





Vamos lembrar 2010 de novo? Enquanto a temporada de filmes ainda não começou pra mim. Deixo vocês com alguns topos que eu usei esse ano. Faz tempo que eu deixei uma só identidade ao blog, mas deu pra brincar um pouquinho. See ya.






Scott Pilgrim vs. The World


Fim de ano se aproximando e todo mundo faz lista. De preferência, das do tipo “As 10+”, fortalecidas pelo fim do primeiro ano “10” do terceiro milênio. No cinema não podia ser diferente e o que tem de lista dizendo quais foram os 10 melhores filmes do ano não é brincadeira. Praticamente tudo o quanto é mídia especializada está fazendo a sua, e como a minha ficaria repetitiva mesmo (“A Origem”, “Tropa 2”, “A Rede Social” e um monte de outros que todo mundo apontou), achei melhor relembrar o que o mundo do cinema viu de importante em 2010. Foi muita coisa, então nem ia caber aqui tudo, mas vamos lá, tentar fazer a retrospectiva da sétima arte em 2010. O filme de James Cameron foi lançado no fim de 2009, com uma altíssima expectativa, que se confirmou em 2010 como o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos. “Avatar” faturou nada menos do que US$ 2.779.551.867,00, se tornando o filme de maior bilheteria de todos os tempos, marca que não deve ser atingida tão cedo. Claro que o filme teve a ajuda dos cinemas 3D, com ingresso mais caro, mas mesmo assim, o feito é impressionante e digno de honra para Cameron, que bateu o próprio recorde que era de “Titanic”.
O Fenômeno “Guerra ao Terror”
Se o público mundial abraçou “Avatar” como o maior sucesso do cinema, os críticos norte-americanos mostraram que nem só de bilhões de dólares vive a indústria. Sendo lançado aos 45 do segundo tempo (chegou a ser vendido direto em DVD no Brasil), “Guerra ao Terror”, um filme de modestos US$ 15 milhões, faturou quase todos os prêmios de melhor filme, inclusive o Oscar, derrotando o longa de James Cameron, consagrando os nomes de Jeremy Renner e Kathryn Bigelow e deixando o mundo boquiaberto. E olha que foi Cameron, ex-marido de Kathryn, que a aconselhou a dirigir o filme. Ela ainda se tornou a primeira mulher a ganhar o Oscar de direção, quebrando um tabu de mais de 80 anos. Foi a verdadeira vitória de Davi contra Golias.
O Fenômeno “Tropa de Elite 2”
Tá, esse é o último fenômeno da lista, mas merece destaque assim também porque o Brasil também teve o seu “Avatar”. “Tropa de Elite 2” quebrou todos os recordes do cinema nacional, mostrando a segunda parte da história do maior herói nacional das telonas. Foi a maior bilheteria de 2010 no Brasil – passando “Avatar”, o filme mais visto da chamada Retomada do cinema brasileiro, derrotando “Se Eu Fosse Você 2”, para a glória de Deus (\o/), a sequência mais vista em terras tupiniquins e, fechando com chave de ouro, o filme mais visto do cinema nacional, ultrapassando “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de 1976. Coronel Nascimento terminou o ano de alma lavada.
Cinema espírita
O espiritismo invadiu as telas nacionais com três longas diferentes, mas iguais. O primeiro a chegar até nós foi a cinebiografia de “Chico Xavier”, dirigida por Daniel Filho. A resposta do público foi imediata já que Chico Xavier tinha um apelo popular muito grande, mesmo para os não espíritas, por sua bondade e tranquilidade. O segundo da safra foi “Nosso Lar”, adaptação do livro mais vendido do autor, psicografado por ele e ditado pelo espírito de André Luiz, protagonista da trama. Os efeitos especiais chamaram a atenção e o filme também foi sucesso de público. O terceiro, e bem menos visto, foi o documentário “As Cartas Psicografadas de Chico Xavier”, que decepcionou a crítica e não teve a mesma sorte de seus antecessores.
Futuros Heróis
2010 presenciou o retorno do Homem de Ferro, mostrando que o personagem ainda tem muito a oferecer. “Homem de Ferro 2” não só nos deu um pouco mais da personalidade de Tony Stark, como apresentou personagens que serão fundamentais para a nova saga da Marvel, “Os Vingadores”, que estreia em 2012. Esse ano, na Comic Con de San Diego, o estúdio apresentou o time: Scarlett Johanson (Viúva Negra), Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Hermsworth (Thor), Chris Evans (Capitão América), Jeremy Renner (Falcão Negro) e Mark Rufallo (substituindo Edward Norton como Hulk). Samuel L. Jackson e Clark Gregg também estão confirmados no filme que será dirigido por Joss Whedon (“Buffy, A Caça Vampiros”).
A Sony anunciou o nome que deverá ser o rosto do novo Peter Parker, o (até então) desconhecido Andrew Garfield. Foi um alívio e tanto para os fãs do Cabeça de Teia ver a interpretação de Garfield em “A Rede Social”, que promete ser indicada ao Oscar. Emma Stone também teve aprovação dos fãs como Gwen Stacy, assim como o diretor Marc Webb. Pelo menos, por enquanto não teve muito barulho.
A DC Comics e a Warner contra-atacaram anunciando as novas produções de “Batman” e “Superman”. O primeiro terá Christopher Nolan mais uma vez, comandando “The Dark Knight Rises”, o último filme do Batman, pelo menos sob a sua batuta. Nolan deve voltar ainda como consultor de “The Man of Steel”, a tão esperada sequência (ou não) do decepcionante “Superman – O Retorno”, que será dirigida por ninguém menos do que Zack Snyder, de “300” e “Watchmen”.
Mulheres do ano
Papéis fortes femininos se destacaram no cinema. No começo do ano vimos Gabourey Sidibe e Mo’Nique laureadas pelas atuações em “Preciosa”. O ano, inegavelmente, foi de Sandra Bullock, que viveu o inferno e o paraíso astral no início de 2010. Ela passou por um escândalo e consequente separação do marido e levou o prêmio de pior atriz de 2009 (merecidamente, diga-se de passagem) por “Maluca Paixão”. Mas deu a volta por cima ao aparecer glamourosa em quase todas as premiações positivas por suas atuações em “Um Sonho Possível” (Oscar) e “A Proposta”. Tudo isso sorrindo muito ao lado do filho adotivo. Palmas. Com o fim do ano, um novo nome poderoso se confirma – e deve se gritado aos quatro ventos no começo de 2011: Natalie Portman em sua atuação elogiadíssima em “Cisne Negro”. Fiquemos de olho.
Xuxa? Didi?
Graças ao bom Deus fechamos 2010 quase sem aparições dos dois nos cinemas, à exceção de “O Mistério de Feiurinha”, resquício de 2009, que foi embora tão cedo chegou. Próximo.
Vampiros X Bruxos

