segunda-feira, 19 de abril de 2010

Veja a lista dos personagens mais ricos da ficção


Todos os anos a revista “Forbes” faz a sua lista dos mais ricos do planete. O que pouca gente conhece é a tradição da revista em eleger também os 15 personagens mais ricos da ficção. A edição 2010 da lista tem seis novos personagens, que surgiram recentemente.

Na média, cada um deles soma US$ 7,3 bilhões em patrimônio médio. Juntos, só os nove personagens que estavam em edições anteriores somam US$ 79,8 bilhões, 9% a mais do que as suas fortunas do ano passado.

A lista da “Forbes” faz todos os ajustes com relação a inflação, juros e lucro médio vindos de possíveis ganhos de mercado, tudo como se fosse real. O topo da lista é preenchido pelo Dr. Carlisle Cullen, o vampiro-pai da saga “Crepúsculo”, superando o Tio Patinhas, que liderou a lista por anos.

Cullen acumulou ao longo de seus 370 anos de existência uma fortuna de US$ 34,1 bilhões, a maioria deles ganhos através de investimentos previstos nas visões da vampira Alice, sua filha adotiva.

Veja a lista dos 15 personagens mais ricos:

1: Carlisle Cullen – “Saga Crepúsculo” – US$ 34.1 bilhões

2: Tio Patinhas – Disney – US$ 33.5 bilhões

3: Riquinho Rico – US$ 11.5 bilhões

4: Tony Stark – “Homem de Ferro” -US$ 8.8 bilhões

5: Jed Clampett – “A Família Buscapé” – US$ 7.2 bilhões

6: Adrian “Ozymandias” Veidt - “Watchmen” – US$ 7 bilhões

7: Bruce Wayne - “Batman” – US$ 6.5 bilhões

8: A Fada do Dente – US$ 3.9 bilhões

9: Thurston Howell III – “A Ilha dos Birutas” – US$ 2.1 bilhões

10: Sir Topham Hatt – “Thomas e Seus Amigos” – US$ 2 bilhões

11: Artemis Fowl II – série de livros “Artemis Fowl” – US$ 1.9 bilhões

12: C. Montgomery Burns – “Os Simpsons” – US$ 1.3 bilhões

13: Charles “Chuck” Bartholomew Bass – “Gossip Girl” – US$ 1.1 bilhão

14: Jay Gatsby – “O Grande Gatsby” – US$ 1 bilhão

15: Lucille Bluth – “Arrasted Development” – US$ 950 milhões


PS: Se alguém souber que raio de Fada do Dente é essa da lista, por favor, pronuncie-se.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Uma Noite Fora de Série

Date Night
(EUA, 2010) Com Tina Fey, Steve Carrell, Taraji P. Henson, Commom, Mark Wahlberg, Ray Liotta, Mila Kunis e James Franco.

Tina Fey é um nome conhecido da televisão americana. Roteirista revelada no "Saturday Night Live", ela se destacou mesmo com a série "30 Rock", na qual ela também atua. Nos cinemas, seus roteiros sempre se destacaram, como em "Meninas Malvadas", mas como atriz sempre foi mediana. Falei isso para ressaltar que "Uma Noite Fora de Série" é o filme que veio consolidar a carreira dela como atriz comediante, já que como roteirista, "30 Rock" se encarregou disso. Já Steve Carrell é Steve Carrell.

O casal interpreta Phil e Claire Foster, um casal que quer sair da rotina que sen encontra e decide ir a um dos restaurantes mais chiques de Nova York. É quando eles ficam sem mesa e Phil decide pegar o lugar de um casal que não apareceu, os Tripplehorn. O que eles não sabem é que os Tripplehorn estão encrencados com o maior bandidão da cidade, Joe Miletto, e eles começam a ser caçados por seus capangas, que os confundiram com o casal verdadeiro. Daí eles começam uma caça aos verdadeiros Tripplehorn, enquanto vivem a noite mais maluca de suas vidas e redescobrem um ao outro.

