sexta-feira, 5 de março de 2010

Daily Oscar - Jeff Bridges e o caso do Melhor Ator


Por alguma razão, sempre me ligo mais nas categorias das atrizes do que na dos atores. Talvez por isso eu comente tão pouco sobre eles. Esse ano, no Oscar, cinco atuações extraordinárias chegam às finais, que vai premiar um deles neste domingo. O grande favorito da noite é, sem dúvida, Jeff Bridges, pelo cantor desacreditado de “Coração Louco”. Falam inclusive que o ator merecia o prêmio há muito mais tempo, por suas indicações em filmes como “O Grande Lebowski”.


Porém, a Academia pode sim reservar algumas surpresas. Ano passado, quando todos davam como certa a vitória de Mickey Rourke, por O Lutador, quem subiu ao palco foi Sean Penn, para receber o prêmio por “Milk – A Voz da Igualdade”. Mesmo assim a torcida para Jeff Bridges esse ano está muito maior do que a que era para Mickey Rourke. Além disso, das cinco atuações, a dele parecer ser mesmo a mais devotada (digo isso sem ainda ter assistido a “Coração Louco”).

O prêmio para Bridges é quase certo, mas o curioso é que, dos cinco indicados, ele é o que menos prêmios levou pelo papel indicado, à frente apenas de Morgan Freeman, que ganhou só 2 prêmios como Nelson Mandela. Jeff ganhou quatro como o cantor, incluindo o Globo de Ouro. Colin Firth, pelo papel em “Direito de Amar”, levou sete prêmios, incluindo o Bafta; George Clooney e Ryan Bingham, de “Amor sem Escalas”, arrebataram 8 prêmios e o insosso Jeremy Renner, por “Guerra ao Terror”, seria o mais cotado baseando-se em prêmios: levou 9 pra casa até agora.


Domingo a gente vê se essa teoria se confirma ou não.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Cinemarcos Top 10 - Melhores Atrizes dos últimos 10 anos, segundo o Oscar





Existe ranking pra tudo né. Com o Oscar não ia ser diferente. E aqui estou eu com mais um, listando as melhores atuações femininas da década - que ainda não terminou, mas o povo insiste nisso. Já que a década só termina em dezembro de2010, e ainda não temos como conhecer a melhor atriz desse ano, a lista inclui as 10 últimas atrizes a ganhar o Oscar de Atriz Principal. Quando Sandra Bullock ganhar esse ano (porque ela vai, não duvide disso), e eu finalmente puder assistit a "Um Sonho Possível", vamos ver em que posição poderemos encaixá-la.

10 REESE WITHERSPOON , por JOHNNY E JUNE
Personagem: June Carter
Ano: 2005
Outras indicadas: Judi Dench (Sra. Henderson Apresenta), Charlize Theron (Terra Fria), Keira Knigthley (Orgulho e Preconceito) e Felicity Huffman (Transamerica).

Quando uma comediante ganha o Oscar de Melhor Atriz a gente tem que observar direito. Afinal, raramente a Academia concede a honra a alguém do gênero, como aconteceu com Diane Keaton, por exemplo, em "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", em 1977. Mas foi um papel dramático que deu o Oscar para Reese Witherspoon, interpretando June Carter, a companheira do músico Johnny Cash. Como ficou claro no título brasileiro para "Walk the Line", June foi peça essencial para fazer do cantor o que ele se tornou, o que foi brilhantemente mostrado nas telas por Reese, o que nem de longe lembra filmes como "Legalmente Loira" e "Doce Lar".

9 HELLEN MIRREN , por A RAINHA
Personagem: Rainha Elizabeth II
Ano: 2006
Outras indicadas: Penélope Cruz (Volver), Meryl Streep (O Diabo Veste Prada), Judi Dench (Notas Sobre um Escândalo) e Kate Winslet (Pecados Íntimos).

