sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Salt

Salt (EUA, 2010)
De Philippe Noyce. Com Angelina Jolie, Liev Schreiber, Chiwetel Ejiofor

Angelina Jolie tava meio sumida dos filmes de ação. Ela passou um tempo investindo em sua veia mais dramática, explorando personagens de mulheres mais firmes ou sensíveis como em "A Troca" e "O Preço da Coragem". O último filme de ação dela foi "O Procurado" e ela nem era o centro das atenções. Nesse meio tempo, ela adotou mais uma criança e teve um casal de gêmeos na França com Mr.Pitt. Recuperada da licença materinidade, Jolie se dedicou a procurar um papel que realmente quisesse fazer, uma espécie de James Bond/Jason Bourne de saias. O curioso foi que ela encontrou isso em um papel escrito originalmente para um homem. "Salt" foi desenvolvido para ser estrelado por Tom Cruise, mas isso foi apenas um detalhe. Adaptações feitas e bam! Lá está Jolie em uma de suas performances excepcionais em ação.

Evelyn Salt é uma agente da CIA que foi acusada por um espião russo de ser uma outra espiã russa dentro da organização. Mais do que isso, ele fala que Salt será a responsável pelo assassinato do presidente russo durante o funeral do vice-presidente americano. De acordo com o espião, tudo isso é parte de um plano secreto da Rússia para dar o troco nos Estados Unidos após a Guerra Fria. Só que Salt se diz inocente e começa a correr contra o tempo para provar a sua inocência. Só que nem mesmo Salt é quem parece ser, assim como todos na sua organização, que esconde segredos piores do que os dela.

Quem é Salt? Depois de se assistir ao filme, a pergunta que funcionou como promoção dele faz um pouco mais de sentido. O filme ganha pontos por ter uma reviravolta intrigante exatamente no meio do filme, e pela ação concentrada toda em Angelina Jolie, que nasceu pro papel. Só que tanto corre corre deixa furos no roteiro baseado em uma teoria da conspiração mirabolante demais para ser crível. Nada faz muito sentido do porquê as coisas acontecem, como se tudo fosse uma desculpa para os saltos de carro em carro que a personagem dá.



No entanto, funcionando como uma ação que subestima um pouco a inteligência de quem assiste, "Salt" até que é divertido. Surpreende mesmo as ações da personagem e a parte de suspense foi bem construída pelo diretor Phillipe Noyce. O final, mesmo que um pouco previsível, também prende a atenção. Tudo que se pode dizer é que "Salt" não é chato, pelo contrário. Mas se apóia numa ideia um tanto quanto furada e sem sentido, o que pode comprometer um pouco a satisfação de um espectador que espere mais inteligência de Angelina Jolie (que passa minutos inteiros calada como uma pedra). Pelo menos, vale o ingresso.

Nota: 6,5

My fault - apologies!


Galera, a minha vida tá um caos de tão corrida, inicios das aulas, mudança de estágio, procurando casa nova, planejando viagens pra ver meu amor, enfim, um caos! Tanto é que eu tô aqui pra tirar a poeira do blog, que fez 400 postagens e ficou pra lá ne.

Mas quanto a isso eu peço desculpas, na verdade a mim mesmo. Por deixar de lado uma coisa tão importante pra mim, mas isso vai passar. Agora a gente tá de celular que faz tudo pra gente, só não vai no mercado comprar comida sozinho. Talvez eu poste mais, já que posso postar de qualquer lugar.

Pra compensar a ausência vai aí duas críticas que estão pra lá de atrasadas. A primeira é de "Salt", filme que tava até no banner do blog, e já deveria estar aqui há séculos. A segunda, mais importante ainda, é do filme-sensação do ano "A Origem". Um dos melhores do ano, mas ainda nao sei se é o melhor como muitos dizem.

Enjoy!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

400 posts!!!!

"Ela Nem Sabe que Eu Existo" - Ano 1

Há exatamente 1 ano atrás, eu estava fazendo um upload na internet de um vídeo que ficou bem marcado em todos que participaram dele. Um projeto de faculdade simples, sem nenhum grande mistério, daqueles tipo "uma ideia na cabeça, uma câmera na mão". Só que realizar um curta não é tão simples, especialmente quando você está na faculdade e não tem câmera, programa de edição ou noções de roteirização.

Porém o que a princípio era apenas a realização de um curta, virou símbolo de amizade daquelas que se conquista para toda a vida. Passei três anos com as pessoas que realizaram esse filme, e ainda vou passar mais um, e agradeço a Deus cada segundo que estive com eles. Grandes amigos que vou levar pra vida inteira. Talvez esse seja o segredo de nós todos gostarmos tanto desse pequeno filme de 9 minutos: cada fotograma traz a nossa amizade estampada.

Aí, galera, continuem assistindo. Quem não viu o filme, assiste aí:





Ficha Técnica:

"Ela Nem Sabe Que Eu Existo" (Brasil, 2009)
Com Hugo Mirandela, Carol Mulatinho, Layse Ventura e Carmen Lúcia.

