domingo, 20 de junho de 2010

Toy Story 3

Toy Story 3
(EUA, 2010) De Lee Unkrich. Com Vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Michael Keaton.

A primeira impressão de "Toy Story 3", além de que o filme é algo maravilhoso, espetacular, é a de que a Pixar finalmente voltou a fazer filmes para crianças. Os brinquedos que tornaram o estúdio o mais poderoso no campo da animação voltaram e são eles que aproximam as crianças dos roteiros profundos e cheios de moral produzidos pela Pixar. "Toy Story 3" é não apenas uma homenagem ao filme mais famoso da casa, que completa 15 anos esse ano. É também uma homenagem à infância e reverencia as crianças, não só as de hoje, mas a todos aqueles que eram crianças em 1995, quando o primeiro foi lançado, e que assim como Andy, cresceram.

Na nova aventura dos brinquedos, o menino Andy agora está com 17 anos e está prestes a ir para a faculdade. Nem é preciso dizer que ele não brinca mais com seus brinquedos, embora ainda mantenha um carinho por eles, em especial o caubói Woody e o astronauta Buzz Lightyear. Mas quando eles são confundidos com o lixo, e apenas Woody foi escolhido para a faculdade, eles precisam armar um plano para evitar o destino cruel do lixão. Buzz, Jessie, Sr. e Sra. Cabeça de Batata, Rex e companha decidem se juntar à Barbie e ir para uma creche, como brinquedos usados. Isso gera um contragosto em Woody, que sabe que Andy quer guardá-los e não jogá-los fora. Ao chegar na creche, os brinquedos se deparam com um mundo novo, mas caem na armadilha do urso Lotso, que os mantém reféns como brinquedos de crianças destruidoras. Como Woody foi o único que decidiu sair e procurar Andy, ele volta para tentar salvar os amigos e reunir a família outra vez.

A Pixar pode não ter feito a sua narrativa mais profunda, como em "Up" e "Wall-e", mas "Toy Story 3" mostra um lado adulto um tanto quanto aterrorizante para a perspectiva das crianças. Os brinquedos passam por situações complicadas e o sofrimento pela perda de Andy e seu suposto desprezo é inevitável. As lições aprendidas dessa vez mostram que crescer não é fácil, e é sobre isso que o filme fala.

O filme é um dos mais divertidos já produzidos pelo estúdio, mesmo com as citadas partes aterrorizantes, que assustam até os mais velhor. Só mesmo a Pixar consegue transformar uma animada e colorida creche num campo de concentração digna dos nazistas. O tom de suspense e um ar sombrio paira na segunda metade do filme, o que contribui para um clímax impensável para um filme do gênero.

O mérito do filme é ser corajoso por explorar um tema tão pouco desbravado mesmo nas animações: a independência, a infância e o sofrimento. Porém, mais do que isso, fica uma grande homenagem aos filmes do estúdio, aos brinquedos que marcaram a nossa vida e aos espectadores, que foram se tornando fiéis desde que "Toy Story" chegou aos cinemas. Se eles vão um dia superar "Up" como melhor filme do estúdio? Só o tempo vai dizer. Mas que "Up" não seria nada sem "Toy Story", isso sem dúvida.

Destaque para os personagens novos: Ken e Barbie, um casal hilário, o urso malvado Lotso, o Bebezão e a doce Bonnie, uma menininha que cuida dos brinquedos assim como Andy fazia.

Nota: 9.5
Efeitos 3D: 8,0

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Trailer de "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada"


Foi divulgado essa semana o trailer de "As Crônicas de Nárinia: A Viagem do Peregrino da Alvorada", filme que deve encerrar a franquia que começou há cinco anos. O bom é que podemos perceber pelas imagens a fidelização que o filme vai ter com os dois primeiros.

De vez em quando nos surpreendemos quando trocam um ator em uma franquia. Às vezes isso acontece porque o ator decidiu sair da produção, por problemas pessoais ou a famosa incompatibilidade de ideias. Uma das mais recentes nesse estilo foi a saída de Terrence Howard de "Homem de Ferro 2", deixando o papel do Cap. Rhodes para Don Cheadle.

