quinta-feira, 29 de julho de 2010

Predadores

Predators (EUA, 2010)
De Nimród Antal. Com Adrien Brody, Topher Grace, Alice Braga, Danny Trejo e Laurence Fishburne.

"Predadores" é uma experiência bem melhor do que eu imaginava. Afinal, refilmagens de clássicos do terror/suspense sempre pregam peças nos expectadores. Um exemplar recente do gênero é "A Hora do Pesadelo", que não fez nenhum mal à aura de Freddy Krueger, mas também não contribuiu nada para sua mitologia. Com o Predador, a história ainda tinha um agravante. A criatura já havia aparecido em dois filmes no século XXI, um pior do que o outro, junto com outra criatura, Alien. Quando o mundo já estava acostumado com o saco de vômito que foram os dois "Alien Vs. Predador", Robert Rodriguez aparece com esse remake, que é mais do que se espera dele.

Um grupo de pessoas escolhidas a dedo, alguns por serem atiradores de elite, outros por serem assassinos, são jogados em um planeta hostil para servirem de caça a criaturas alienígenas ultrapoderosas. O jogo de sobrevivência começa assim que eles chegam lá, com uma busca pelo porquê de eles estarem lá e como eles irão sair do planeta, de preferência, vivos.


Olhando bem para a sinopse, "Predadores" tinha tudo para dar errado, mas o diretor certo aplicou um tom de suspense misturado a ação e sangue falso (dessa vez, verde fluorescente). Diretor não, produtor. Porque Nimród Antal pode ser o diretor, mas é o produtor Robert Rodriguez que consegue prender o espectador até o final com cenas de ação e suspense, e na sacada de demorar um pouco a mostrar a criatura. Mas quando mostra, ele não poupa a exibição, e eis que eles começam a aparecer por toda a parte. O suspense só cai por terra quando o espectador se dá conta no meio de uma história sem pé nem cabeça, cujo único propósito é mostrar os Predadores caçando as presas - e as presas tentando sobreviver.

Outra boa razão para o ritmo do filme ser tão palatável (olha, que palavra bonita! *_*) são os atores. A diferença para as refilmagens de terror de hoje em dia é que não é qualquer produção que pode contar com atores do calibre de Adrien Brody, Topher Grace, Laurence Fishburne e a surpresa do filme, Alice Braga. Estamos acostumados a vê-la em papéis internacionais, mas nesse ela sai do lugar comum e encarna a mocinha que sabe se defender, ocupando um papel que poderia muito bem ser de Michelle Rodriguez (aliás, eu senti falta dela, que é companheira de filmagem do produtor e estará no seu próximo filme, "Machete").



No fim das contas, se "Predadores" é vazio de roteiro e nada explicativo, pelo menos a sensação de que você jogou o seu dinheiro fora não existe, mesmo que o filme perca a empolgação em certo ponto e você torça para que hajam mais mortes, sejam humanos, sejam aliens.

Nota: 6,5

Filme de Andrucha Waddington foi selecionado para o Festival de Toronto

Marcos Nascimento, para o FUNtástico

O Brasil tem presença garantida no próximo Festival Internacional de Cinema de Toronto. O filme “Lope”, do diretor Andrucha Waddington, foi selecionado para participar da mostra “Special Presentation”, dentro da seleção oficial do Festival. O longa é uma coprodução entre Brasil e Espanha.

“Lope” conta a história da vida de Lope de Vega, um importante dramaturgo e poeta espanhol, responsável por obras como “Fuente Ovejuna” e “La Arcádia”. Para interpretá-lo, foi escolhido o ator argentino Alberto Ammann, vencedor do Goya deste ano. No elenco ainda estão as atrizes espanholas Pílar Lopez de Ayala e Leonor Watling, e os brasileiros Sônia Braga e Selton Mello.

O filme é, por enquanto, a única produção brasileira a integrar a 35ª. edição do Festival, que em 2010 vai ocorrer entre os dias 9 e 19 de setembro. Outros títulos já confirmados são “You Will Meet a Tall Dark Stranger”, de Woody Allen, “The Conspirator”, de Robert Redford e “Biutiful”, de Alejándro Gonzales Iñárritu.