Desnecessário dizer que o érito do filme é do casal principal. Todas as piadas se encaixam e funcionam sobretudo porque quase todas elas se remetem ao próprio entrosamento do casal-personagem, e por isso o desempenho do casal-ator é mais do que importante, é imprescindível. Some a isso participações de luxo de atores famosos como Mark Whalberg, Ray Liotta, James Franco, Taraji. P. Henson (irreconhecível normal, sem a maquiagem de mãe do Benjamin Button) e a novata Mila Kunis (de "O Livro de Eli") e temos uma ótima comédia daquelas de se divertir sem culpa.

Nota: 8,0

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Como Treinar Seu Dragão

How to Train Your Dragon
(EUA, 2010) De Dean deBlois e Chris Sanders. Com Vozes originais de Jay Baruchel, Gerard Butler, America Ferrera, Craig Fergunson, Jonah Hill e Christopher Mintz-Plasse.

É de se admirar o nível que as animações chegaram com essa coisa da Pixar sair na frente. A Dreamworks e a Sony correram atrás do prejuízo e mostraram que também podem fazer bonito. E o novo material da Dreamworks Animation Studios, depois do legalzinho, mas fraco, "Monstros Vs. Alienígenas", se chama "Como Treinar Seu Dragão" e é um grande achado. Uma história comovente, envolvente e alucinante, com imagens que são realmente de impressionar qualquer um.

Ser um viking não é fácil. Principalmente se você tem que combater dragões todas as noites para se manter vivo. Sendo assim, todos os viking precisam treinar para combater dragões, mas isso não acontece com Soluço, o filho do líder deles. Soluço ainda tem a desvantagem de ser desacreditado pelo próprio pai, que tem um único objetivo: encontrar o ninho dos dragões. Quando Soluço, acidentalmente, acerta o mais poderoso dos dragões, o Fúria da Noite, claro, ninguém acredita nele. Mas ele vai começar uma relação de amizade com esse dragão e aos poucos começa a domá-lo. É quando soluço surge com uma ideia que vai mudar o mundo viking: não é necessário matar dragões! Mas Soluço acaba virando uma espécie de "herói" quando mostra que sabe domar um dragão e ele precisa mostrar para os outros vikings, sobretudo para seu pai, que os dragões não são maus.



As imagens são impressionantes. O desenho dos dragões, únicos em sua composição, apesar de simples, são muito bem elaborados. Imagino o quão deve ser dificil fazer um bicho desses animado, porque não se tem uma ideia exata de como são os dragões, animais que só existem mesmo na mitologia. Mas se os dragões principais já assustam, o bichão gigantesco que surge como o chefe deles impressiona mais ainda. Alguém já viu um dragão tão grande em qualquer filme em que eles tenham aparecido??? Harry Potter? Coração de Dragão? Eragon? História Sem Fim? Não que eu me lembre.

O mérito do filme é mesmo entregar personagens inteligentes e carismáticos. A dupla principal, o detrambelhado Soluço e o dragão Banguela, formam uma química dessas que a gente vê às vezes na vida real, quando a gente ganha um cachorro novo mas demora até que ele se acostume com a gente. Mas quando ele se acostuma ele não larga mais. Assim, a relação homem-dragão, que antes era conturbada simplesmente porque não se conhecia nada sobre eles, vai se tornando melhor a cada ponto. "Como Treinar Seu Dragão" traz uma mensagem muito bonita para crianças e não-tão-crianças, mesmo que pra isso o protagonista passe por alguns percalços. Mas tudo bem, porque assim é a vida, "matando um dragão por dia" (ou não, pela mensagem né), sem perder o bom humor, a valentia e a vontade de fazer algo de bom da sua vida.

Nota: 9,0
Efeitos 3D: 7,0


terça-feira, 6 de abril de 2010

Viagem, chuva, caos e net ruim

Queridos leitores do meu humilde blog, esses dias nao publiquei nada aqui porque fui aproveitar o descanso dos justos no feriado da semana santa. E como foi bom esse descanso, nem sei direito o que estreou aqui no fim de semana (ah! Chico Xavier né?). Bom, chego no Rio e a cidade está de ponta cabeça por causa das chuvas infinitas. Nem tem muito clima pra falar de cinema, quando a sua cidade está nesse clima caótico. Pra completar, a minha internet não está colaborando muito, então fica dificil postar coisas.