Isso também pode acontecer por motivos totalmente inexplicáveis, como o caso da pobre Rachel Lefevre, intérprete da vampira Victoria nos dois primeiros filmes da Saga "Crepúsculo", que foi demitida da franquia e substituída em "Eclipse" por Bryce Dallas Howard. Os fãs, enfurecidos, não gostaram, mas ainda não deu pra conferir a performance de Bryce nas telonas.

Mesmo com os problemas que enfrentou, isso nao deve acontecer com "As Crônicas de Nárnia". Explico. A Disney resolveu cancelar a produção do terceiro filme, o que deixou a Walden Media, detentora dos direitos, sem chão. Até que a Fox comprou o desafio de fazer o terceiro e fãs dos livros e dos dois filmes se alegraram. "A Viagem do Peregrino da Alvorada" vai sair em 2010. E mesmo com a mudança de estúdio, os atores foram mantidos. Até os maiores como Liam Neeson (voz do leão Aslan) e Tilda Swinton seguiram no projeto. Fidelização é isso!

Não sei dizer exatamente o porquê de eu ter observado essa característica em especial do filme. Os dois primeiros podem não ser lá os melhores filmes de fantasia já produzidos, mas tem uma magia especial em torno deles, uma aura envolvente por causa da história. É essa aura que esperamos ver no terceiro longa, que dá um salto no tempo e conta apenas com os dois Pevensie mais novos, Edmund e Lucy, e o primo curioso Eustáquio. Eles embarcam no Peregrino da Alvorada, um navio mágico, junto com o Príncipe Caspian, mais uma vez em busca da salvação do mundo de Nárnia.

O filme estreia em 10 de dezembro de 2010, presentão antecipado de Natal.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cartas Para Julieta

Letters to Juliet
(EUA, Itália 2010) De Gary Winick. Com Amanda Seyfried, Vanessa Redgrave, Christopher Egan, Franco Nero e Gael García Bernal.

Mesmo quem não é chegado a romances sabe que uma das maiores (senão a maior) história de amor já escrita é "Romeu e Julieta", do imortal William Shakespeare. A história trágica do casal que tem seu amor impedido pela briga das famílias rivais inspirou gerações inteiras e mostrou que vale a pena lutar pelo amor verdadeiro, não importa qual o obstáculo. De certa maneira, esta também parece ser a função de "Cartas Para Julieta", que dessa vez usa o fator tempo para mostrar que o amor resite a tudo. Um típico filme água com açúcar é cheio de clichês do gênero, mas prova que um pouco de açúcar, na dosagem certa, não faz mal a ninguém.

Verona, a cidade natal de Romeu e Julieta, costuma receber casais de todo o mundo, já que a cidade inspira o amor. Tambem recebe mulheres desiludidas ou apaixonadas que deixam cartas suas para Julieta, na parede da casa que teria pertencido a ela. É para essa cidade que parte Sophie, um projeto de escritora que viaja em pré-lua de mel com o noivo, Victor, que vai para a cidade mais a negócios do que em férias. Já que Victor não aproveita a cidade com ela, Sophie visita os pontos turísticos sozinha e é na casa de Julieta que ela conhece as "Secretárias de Julieta", um grupo de mulheres que respondem as cartas das mulheres. Se oferecendo para ajudar, Sophie acha uma carta perdida no muro, que foi escrita há 50 anos atrás por Claire, uma moça que desistiu de fugir com o namorado italiano Lorenzo para voltar pra Inglaterra com a família. Sophie responde a essa carta, mas nunca iria imaginar que Claire, junto com o seu cético neto Charlie, iriam para Verona retomar a busca por Lorenzo. Fascinada com a história, Sophie decide se juntar a eles na busca pelo homem, sem nem imaginar que a sua própria vida teria os rumos desviados por causa desta aventura em busca do amor verdadeiro.

Bonito, né? "Cartas Para Julieta" usa e abusa de referências românticas para conquistar o seu público (certamente, mais as mulheres), desde o clima inebriante de Verona até as canções que fazem parte da trilha sonora. Sim, a história é clichê ao extremo e tem figurinhas repetidas. Mas mesmo que a história tenha alguns errinhos de continuidade, eles são imperceptíveis pelo charme de cada personagem. E já que falamos de personagens, eles não seriam nada sem seus intérpretes, quem são o melhor do filme.