Waddington já esteve presente no Festival com os filmes “Eu, Tu, Eles” e “Casa de Areia”, mas é a primeira vez em que ele aparece com tanto destaque, em sua primeira produção internacional. As filmagens de “Lope” aconteceram em Marrocos e na Espanha. O filme tem previsão de estréia nos cinemas brasileiros no dia 5 de novembro de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Os filmes "cool" do ano



Algumas palavras do inglês deveriam ter a sua tradução proibida. Por exemplo, uma das que mais me irritam é a tradução da palavra "cool". Todo mundo traduz cool como legal. Mas tipo, cool é muito mais do que simplesmente legal. Cool é cool. É um estado que transcende o simplesmente legal. Tipo, "Bob Esponja" é legal. "Os Padrinhos Mágicos" é legal. "Os Simspsons" é cool. "Snoopy" é cool.

A própria definição de cool varia de pessoa pra pessoa, mas não é só o simplesmente legal. É o diferetemente legal, é um pop nerd-geek-culto-existencialista. Por exemplo no cinema. "Transformers" é legal, mas não é cool. Cool são os filmes do Tarantino. Cool são as porcarias sanguinolentas do Robert Rodriguez. E porque eu estou escrevendo isso? (sob forte influência dos videos do @pecesiqueira).

Porque esse ano temos uma invasão de filmes que tem a pretensão de ser cool. E de fato eles devem ser. No caso, os três saíram adaptados de graphic novels, que parece ser a nova galinha dos ovos de ouro de Hollywood. Curiosamente, essas adaptações se tornam não apenas uma produção onde se injeta milhões de dólares, mas dão vazão para criações autorais de seus direitores e roteiristas.

Foi o que aconteceu com "300" e "Watchmen". Mesmo que esse segundo tenha sido um pouco menos bem sucedido que o primeiro, esses filmes fizeram de Zack Snyder um diretor que todos agora chamam de "visionário" ("Sucker Punch" vem aí"). Robert Rodriguez também experimentou isso quando fez de "Sin City" um evento cinematográfico. O mesmo não aconteceu com "The Spirit", que deve estar fazendo o mago Will Eisner se remoer no túmulo. Mesmo que o filme tenha sido dirigido por Frank Miller himself (aliás, "himself" é outra palavra inglesa que não acho que precise de tradução se usada corretamente).

Ah, sim, os filmes cool do ano. Já vimos alguns deles aqui no Brasil. Na verdade só vimos um deles, você só viu mais de um caso tenha feito download ilegal na internet dos outros dois. "Kick-Ass: Quebrando Tudo", "The Losers" e "Scott Pilgrim Contra o Mundo" são os candidatos a filme cool do ano. Os três são baseados em graphic novels, são recheados de efeitos especiais e cultura pop e falam do universo nerd para o universo nerd.



"Kick-Ass" foi o filme que levou a HQ de Mark Millar a um limite nunca antes visto. Por causa do filme, o autor está escrevendo outra HQ só para que ela seja adaptada numa sequência do filme (?!). Matthew Vaugh fez um bom trabalho na adaptação colocando todos os elementos da HQ na tela e manteve uma identidade bacana. Mas com certeza "Kick-Ass" trouxe a personagem mais divertida do ano: Hit-Girl.



Já "The Losers", que ainda não tem data de lançamento no Brasil, é baseado na HQ de Andy Diggle. No filme, agentes especiais da CIA após serem traídos por colegas, pretendem juntar suas forças para se vingar daqueles que queriam vê-los mortos. No elenco temos Zoe Saldaña, de "Avatar" Chris Evans, que também está em "Scott Pilgrim" e Jeffrey Dean Morgan, experiente por ter sido o Comediante em "Watchmen". Provavelmente, o filme saira direto em DVD, por não ter um apelo pop tão grande.

