quinta-feira, 22 de julho de 2010

Veja o trailer de Machete


Essa semana estreou "À Prova de Morte", segunda parte do projeto "Grindhouse", feito por Robert Rodriguez e Quentin Tarantino para homenagear os cinemas grindhouse dos EUA, dedicados a exibir filmes B. Quem se lembra da primeira (e melhor) parte, "Planeta Terror", vai lembrar que antes do filme foi exibido um trailer falso, nos mesmos moldes do cinema grindhouse, do filme "Machete". Agora, Rodriguez realiza o filme inteiro, trazendo Danny Trejo no papel principal.

Machete (Danny Trejo), um antigo agente federal mexicano, é abandonado por Torrez (Steven Seagal), um grande criminoso mexicano, uma situação que o obriga a vaguear pelas ruas sem dinheiro e sem reputação. No entanto, a sua situação melhora quando é contratado por Benz (Jeff Fahey), um relações públicas que é nacionalmente conhecido por encobrir os comportamentos dos seus clientes, para assassinar um senador corrupto.

No elenco de "Machete", além dos já citados está Michelle Rodriguez, Jessica Alba, Robert De Niro e, vejam só, Lindsay Lohan, tentando um último suspiro antes de passar um tempinho na cadeia - ela, na verdade, ainda vai estrelar o filme "Inferno" sobre a vida da atriz pornô Linda Lovelace, além de estar supostamente envolvida em outros 3 projetos.

Veja o trailer de "Machete" abaixo. O filme estreia em 3 de setembro nos Estados Unidos. Vamos torcer pra que não demore a chegar aqui também, como seu primo grindhouse.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Segredo de Seus Olhos

El Secreto de Sus Ojos
(Argentina, 2009) De Juan José Campanella. Com Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago, Javier Godino e Guillermo Francella.

Demorei, mas eu vi. Também, filmes como "O Segredo de Seus Olhos" passam muito longe dos grandes circuitos e a gente tem que se desdobrar em 25 minutos de ônibus, mais 1 hora de metrô para assistir aos filmes mais artisticos. Mas antes tarde do que nunca.

Ao assistir a "O Segredo dos Seus Olhos" fica notório o quanto o cinema brasileiro (e latino-americano como um todo) fica devendo ao cinema argentino. Essa é uma briga que nós temos que admitir que estamos perdendo. O filme levou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 e foi uma escolha surpreendente e merecida (embora, depois de ter assistido ao filme, ainda prefiro "A Fita Branca"). O fato mostra também que a América Latina tem crescido no mundo do cinema, vide a indicação também de "A Teta Assustada", do Peru, ao Oscar e os filmes do novo cinema brasileiro, que está arriscando cada vez mais novos passos, mesmo que esteja muito aquém da Argentina. #prontofalei



Benjamin Espósito é um ex-oficial que se dedica a escrever um livro sobre um antigo caso policial do passado, que mexeu diretamente com a sua vida. A morte de uma jovem e a procura de seu assassino, um ex-amigo de infância da vitima que está com os olhos apaixonados voltados para ela em uma foto antiga. Espósito começa a se lembrar dos fatos e também de como isso impactou em sua vida e na de seus amigos, o também oficial Pablo Sandova, e sua chefe, Irene, por quem manteve uma paixão secreta por 25 anos. Toda essa volta ao passado faz Espósito querer saber mais detalhes sobre o que de fato aconteceu no crime e vai encontrar respostas que ele nem imaginava encontrar, principalmente sobre si mesmo.



"O Segredo de Seus Olhos" passeia por drama, ação, romance e várias doses de comédia de um jeito que um gênero não afeta os demais. A tensão colocada pelo diretor Juan José Campanella (do também aclamado "O Filho da Noiva") faz com que o thriller seja envolvente, sobretudo no clímax daqueles de deixar o espectador boquiaberto. Mas é o romance subentendido dos personagens de Soledad Villamil e do sempre magnífico Ricardo Darín que dá aquele tom de água na boca, a pitada que deixa o filme mais atraente. Saber que um homem ama uma mulher por 25 anos e não fazer nada dá um desespero, o mesmo desespero que leva um outro personagem do filme a matar por amor.

