Com o tema "Fazendo a Diferença no Ambiente de Trabalho", o Cine Gestão tem o objetivo de promover a reflexão no espectador sobre as suas próprias atitudes em seu ambiente de trabalho.

O evento se destina a gestores, gerentes, profissionais de Recursos Humanos, adminstradores, analistas e a todos aqueles que quiserem participar dessa reflexão, além de ter a chance de assistir (ou reassistir) a um filme de qualidade, estrelado por Hillary Swank, ganhadora do Oscar duas vezes pelos filmes "Meninos Não Choram" e "Menina de Ouro".
Não perca o início das inscrições, que será divulgado em breve.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Elementar, meu caro Sherlock


Sherlock Holmes
(EUA, 2009) De Guy Ritchie. Com Robert Downey Jr.,Jude Law, Rachel McAdams e Mark Strong.

Pra quem já leu algum livro escrito por Sir Arthur Conan Doyle, reconhecer Sherlock Holmes com o chapeuzinho esquisito e roupas quadriculadas, por mais que seja usual, soa um pouco esquisito. Nos livros, o personagem é mesmo canastrão, meio malandro e abusado. Claro que ele é um pouco mais educado, ao estilo inglês, do que o Sherlock de Robert Downey Jr. Mas não se pode negar que a essência do personagem está na interpretação dele. Mais do que isso, o filme de Guy Ritchie poderia muito bem se chamar "Sherlock Holmes e Dr. Watson", porque a amizade dos dois também é o que sustenta o filme todo. Isso, e a inteligência de Holmes.

Sherlock Holmes dispensa apresentações. Ele é o investigador mais famoso de toda a literatura inglesa. No novo filme, ele se depara com as vilanias de Lorde Blackwood, um feiticeiro queé condenado pelo assassinato de cinco moças em rituais para aumentar seu poder. Blackwood é enforcado, mas aparentemente ressucitou para colocar mais terror nas ruas de Londres. Seu plano é tomar o poder através de uma ordem secreta que vai destruir o parlamento inglês e reconquistar a colônia americana, para então formar um nov Império Britânico. Enquanto se engaja numa missão para deter Blackwood, Sherlock Holmes tenta impedir que seu melhor amigo Dr. Watson se case e deixe o seu convívio e se vê enroscado de novo com um antigo amor, a ladra Irene, que está mais comprometida com a história de Blackwood do que Holmes imagina.

Guy Ritchie soube muito bem conduzir a história, que é o seu primeiro filme hollywoodiano. Pra quem gosta de boas histórias policiais e mistérios, "Sherlock Holmes" tem isso de sobra. O espírito dos livros de Conan Doyle está todo presente, ainda que repaginado para ganhar um tom mais crível e menos boboca do que qualquer outra adaptação do personagem. A direção de arte, que recria a Londres do século XIX, é impecável, assim como a fotografia e o figurino, que dão os tons certos para a história.
Mas o que funciona mesmo é a "química" entre Robert Downey Jr. e Jude Law. os dois estão mais do que confortáveis nos seus papeis e tudo se encaixa naturalmente, dos simples olhares aos diálogos mais completos. Rachel McAdams chega apenas para dar aquele tempero feminino que faz falta na vida de todo canastrão e Mark Strong ("Stardust") é o vilão perfeito paraa Londres vitoriana. Só o que fica meio confuso algumas vezes são algumas falhas no roteiro, que deixam o espectador boiando. Como sobre o chefe misterioso de Irene ou alguns cortes rápidos de flashbacks e forwards que passam num piscar de olhos.


O ano não poderia ter começado de forma melhor. "Sherlock Holmes" chega com poucas pretensões às premiações (Downey Jr. foi indicado ao Globo de Ouro), mas deve ficar com algumas indicações mais técnicas. Se deve haver alguma sequência do filme? Elementar, meu caro leitor.

Nota: 9,5

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um Olhar do Paraíso

Vai estrear nos cinemas no dia 5 de fevereiro um dos filmes mais aguardados... por mim mesmo! Desde que Peter Jackson finalizou "O Senhor dos Anéis" e anunciou que seu próximo projeto seria adaptar "Uma Vida Interrompida", de Alice Sebold, que eu anseio por esse dia. Porque "Uma Vida Interrompida" é o meu livro favorito! Além de ter sido o primeiro livro que eu ganhei da minha mãe: o primeiro de muitos outros.

A história de Susie Salmon - como o peixe - uma menina que é assassinada no primeiro capítulo do livro, mas que começa a narrar a vida da sua família do alto do seu próprio céu (sim, no universo do livro, cada pessoa tem o seu céu particular, além de áreas comuns a todos). Mais do que isso, Susie observa a caçada atrás de seu assassino, que não deixou muitas pistas de seu ato macabro.

Só o elenco vale a pena assistir. Saoirse Ronan, que assombrou o mundo como a Brionny de "Desejo e Reparação", interpreta Susie; Mark Whalberg e Rachel Weisz são os pais e Susan Sarandon é a avó. Stanley Tucci é o medonho Sr. Harvey, o assassino - sim, sabemos quem é o assassino desde o começo, o que dá mais adrenalina à história.

