domingo, 14 de fevereiro de 2010

Balanço do Carnaval


O Carnaval pode ser bem mais produtivo quando uma amiga sua empresta o pack dela com vários e vários filmes que você ainda não viu, a maioria comédias romanticas que vc deixou passar despercebido no ano passado e filmes de ação que não acrescentam nada mais do que diversão. Tudo bem que o calor do Rio de Janeiro não ajuda muito a ficar dentro de casa, mas pra quem não gosta da folia com aquele bando de gente pulando suada a sua volta.

Até agora já foram :

Agente 86
O Sequestro do Metrô
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
A Verdade Nua e Crua
Jumper
17 Outra Vez
Espartalhões
Madagascar 2
Anjos e Demônios
Jogos Mortais 6
Meu Trabalho é um Parto
Gamer
Jogo de Amor em Vegas
Maluca Paixão
Duplicidade



Vamos ver até o fim do carnaval quantos vão ser!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A Fita Branca

Das Weisse Band
(Áustria, Alemanha, 2009) De Michael Haneke. Com Susanne Lothar, Ulrich Tukur, Burghart Klaubner, Michael Kranz e Marisa Growaldt.

Uma fila gigantesca, de dobrar o quarteirão, do lado de fora. Expectativas lá no alto. Três horas de projeção. Michael Haneke, o homem por trás de "Caché" e "Funny Games". "A Fita Branca" tem arrancado aplausos por todos os lugares que passa, e não é para menos. O longa foi filmado em preto-e-branco, o que é arriscado para os padrões digitais do século XXI. Mas Michael Haneke faz um filme não só competente no roteiro, mas visualmente e esteticamente bonito, como um poema.

No filme, um professor de um vilarejo no interior da Alemanha narra os acontecimentos naquela localidade, antes da Segunda Guerra Mundial. Vários acidentes misteriosos começam a acontecer, como uma linha esticada para derrubar um cavalo e o médico da cidade, um incêndio em um celeiro, duas crianças sequestradas e torturadas. Todos ficam apreensivos no local enquanto tentam levar suas vidas adiante. Tudo é controlado pelo temido Barão, e seus atos repercutem na vida de todos. Ainda vemos a rotina na casa do pastor local, que controla seus filhos com mãos de ferro e do administrador, que também é afetado por tudo o que acontece. O único alhieo e disposto a desvendar o mistério é o professor, que se apaixona pela babá do Barão, que é demitida após o filho dele ser torturado.


"A Fita Branca" tem um roteiro magnífico. A história se desenrola e não vai se arrastando, como seria de se esperar de um filme do gênero. Alguns elementos do filme lembram um pouco do expressionismo alemão do início do cinema, sobretudi na escolha (mais do que acertada) do diretor de usar fotografia preto-e-branco. Ao mesmo tempo que dá um ar de antigo, já que a história se passa no início do século XX, também ajuda a conferir o caráter de suspense e autoritarismo puritano.

Haneke conseguiu levar a Palma de Ouro mas não é o tipo de diretor de Oscar. Não que o filme não mereça, mas o diretor conseguiu fujir de todos os estereótipos americanos e hollywoodianos. Ao mesmo tempo, o charme da história é capaz de conquistar qualquer plateia, eu poderia dizer. Michael Haneke já foi esnobado pela Academia com "Funny Games", de 1995, e com "Caché", de 2006, um dos melhores filmes da última decada. Mas porque pensar em Oscar/? "A Fita Branca" é uma obra de arte pura e genuína, dessas que a gente não vê mais por aí. Não é uma simples statueta de um homem dourado e nu que vai mudar isso. Sem falar que ultimamente, ganhar uma palma de ouro tem sido bem mais interessante.

Nota: 10

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Guerra ao Terror

The Hurt Locker (EUA, 2008)
De Katherine Bigelow. Com Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty e participações de Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse e Evangeline Lilly.

Todos aguardaram ansiosamente a chegada de "Guerra ao Terror" ao Brasil. Vamos então por partes da trajetória: em 4 de setembro de 2008 (sim, dois mil e OITO), o filme foi escrito e exibido no Festival de Veneza, onde a diretora chegou a ser nomeada para o Leão de Ouro; Dias depois foi a vez do Festival de Toronto. Após tres festivais nos Estados Unidos,já em 2009 o filme é lançado diretamente e discretamente em DVD no Brasil, em 15 de abril. Ninguém viu, é claro, a não ser os muito fanáticos. 26 de junho de 2009: o filme é lançado em salas limitadas nos Estados Unidos. Pronto, estrago feito. "Guerra ao Terror" se tornou um dos filmes mais comentados do ano, nos níveis de burburinho de "Avatar". O que um filme pequeno, de baixo orçamento, de uma diretora quase desconhecida e sobre a guerra no Iraque tem de tão especial?