Direção e Roteiro: Marcos Nascimento
Produção: Layse Ventura, Thaís Montezano e Jéssica Baptista
Figurino: Jéssica Baptista
Trilha Sonora e Montagem: Marcos Nascimento
Duração: 9 min. e 23seg.

Sinopse: Um rapaz se apaixona por sua colega de faculdade. Porém, por sua timidez e por outros fatores, a menina o ignora, nem mesmo o nota. Ele tenta tomar coragem para falar com ela, mas coisas estranhas acontecem ao seu redor. Quando um trágico evento acontece, todas as coisas ficam mais sombrias e segredos serão revelados.

1838 visitas no Videolog - http://videolog.uol.com.br/mvdonascimento/videos/464410

115 visitas no Youtube - http://www.youtube.com/user/mvdonascimento#p/u/10/bldoxn27_7U

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Predadores

Predators (EUA, 2010)
De Nimród Antal. Com Adrien Brody, Topher Grace, Alice Braga, Danny Trejo e Laurence Fishburne.

"Predadores" é uma experiência bem melhor do que eu imaginava. Afinal, refilmagens de clássicos do terror/suspense sempre pregam peças nos expectadores. Um exemplar recente do gênero é "A Hora do Pesadelo", que não fez nenhum mal à aura de Freddy Krueger, mas também não contribuiu nada para sua mitologia. Com o Predador, a história ainda tinha um agravante. A criatura já havia aparecido em dois filmes no século XXI, um pior do que o outro, junto com outra criatura, Alien. Quando o mundo já estava acostumado com o saco de vômito que foram os dois "Alien Vs. Predador", Robert Rodriguez aparece com esse remake, que é mais do que se espera dele.

Um grupo de pessoas escolhidas a dedo, alguns por serem atiradores de elite, outros por serem assassinos, são jogados em um planeta hostil para servirem de caça a criaturas alienígenas ultrapoderosas. O jogo de sobrevivência começa assim que eles chegam lá, com uma busca pelo porquê de eles estarem lá e como eles irão sair do planeta, de preferência, vivos.


Olhando bem para a sinopse, "Predadores" tinha tudo para dar errado, mas o diretor certo aplicou um tom de suspense misturado a ação e sangue falso (dessa vez, verde fluorescente). Diretor não, produtor. Porque Nimród Antal pode ser o diretor, mas é o produtor Robert Rodriguez que consegue prender o espectador até o final com cenas de ação e suspense, e na sacada de demorar um pouco a mostrar a criatura. Mas quando mostra, ele não poupa a exibição, e eis que eles começam a aparecer por toda a parte. O suspense só cai por terra quando o espectador se dá conta no meio de uma história sem pé nem cabeça, cujo único propósito é mostrar os Predadores caçando as presas - e as presas tentando sobreviver.

Outra boa razão para o ritmo do filme ser tão palatável (olha, que palavra bonita! *_*) são os atores. A diferença para as refilmagens de terror de hoje em dia é que não é qualquer produção que pode contar com atores do calibre de Adrien Brody, Topher Grace, Laurence Fishburne e a surpresa do filme, Alice Braga. Estamos acostumados a vê-la em papéis internacionais, mas nesse ela sai do lugar comum e encarna a mocinha que sabe se defender, ocupando um papel que poderia muito bem ser de Michelle Rodriguez (aliás, eu senti falta dela, que é companheira de filmagem do produtor e estará no seu próximo filme, "Machete").



No fim das contas, se "Predadores" é vazio de roteiro e nada explicativo, pelo menos a sensação de que você jogou o seu dinheiro fora não existe, mesmo que o filme perca a empolgação em certo ponto e você torça para que hajam mais mortes, sejam humanos, sejam aliens.

Nota: 6,5

Filme de Andrucha Waddington foi selecionado para o Festival de Toronto

Marcos Nascimento, para o FUNtástico

O Brasil tem presença garantida no próximo Festival Internacional de Cinema de Toronto. O filme “Lope”, do diretor Andrucha Waddington, foi selecionado para participar da mostra “Special Presentation”, dentro da seleção oficial do Festival. O longa é uma coprodução entre Brasil e Espanha.

“Lope” conta a história da vida de Lope de Vega, um importante dramaturgo e poeta espanhol, responsável por obras como “Fuente Ovejuna” e “La Arcádia”. Para interpretá-lo, foi escolhido o ator argentino Alberto Ammann, vencedor do Goya deste ano. No elenco ainda estão as atrizes espanholas Pílar Lopez de Ayala e Leonor Watling, e os brasileiros Sônia Braga e Selton Mello.

O filme é, por enquanto, a única produção brasileira a integrar a 35ª. edição do Festival, que em 2010 vai ocorrer entre os dias 9 e 19 de setembro. Outros títulos já confirmados são “You Will Meet a Tall Dark Stranger”, de Woody Allen, “The Conspirator”, de Robert Redford e “Biutiful”, de Alejándro Gonzales Iñárritu.