Clique nas imagens para ampliar o tamanho:


Adoro o livro e já adoro o filme também. Mais ansioso impossível. Abaixo segue o trailer.

FOR YOUR CONSIDERATION




Lula - O Filho do Brasil

Lula, O Filho do Brasil
(Brasil, 2010) De Fábio Barreto. Com Glória Pires, Cléo Pires, Milhem Cortaz, Juliana Baroni e Ruy Castro Dias.

2010 começou no cinema e aqui vamos nós finalmente comentar um dos mais aguardados filmes brasileiros. Antes de qualquer coisa, é preciso esquecer que o filme pode ser usado de alguma maneira como campanha política. De outra forma, sua singularidade nunca poderá ser apreciada por completo. Apesar de ser um filme com falhas, "Lula, o Filho do Brasil" apresenta uma história comovente de um homem comum que se viu no meio de uma luta que ao mesmo tempo era e não era dele. Ele teve que fazer uma esolha e escolheu lutar. Não interessa se você gosta do Lula ou não: tem que admitir que é uma história e tanto.

O filme começa em 1945. Dona Lindu, no interior de Pernambuco dá a luz a um menino chamado Luiz Inácio. Depois de o marido se mudar pra São Paulo, ela vai para a cidade grande com os filhos, onde eles podem ir à escola e se tornar alguém. A história do menino que viria a se tornar o maior líder sindical do Brasil - e, mais tarde, presidente da República - se confunde com a luta de sua mãe, que teve de aturar todo tipo de privação para que os filhos tivessem alguma dignidade. Com os ensinamentos de sua mãe em mente, Lula se engaja na luta dos metalúrgicos numa época em que lutar por algum ideal era proibido no Brasil.
A história é bonita, mas o filme tem algumas falhas. O diretor se apóia muito no fato de que Lula é uma figura conhecida e passa muito batido por algumas histórias. O espectador acompanha num piscar de olhos Lula e sua família deixar suas casas e, plim, ele já é grande e torneiro mecânico. Tudo isso faz com que a história fique longa e perdida, você nunca sabe quando o filme vai terminar. Apesar disso, a riqueza de detalhes ajuda a história a ganhar força, principalmente após a sua entrada na Força Sindical.

O elenco escolhido dá o ritmo certo ao filme. Mesmo o novato Ruy Castro Dias se sai bem, embora ainda carregue alguns traços oriundos do teatro. Mas a alma do filme é Glória Pires, que prova que é a verdadeira dama do cinema nacional. Ela é o porto seguro do protagonista, o lugar que todos nós sabemos que ele pode correr quando as coisas apertam. Não há quem não se conforte com a personagem Lindu.

O filme pode ser usado como propaganda política sim, mas quem se importa? Lula não sai candidato esse ano e não é um filme que vai aumentar a popularidade do PT, da Dilma ou de quem quer que seja. Além do mais, é um ótimo presente para o presidente que está em fim de mandato e tem o maior índice de aprovação da história da República Brasileira. Os incomodados que se mudem - ou que não vão ao cinema. Propaganda política? Talvez. Mas que é uma história danada de bonita - mesmo que seja exageradamente romantizada - isso é.

Nota: 8,0

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

76...

Sim, consegui em 2009 ir mais vezes ao cinema do que em 2008! Foram 76 idas ao cinema, proporcionadas pela enxurrada de filmes que surgiram nesse ano. 2009 também teve um recorde, o ano em que eu assisti a mais filmes repetidas vezes. Vejamos: foram duas vezes com "Watchmen", "Slumdog Millionaire", "Benjamin Button", "Arrasta-me para o Inferno" e "Sete Vidas", e três vezes com "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" e "Avatar".

O melhor são as memórias que eu tive desse ano. No geral ele foi bem ruim, mas no cinema é difícil não ter uma experiência boa, mesmo que pra passar o tempo. Nesse ano foi destaque:

- ver um amigo chorando na sessão de "A Troca";

-ver outro amigo entediado na sessão de "Sete Vidas";

-se emocionar pra valer vendo a performance de Kate Winslet em "O Leitor";

-cantar "Jai Ho" alto no fim da segunda sessão de "Quem quer ser um milionário?", porque você baixou a música depois da primeira sessão;

-rir muito com as expressões de uma amiga sua quando viu o "instrumento" do Dr. Manhattan em "Watchmen" e rir mais ainda quando ela fica escandalizada com a cena de amor entre o Coruja e a Espectral;

-Ir andando da minha casa até o Caxias Shopping pra ver "Alma Perdida" (e se arrepender profundamente depois);

-Aplaudir cada detalhe de "Ele Não Está Tão a Fim de Você";

-Ver "Eu Odeio o Dia dos Namorados" com seus melhores amigos e ter que aturar eles dizendo que esse agora é o "nosso" filme (passar a odiar mais ainda o dia dos namorados);