São várias as conexões que o filme faz entre si e várias as lições, desde os arrependimentos de uma vida inteira até as decisões sobre pena de morte, corrupção e o sistema judicial (ainda que argentino). Porém, o que faz desse filme brilhante é a perfeição com que a história é contada, com uma fotografia belíssima que retrara a Buenos Aires dos anos 1970. Assim como a própria cidade, o filme se torna muito envolvente e ganha o espectador desde o príncipio, com peças que casam ao longo do filme. Genial.

*Juan José Campanella já dirigiu episódios de "House M.D.", "Law & Order: Special Victims Unit" e "30 Rock". É o único diretor argentino com dois filmes indicados ao Oscar.

Nota: 9,0

À Prova de Morte

Death Proof
(EUA, 2007) De Quentin Tarantino. Com Kurt Russell, Rosario Dawson, Rose McGowann, Sydney Tamiia Poitier, Zoe Bell, Tracie Thoms, Eli Roth.

Quase quatro anos separam as duas partes do projeto "Grindhouse" (pra falar a verdade, eu mesmo achei que o segundo filme só saía em DVD). A princípio, "À Prova de Morte" deveria ser exibido na mesma sessão de "Planeta Terror", dirigido por Robert Rodriguez. O projeto seria uma homenagem às grindhouses, salas de exibição dos anos 1970 especializadas nos filmes B. Justamente por isso, as duas partes foram feitas com cortes e erros propositais, fingindo ser uma fita antiga, e com muito sangue de mentira, histórias bizarras e sexo. Porém, como o retorno dos "2 filmes pelo preço de 1", o segmento de Tarantino foi separado do de Rodriguez e lançado no mundo todo como um filme solo. No Brasil, o filme chega aos cinemas depois que a Playarte conseguiu os direitos de distribuição, já que a Europa Filmes demorou demais a executar a tarefa.

Em "À Prova de Morte", Kurt Russell interpreta um ex-dublê de filmes de ação, Stuntmen Mike, que blinda o seu próprio carro para que ele se transforme na máquina à prova de morte do título. Isso faz com que ele se torne um assassino em potencial com a sua máquina, e suas vítimas preferidas são jovens e lindas moças desavisadas nas estradas. Antes de matar, ele brinca com elas, como uma espécie de voyeur de suas atitudes, até que ele encontra rivais à sua altura na estrada.


Diferente de "Planeta Terror", que se prendia mais ao gênero terror, mostrando mais sangue, "À Prova de Morte" é uma homenagem não só ao trash, mas ao cinema em si. São várias as referências de Tarantino à tudo aquilo que o inspirou como cineasta, desde falas inteiras copiadas de filmes de ação a referências icônicas, como a placa do carro de "Bullit". Além disso, o diretor colocou referências a seus próprios filmes, como "Cães de Aluguel" e as duas partes de "Kill Bill". Nem precisa comentar o quão tosco o filme é, com erros de continuidade visivelmente propositais e mortes bizarras.

Tarantino cria a tensão perfeita ao fazer longas sequências com diálogos, para que nós possamos conhecer a fundo as personagens femininas. Aliás, elas, as mulheres, sempre bem retratadas na filmografia do diretor, não fogem à regra nesse filme e mostram que sabem muito bem se cuidar, como fica evidente na segunda parte do filme. O problema é que esse exagero de diálogos torna o filme um tanto quanto chato e forçado, pelo menos para o público brasileiro que já assistiu à primeira parte de "Grindhouse". Outro problema é que o boom de referências ao mundo pop dessa vez só se aplica a quem realmente sabe do que Tarantino está falando.

Compreender a linguagem do diretor, mesmo em um filme relativamente pequeno quanto "À Prova de Morte", é um exercício de cinema e tanto. Por mais chato e cansativo que o filme se torne por causa dos diálogos, ele tem uma razão de ser assim e isso fica mais do que claro nas mortes espetaculares e nas cenas de ação, sobretudo na corrida dos minutos finais. Só pra constar, o fato de Stuntmen Mike e duas personagens do filme serem dublês não são coincidência. Tarantino os ama e o filme é muito mais uma homenagem a eles, quase nunca reconhecidos no cinema, do que a qualquer outra coisa. O que comprova isso é o fato de uma dublê profissional, a também atriz Zoe Bell, interpretar ela mesma e fazer todas as cenas perigosas da personagem. Um brinde aos olhos e à alma cinéfila. É Tarantino, baby.


* Tarantino realizou este filme antes de "Bastardos Inglórios" e logo depois de finalizar "Kill Bill Vol. 2". Da mesma forma, Rodriguez finalizou "Planeta Terror" após as filmagens de "Sin City". Daí a razão de vários atores desses filmes se repetirem nas duas partes de "Grindhouse"

Nota: 7,0

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quem é Salt?