Waddington já esteve presente no Festival com os filmes “Eu, Tu, Eles” e “Casa de Areia”, mas é a primeira vez em que ele aparece com tanto destaque, em sua primeira produção internacional. As filmagens de “Lope” aconteceram em Marrocos e na Espanha. O filme tem previsão de estréia nos cinemas brasileiros no dia 5 de novembro de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Os filmes "cool" do ano



Algumas palavras do inglês deveriam ter a sua tradução proibida. Por exemplo, uma das que mais me irritam é a tradução da palavra "cool". Todo mundo traduz cool como legal. Mas tipo, cool é muito mais do que simplesmente legal. Cool é cool. É um estado que transcende o simplesmente legal. Tipo, "Bob Esponja" é legal. "Os Padrinhos Mágicos" é legal. "Os Simspsons" é cool. "Snoopy" é cool.

A própria definição de cool varia de pessoa pra pessoa, mas não é só o simplesmente legal. É o diferetemente legal, é um pop nerd-geek-culto-existencialista. Por exemplo no cinema. "Transformers" é legal, mas não é cool. Cool são os filmes do Tarantino. Cool são as porcarias sanguinolentas do Robert Rodriguez. E porque eu estou escrevendo isso? (sob forte influência dos videos do @pecesiqueira).

Porque esse ano temos uma invasão de filmes que tem a pretensão de ser cool. E de fato eles devem ser. No caso, os três saíram adaptados de graphic novels, que parece ser a nova galinha dos ovos de ouro de Hollywood. Curiosamente, essas adaptações se tornam não apenas uma produção onde se injeta milhões de dólares, mas dão vazão para criações autorais de seus direitores e roteiristas.

Foi o que aconteceu com "300" e "Watchmen". Mesmo que esse segundo tenha sido um pouco menos bem sucedido que o primeiro, esses filmes fizeram de Zack Snyder um diretor que todos agora chamam de "visionário" ("Sucker Punch" vem aí"). Robert Rodriguez também experimentou isso quando fez de "Sin City" um evento cinematográfico. O mesmo não aconteceu com "The Spirit", que deve estar fazendo o mago Will Eisner se remoer no túmulo. Mesmo que o filme tenha sido dirigido por Frank Miller himself (aliás, "himself" é outra palavra inglesa que não acho que precise de tradução se usada corretamente).

Ah, sim, os filmes cool do ano. Já vimos alguns deles aqui no Brasil. Na verdade só vimos um deles, você só viu mais de um caso tenha feito download ilegal na internet dos outros dois. "Kick-Ass: Quebrando Tudo", "The Losers" e "Scott Pilgrim Contra o Mundo" são os candidatos a filme cool do ano. Os três são baseados em graphic novels, são recheados de efeitos especiais e cultura pop e falam do universo nerd para o universo nerd.



"Kick-Ass" foi o filme que levou a HQ de Mark Millar a um limite nunca antes visto. Por causa do filme, o autor está escrevendo outra HQ só para que ela seja adaptada numa sequência do filme (?!). Matthew Vaugh fez um bom trabalho na adaptação colocando todos os elementos da HQ na tela e manteve uma identidade bacana. Mas com certeza "Kick-Ass" trouxe a personagem mais divertida do ano: Hit-Girl.



Já "The Losers", que ainda não tem data de lançamento no Brasil, é baseado na HQ de Andy Diggle. No filme, agentes especiais da CIA após serem traídos por colegas, pretendem juntar suas forças para se vingar daqueles que queriam vê-los mortos. No elenco temos Zoe Saldaña, de "Avatar" Chris Evans, que também está em "Scott Pilgrim" e Jeffrey Dean Morgan, experiente por ter sido o Comediante em "Watchmen". Provavelmente, o filme saira direto em DVD, por não ter um apelo pop tão grande.

Agora, todo mundo quer ver mesmo "Scott Pilgrim Contra o Mundo". No filme, o cara do título, que não podia ser ninguém melhor do que Michael Cera, se apaixona por uma garota da escola, mas ele tem que lutar contra os 7 namorados loucos e psicóticos dela. O pior, eles meio que tem superpoderes mutantes e eles lutam a qualquer hora do dia. E sabe aqueles efeitos de tela de videogame, com onomatopeia e tudo, dignos de Batman e Robin? Os famosos Soc! Tum! Pow! aparecem no filme também, o que contribui para o visual incrível que o longa promete ter.

Além de Michael Cera, no elenco tem um monte de gente jovem e bacana, alguns conhecidos como Chris Evans e Brandon Routh (ex-namorados do mal #2 e #3), Jason Schwartzman (ex-namorado do mal #7) e Anna Kendrick. Não, ela não é uma ex-namorada do mal, mas tem uma menina como ex-namorada do mal, interpretada por Mae Whitman (ex-namorada do mal #4). "Scott Pligrim" chega no Brasil só em outubro, até lá a gente aguarda.



Depois da lição de hoje, vamos voltar a chamar qualquer coisa legal de cool, mas não esqueça: ser cool não é pra qualquer um. Ser cool transcende o legal. E parem de traduzir algumas palavras do inglês que simplesmente não dá pra traduzir. Sinta o inglês e entenda o significado do que ele quer dizer. Traduzir não é o melhor jeito de aprender.