Mas enfim, tá faltando aqui a crítica do "Como Treinar Seu Dragão", que devo colocar no ar em breve. Só esperar as coisas voltarem ao normal.

Have Fun!

quarta-feira, 31 de março de 2010

A Caixa

The Box
(EUA, 2009) De Richard Kelly. Com Cameron Diaz, James Marsden, Frank Langella.

Quando um diretor como Richard Kelly resolve lançar um filme, todo mundo entra na expectativa. Afinal, o cara é o que trouxe para o mundo cinematográfico a história de "Donnie Darko", um dos filmes mais cultuados dos últimos vinte anos. Porém, parece que Kelly sofre de uma maldição que acomete alguns diretores tachados de "gênios" algum dia, como, por exemplo, M. Night Shayamalan, ou seja, "diretores de um filme só". Isso porque o filme seguinte de Kelly, "Southland Tales" ficou muito aquém das expectativas e o mesmo se repete com este "A Caixa", que chega ao Brasil com certo atraso.

No filme, um casal dos anos 1970 que enfrenta problemas financeiros recebe uma caixa deixada na porta de sua casa. A caixa é a representação de uma oferta que lhes é feita por um homem, cujo rosto desfigurado espanta quem o vê. Dentro do pacote está um dispositivo feito de madeira, com um botão vermelhor protegido por uma redoma de vidro. A oferta é simples: se eles apertarem o botão, ganham US$ 1 milhão em dinheiro. Porém, se o fizerem, uma pessoa que eles não conhecem irá morrer. Apertar ou não apertar? Essa é a questão que envolve o casal, que não faz ideia no que está prestes a se meter, sobretudo quando decidem investigar o que há por trás do homem misterioso.

A trama em si não é ruim e o espírito dos filmes de Richard Kelly está presente o tempo todo. O problema é que no afã de apresentar toda a linha de esquisitices que está por trás da caixa misteriosa, o diretor (que também é o roteirista) se perde todo ao contar a história, que fica por inteira sem sentido. No final, um tanto desapontador, já que não revela bulhufas, temos uma leve esperança com um suspense inserido, mas não é o suficiente para segurar a onda de confusão já formada pelo filme.


O mérito de tudo vai para a divulgação do filme, já que "A Caixa", junto com "Caso 39", de Renée Zellwegger, tem sido um dos filmes de suspense mais aguardados, justamente por causa da demora do lançamento. A propaganda também ajuda a vender o filme como um thriller de suspense, com toques sobrenaturais, quando na verdade não é nada disso. Não dá pra negar que o longa apresente toques de inteligência, mas eles se perdem na imensidão de coisas inexplicadas que acontecem. Ainda não foi dessa vez que Kelly venceu a si próprio.

SPOILER: Há alguns anos atrás, fui cheio de expectativa ver um filme de suspense, em moldes sobrenaturais também, chamado "Os Esquecidos". Não só estava animadíssimo, como convenci metade da minha turma do segundo grau a ir ver também. Quem assistiu a "Os Esquecidos" sabe que a vontade de todos era de me linchar quando o filme acabou, de tão ruim que é. Sem falar na explicação do filme. E não é que a mesma entidade de "Os Esquecidos" se faz presente em "A Caixa"? O filme não diz, mas é meio óbvio que são os marcianos quem dominam a mente dos humanos e estão fazendo os testes com as caixas, para saber se nós merecemos ou não continuar vivos. Qual é, Hollywood, sejamos mais inteligentes! ET's de novo? Se bem que, dessa vez, a culpa é do autor do livro "Button! Button!", em que Richard Kelly se baseou para fazer o filme. Mas aposto que no livro os alienígenas, ou os "empregadores", estão muito melhor explicados.

Nota: 5,0

domingo, 28 de março de 2010

CINEMARCOS - MELHORES DE 2009

Chega de enrolação. Tá na hora de uma vez por todas dizer quais foram os meus melhores filmes de 2009. E 2009 foi um ano maravilhoso. Tudo bem que tivemos que encarar produções pífias, roteiros fracos e disputas monetárias. Mas também vimos nascer grandes clássicos e tivemos muitos marcos históricos. Um ano que, antes de tudo, já entrou para a história. Assim como seus filmes.