A essa altura do campeonato todo mundo já sabe quem é Salt. Não? Pois é o novo filme de ação de Angelina Jolie, para os mais desavisados. Uma espécie de "Jason Bourne de saias", como a própria atriz afirma ser, "Salt" traz a história de Evelyn Salt, uma agente da CIA que foi acusada por um espião russo de também ser uma espiã. Agora, ela começa uma busca para provar que é inocente, enquanto tenta escapar da prisão iminente.

O curioso é que o papel foi escrito para ser um homem! Tom Cruise era o nome originalmente cotado, mas este desistiu do projeto para dar conta de mais um "Missão Impossível" - afinal, ele já tem um agente secreto no currículo. Foi quando o papel caiu no colo de Angelina Jolie, que procurava algo do tipo para fazer há anos. Mas aí o problema: como fazer Jolie interpretar um homem? Sem problemas, os produtores do longa, mais o roteirista Kurt Wimmer com ajuda da própria Jolie deixaram Salt aflorar seu lado feminino e se transformar em mulher. Foi assim que EDWIN Salt se transformou em EVELYN Salt.

O longa promete justamente porque Jolie, além de linda e talentosa como todos sabemos, já provou que sabe muito bem lidar com filmes de ação, vide a Lara Croft nos dois "Tomb Raider", a Fox de "O Procurado" e a Jane Smith de "Sr. e Sra. Smith". "Salt" consagra Jolie no gênero, fazendo dela uma das atrizes mais versáteis de sua geração e garantindo ela ainda mais no topo da lista das mulheres mais desejadas de Hollywood.

Curiosidade: Angelina fez a maior parte de suas cenas de ação. Se ela se machucasse, tudo bem, já que com certeza os US$ 20 milhões que ela recebeu pelo filme iriam cobrir as despesas.

Encontro Explosivo

Knight and Day
(EUA, 2010) De James Mangold. Com Tom Cruise, Cameron Diaz, Peter Sarsgaard e Viola Davis.

Tom Cruise tem talento, isso é fato. Mas bem mais do que isso, ele é um astro, e astros precisam brilhar de vez em quando. Não á toa seus filmes sempre soam como uma grande autopromoção, a maioria das vezes na ação. É claro que esses veículos também são usados para ele colocar o seu expoente dramático pra fora, vide filmes como "Operação Valquíria" e "O Último Samurai". Porém Cruise brilha mesmo quando ele é levemente colocado de lado da posição de estrela-mor da produção, como em "Magnólia" e "Trovão Tropical". "Encontro Explosivo" é o mais novo exemplar de como Cruise gosta de inflar o seu ego em um filme feito por ele e pra ele. Assim como na série "Missão Impossível" e outros, o destaque é mais para o ator do que para os eventos ocorridos, por mais absurdos que sejam, por mais capaz que Cameron Diaz seja de tirar o foco. Tom Cruise é sempre Tom Cruise.

A bela June precisa voar de volta pra casa por conta do casamento de sua irmã, mas no meio do caminho encontra . O que ela não espera é que ele é um agente secreto que está encarregado de proteger uma bateria de energia infinita e o seu criador. Para proteger June, acaba por colocá-la no meio da confusão e começa a arrastar a moça para todos os cantos do planeta, não só para fugir da agência que ele trabalha, que acha que ele é um traidor, como do traficante espanhol que também está atrás da bateria.


"Encontro Explosivo" não é um filme ruim. É um filme correto. Sem muitas falhas, ele apresenta a ação necessária para o gênero, além das piadas inseridas e a pitada de romance dos protagonistas. Essa mistura de ação com comédia romântica só funciona porque temos no casal principal dois mestres no assunto. O charme de Tom Cruise e Cameron Diaz e a química entre eles são inegáveis. Porém, ser clichê e simplesmente abrir espaço para um Cruise mais abobalhado do que nunca não me parecem ser as razões para se fazer um filme do tipo. "Sr. e Sra. Smith", por exemplo, tinha os mesmos elementos e tirou muito mais o fôlego dos espectadores. Esse é mais um filme de Tom Cruise, o que não quer dizer que seja ruim. Simplesmente cumpre seu papel corretamente: entreter e nos lembrar que o ator é quem é, mesmo que mais fraco. Que venha "Missão Impossível 4".