Helen Mirren teve um trabalho árduo quando aceitou viver a Rainha Elizabeth. Afinal, como dar vida a uma personagem baseada numa figura real e que ainda estava viva? E mais, falando de um assunto tão polêmico quanto foi a posição da Família Real Britânica sobre a morte da Princesa Diana. A veterana atriz fez por merecer o Oscar que recebeu, mesmo concorrendo contra uma personagem mais do que memorável na carreira de Meryl Streep, a editora de moda Miranda Priestly.

8 HALLE BERRY, por A ÚLTIMA CEIA
Personagem: Leticia Musgrove
Ano: 2001
Outras indicadas: Judi Dench (de novo, por Iris), Nicole Kidman (Moulin Rouge), Renee Zellwegger (O Diário de Bridget Jones) e Sissy Spacek (Entre Quatro Paredes).

Por essa ninguém esperava, naquela noite no Kodak Theather, na entrega de 2002. Nem mesmo Halle Berry, visivelmente emocionada quando subiu ao palco para receber o seu Oscar, num momento que entrou para a história da premiação. A premiação de Berry é marcada por vários fatos. "A Última Ceia" despontou na cena independente e revelou os talentos de Berry e do então simplório Heath Ledger. Mais do que isso, naquele ano a Academia entregou três prêmios para atores negros, quebrando qualquer tabu que ainda existisse. Além da atriz, Denzel Washington venceu por "Dia de Treinamento" e Sidney Poitier ganhou um Oscar honorário. O triste foi saber o quanto a carreira de Halle Berry decaiu daquela noite em diante...

7 HILLARY SWANK, por MENINOS NAO CHORAM
Personagem: Teena Brandon / Brandon Teena
Ano: 1999
Outras Indicadas: Annette Benning (Beleza Americana), Meryl Streep (Música do Coração), Julianne Moore (The End of the Affair) e Janet McTeer (Tumbleweeds).

O mundo só estava começando a conhecer o talento que Hillary Swank estava pra mostrar. A atuação premiada da atriz em 1999 só viria a começar a confirmar isso. No papel híbrido de homem e mulher, Hillary mostrou uma versatilidade única, ao fazer de uma vez só a jovem Teena Brandon e o seu "irmão" Brandon Teena. Surpreendentemente, a tão conservadora Academia não ligou para uma mulher interpretando um homem. O fato se repetiria com Charlize Theron que interpretou uma lésbica, assim como outro Oscar para Swank anos mais tarde.


6 JULIA ROBERTS, por ERIN BROCKOVICH
Personagem: Erin Brockovich
Ano: 2000
Outras Indicadas: Joan Allen (The Contender), Julliete Binoche (Chocolate), Ellen Burstyn (Requiém Para um Sonho) e Laura Linney (Conta Comigo).

Aconteceu com Julia Roberts o que está prestes a acontecer com Sandra Bullock este ano. O reconhecimento por toda uma carreira aclamada em Hollywood da então atriz mais bem paga do cinema veio no papel de Erin Brockovich. Dirigida por Steven Soderbergh, Julia está tão distinta dos papéis que interpreta no cinema, entregando uma mulher destemida e corajosa, que seu prêmio era de longe uma barbada naquele ano. O século não poderia terminar (ou começar) sem um Oscar para ela, fato que pode não se repetir tão cedo, já que a carreira de mãe a abraçou quase que por completo.

5 NICOLE KIDMAN (AS HORAS)
Personagem: Virginia Woolf
Ano: 2002
Outras Indicadas: Salma Hayek (Frida), Renée Zellwegger (Chicago), Julianne Moore (Longe do Paraíso) e Diane Lane (Infidelidade).