Em plena Guerra do Iraque, os soldados americanos nunca sabem o que podem encontrar no meio do caminho. É por isso que a base americana do exército mantém equipes antibombas especialmente para caso eles encontrem uma mina terrestre ou uma ogiva "perdida" no meio do caminho (e isso é relativamente frequente). Quando o líder da equipe morre em uma missão, entra em cena o Sargento William James, especialista em desarmar bombas, mas com um parafuso a menos. Sua coragem e loucura mexem com o senso de equipe, uma vez que ele sempre põe o time em risco quando se coloca em risco. Com isso aumentam as perguntas e especulações sobre se a guerra vale a pena e o medo da morte. Quando um garoto árabe aparentemente aparece morto como cadáver-bomba, James surta e passa a colocar suas emoções acima de sua razão, colocando a equipe em mais risco ainda.

Mais não dá pra falar. A diretora Katherine Bigelow talvez tenha querido passar a ideia de como deve ser dificil a vida dos americanos que estão baseados no Iraque. Sem muita profundidade, ela passeia por questões que são inerentes a cada ser humano, e assim o espectador pode fazer os seus próprios julgamentos. O problema nas plateias brasileiras vai ser a dificuldade de tentar se enxergar no filme, uma vez que a guerra não é nossa. Não são os nossos parentes, familiares e amigos que estão lá, lutando em vão por uma guerra inútil, injusta e vaidosa. Mesmo quando, aparentemente, não há feridas a serem abertas, a diretora consegue cutucar.

Apesar disso, não é tanto o roteiro ou a história - com boas doses de comédia, acredite - que são o melhor do filme. O estilo de direção, a montagem, os efeitos especiais, é tudo tão vibrante e correto que prendem o espectador e ajudam a dar o estilo do filme. A grande maioria das cenas é filmada em um estilo documental, com a câmera na mão para dar um tom mais intimista ao filme. A interpretação de Jeremy Renner surpreende para um ator meio desconhecido, assim como seus coadjuvantes que também são competentes. As participações de luxo não ousam roubar o mérito deles (Ralph Fiennes, Guy Pearce e Evangeline Lilly), mas sim para complementar a história. Sendo assim, "Guerra ao Terror" conseguiu 9 indicações ao Oscar, mas esperava mesmo mais do filme. O burburinho era tanto que fez a Imagem Filmes distribuir o filme nos cinemas, mesmo depois de uma infrutifera distribuição em DVD. Os resultados podem surpreender e Bigelow pode até vencer James Cameron e levar o prêmio de direção pra casa, já que a Academia adora essas festinhas (ela pode ser a primeira mulher a levar o premio de direção). Vamos aguardar os envelopes se abrirem.

Nota: 8,0

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Escritores da Liberdade" e o Ambiente de Trabalho

2° Cine Gestão mostra como fazer a diferença

Quem esteve presente no segundo evento do Cine Gestão, no último dia 05 de fevereiro, pode presenciar um grande debate sobre as práticas de trabalho, além da oportunidade de assistir um dos melhores filmes da atriz Hillary Swank ("Menina de Ouro"). Todos saíram da sessão aplaudindo o filme "Escritores da Liberdade", mas o mais importante foi o debate que trouxe à tona como nós podemos fazer a diferença através de atitudes individuais. O objetivo do evento era mostrar como identificar os problemas no ambiente de trabalho e como encontrar as soluções necessárias, além de produzir uma análise individual sobre as atitudes transformadoras que cada um pode tomar.


Comandado por Marcos Nascimento (este que vos fala), o debate começou trazendo os aspectos do ambiente de trabalho. Um ambiente cheio de diversidade, diferença de opiniões que encontra resistência à mudanças. Mas é com a força do trabalho individual que conseguimos conquistar o coletivo. Para vencer os nossos desafios, muitas vezes temos que abrir mão de necessidades pessoais e assumir um maior comprometimento com o serviço que nos é cobrado.


O evento falou ainda de como superar os obstáculos encontrados no nosso dia a dia, e da importância de sair da sua zona de conforto. Mudar as coisas primeiro requer uma mudança de postura com relação a si mesmo. Quem é você para as outras pessoas e quem é você para você mesmo? o Cine Gestão terminou falando de empenho e compromisso no trabalho, fazendo uma síntese de tudo o que foi apresentado, mostrando que um dos pontos principais é assumir o espírito de liderançam juntamente com o espírito de equipe, a inovação e a vontade de mudar.


Fique ligado nos próximos eventos do Cine Gestão. Dê a sua sugestão para próximos filmes a serem abordados e dê uma olhada no que já foi feito clicando AQUI.



Confira também o que já foi publicado sobre "Escritores da Liberdade", clicando AQUI.



CINEMARCOS na SulAmérica Paradiso!!!


Fala Galera! O Blog foi escolhido como o BLOG DA SEMANA pela Rádio SulAmérica Paradiso! Dá só uma olhada na página principal da rádio na internet! Então, todo mundo já sabe, vamos acompanhar a programação da SulAmérica Paradiso FM, acessando o portal da rádio na internet em http://sulamericaparadiso.uol.com.br/ ou sintonizando no seu rádio, mp3 player, IPod ou celular a estação 95,7 FM.

Viu como falar de cinema sempre traz bons resultados? Ah, acompanhe também as dicas de cinema do José Wilker dentro da programação e também na Hora do Blush!