Agora, todo mundo quer ver mesmo "Scott Pilgrim Contra o Mundo". No filme, o cara do título, que não podia ser ninguém melhor do que Michael Cera, se apaixona por uma garota da escola, mas ele tem que lutar contra os 7 namorados loucos e psicóticos dela. O pior, eles meio que tem superpoderes mutantes e eles lutam a qualquer hora do dia. E sabe aqueles efeitos de tela de videogame, com onomatopeia e tudo, dignos de Batman e Robin? Os famosos Soc! Tum! Pow! aparecem no filme também, o que contribui para o visual incrível que o longa promete ter.

Além de Michael Cera, no elenco tem um monte de gente jovem e bacana, alguns conhecidos como Chris Evans e Brandon Routh (ex-namorados do mal #2 e #3), Jason Schwartzman (ex-namorado do mal #7) e Anna Kendrick. Não, ela não é uma ex-namorada do mal, mas tem uma menina como ex-namorada do mal, interpretada por Mae Whitman (ex-namorada do mal #4). "Scott Pligrim" chega no Brasil só em outubro, até lá a gente aguarda.



Depois da lição de hoje, vamos voltar a chamar qualquer coisa legal de cool, mas não esqueça: ser cool não é pra qualquer um. Ser cool transcende o legal. E parem de traduzir algumas palavras do inglês que simplesmente não dá pra traduzir. Sinta o inglês e entenda o significado do que ele quer dizer. Traduzir não é o melhor jeito de aprender.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Veja o trailer de Machete


Essa semana estreou "À Prova de Morte", segunda parte do projeto "Grindhouse", feito por Robert Rodriguez e Quentin Tarantino para homenagear os cinemas grindhouse dos EUA, dedicados a exibir filmes B. Quem se lembra da primeira (e melhor) parte, "Planeta Terror", vai lembrar que antes do filme foi exibido um trailer falso, nos mesmos moldes do cinema grindhouse, do filme "Machete". Agora, Rodriguez realiza o filme inteiro, trazendo Danny Trejo no papel principal.

Machete (Danny Trejo), um antigo agente federal mexicano, é abandonado por Torrez (Steven Seagal), um grande criminoso mexicano, uma situação que o obriga a vaguear pelas ruas sem dinheiro e sem reputação. No entanto, a sua situação melhora quando é contratado por Benz (Jeff Fahey), um relações públicas que é nacionalmente conhecido por encobrir os comportamentos dos seus clientes, para assassinar um senador corrupto.

No elenco de "Machete", além dos já citados está Michelle Rodriguez, Jessica Alba, Robert De Niro e, vejam só, Lindsay Lohan, tentando um último suspiro antes de passar um tempinho na cadeia - ela, na verdade, ainda vai estrelar o filme "Inferno" sobre a vida da atriz pornô Linda Lovelace, além de estar supostamente envolvida em outros 3 projetos.

Veja o trailer de "Machete" abaixo. O filme estreia em 3 de setembro nos Estados Unidos. Vamos torcer pra que não demore a chegar aqui também, como seu primo grindhouse.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Segredo de Seus Olhos

El Secreto de Sus Ojos
(Argentina, 2009) De Juan José Campanella. Com Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago, Javier Godino e Guillermo Francella.

Demorei, mas eu vi. Também, filmes como "O Segredo de Seus Olhos" passam muito longe dos grandes circuitos e a gente tem que se desdobrar em 25 minutos de ônibus, mais 1 hora de metrô para assistir aos filmes mais artisticos. Mas antes tarde do que nunca.