"Por um nariz", como disse Denzel Washington ao anunciar o nome da vencedora, Nicole Kidman levou o premio de atriz pra casa em 2003. Mas interpretar uma das autoras mais obscuras e controversas da história não foi uma tarefa fácil. A alma de Nicole foi sugada naquele filme, a ponto de a deixar irreconhecível. O ano estava disputado e todas elas tinham grande chances de levar a estatueta. O prêmio de Nicole, além de coroar sua atuação maravilhosa no filme, serviu como consolação pelo ano anterior, quando sua personagem em "Moulin Rouge" passou incólume. Pena que, depois de "As Horas", pouca coisa se aproveite da filmografia da atriz.

4 HILLARY SWANK, por MENINA DE OURO
Personagem: Maggie Fitzgerald
Ano: 2004
Outras Indicadas: Annette Benning (Adorável Julia), Kate Winslet (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), Imelda Stauton (O Segredo de Vera Drake) e Catalina Sandino Moreno (Maria Cheia de Graça).

Clint Eastwood produziu algumas das mais tocantes obras do início do século XXI. Fez dois filmes sobre a segunda guerra, dois dramas familiares e um conto sobre um justiceiro veterano, entre outras coisas. De todos, o único premiado como Melhor Filme foi "Menina de Ouro", que deve seu brilhantismo, entre outras coisas, à atuação de Hillary Swank. Se em "Meninos Não Choram" ela era um diamante bruto, agora ela revelara toda o brilho de uma jóia lapidada por um dos mestres do cinema. Um primor de atuação marcante para todo o sempre. E olha que coincidência, mais uma vez ela derrotou Annette Benning, que merecia mais da primeira vez.

3 CHARLIZE THERON, por MONSTER -DESEJO ASSASSINO
Personagem: Aileen Vuornos
Ano: 2003
Outras Indicadas: Keisha Cstle-Huges (Encantadora de Baleias), Diane Keaton (Alguém Tem que Ceder), Samanta Morton (Terra dos Sonhos) e Naomi Watts (21 Gramas).

Deus sabe o quanto eu torci para Naomi Watts naquele ano. Foi por causa de "21 Gramas" que passei a me devotar pela atriz. Mas a atuação dela nem se compara ao que Charlize Theron foi obrigada a fazer em "Monster - Desejo Assassino", ao encarar a homicida Aileen Vuornos. Ela teve que mergulhar fundo em um psicológico perturbado de uma assassina violenta, lésbica e traumatizada, além de se enfeiar de uma forma pouco vista no cinema por atrizes bonitas como ela. Como a Academia adora essa "saída da zona de conforto" das musas bonitonas, Oscar nela. Mas Naomi Watts merecia muito também, só pra deixar claro. Charlize quase repetiu o feito de Hillary Swank, quando foi indicada por "Terra Fria", mas foi atropelada por Reese Witherspoon.

2 KATE WINSLET, por O LEITOR
Personagem: Hannah Schimitz
Ano: 2008
Outras Indicadas: Angelina Jolie (A Troca), Anne Hathaway (O Casamento de Rachel), Meryl Streep (Dúvida) e Melissa Leo (Rio Congelado).

Já era hora de Kate Winslet ganhar o seu Oscar e ter sido com um papel tão marcante faz o prêmio ter um gosto especial. O engraçado é que naquele ano, ela tinha estrelado também "Foi Apenas um Sonho" e nas premiações que "O Leitor" participou, Kate aparecia na maioria das vezes como coadjuvante. Se o fato se repetisse no Oscar de 2009, o cenário teria mudado drasticamente. Kate ainda ganharia, mas como coadjuvante, desbancando Penelope Cruz e o premio de atriz principal talvez ficasse com a mãe sofredora de Angelina Jolie em "A Troca". Mas, parando de brincar de "se", graças a Deus as coisas foram como tinham que ser e Kate saiu consagrada coo uma das maiores atrizes da nova geração.

1 MARION COTILLARD, por PIAF - UM HNO AO AMOR
Personagem: Edith Piaf
Ano: 2007
Outras Indicadas: Ellen Page (Juno), Julie Christie (Longe Dela), Cate Blanchett (Elizabeth - A Era de Ouro) e Laura Linney (A Família Savage).