MELHOR FILME Bastardos Inglórios

Me desculpe a população azul de Pandora ou os tripulantes da Enterprise. Ou ainda os moradores da Índia. Quando um gênio do cinema atinge sua maturidade, a gente tem que reconhecer. E se teve um filme corajoso a ponto de mudar os rumos da história - e deixar coerente! - foi "Bastardos Inglórios". Um projeto que estava há anos engavetado e que só foi filmado porque Quentin Tarantino queria colocar logo um fim nele para esquecê-lo de vez. Bem, esquecer é a última coisa que o diretor vai fazer, já que essa pode ter sido a sua melhor obra de arte, comparada inclusive com o intocável "Pulp Fiction". O filme de guerra definitivo, como muitos falaram? Acho que não. O Tarantino definitivo? Esperamos que não. O melhor filme do ano passado? Com certeza!




MELHOR ATOR
Sean Penn - Harvey Milk em "Milk - A Voz da Igualdade"

Esse a Academia já tinha proclamado como o melhor, mesmo quando tudo parecia a favor de Mickey Rourke. Também não é para menos. Só um ator com a ousadia e despreendimento de Sean Penn conseuiria interpretar a figura de Harvey Milk. E não é o seu lado gay que é desafiador, e sim o ativista político que lutou pelos direitos homossexuais, foi perseguido e ainda assim teve que se manter com a cabeça erguida para defender seus ideais. Penn entrega um personagem não apenas carismático mas instigante, fazendo você repensar suas próprias questões. E é isso que queremos de um bom ator.

MELHOR ATRIZ
Kate Winslet - Hannah Schmitz em "O Leitor"


É muito ruim ir junto com a maioria, mas Kate Winslet foi uma unanimidade no ano passado. Dois filmes seus saíram de uma só vez. Com "Foi Apenas Um Sonho" vimos seu lado sonhador e libertador no papel da típica dona de casa americana. Mas em "O Leitor" vemos uma face extremamente madura de Winslet, ao interpretar uma ex-oficial nazista que não tem muito remorso pelo que cometeu simplesmente por sua ingenuidade. Hannah Schmitz é de longe o melhor personagem da atriz - e olha que bons personagens não lhe faltam. Me emocionei com Angelina Jolie, estremeci com Meryl Streep, me encantei com Audrey Tatou e me espantei com Charlotte Gainsboury. Mas Kate Winslet provou neste filme porque é uma das melhores de sua geração.

MELHOR ATOR COADJUVANTE Christoph Waltz - Hans Landa em "Bastardos Inglórios"

Mais um ponto pros Bastardos. E dessa vez para a alma do filme. O coronel Hans Landa é mesquinho, tem sangue frio, é um calhorda sem limites, falso, fingido, faz de um tudo para sempre estar por cima da carne seca. Mas ele é tudo isso sendo um dos mais carismáticos, simpáticos e inteligentes vilões da fimografia de Tarantino, senão do cinema. A personalidade foi escrita por Tarantino, mas a alma é inteira de Christoph Waltz, que deu um salto gigante para as portas abertas das oportunidades graças ao diretor, que o aprovou no filme porque queria um ator legitimamente alemão. Quem o aprova mesmo é o seu talento.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Mélanie Laurent - Shosanna Dreyfuss em "Bastardos Inglórios"

Tá aí a versão feminina da alma do filme. Particularmente adoro Melanie neste filme e achei uma injustiça ela ter sido pouco reconhecida nesta temporada de premiações. Ela é praticamente o elo do filme, o que junta as duas partes e a força motora do principal desfecho do filme. A sede de vingança de Shosanna Dreyfuss fica nítida ao espectador no instante em que a atriz aparece, logo no terceiro ato do filme, como a dona do cinema onde tudo está prestes a ser Kaput! Melanie Laurent passa ainda a ousadia das moças francesas de uma época em que ser ousado, mesmo na França, custava a sua cabeça.

MELHOR DIREÇÃO
Quentin Tarantino - "Bastardos Inglórios"


Quando um diretor tem um estilo único, seu legado é sempre reconhecível. O que dizer quando um mestre se torna mais maduro do que nunca? Foi o que aconteceu com Tarantino em 2009. Vimos um filmão de um cara que antes brincava de cultura pop e dava certo. Com roteiro próprio, Tarantino foi à luta e mostrou que já tinha atingido um nível muito mais alto do que as pessoas julgavam. Ele provou que é um mestre no que faz e porque é um dos diretores mais cultuados de todos os tempos.