Amanda Seyfried no seu auge interpreta a segunda Sophie de sua carreira (a primeira veio em "Mamma Mia!) e esbanja simpatia com seu rosto angelical. O mesmo se diz de Christopher Egan, o verdadeiro lorde inglês arrogante que tem seu coração transformado pelos encantos da mocinha. Até Gael Garcia Bernal, charmoso como sempre, faz seu canastrão Victor se tornar simpático e detestável ao mesmo tempo.

Mas quem rouba a cena por completo é a veterana Vanessa Redgrave, num filme que parece ter sido feito como homenagem a todas as mocinhas que interpretou. Impecável como sempre, a atriz mostra um frescor e uma beleza vista desde que fez sua estreia no cinema. Mostra também que a idade não representa nada quando falamos de talento. Uma curiosidade: ela e o ator Franco Nero já foram casados. Eles se conheceram durante as filmagens de "Camelot", de 1967, e juntos tiveram um filho,Carlo Gabriel Nero, que também é diretor e roteirista. Eles se separaram e nesse meio tempo ela se casou com o ator Timothy Dalton. Com a nova separação, Redgrave e Nero se reencontraram e se casaram em 2006.

Nota: 7,0

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Marmaduke

Marmaduke
(EUA, 2010) De Tom Dey. Com Lee Pace, Judy Greer e vozes originais de Owen Wilson, George Lopez, Emma Stone, Sam Elliott. Stacey "Fergie" Fergunson, Christopher Mintz-Plasse, Kiefer Sutherland, Marlon Wayans e Damon Wayans Jr.

Quando o filme começou a ser divulgado, aparentemente eu era a única pessoa a se lembrar do Marmaduke. Um cachorro gigantesco até para os padrões dos desenhos animados que só armava confusão e derrubava os outros no chão. O desenho do Marmaduke é um clássico das tirinhas em quadrinhos que estreou em 1954 e depois ganhou seu desenho animado, nos anos 1980. E só pra constar, ele veio antes do Scooby-Doo, que só apareceu na TV em 1969. Por alguma razão, pouca gente lembrava do Marmaduke. Infelizmente, se for depender desse filme, vão lembrar menos ainda.

Marmaduke é um dogue alemão gigantesco em "plena adolescência", como ele mesmo define. Sua famíla, composta por Phil, Debbie e os filhos deles, Barbara e Brian, além do gato Carlos, vive em harmonia no Kansas até que Phil precisa se mudar para um novo emprego na Califórnia. É lá que Marmaduke vai aprender que a vida de um garoto do interior pode ser dificil nas badaladas praias de lá, com as divisões típicas das classes sociais e do high school americano.

Sério, "Marmaduke" nem vale a pena ser comentado. Porque o filme não se leva a sério em nem um momento. Isso até chegar o final do filme, quando se despeja uma carga dramática desnecessária e chega a ser involuntária a crise de riso. Os atores reais nao tem muita expressão e o fato de terem misturado CGI com animais de verdade para fazê-los falar ficou meio tosco. O dogue alemão usado nao tem expressão (como todos os animais né, duh!) e seria melhor se eles tivessem usado o mesmo CGI que criou Garfield, Scooby-Doo e outros.

Apesar de tudo, o filme tem seus méritos por focar lições de moral que são dirigidas basicamente às crianças, o óbvio público alvo do filme. Só que o que resta para os pais (e até mesmo para as crianças) é a sensação de tempo perdido e dinheiro mal gasto, já que tudo o que está na tela é mais do mesmo. Pena que o desenho ganhou uma homenagem mal aproveitada, mesmo com todo o elenco estelar que dá voz aos seus bichinhos.

Nota: 2,0

Abaixo: um videozinho do desenho original.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Veja os vencedores do MTV Movie Awards 2010


Do Cinema com Rapadura

Com uma cerimônia sem muitas surpresas, os vencedores do MTV Movie Awards 2010 foram revelados na noite deste domingo. “A Saga Crepúsculo: Lua Nova” mostrou mais uma vez a força que exerce sobre seus fãs e levou todos os prêmios a que foi indicado, com direito a um exclusivo para Robert Pattinson (“Lembranças“), vencedor do prêmio de Estrela Global.