Ao assistir a "O Segredo dos Seus Olhos" fica notório o quanto o cinema brasileiro (e latino-americano como um todo) fica devendo ao cinema argentino. Essa é uma briga que nós temos que admitir que estamos perdendo. O filme levou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 e foi uma escolha surpreendente e merecida (embora, depois de ter assistido ao filme, ainda prefiro "A Fita Branca"). O fato mostra também que a América Latina tem crescido no mundo do cinema, vide a indicação também de "A Teta Assustada", do Peru, ao Oscar e os filmes do novo cinema brasileiro, que está arriscando cada vez mais novos passos, mesmo que esteja muito aquém da Argentina. #prontofalei



Benjamin Espósito é um ex-oficial que se dedica a escrever um livro sobre um antigo caso policial do passado, que mexeu diretamente com a sua vida. A morte de uma jovem e a procura de seu assassino, um ex-amigo de infância da vitima que está com os olhos apaixonados voltados para ela em uma foto antiga. Espósito começa a se lembrar dos fatos e também de como isso impactou em sua vida e na de seus amigos, o também oficial Pablo Sandova, e sua chefe, Irene, por quem manteve uma paixão secreta por 25 anos. Toda essa volta ao passado faz Espósito querer saber mais detalhes sobre o que de fato aconteceu no crime e vai encontrar respostas que ele nem imaginava encontrar, principalmente sobre si mesmo.



"O Segredo de Seus Olhos" passeia por drama, ação, romance e várias doses de comédia de um jeito que um gênero não afeta os demais. A tensão colocada pelo diretor Juan José Campanella (do também aclamado "O Filho da Noiva") faz com que o thriller seja envolvente, sobretudo no clímax daqueles de deixar o espectador boquiaberto. Mas é o romance subentendido dos personagens de Soledad Villamil e do sempre magnífico Ricardo Darín que dá aquele tom de água na boca, a pitada que deixa o filme mais atraente. Saber que um homem ama uma mulher por 25 anos e não fazer nada dá um desespero, o mesmo desespero que leva um outro personagem do filme a matar por amor.

São várias as conexões que o filme faz entre si e várias as lições, desde os arrependimentos de uma vida inteira até as decisões sobre pena de morte, corrupção e o sistema judicial (ainda que argentino). Porém, o que faz desse filme brilhante é a perfeição com que a história é contada, com uma fotografia belíssima que retrara a Buenos Aires dos anos 1970. Assim como a própria cidade, o filme se torna muito envolvente e ganha o espectador desde o príncipio, com peças que casam ao longo do filme. Genial.

*Juan José Campanella já dirigiu episódios de "House M.D.", "Law & Order: Special Victims Unit" e "30 Rock". É o único diretor argentino com dois filmes indicados ao Oscar.

Nota: 9,0

À Prova de Morte

Death Proof
(EUA, 2007) De Quentin Tarantino. Com Kurt Russell, Rosario Dawson, Rose McGowann, Sydney Tamiia Poitier, Zoe Bell, Tracie Thoms, Eli Roth.

Quase quatro anos separam as duas partes do projeto "Grindhouse" (pra falar a verdade, eu mesmo achei que o segundo filme só saía em DVD). A princípio, "À Prova de Morte" deveria ser exibido na mesma sessão de "Planeta Terror", dirigido por Robert Rodriguez. O projeto seria uma homenagem às grindhouses, salas de exibição dos anos 1970 especializadas nos filmes B. Justamente por isso, as duas partes foram feitas com cortes e erros propositais, fingindo ser uma fita antiga, e com muito sangue de mentira, histórias bizarras e sexo. Porém, como o retorno dos "2 filmes pelo preço de 1", o segmento de Tarantino foi separado do de Rodriguez e lançado no mundo todo como um filme solo. No Brasil, o filme chega aos cinemas depois que a Playarte conseguiu os direitos de distribuição, já que a Europa Filmes demorou demais a executar a tarefa.

Em "À Prova de Morte", Kurt Russell interpreta um ex-dublê de filmes de ação, Stuntmen Mike, que blinda o seu próprio carro para que ele se transforme na máquina à prova de morte do título. Isso faz com que ele se torne um assassino em potencial com a sua máquina, e suas vítimas preferidas são jovens e lindas moças desavisadas nas estradas. Antes de matar, ele brinca com elas, como uma espécie de voyeur de suas atitudes, até que ele encontra rivais à sua altura na estrada.