Marion Cotillard pode até ter subido ao palco totalmente surpresa, mas a gente não estava tão surpreso assim. A interpretação da atriz para Edith Piaf foi descrita como sobrenatural por vários especialistas e críticos. E não tem como duvidar quando se assiste a "Piaf - Um Hino ao Amor". Só para se ter uma ideia, compare a foto de Marion na entrega do Oscar com sua caracterização no filme - apenas maquiagem. Agora, compare a personagem dela em "Inimigos Públicos" com Edith Piaf. Irreconhecível. E só por ter tido a capacidade de se anular tanto assim para dar vida a um personagem ela merece ter ganho o título de Melhor Atuação da década a ser premiada com um Oscar. Vários atores e diretores americanos disseram isso em uma pesquisa que saiu recentemente e eu aqui ratifico. Dá arrepios ver Marion na tela, especialmente quando ela solta a voz para as cenas de Piaf se interpretanto. Depois do Oscar, seu talento se confirmou ainda mais, em bem menor escala, é verdade, no já citado "Inimigos Públicos" e no duvidoso (não por culpa dela) "Nine".

segunda-feira, 1 de março de 2010

As 17 indicações de Meryl Streep



 

Filme: "O Franco Atirador"
Ano: 1978
Categoria: Atriz Coadjuvante
Papel: Linda
Porque perdeu: Em sua estreia nos Oscars, Meryl Streep estava concorrendo com ninguém menos do que Dame Maggie Smith, no papel memorável da veterana atriz em "Califórnia Suite". Como ainda era uma "ninguém" aos olhos da Academia e o papel de Smith era realmente encantador, ficou para uma próxima vez, mas com um aviso de um talento se erguendo no cinema. Se consola, "O Franco Atirador" ganhou o Oscar de Melhor Filme naquele ano.


Filme: "Kramer vs. Kramer"
Ano:1979
Categoria: Atriz Coadjuvante
Papel: Joanna Kramer
Porque ganhou: Se você assistiu ao filme, tem motivos de sobra para odiar o que a personagem de Meryl Streep faz com Dustin Hoffman. Ela abandona o marido com um filho pequeno para criar e, depois de muito trabalho do cara para se dar bem com o filho, ela simplesmente volta e exige o garoto. "Kramer vs. Kramer" é um dos melhore filmes familiares da história e isso se deve também ao talento inconfundível de Meryl Streep, que concorria com Mariel Hemingway ("Manhattan"), Candice Bergen ("Amar de Novo"), Barbara Barrie ("Breaking Away") e com a colega de elenco Jane Alexander.

Filme: "A Mulher do Tenente Francês"
Ano: 1981
Categoria: Atriz Principal
Papel: Sara Woodruff/Anna
Porque perdeu: 1981 foi um ano difícil. Além de Streep, tínhamos Susan Sarandon ("Atlantic City"), Katherine Hepburn ("Num Lago Dourado"), Diane Keaton ("Reds") e a atriz Marsha Mason ("O Doce Sabor de um Sorriso"). Praticamente o primeiro grande filme de Mery Streep como protagonista, a história não foi suficiente para bater Katherine Hepburn, que, até alguns anos atrás, era a recordista de indicações, mas ainda é atriz que mais levou estatuetas.


Filme: "A Escolha de Sofia"
Ano: 1982
Categoria: Atriz Principal Papel: Sophie
Porque ganhou: Porquê? Porque é "A Escolha de Sofia", oras! A melhor atuação de Streep, na minha opinião, ao lado de Miranda Priestly. E olha que o ano foi dificil: Julie Andrews ("Vitor ou Vitoria"), Debra Winger ("An Officer and a Gentleman"), Sissy Spacek ("Desaparecidos") e Jessica Lange ("Frances"). Mas não tinha pra ninguém, mesmo!