MELHOR COMÉDIA/MUSICAL
(500) Dias com Ela


Quando a comédia sensação do ano passado estreou, "Se Beber, Não Case", eu me perguntei onde é que estava a sensação toda, porque, por mais que a história seja mirabolante, não havia muita coisa de diferente. A comédia definitiva (e original) do ano passado é mesmo "(500) Dias com Ela", que pode nem ser tão engraçada quanto a ressaca do filme aí de cima, mas é bem mais leve e apaixonante, com todo o mérito dado ao diretor Marc Webber. Muito mais gente precisa se deixar levar por 500 dias com Summer.

MELHOR FILME DE AÇÃO
Star Trek


Reinventar uma série como "Jornada nas Estrelas", uma das obras da ficção com fãs mais ferrenhos, agradar a quem não gostava da série original e ainda colocar cenas de ação sem mexer no ritmo do roteiro deve ter sido um desafio imenso para J.J. Abrams. Mas o diretor deve ter uma cabeça incrível, sendo o "geek" que é. Afinal, o cara é também um fã da série original, mas sabe como ninguém como conduzir cultura pop contemporânea (vide "Lost"), além de ter vivido uma experiência em ação com "Missão Impossível 3". Mistura tudo isso de bom que dá "Star Trek".

MELHOR FILME DE TERROR/SUSPENSE
Arrasta-me Para o Inferno


Me diz uma coisa. Você riu pra caramba com "Arrasta-me Para o Inferno", não riu? Mas vai pensar duas vezes em negar favores a uma velhinha suspeita, não vai? É esse o espírito de um bom filme de terror, como esse grande achado de Sam Raimi, que não insere piadas sem graça no filme - elas estão lá desde o início e convivem harmoniosamente com o suspense que cerca a trama. Com um desfecho de deixar qualquer um boquiaberto e com toda a tortura que passou a personagem Christine Brown, não tinha como verificar duas vezes se tinha alguém no seu quarto antes de dormir, depois de assistir ao filme.

MELHOR DRAMA
A Troca

Christine Collins perdeu o filho na Los Angeles dos anos 1920, nunca o recuperou de volta, mas também não perdeu a esperança. Essa história foi contada magistralmente por Clint Eastwood, com uma atuação impecável da maravilhosa Angelina Jolie, indicada ao Oscar pelo papel. O sofrimento da personagem está estampado de uma forma mais do que comovente, mas que faz despertar todos os instintos paternais de cada um. Uma frase que entrou para a história. "Stop saying that! You're not my son! I want my son back! I WANT MY SON BACK!".

MELHOR ROMANCE
(500) Dias com Ela

Comédia romântica é tudo igual né? O casal principal passa por alguns percalços durante o filme todo, daí eles percebem que se amam mas brigam por alguma razão. Até que o cara percebe o quanto é burro por deixar uma mulher como ela escapar e eles fazem as pazes no fim, geralmente com uma declaração de amor bonitinha. E de preferencia o filme tem que ter um pôster em branco, preto e vermelho. Bom, "(500) Dias com Ela" não tem nada disso e ainda assim é a melhor comédia romântica que eu já assisti, eu acho. Não dá pra não se encantar com as personagens de Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt. São realistas e irreais demais para caber num filme só, mas cabem.

MELHOR CANÇÃO
"Jai Ho", Música: A.R. Rahman, letra: Gulzar & Tanvi Shah - "Quem Quer Ser Um Milionário"

Falando a verdade, o ano passado foi o ano da Índia. Mesmo fora da Índia. Mais precisamente aqui no Brasil. Tivemos novela sobre a Ìndia, um filme sobre a Índia vencedor do Oscar e uma canção que não dá pra tirar da cabeça. "Jai Ho", tocada ao fim do filme, mostra como mesmo depois de uma grande e sofrida batalha, a comemoração pela vitória é sempre melhor. Quero deixar lembrado também o quanto "The Climb", de "Hannah Montana - O Filme" ficou marcado também esse ano que passou na minha memória.