A terceira parte da Saga Crepúsculo chegou aos cinemas, levando fãs às filas e lotando as salas. “Eclipse” deu um tom mais sombrio à trama, e chega a ser melhor que os anteriores, mas ainda assim é um reflexo da trama fraca escrita por Stephenie Meyer (sim, a culpa é dela). O maior erro foi substituir Rachelle Lefevre por Bryce Dallas Howard, completamente perdida no meio da história. Pra apimentar o embate entre fãs de Crepúsculo VS. Fãs de Harry Potter, o primeiro filme da última parte da saga do bruxo dá um banho nos vampiros. “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” traz o amadurecimento final dos seus personagens e da trama em si, começando a concluir os eventos que se arrastaram por mais de dez anos nos cinemas. Já é a maior franquia do cinema, algo que os vampiros e lobisomens de Stephenie não vão sentir nem o cheiro.
A rivalidade Brasil X Argentina nos esportes, na política externa, na culinária, entre outros setores já encheu o saco, mas é legítima. No que diz respeito ao cinema, é bom os brasileiros saírem de fininho. Mesmo sem grandes sucessos de bilheteria, como “Tropa 2”, por exemplo, a Argentina lançou por aqui dois dos melhores filmes do ano, dramas consistentes e palatáveis. O primeiro foi “O Segredo de Seus Olhos”, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, surpresa do ano. O segundo, o candidato da Argentina ao Oscar 2011, “Abutres”. Ambos com Ricardo Darín, maior ator do cinema da Argentina e um dos melhores da América Latina.
Teens no cinema
Pra fazer uma mea culpa com os brasileiros agora, temos que exaltar o cinema nacional, que parou de engatinhar e agora está dando passos sozinho, mesmo que com alguns tropeços. E alguns sucessos veio de onde menos se esperava. Se falássemos de adolescentes no cinema nacional há pouco tempo atrás, íamos ver algo do tipo “Xuxa Popstar” ou o (blurp!) “High School Musical – O Desafio”. Mas foram eles que deram o que falar neste ano com os excelentes “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bodansky, “Sonhos Roubados”, de Sandra Werneck, e “Os Famosos e os Duendes da Morte”, de Esmir Filho. Em 2011, mais um da safra deve chegar às telas, “Desenrola – O Filme”, que tem um clima mais “Malhação”, mas talvez siga a cartilha.
Christopher Nolan e “A Origem”
Assim que terminou “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, Christopher Nolan começou a trabalhar no seu novo projeto, que era descrito apenas como um épico de ação arquitetado dentro da mente. Só isso. Sem mais detalhes, já que o diretor fez o favor de esconder todo o jogo até meses antes da estreia no cinema. Todo o suspense valeu a pena, já que “A Origem” se mostrou mais um dos jogos “reviravoltosos” (ui!) do diretor e entregou brilhantes atuações de Leonardo DiCaprio e Marion Cotillard. Nem todo mundo entendeu muito bem a história, muita gente ficou pensando por horas a fio no contexto do filme que precisou ser visto mais de uma vez até por mim. Essa obra arquitetada por Nolan pode render frutos ao diretor, já que o filme é cotado pro Oscar.
Animações
Pixar. De novo. Quando ninguém mais achava possível que o estúdio iria trazer uma aventura tocante aos corações de crianças e adultos, eles fazem isso. O problema é que os principais espectadores de “Toy Story 3” são as crianças crescidas que assistiram a “Toy Story 1”! Ou seja, ao ver o Andy crescido, todo mundo se encaixou no personagem e o berreiro começou. Golpe baixo da Pixar que pode ter feito a sua melhor animação desde o princípio do estúdio. Mas nem só de Pixar viveu 2010. Aliás, é bom John Lasseter se cuidar, a Dreamworks tá chegando lá. A prova disso é “Como Treinar Seu Dragão”, filme que diverte mais traz incríveis lições de moral, coragem e superação, além de ser tecnicamente competente. Se por um lado a Dreamworks acerta, por outro ela encerra a franquia que a levou ao patamar da Pixar. “Shrek Para Sempre” não traz o brilho do original, mas pelo menos é melhor do que o terceiro e encerra a saga do ogro verde de uma forma digna. Correndo por fora, “Meu Malvado Favorito” e “Megamente” também divertiram um bocado. Alguém sente falta de animações em 2D, quadro a quadro?