Filme: "Silkwood - O Retrato de Uma Coragem"
Ano: 1983
Categoria: Atriz Principal
Papel: Karen Silkwood
Porque perdeu: Colecionando uma indicação a cada ano, em 1983 Meryl Streep ja se tornara uma figurinha fácil e querida da Academia. Porém, 1983 foi o ano de chorar horrores com o drama de mãe e filha em "Laços de Ternura", que levou o Oscar de Melhor Filme. Então, claro que a estatueta foi para Shirley MacLaine, que concorria pelo filme. O curioso é que Streep enfrentou na categoria outras ex-concorrentes suas: ganhou de Jane Alexander ("Testamento") em 1979 e de Debra Winger ("Laços de Ternura") em 1982. Completa a lista a atriz Julie Walters ("Educating Rita").

Filme: "Entre Dois Amores"
Ano: 1985
Categoria: Atriz Principal
Papel: Karen
Porque perdeu: O papel principal em "Entre Dois Amores" mostra como Meryl Streep passou a ser requisitada no cinema. O longa de Sidney Pollack levou a estatueta de Melhor Filme, mas Meryl teve que ver o prêmio indo para a veterana atriz Geraldine Paige. De qualquer forma, em 1985, a favorita era Whoopi Goldberg, por "A Cor Púrpura", mas o Oscar, ainda meio preconceituoso (será? será?), premiou Geraldine. Jessica Lange e Anne Bancroft, completam a lista de 1985.


Filme: "Ironweed"
Ano: 1987
Categoria: Atriz Principal
Papel: Helen
Porque perdeu: Porque se Cher (na sua aparição mais esquisita nas cerimonias) não tivesse levado o prêmio por "Feitiço da Lua", o prêmio certamente iria para Glenn Close pela sensação do ano "Atração Fatal". Na verdade, muita gente reclamou - e muito - da premiação de Cher, mas talvez ela tivesse muitos fãs na academia. O fato é que "Moonstruck" também era muito bom, coisa que a atuação de Streep em "Ironweed" não tinha como bater naquele ano. Além delas, foram indicadas Holly Hunter e Sally Kirkland.

Filme: "Um Grito no Escuro"
Ano:1988
Categoria: Atriz Principal
Papel: Lindy
Porque perdeu: Jodie Foster em "Os Acusados" havia acabado de mostrar ao mundo que tinha crescido e que tinha vida após debutar em "Taxi Driver". Apesar do ótimo papel, Meryl Streep tinha que lutar contra a popularidade de Glenn Close, que continuava em alta, dessa vez com "Ligações Perigosas". O mundo estava crente que a Academia ia corrigir o erro do ano anterior e, Bam!, Oscar de Melhor Atriz para Jodie Foster. Glenn nunca ganhou seu premio, Jodie Foster ainda chegou a ganhar outro mais tarde e Streep saiu abanando a mão, assim como Melanie Griffith, que merecia também, e Sigouney Weaver.

Filme: "Lembranças de Hollywood"
Ano: 1990
Categoria: Atriz Principal
Papel: Suzanne Vale
Porque perdeu: Quem assistiu a "Louca Obsessão" vai saber o porquê. Kathy Bates levou o prêmio naquele ano pelo papel da fã obcecada que sequestra seu autor favorito. 1990 também marcou pela indicação de Julia Roberts por "Uma Linda Mulher". As outras indicadas foram Anjelica Huston e Joanne Woodward. E a década termina com a consagração de Meryl Streep nos anos 1980.

Filme: "As Pontes de Madison"
Ano: 1995
Categoria: Atriz Principal
Papel: Francesca Johnson
Porque perdeu: Uma boa pergunta. O oscar em 1995 foi para Susan Sarandon, por "Os Últimos Passos de um Homem" , sendo que Emma Thompson ("Razão e Sensibilidade"), Sharon Stone ("Cassino") e Elizabeth Shue ("Despedida em Las Vegas"), além da própria Streep, entregaram atuações memoráveis também. Não que Susan não mereça, mas talvez a estatueta tenha sido decidida nos "décimos", digamos assim. Ano difícil.