Apresentada por Aziz Ansari (“Eu Te Amo, Cara“), a noite foi marcada por performances inusitadas, como a aparição de Tom Cruise (“Missão Impossível“) como o produtor Les Grossman, do filme “Trovão Tropical“, com direito a um número musical ao lado de Jennifer Lopez (“A Cela“).

Outro fato curioso da cerimônia foi a homenagem à Sandra Bullock (“Um Sonho Possível”) com o MTV Generation Award, pelo conjunto de sua obra, feita por Bradley Cooper (“Se Beber, Não Case”), Betty White (“A Proposta”) e Scarlett Johanson (“Homem de Ferro 2″). Esta última protagonizou uma cena de beijo em Bullock e deixou todos boquiabertos, homens e mulheres.

Também foram mostradas performances musicais de Christina Aguilera e Katy Perry, e as prévias de “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1“, “Eclipse” e “Scott Pillgrim vs. The World“.

Veja a lista completa de vencedores:

Melhor filme
“Alice no País das Maravilhas”
“Harry Potter e o Enigma do Príncipe”
“Se Beber Nâo Case“

“A Saga Crepúsculo: Lua Nova”
“Avatar”

Melhor Atuação Feminina
Amanda Seyfried, por “Querido John
Emma Watson, por “Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Kristen Stewart, por “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”
Sandra Bullock, por “Um Sonho Possível
Zoe Saldana, por “Avatar

Melhor Atuação Masculina
Channing Tatum, por “Querido John”
Daniel Radcliffe, por “Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Robert Pattinson, por “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”
Taylor Lautner, por “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”
Zac Efron, por “17 Outra Vez

Revelação
Anna Kendrick, por “Amor Sem Escalas”
Chris Pine, por “Star Trek
Gabourey Sidibe, por “Preciosa – Uma História de Esperança”
Logan Lerman, por “Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Quinton Aaron, por “Um Sonho Possível
Zach Galifianakis, por “Se Beber não Case

Melhor Atuação Cômica
Ben Stiller, por “Uma Noite no Museu 2
Bradley Cooper, por “Se Beber Não Case
Ryan Reynolds, por “A Proposta
Sandra Bullock, por “A Proposta
Zach Galifianakis, “Se Beber Não Case”

Melhor Vilão
Christoph Waltz, por “Bastardos Inglórios”
Helena Bonham Carter, por “Alice no País das Maravilhas
Ken Jeong, por “Se Beber não Case
Stephen Lang, por “Avatar
Tom Felton, por “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”

Melhor Briga
Beyonce Knowles vs. Ali Larter, em “Obsessão”
Hugh Jackman and Liev Schreiber vs. Ryan Reynolds, em “X-Men Origens: Wolverine
Logan Lerman vs. Jake Abel, em “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”
Robert Downey Jr. vs. Mark Strong, em “Sherlock Holmes
Sam Worthington vs. Stephen Lang, em “Avatar”

Melhor Beijo

Kristen Stewart e Robert Pattinson, em “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”
Kristen Stewart e Dakota Fanning, em “The Runaways”
Sandra Bullock e Ryan Reynolds, em “A Proposta”
Taylor Swift e Taylor Lautner, em “Idas e Vindas do Amor”
Zoe Saldana e Sam Worthington, em “Avatar”

Melhor Momento “Que Po*@# é essa?”
Betty White, em “A Proposta”
Bill Murray, em “Zumbilândia”
Isabel Lucas, em “Transformers: A Vingança dos Derrotados”
Ken Jeong, em “Se Beber Não Case”
Megan Fox, em “Garota Infernal

Estrela Global
Robert Pattinson
Kristen Stewart
Taylor Lautner
Johnny Depp
Daniel Radcliffe

Melhor Performance Asusstada

Alison Lohman, em “Arraste-me para o Inferno
Amanda Seyfried, em “Garota Infernal”
Jesse Eisenberg, em “Zumbilândia
Katie Featherston, em “Atividade Paranormal
Sharlto Copley, em “Distrito 9

Melhor Astro Durão
Angelina Jolie, por “Salt”
Channing Tatum, por “G. I. Joe – A Origem de Cobra”
Chris Pine, por “Star Trek”
Rain, por “Ninja Assassino”
Sam Worthington, por “Fúria de Titãs”

OMG!