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Up - Altas Aventuras


Nem precisa de justificativa, mas vamos lá. Todo mundo já disse isso, mas a Pixar arriscou muito ao lançar um filme para crianças - teoricamente - com um personagem idoso. Mais do que isso, nos trailers, Carl Fredericksen não era mostrado como uma pessoa amável, e sim como um velho rabugento que, cansado da vida, se manda pro Paraíso das Cachoeiras na casa içada por balões. Bom, todo o resto tá certo no filme, menos a parte do velho rabugento! Justamente para explicar a natureza do personagem, no primeiros minutos do filme somos apresentados a toda a história do velhinho, o que por si só já é suficiente pra nos deixar encantados.

MELHOR FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA / BASEADO EM HQ Avatar

Você pensou que "Avatar" estaria fora né? Confesso, sou muito fã do filme. Mas com o tempo fui percebendo a canastrice dele, o suficiente para concordar com a Academia e não dar o filme como o melhor do ano. Mesmo assim, o fenômeno é inegável e dentro de sua categoria "Avatar" é único. James Cameron criou um mundo próprio, com um ecossistema que funciona em harmonia e com uma linguagem própria que realmente faz sentido. Junta tudo com questões ambientais plausíveis, máquinas futuristas e toda a tecnologia presente no filme. Quer mais ficção científica do que isso?

MELHOR FILME ESTRANGEIRO NÃO NORTE-AMERICANO
A Teta Assustada (La Teta Assuatada) - Peru

Quantos filmes peruanos conseguem destaque fora do Peru? Eu só consigo lembrar de um de cabeça e é justamente "A Teta Assustada", que não só conseguiu o feito de colocar o país em evidência como tem uma das histórias mais surpreendentes do cinema latino-americano dos últimos tempos (sem exagero). Prova é a indicação dele ao Oscar de melhor filme estrangeiro, ao lado do vencedor "O Segredo de Seus Olhos", da Argentina, que só não está na minha lista porque só estreou por aqui em 2010. Aprende, Brasil.

MELHOR CENA DE EFEITOS ESPECIAIS Bombardeio da Casa da Árvore (e o resto do filme) - Avatar

Se tem uma unanimidade é a mudança que "Avatar" representou na indústria cinematográfica. Não só o 3D vai ser largamente utilizado daqui pra frente como técnicas de filmagem, uso de CGI, captura de performance, enfim, um mundo de coisas vai ser usado, graças ao grande "dever de casa" de James Cameron. A cena do bombardeio da casa da árvore, onde só uns 5% era real (apenas alguns atores de carne e osso, como Stephen Lang), mostra como o filme todo pode copiar a realidade de uma tal forma que conduza o espectador a aceitar aquilo como verdade mesmo.

MELHOR FILME NACIONAL
Se Nada Mais Der Certo


Esqueça "Se Eu Fosse Você 2", nossa maior bilheteria (grrrrr). "Salve Geral" é um bom filme, mas nem de longe deveria ter preenchido a vaga do Brasil no Oscar. O ano foi repleto de filmes-musicais e nesse gênero "Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Eu dei" é o melhor. Mas, por alguma razão aqui no Brasil os filmes ousados são deixados de lado por uma coisa mais clichê. Pra mim, o melhor nacional é o vencedor do Festival do Rio de 2008, "Se Nada Mais Der Certo", longa que revelou uma grande jovem atriz, Caroline Abras, vencedora do prêmio de melhor atriz no mesmo Festival, e me fez ver que Cauã Reymond é mais do que um rosto bonito, mas tem mesmo uma grande veia de atuação. Um grande trabalho do diretor José Eduardo Belmonte.




MELHOR ATOR NACIONAL
Daniel de Oliveira - Santinho em "A Festa da Menina Morta"


Mais uma vez o ator Daniel de Oliveira mostra o assombro que é uma atuação sua no cinema nacional. Ele já havia mostrado seu talento em filmes como "Cazuza" e "Zuzu Angel", mas seu personagem no filme de estreia de Matheus Nachtergaele na direção extrapola os limites do aceitável socialmente e entra numa realidade impensável pra algumas pessoas. Seu personagem é um milagreiro de um vilarejo numa região ribeirinha do interior do Brasil. Ele mostra que o nosso país tem mais coisas que nós não sabemos do que aquilo que nós queremos acreditar que exista. Intenso e profundo. Desafio vencido, embora o filme seja um embrulho no estômago.