Filme: "Um Amor Verdadeiro"
Ano: 1998
Categoria: Atriz Principal
Papel: Kate Gulden
Porque perdeu: Outra boa pergunta. Em 1998, quem levou foi Gwyneth Paltrow, por "Shakespeare Apaixonado". Porquê? Vai se saber, até hoje não engulo esse Oscar. Também estava concorrendo a brasileiríssima Fernanda Montenegro por "Central do Brasil", e não é porque eu sou brasileiro não, mas ela merecia muito mais do que Paltrow. Na verdade, qualquer uma das outras quatro, que ainda incluía Cate Blanchett ("Elizabeth") e Emily Watson ("Hillary e Jack"), merecia ter ganho, menos quem ganhou. É a famosa predileção da Academia por atrizes mais jovens e (?!) promissoras. Entalado até agora.

Filme: "Música do Coração"
Ano: 1999
Categoria: Atriz Principal
Papel: Roberta Guaspari
Porque perdeu: Um papel ligeiramente fraco diante de atuações mais fortes em 1999. Quem levou foi a garota-prodígio do ano, Hillary Swank, por "Meninos Não Choram", Oscar mais do que merecido. Como a professora de "Música do Coração", Meryl não conseguiu bater Hillary, que era a favorita. Porém, a outra favorita ao premio daquela noite não era ela, e sim Annete Benning, por "Beleza Americana" em um papel cultuado até hoje.


Filme: "Adaptação"
Ano: 2002
Categoria: Atriz Coadjuvante
Papel: Susan Orlean
Porque perdeu: 23 anos depois, Meryl foi indicada novamente à categoria de Atriz Coadjuvante. Naquele ano, ela foi cotada para coadjuvante por dois filmes, "Adaptação" e "As Horas". Foi indicada por "Adaptação" e perdeu para Catherine Zeta-Jones, a principal alma de "Chicago", verdade seja dita. Queen Latifah ("Chicago"), Kathy Bates ("As Confissões de Schmidt") e Julianne Moore ("As Horas") também concorreram naquele ano. Talvez ela tivesse desaprendido como ser coadjuvante.

Filme: "O Diabo Veste Prada"
Ano: 2006
Categoria: Atriz Principal
Papel: Miranda Priestly
Porque perdeu: Talvez porque o mundo estava encantando demais com o papel de Helen Mirren, em "A Rainha". E com razão né. Mas nunca, depois do Oscar de "A Escolha de Sofia", ela esteve tão perto de levar outro prêmio. E ela merecia, já que Miranda Priestly entrou para a história do cinema. Ela disputava com Helen o favoritismo na categoria, que ainda tinha Kate Winslet ("Pecados Íntimos"), Judi Dench ("Notas Sobre Um Escândalo") e Penélope Cruz ("Volver") concorrendo.

Filme: "Dúvida"
Ano: 2008
Categoria: Atriz Principal
Papel: Irmã Alouysius
Porque perdeu: Kate Winslet encantou plateias no mundo todo com sua atuação em "O Leitor". O ano estava propício para ela, que também já havia ganho várias indicações, mas nunca um prêmio. O papel em "Dúvida" era desafiador, mas era bem o estilo de Meryl Streep, nada fora do comum. Sabe, algo que só ela saberia fazer? Suas outras concorrentes tinham mais chances e houve quem torcesse piamente para Anne Hathaway ("O Casamento de Rachel"). Ainda estavam na cerimonia Angelina Jolie, pelo belíssimo papel em "A Troca", e a zebra Melissa Leo, por "Rio Congelado".