-Porque algumas imagens valem mesmo mais do que mil palavras. Sobretudo quando elas somem da sua boca.

domingo, 6 de junho de 2010

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Prince of Persia: The Sands of Time
(EUA, 2010) De Mike Newell. Com Jake Gylenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina.

Pra quem não é fã do game, "Príncipe da Pérsia" pode passar como um filme de ação bacaninha que a Disney produziu para entrar com tudo na competição do verão americano. Na verdade, é exatamente isso que o filme é: um longa de ação sem muitos aprofundamentos na trama, mas cheio de ação, pulos, lutas, efeitos especiais e um quê de romance audacioso que dá uma apimentada nas coisas. Já para os fãs do video game eu não sei dizer se é uma adaptação fiel da história, já que eu mesmo nem sabia que existia uma história por trás do jogo. Do meu ponto de vista, a fidelidade no jogo segue realmente a cartilha. A única coisa que eu conheço é que no jogo o protagonista pula e salta pra caramba, e isso o Dastan de Jake Gylenhaal faz o tempo todo.

Dastan era um menino órfão que vivia nas ruas da Pérsia e que foi adotado pelo rei Sharaman. Ele vive no castelo como príncipe, ao lado dos filhos do rei, Garsiv e Tus, que lidera uma invasão à cidade sagrada de Alamut, incentivado por seu tio Nizam. É lá que reside a princesa Tamina, guardiã de um poderoso artefato mágico, a adaga que guarda as areias do tempo, que tem o poder de voltar no tempo, de acordo com a quantidade de areia que é liberada. Com a cidade dominada, sob o pretexto de encontrar armas, um plano é arquitetado para a morte do rei Sharaman, e o crime acaba recaindo sobre Dastan, que precisa provar a sua inocência. Ele parte então numa jornada com Tamina para descobrir o verdadeiro motivo da invasão de Alamut e convencer seus irmãos de que não matou o pai. Ainda precisam impedir que as areias do tempo caiam em mãos inimigas. Mãos essas que estão mais próximas da família real do que se imagina.


O problema em "Príncipe da Pérsia" é que a ação toma muito mais lugar do que o roteiro em si. A história se arrasta num prólogo que parece interminável, onde conhecemos a hegemonia do império Persa e a harmonia da família real. Até conhecermos o verdadeiro vilão do filme e os motivos da ação principal, já se foi metade do filme. Pelo menos, toda a ação incluída ajuda a segurar o filme, enquanto não temos definição nenhuma do que está acontecendo. Como já falado acima, Gylenhaak pula, salta, dá piruetas, bate, chuta e luta como um grande guerreiro persa e garante bons momentos na ação (já na atuação ele deixa a desejar um pouco).


Quem rouba a cena é a estonteante Gemma Arterton, que finalmente toma o seu lugar como estrela principal (e não a coadjuvante celebrada em "Quantum of Solace"). Tanto aqui como em "Fúria de Titãs", as mulheres fortes e bonitas que interpreta revelam que ela é capaz de segurar um filme com o talento que o público está começando a descobrir. O mesmo não se pode dizer de Sir Ben Kingsley, que não parece tão à vontade no papel de Nizan, conselheiro-ora-tio-ora-vilão de Dastan. Ele fica um pouco perdido nas cenas de ação que interpreta.

O filme engrena mesmo na parte final, embora seu desfecho seja um tanto quanto ridículo. "Príncipe da Pérsia" ainda não mostrou a que veio, portanto é muito precoce falar em franquia. Bem que a Disney queria. Ainda é cedo também pra dizer se o filme finalmente pode ser considerado um bom exemplo de adaptação de video game. Mas, para um joguinho tão bobo, um filme bobo nao parece ser tão ruim.

Nota: 6,5