As graphic novels que foram mas não foram
Eu cheguei a escrever sobre os candidatos a filmes mais “cool” do ano, as adaptações de três graphic novels, “The Losers”, “Kick-Ass” e “Scott Pilgrim contra o Mundo”. Pois bem, “Kick-Ass” foi elogiado pela crítica, abraçado com muito carinho pelos fãs, mas ignorado pelo público geral. Desastre de bilheteria, perto do que se esperava. E olha que tinha uma das melhores personagens do ano, a Hit Girl! Pois bem, se “Kick-Ass” teve um fraco desempenho, “Scott Pilgrim” teve destino de semelhante a pior. Depois de pressão dos fãs, a Paramount lançou o filme – em salas limitadas, só em São Paulo, ou seja, o melhor filme que ninguém viu. Portanto, os fãs recorreram à internet pra ver um dos melhores do ano. Pior destino teve “The Losers”, lançado direto em DVD no Brasil e nem sequer mencionado por muitos lugares. Fiasco.
O resto vocês sabem né, “A Rede Social” talvez seja o melhor filme do ano, talvez não, mas todo mundo adorou ver; Outro que todos adoraram ver foi “Alice no País das Maravilhas”, talvez o maior surto psicótico de Tim Burton numa viagem de metanfetaminas visuais; Os independentes “Winter’s Bone” e “Minhas Mães e Meu Pai” chamam a atenção do mundo, assim como o tailandês “Uncle Boonme”; Sofia Coppola ganhou o Leão de Ouro em Veneza por “Somewhere”, na maior marmelada do ano – ela é ex-namorada do presidente do Júri, Quentin Tarantino; Woody Allen perdeu a força? Talvez, mas “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” é delicioso de assistir; “Atividade Paranormal 2” é melhor que o primeiro. Próximo; Stallone fez um comentário sobre as filmagens de “Os Mercenários” que o fez inimigo número 1 dos brasileiros. Mesmo assim, todo mundo foi assistir o filme; Vin Diesel, Gerard Butler, Paris Hilton, Robert Pattinson e Kristen Stewart estiveram no Brasil; Depois da lenga-lenga, Tom Cruise volta em “Missão Impossível 4”; Charlie Sheen e Mel Gibson foram acusados de agressão; “Money Never Sleeps” talvez nunca devesse ser feito; Peter Jackson assumiu a direção de “O Hobbit”, após a saída de Guillermo Del Toro, e anunciou um monte de gente no elenco; “Lula – O Filho do Brasil” é escolhido como representante do País no Oscar, uma das maiores atitudes cara-de-pau do cinema. Coitado, não tem a mínima chance; Sandra Bullock e Scarlett Johanson se beijam no MTV Movie Awards...
Nossa, muito mais coisa aconteceu, mas olha o tamanho desse trem? Gigante! Ah, falando nisso, o Cinemarcos foi escolhido o blog do mês da rádio Paradiso, com direito a aparição e tudo na rádio, e também participou do prêmio Top Blog 2010. Não foi dessa vez, mas ano que vem a gente tenta de novo. E eu realizei mais um curta-metragem, “Palácios da Cidade – Os Cinemas de Rua do Rio de Janeiro”, ao lado de quatro grandes amigos meus. Ano que vem tem mais um bando de coisas, é bom se preparar, porque o cinema nunca dorme.
The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Trader





"Machete" é ideal pra quem procura um bom filme de ação, repleto de bobagens, mas que estão ali pura e simplesmente para diversão. A genialidade de Robert Rodriguez, dentro do que ele se propõe, fica comprovada e estampada nas telas, o que o eleva a um patamar pop que se aproxima cada vez mais do seu 'buddy' Quentin Tarantino.