Filme: "Julie e Julia"
Ano: 2009
Papel: Julia Child
Categoria: Atriz Principal
Porque perdeu:  Foi o ano de Sandra Bullock. Depois de 16 indicações e um papel pouco apelativo frente às outras concorrentes, Meryl deve estar contente apenas com o reconhecimento e com o seu recorde. Pela primeira vez após sua primeira indicação ela foi a zebra das indicações, que ainda renderam honrarias às novatas Carey Mulligan ("Educação") e Gabourey Sidibe ("Preciosa"), e à veterana Helen Mirren ("The Last Station").


Filme: "A Dama de Ferro"
Ano: 2011
Papel: Margareth Tatcher
Categoria: Atriz Principal
Porque ganhou: Pela convincente interpretação de Margaret Tatcher, algo que requeriu dela não apenas uma boa atuação, mas uma verdadeira transformação física. Mesmo concorrendo com Viola Davis ("Histórias Cruzadas"), outra favorita naquele ano, Meryl levou sua terceira estatueta. Completam as concorrentes deste ano Michelle Williams ("Sete Dias com Marilyn"), Nicole Kidman ("Rabbit Hole - Reencontrando a Felicidade") e Glenn Close ("Albert Nobbs").

Idas e Vindas do Amor

Valentine's Day
(EUA, 2010) De Garry Marshall. Com Ashtobn Kutcher, Jennifer Garner, Jessica Alba, Julia Roberts, Bradley Cooper, Anne Hathaway, Topher Grace, Jamie Foxx, Jessica Biel, George Lopez, Queen Latifah, Emma Roberts, Taylor Lautner, Taylor Swift, Kathy Bates, Eric Dane, Hector Helizondo, Shirley MacLaine e Patrick Dempsey.

Nossa, quanta gente. É, essa pode ser a primeira impressão de quem espera acabar os créditos iniciais de "Idas e Vindas do Amor", título ligeiramente desconexo para o filme "Valentine's Day", do diretor Garry Marshall ("Uma Linda Mulher"). O filme é basciamente sobre o Dia dos Namorados, que é uma das datas mais comerciais nos Estados Unidos. No Brasil, esse dia tem um pouco menos de força. Ano passado vimos o mesmo tipo de "filme-sobre-o-amor-cheio-de-gente" com "Ele Não Está Tão a Fim de Você". É como se fossem os filmes de natal.

Com tanta gente assim no elenco, todo mundo se pergunta quanto foi gasto no orçamento do filme. Metade dele deve ter sido só para pagar o salário de Julia Roberts, certo? Errado. Garry Marshall fez o filme com "apenas" US$ 52 milhões. O convite para os atores foram feitos na base da camaradagem, como com a própria Julia, por exemplo, que trabalhou com ele em "Uma Linda Mulher" e em "Noiva em Fuga". Shirley Maclaine, Anne Hathaway, entre outros, também já trabalharam com ele. Junte a turma de "Grey's Anatomy" com a de "That's 70's Show" com jovens estrelas em ascenção e os Taylors (Lautner e Swift), pronto. Tá aí a mistureba.
Mas se engana quem acha que o filme é bobo ou não vale a pena por ter tanta gente. Na verdade, o charme da história é esse. Emborã não estejamos acostumados a ver astros do calibre de Julia e Bradley Cooper em pequenas pontas, o momento de cada ator no filme é único e cada um é protagonista de sua própria história. E como nos casos dos filmes onde tem muita gente assim, todas elas se completam no final e grandes surpresas surgem, surpreendendo o espectador. A única história totalmente descartável do filme é a que junta os dois Taylors mais famosos da atualidade. Swift e Lautner não se misturam no filme e poderiam ter sido cortados tranquilamente. Ela deve seguir cantando, pelo bem de nós todos, e ele é bem melor aproveitado na Saga Crepúsculo. Mas valeu a tentativa.
No mais, o filme centra sua história na floricultura de Ashton Kutcher, que é o ponto de partida de quase todas as outras histórias. Um filme divertido, para se assistir sem culpa. Preferencialmente com a namorada.
Nota: 8,0

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Alice no País das Maravilhas... de 1903!