Diferente de "Planeta Terror", que se prendia mais ao gênero terror, mostrando mais sangue, "À Prova de Morte" é uma homenagem não só ao trash, mas ao cinema em si. São várias as referências de Tarantino à tudo aquilo que o inspirou como cineasta, desde falas inteiras copiadas de filmes de ação a referências icônicas, como a placa do carro de "Bullit". Além disso, o diretor colocou referências a seus próprios filmes, como "Cães de Aluguel" e as duas partes de "Kill Bill". Nem precisa comentar o quão tosco o filme é, com erros de continuidade visivelmente propositais e mortes bizarras.

Tarantino cria a tensão perfeita ao fazer longas sequências com diálogos, para que nós possamos conhecer a fundo as personagens femininas. Aliás, elas, as mulheres, sempre bem retratadas na filmografia do diretor, não fogem à regra nesse filme e mostram que sabem muito bem se cuidar, como fica evidente na segunda parte do filme. O problema é que esse exagero de diálogos torna o filme um tanto quanto chato e forçado, pelo menos para o público brasileiro que já assistiu à primeira parte de "Grindhouse". Outro problema é que o boom de referências ao mundo pop dessa vez só se aplica a quem realmente sabe do que Tarantino está falando.

Compreender a linguagem do diretor, mesmo em um filme relativamente pequeno quanto "À Prova de Morte", é um exercício de cinema e tanto. Por mais chato e cansativo que o filme se torne por causa dos diálogos, ele tem uma razão de ser assim e isso fica mais do que claro nas mortes espetaculares e nas cenas de ação, sobretudo na corrida dos minutos finais. Só pra constar, o fato de Stuntmen Mike e duas personagens do filme serem dublês não são coincidência. Tarantino os ama e o filme é muito mais uma homenagem a eles, quase nunca reconhecidos no cinema, do que a qualquer outra coisa. O que comprova isso é o fato de uma dublê profissional, a também atriz Zoe Bell, interpretar ela mesma e fazer todas as cenas perigosas da personagem. Um brinde aos olhos e à alma cinéfila. É Tarantino, baby.


* Tarantino realizou este filme antes de "Bastardos Inglórios" e logo depois de finalizar "Kill Bill Vol. 2". Da mesma forma, Rodriguez finalizou "Planeta Terror" após as filmagens de "Sin City". Daí a razão de vários atores desses filmes se repetirem nas duas partes de "Grindhouse"

Nota: 7,0

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quem é Salt?






A essa altura do campeonato todo mundo já sabe quem é Salt. Não? Pois é o novo filme de ação de Angelina Jolie, para os mais desavisados. Uma espécie de "Jason Bourne de saias", como a própria atriz afirma ser, "Salt" traz a história de Evelyn Salt, uma agente da CIA que foi acusada por um espião russo de também ser uma espiã. Agora, ela começa uma busca para provar que é inocente, enquanto tenta escapar da prisão iminente.

O curioso é que o papel foi escrito para ser um homem! Tom Cruise era o nome originalmente cotado, mas este desistiu do projeto para dar conta de mais um "Missão Impossível" - afinal, ele já tem um agente secreto no currículo. Foi quando o papel caiu no colo de Angelina Jolie, que procurava algo do tipo para fazer há anos. Mas aí o problema: como fazer Jolie interpretar um homem? Sem problemas, os produtores do longa, mais o roteirista Kurt Wimmer com ajuda da própria Jolie deixaram Salt aflorar seu lado feminino e se transformar em mulher. Foi assim que EDWIN Salt se transformou em EVELYN Salt.

O longa promete justamente porque Jolie, além de linda e talentosa como todos sabemos, já provou que sabe muito bem lidar com filmes de ação, vide a Lara Croft nos dois "Tomb Raider", a Fox de "O Procurado" e a Jane Smith de "Sr. e Sra. Smith". "Salt" consagra Jolie no gênero, fazendo dela uma das atrizes mais versáteis de sua geração e garantindo ela ainda mais no topo da lista das mulheres mais desejadas de Hollywood.

Curiosidade: Angelina fez a maior parte de suas cenas de ação. Se ela se machucasse, tudo bem, já que com certeza os US$ 20 milhões que ela recebeu pelo filme iriam cobrir as despesas.