-ficar até o fim dos créditos de "X-Men Origens: Wolverine" e dizer no fim: "só isso?";

-assistir a "Star Trek" e constatar que foi um dos melhores filmes do ano - com certeza, o melhor blockbuster;

-Ficar boiando em "Heróis"

-Ver um ótimo filme para jornalistas no meio da decisão do STF de suspender a obrigatoriedade do diploma de jornalismo - "Intrigas de Estado";

-Mandar fazer uma camisa especialmente para a pré-estreia de "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" (nunca mais usar a camisa depois disso);

-Ter vontade de torturar Sacha Bahron Coen no final de "Brüno";

-Me acabar de rir no melhor "terror" do ano, "Arrasta-me Para o Inferno";

-Conhecer um dos meus melhores amigos no dia em que fui ver "Os Normais 2";

-Me despencar até Botafogo para conferir a genialidade (e exaustividade) de "Anticristo";

-Ter vontade de matar a Ester de "A Órfã";

-Curtir cada pedaço do Festival do Rio 2009, com exceção de "Bellini e o Demônio" (Ô, filme chato!);

-Ter visto "Distrito 9" antes de todo mundo;

-Conseguir levar uma amiga sua para ver um filme de Tarantino, "Bastardos Inglórios" e mais do que isso: fazer ela adorar o filme!;

-Vibrar com "Michael Jackson's This is it" com uma dúzia de fãs na sua frente, vestidos com chapéus e luvas brancas.

-Delirar com o romance de "(500) Dias com Ela", no bom sentido;

-Sair quase surdo da sessão de "Lua Nova";

-Assistir "Do Começo ao Fim" e "Atividade Paranormal" e constatar que foi só barulho;

-Assistir a "Avatar" na estreia por causa de uma decepção amorosa e vomitar depois; assistir ao filme no dia seguinte com seu irmão, desta vez com a saúde perfeita; assistir com seus amigos no domingo pela terceira vez e ainda assim ver que valeu a pena cada segundo de espera. Pena que nao deu pra ver 3D mas 2010 tá aí.

Avatar

Avatar (EUA, 2009)
De James Cameron. Com Sam Worthington, Sigouney Weaver, Zoe Saldana, Michele Rodriguez, Giovanni Ribisi e Stephen Lang.

Depois de assistir ao filme várias vezes, acho que dá pra falar corretamente sobre ele. "Avatar" é simplesmente uma das coisas mais bonitas que eu já presenciei na história do cinema. O mais incrível é ver que quase nada do que aparece na tela é real. Tudo é digital, o que mostra não apenas o avanço da tecnologia para criar tudo com perfeição, mas a expansão criativa que sai da mente de um único homem: James Cameron. Ele imaginou todo um planeta novo, com ecossistema próprio, habitantes com sua própria lingua totalmente nova. O homem por trás de "Titanic" pode não ter feito o filme mais atraente, mas certamente fez uma obra-prima.

O filme conta a história de como os humanos se instalaram no planeta Pandora, no ano 2154, e começaram a explorar as riquezas do local. Para isso eles entraram em conflito com os habitantes do planeta, os Na'vi. O projeto Avatar foi desenvolvido por cientistas que querem manter um contato mais direto com eles. Então foram criados seres que são clones que misturam o DNA humano com o nativo. Assim, os cientistas podem se conectar ao Avatar através das redes cerebrais. Um dos "pilotos" de Avatar é o fuzileiro Jake Sully, que vai substituir o irmão gêmeo, que foi assassinado. É Jake quem começa a se infiltrar na floresta e conhecer mais dos Na'vi, percebendo que eles dão valor ao seu planeta e aos seus semelhantes. Jake então começa a ficar dividido entre ajudar o povo Na'vi a defender seu território e a completar o seu trabalho, enquanto humano.

Não há muito o que comentar. O filme apresenta um visual único, que não pode ser comparado a nenhum outro, até porque é totalmente original. A performance dos atores (enquanto humanos) é ótima, principalmente de Sam Worthington e Sigouney Weaver. Todas as cenas que envolvem os Na'Vi são encantadoras e é impossível não se apaixonar por Neytiri tanto quanto Jake se apaixona. As batalhas que acontecem no planeta Pandora são memoráveis e fazem do filme um clássico do século XXI. Resta saber quais as chances de "Avatar" nas premiações. Mas isso é coisa pro ano que vem.


Falando em ano que vem, "Avatar" nos dá muito o que pensar. O filme traz muitas outras lições sobre o Planeta Terra, sobre o meio-ambiente, sobre o capitalismo, entre outros. Mas acho que a principal lição que o diretor quis passar se resume em uma palavra: RESPEITO. Respeito pelo próximo, respeito pelas atitudes dos outros, respeito por nós mesmos antes do egoísmo. Lembrando de um velho ditado: "os nossos direitos terminam onde os dos outros começam". Então, comece a analisar e veja o quanto de respeito ainda falta nas suas atitudes.

Feliz 2010

Nota: 10