Dá uma olhada nesse vídeo aí abaixo. É a primeira versão filmada do clássico "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, produzida em 1903, nos primórdios do cinema. O filminho de 12 minutos foi o mais longo produzido na Inglaterra àquela época. O filme também tem alguns dos primeiros efeitos especiais.

"Alice" foi realizado apenas 37 anos depois de Carroll ter finalizado o livro e 8 anos após o nascimento do cinema! Ele foi restaurado pelo instituto britânico BFI Nacional Archive após muitos danos sofridos.

Antes de ver a versão do Tim Burton, dá uma olhada nessa.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Cine Gestão" vai falar sobre Liderança Feminina com "Elizabeth - A Era de Ouro"

O Cine Gestão vai participar do 2° Ela Gestora, evento realizado pelo BuscaRH em parceria com o Grupo Probus, e é totalmente voltado para o universo feminino. O evento tem como tema principal "A Liderança Feminina como Ferramenta de Mudança na Gestão Atual" e o objetivo principal é trazer histórias de sucesso de mulheres que inovaram na sua área de atuação.

Pois o desafio do Cine Gestão vai ser retratar esse sucesso feminino nas telas do cinema. Entre tantas produções que poderiam ser abordadas, o filme escolhido para a ocasião foi "Elizabeth - A Era de Ouro", vencedor do Oscar de Melhor Figurino e ainda indicado a melhor atriz para Cate Blanchett ("O Aviador").

Será apresentado um trecho do filme com o tema "Liderança Feminina", seguido de debate entre os participantes do evento. Elizabeth I com certeza foi um grande exemplo e vamos ver o que poderemos aprender com ela.

O 2° Ela Gestora será no dia 14 de Abril, a partir das 08h, no Auditório da Proeduc, que fica no Largo de São Francisco, n° 34, 5° Andar - Centro / RJ. Não deixe de participar e acompanhar o desenvolvimento do evento também aqui no Cine Gestão.

SAIBA MAIS SOBRE O EVENTO ACESSANDO O HOT SITE DO ELA GESTORA:
www.buscarh.com.br/elagestora

Release da palestra aqui.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mais um boicote de "Alice no País das Maravilhas"

por Marcos Nascimento, para o Cinema com Rapadura



Mais uma rede de cinemas decidiu boicotar o filme "Alice no País das Maravilhas" em protesto à decisão da Disney de reduzir para 12 semanas o tempo entre a data de lançamento do filme nos cinemas e a data de lançamento do DVD. Dessa vez foi a rede britânica Odeon, que não irá exibir o filme em suas 110 salas na Grã-Bretanha, além da Irlanda e da Itália.


Em nota, a rede afirmou ter investido quantias consideráveis de dinheiro para capacitar as salas de exibição com o melhor equipamento digital de projeção para lançar o filme em suas salas 3D. A Disney afirma que a redução do tempo para 12 semanas é para combater a pirataria. O temor da rede Odeon é que as 12 semanas se tornem algo comum e virem o novo padrão, ao invés das 17 semanas atuiais. Por sua vez, a Disney afirma que não pretende manter esse acordo em nenhum de seus próximos lançamentos.


Apesar de ter cinemas na Alemanha, na Áustria, na Espanha e em Portugal, nesse países a exibição está mantida porque neles o período de lançamento de DVD permanece inalterado. Outras redes de cinemas na Grã-Bretanha também se expressaram contra a decisão da Disney, mais ainda não se manifestaram a respeito. Apenas a rede Cineworld, que tem 150 salas, afirmou que chegou a um acordo satisfatório com a Disney e que vai manter a exibição.


Na semana passada, as redes de cinema Minerva, Pathé, Wolff e Jogchems, da Holanda, anunciaram o boicote ao filme de Tim Burton ("Ed Wood"). Juntas, elas representam 80% das salas de exibição de todo o país.