Nota: 6,5

sábado, 17 de julho de 2010

Shrek Para Sempre

Shrek Forever After / Shrek - The Final Chapter
(EUA, 2010) De Mike Mitchell. Com vozes de Mike Meyers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas e Walt Dohrn.

"Shrek Para Sempre" - O Capítulo Final, como sugere o nome original em inglês - é uma homenagem à própria franquia. Foi o ogro verde que mostrou que existia animação além dos estúdios da Disney/Pixar e mostrou essa força ao ganhar o primeiro Oscar de Melhor Animação da história. "Shrek" mostrou um anti-herói em um filme que fazia piada de todos os contos de fadas em uma analogia ao mundo real. Coloca aí os ingredientes de comédia e romance na dose certa e temos uma receita de sucesso, que se repete na continuação "Shrek 2", uma das melhores animações já produzidas. Mesmo a poderosa franquia passou por percalços com um decepcionante "Shrek Terceiro" e é esse erro que a Dreamworks tenta reparar com o novo filme. Ele não chega aos pés dos dois primeiros, mas encerra a saga dos habitantes de Tão Tão Distante de uma forma magistral.

Shrek está cansado da vida que tem levado, que nada lembra os dias em que era temido como um ogro do pântano. Agora ele e sua mulher Fiona são celebridades e são alvo da adoração de praticamente toda a Tão Tão Distante. Junto a isso ele leva a vida de casado ao lado dos três filhos, da família do Burro e do Gato de Botas. Uma hora toda essa rotina faz Shrek explodir de raiva e querer ter a sua antiga vida de volta. É quando ele aceita fazer um contrato mágico com Rumpelstiltskine ganhar 24 horas como o ogro de antes, em troca de um dia da sua vida. Só que o que Shrek não imaginava é que ao fazer isso ele iria mudar toda a história, já que Stilskin roubou justamente o dia em que ele nasceu. Se Shrek nunca existiu, então a maldição de Fiona nunca foi quebrada e ele nunca conheceu o Burro ou o Gato. Fiona agora é uma guerreira em busca da libertação do reino malvado de Rumpelstilskin, que assumiu o poder. Só aí que Shrek percebe a burrada que fez e sai ao encontro de uma solução para todo o problema e obter sua vida de volta.


O bom de "Shrek 4" são as tiradas de comédia e as lições sobre a vida que sempre estiveram presente. Só que o que fica de fora mesmo é a alma do anti-herói, que nos cativou lá atrás no primeiro filme da saga. "O Capítulo Final" é um capítulo mais atraente que o anterior, mas ainda deixa a desejar, já que cai na mesmice de outros contos de fadas. A graça de "Shrek" era ser exatamente tudo, menos isso. Mesmo assim, os personagens que nos ganharam ao longo de todos esse anos são suficientes para nos cativar e nos fazer amar o filme do começo ao fim, com especial carinho pelo Gato de Botas, que com seus olhos ainda atrai a nossa atenção.

Não deve ter mais nenhum capítulo de Shrek - pelo menos, não ainda. Os créditos no fim do filme mostram justamente aquilo que ficou claro durante o filme inteiro: o que seria de nós sem Shrek? Foram quatro filmes para o cinema, um especial para televisão e um monte de produtos licenciados. A franquia se encerrou nas telonas mas permanece viva em cada reapresentação na tela da tv, seja nos canais abertos, seja em DVD ou Blu-Ray Disc. Mas o que vai ficar eternizado mesmo foram as idas ao cinema para ver as aventuras do ogro mais amado do mundo.

Nota: 6,0


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Férias!

Fala galera, tava longe um pouco do blog, mas férias são férias, né? São feitas pra gente descansar a cabeça, deitar no sofá o dia inteiro e esquecer da vida. Se der, a gente viaja e foi o que eu fiz! Passei uma semana incrível ao lado de um amigo mais incrível ainda e dei um tempinho de internet, mas não do cinema!

Vamos então voltar ao batente e à produção, pq "Shrek 4" tá aí e eu já vi e também o novo Tom Cruise "Encontro Explosivo", talvez o filme mais Tom Cruise desde "Missão Impossível 3" - vão entender quando eu escrever sobre.

Juro, JURO, que vou me dedicar mais ao meu blog amado, ainda mais que em poucos dias temos uma efeméride a comemorar... quanto mistério hehehehe

Bjos a todos que me leem e aos que nao leem também.