Teve até divulgação no twitter! Siga a galera da Paradiso em @sparadiso e, claro, eu também né em @mvdonascimento.




Valeu galera da Paradiso! Beijos e abraços pra todos, em especial pra Isabella Saes!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Daily Oscar - Jeremy Renner


Você já tinha ouvido falar de Jeremy Renner antes de "Guerra ao Terror"? Mesmo agora durante a estreia do filme ainda é dificil associar nome à pessoa. Renner foi indicado não apenas ao Oscar pelo papel mas a vários outros prêmios pela atuação no papel do soldado Williams James. Até estrelar o longa de Katheryne Bigelow, o ator tinha participado de filmes como "O Assassinato de Jesse James","Extermínio 2" e "Terra Fria", além de ter estado em séries como "House M.D.","CSI" e "Angel", além de ter estrelado a série "The Unusuals".

Jeremy Renner não é exatamente o favorito à categoria de Melhor Ator, mas é um grande feito ter sido indicado já no seu primeiro grande papel no cinema. Com a cara de comediante que tem, não me surpreende que daqui ha algum tempo o vejamos ao lado de Bradley Cooper, Jason Bateman e esses atores cômicos escondidos em algum corpo de ator sério. Não à toa ele aparece como um dos candidatos para o filme "Os Vingadores", que vai reunir os principais herois da Marvel em um único filme. Renner deve interpretar o Gavião Negro (Hawkeye), Clint Barton.

Mesmo com poucas chances perto do favorito Jeff Bridges, Renner pode despontar para o estrelato a partir de todo o rebuliço causado por "Guerra ao Terror".

Só pra saber mais sobre ele, Renner atuou ainda em "S.W.A.T." ao lado de Colin Farrell e Samuel L. Jackson, e estrelou o filme "Neo Ned".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A hora e a vez de Sandra Bullock


Se alguem me perguntasse há uns dois meses atrás quem iria ganhar o Oscar de melhor atriz esse ano eu estaria apostando em Gabourey Sidibe, por "Preciosa" ou em Meryl Streep (Why Not?) por "Julie e Julia" ou em qualquer outra atriz. Apostaria até na velhinha que fez a Sylvia Ganush em "Arrasta-me Para o Inferno", menos em Sandra Bullock. E isso porque o filme que ela está concorrendo ao Oscar esse ano não ganhou muita divulgação na Terra brasilis até pouco tempo atrás. "Um Sonho Possível" (The Blind Side) só estreou nos EUA em 17 de novembro, quando todos já tínhamos ouvido ótimas coisas de "Precious" e "(500) Dias com Ela" e, óbvio, esperando ansiosamente "Avatar".

Isso aí, nada de festivais independentes, nada de mostras competitivas. O filme estreou por sua conta e risco no circuito comercial como mais um filme dramático de Sandra Bullock, assim como "A Casa do Lago", "Cálculo Mortal" ou até mesmo "Crash - No Limite", onde ela faz uma participação fenomenal tambem. Mas, convenhamos, esse ano foi confuso para ela. Um grande (e previsível) sucesso de bilheteria e um imenso fracasso.

Quando "A Proposta" saiu, era apenas mais um comédia romântica protagonizada pela atriz. O filme é clichê até a raiz, mas agradou plateias do mundo inteiro, e parte do sucesso (se não a maior parte) se deve a Bullock. A atriz se colocou num outro patamar, se tornando inclusive a Mulher do Ano no cinema. "A Proposta" fez com que ela ganhasse uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia. Foi aí que saiu "Maluca Paixão" (All About Steve).

Ainda não vi o filme mas pela critica lá fora - e pelo medonho poster - dá pra imaginar sobre o que é o filme. "Maluca Paixão" fracassou redundantemente nas bilheterias americanas e sobrou claro, para Bullock responder por um dos piores personagens de sua vasta carreira. Até Bradley Cooper, recém saído de uma comédia de sucesso, "Se Beber, Não Case", deveria estar envergonhado com esse filme. O curioso: Sandra Bullock recebeu uma indicação de Pior Atriz no Framboesa de Ouro esse ano. Ou seja, ela pode ser a primeira atriz na história a ganhar no mesmo ano o prêmio de Melhor e Pior Atriz. Como isso é possível? Sendo Sandra Bullock!

A veterana atriz tem o mesmo gabarito de outros grandes nomes de Hollywood. Com vários filmes no currículo, ela sabe se manter firme diante de sucessos e fracassos, mas ainda assim é o seu nome que leva multidões ao cinema. Todo mundo já assistiu a um filme dela. "Miss Simpatia", "Velocidade Máxima", "Enquanto Você Dormia", "A Rede" e um bando de outros que nem dá pra falar. Chegou a vez de Sandra Bullock ganhar seu Oscar, repetindo o que aconteceu alguns anos atrás com Julia Roberts e ano passado com Kate Winslet. Só se algo muuuuuito surpreendente acontecer, ela não ganha esse ano. E sabemos como a Academia detesta surpresas.