MELHOR ATRIZ NACIONAL
Andréa Beltrão - Lúcia em "Salve Geral"


Ela já foi uma grande atriz de dramas em novelas e uma de suas personagens mais marcantes foi na novela "A Viagem". Porém o talento inegável de Andréa Beltrão na comédia faz com que nós estejamos acostumados com papeis como a Radical Chic ou a Marilda de "A Grande Família". Imagina então o assombro de ver a atriz voltando ao drama com tudo em dois filmes. "Verônica", onde ela é uma professora que enfrenta o tráfico para proteger um aluno testemunha de um crime, e "Salve Geral", pelo qual ela ganha aqui, interpretando a mãe de um presidiário em pleno ataque do PCC à cidade de São Paulo. Simplesmente fenomenal. Menção honrosa para Lília Cabral, que ganhou definitivamente minha admiração depois de "Divã".

FILME DE VAMPIROS DO ANO
Deixa Ela Entrar


Quem gritou horrores nas filas quilométricas que levavam às sessões de "Lua Nova" não faz ideia de que raio de filme é esse. Mas esse exemplar vindo da Suécia mostra um drama vampiresco único, que surpreendeu em festivais em todo o mundo. "Deixa Ele Entrar" mostra a amizade entre um menino, Oskar, e sua nova vizinha, que é normal quando está alimentada, mas vira uma fera quando está com fome. Ou seja, de mal a mal, temos vampiros de verdade! Tente assistir em DVD porque vale a pena. Agora, falando a verdade, "Lua Nova" nem é filme de vampiros, é de lobisomens...

Veja os indicados clicando aqui

quarta-feira, 24 de março de 2010

Um Sonho Posível

The Blind Side
(EUA, 2009) De John Lee Hancock. Com Sandra Bullock, Quinton Aaron, Tim McGraw e Kathy Bates.

Quando "Um Sonho Possível" estreou, ele chegou cheio de burburinhos em torno de si. 1°: Era a história de um dos maiores jogadores de futebol americano. 2°: Era a melhor atuação de Sandra Bullock em toda a sua carreira (não necessariamente nessa ordem). Até porque a ordem normal traria Sandra Bullock em primeiro lugar. O filme é dela, o mérito é dela. "Um Sonho Possível" não traz uma Sandra irreconhecível, despida de seu olhar cômico. Não, ela ainda é Sandra Bullock nesse filme. Mas com certeza é uma atriz madura que teve a oportunidade de mostrar sua versatilidade de uma forma como nunca antes.

O jovem Michael - o Big Mike - é o tipo de menino rejeitado pela sociedade. Grande, pobre e negro, sai de casa para morar nas ruas, e onde der, até que consegue uma oportunidade numa escola local através de um vizinho. É numa de suas voltas pra casa que ele conhece a familia Tuohy, cuja mãe, Leigh Anne, se afeiçoa de cara por ele e o leva pra casa. Uma vez dentro de casa, Mike não sai mais, e consegue transformar a vida dos Tuohy, sobretudo a de Leigh Anne, que não conhecia o mundo sem os olhos de uma perua metida. Mas é a mesma garra de perua metida que vai fazer com que ela batalhe por tudo o que MIke precise: até ele se tornar o melhor jogador de futebol da escola - e do mundo.

Uma espécide de "Preciosa" masculino, o filme só erra mesmo ao entregar todo o ouro para Sandra Bullock. Ele acaba sendo um filme sem profundidade, sem maiores discusões sobre a vida de Mike, que, na verdade, deveria ser o foco do filme. Mas é justamente no mesmo ponto que erra que o filme mais acerta. É Sandra Bullock quem brilhantemente faz você se entragar à história, sem nem perceber o que está por trás dela. São suas emoções e sentimentos que carregam o filme - que não merecia ter estado entre os dez melhores no Oscar, mas nem de longe. Oscar de Melhor Atriz merecido para Sandra Bullock, mas como um todo poderia ser melhor.

Nota: 6,0