segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Globo de Ouro: Termômetro?

Na boa, a cerimônia do Globo de Ouro que aconteceu neste último domingo foi fraca, convenhamos. Mas não vamos culpar apenas a cerimônia. Todo mundo tá cansado de saber que o GG (Golden Globe) é aquela fanfarronice: gente bebendo, passeando pra lá e pra cá, indo no banheiro e raramente prestando atenção. Nosso querido anfitrião, Ricky Gervais, com aquele humor britânico que ninguém entende (talvez nem eles), mandou mais mal do que bem. Robert Downey Jr. conseguiu ser mais engraçado que ele.

Até poderia comentar das séries, mas elas não fugiram do óbvio. Aliás, a TV tem dado um banho no cinema em alguns quesitos. “Glee” levou o prêmio de melhor série cômica, contrariando alguns entusiastas de “Modern Family”, assim como Melhor Atriz e Ator Coadjuvante em série para Jane Lynch e Chris Colfer. O prêmio de Jim Parsons por “The Big Bang Theory” também era um tanto óbvio, mas a surpresa da noite foi Laura Linney ganhar de Eddie Falco, por “The Big C”. No Drama, “Boardwalk Empire” , trunfo da HBO, levou a melhor como série e ator, para Steve Buscemi. A mulher lá de “Sons of Anarchy”, série que eu nem conheço, também surpreendeu e ganhou de Juliana Marguiles, de “The Good Wife”. Apesar disso, tudo muito óbvio.

Nos filmes, o problema não foi da obviedade. Tá tudo até muito dividido esse ano e, não fosse o GG separar drama de comédia, o páreo na noite de domingo ficaria pior ainda. O problema foi de produções mais fracas mesmo. Por mais que eu tenha gostado de “A Rede Social”, o filme não é estupendo. Algo que, na verdade, nenhum dos candidatos era. Talvez “O Discurso do Rei” ou “Cisne Negro”, mas esses nem chegaram aqui no Brasil, e aparentemente não são tão impactantes assim. Possivelmente “A Rede Social” seja o melhor filme do ano passado, sim, dentre os medíocres e comuns. Atente para a palavra ‘medíocre’, porque temos a tendência de achar ela depreciativa, quando na verdade significa simplesmente ‘mediano’.



Concordo com os vencedores nas categorias de atuação. Colin Firth e Jesse Eisenberg ainda vão brigar muito por prêmios, mas o primeiro já levou uma briga pra casa. Ganhando o GG, Colin Firth ganha força pra levar o Oscar. Também contribui o fato de ele ser relativamente veterano e já ter sido indicado ano passado, por “Direito de Amar”. “Eisenberg ainda tá novo!”, julgarão os puristas da Academia, até porque seu prêmio de consolação deverá ser o Oscar de Melhor Filme. E Paul Giamatti, entra na roda? Ele ganhou o prêmio de Melhor Ator em Comédia, mas será que tem força pra entrar no duelo? I don’t think so.

Dentre as mulheres, Natalie Portman ganhou por “Cisne Negro”, merecidíssimo e já esperado prêmio, e Annette Benning levou por “Minhas Mães e Meu Pai”, merecidíssmo e já esperado prêmio. Aliás, “Minhas Mães e Meu Pai” foi um dos primeiros filmes de 2010 a ser apontado como favorito pra qualquer coisa, culminando com o prêmio de Melhor Filme Comédia/Musical no GG. As duas atrizes devem também duelar no Oscar, mas como a Academia preza mais o drama do que a comédia, acho que sabemos quem vai ganhar. A não ser que dê um revertério neles e o prêmio fique com Jennifer Lawrence (“Inverno da Alma”) ou Nicole ‘duvido’ Kidman (“Rabbit Hole”).



Bom, nada muito fora do esperado né? Dá até pena de qualquer outra animação de 2010 estar em uma categoria junto com “Toy Story 3”. Aí embaixo você confere os vencedores. O que eu to procurando ainda é aquela ansiedade pré-Oscar que sempre toma conta de mim todos os anos. Por enquanto, ela ainda não chegou.

Melhor filme: Drama
A Rede Social
A Origem
O Cisne Negro
O Discurso do Rei
O Vencedor

Melhor atriz em filme de Drama

Natalie Portman – O Cisne Negro
Michelle Williams – Blue Valentine
Halle Berry – Frankie & Alice
Nicole Kidman – Rabbit Hole
Jennifer Lawrence – Winter’s Bone

Melhor ator em filme de Drama
Jesse Eisenberg – A Rede Social
Colin Firth – O Discurso do Rei
Mark Wahlberg – O Vencedor
Ryan Gosling – Blue Valentine
James Franco – 127 Horas

Melhor atriz coadjuvante
Mila Kunis – O Cisne Negro
Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
Amy Adams – O Vencedor
Melissa Leo – O Vencedor
Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor ator coadjuvante
Andrew Garfield – A Rede Social
Geoffrey Rush – O Discurso do Rei
Christian Bale – O Vencedor
Michael Douglas – Wall Street: O dinheiro nunca Dorme
Jeremy Renner – Atração Perigosa

Melhor filme Musical ou Comédia
Alice no País das Maravilhas
Burlesque
Red
O Turista
Minhas mães e Meu Pai

Melhor atriz em filme de Comédia ou Musical
Anne Hathaway – Amor e outras Drogas
Emma Stone – Easy A
Julianne Moore – Minhas mães e meu Pai
Annette Bening – Minhas mães e meu Pai
Angelina Jolie – O Turista

Melhor ator em filme de Comédia ou Musical
Johnny Depp – O Turista
Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas
Jake Gyllenhaal – Amor e outras Drogas
Kevin Spacey – Casino Jack
Paul Giamatti – Barney’s Version

Melhor direção
David Fincher – A Rede Social
Darren Arronofsky – O Cisne Negro
Tod Hopper – O Discurso do Rei
Christopher Nolan – A Origem
David O. Russel – O Vencedor

Melhor Roteiro
A Rede Social – Aaron Sorkin
O Discurso do Rei – David Seidler
A Origem – Christopher Nolan
Minhas Mães e Meu Pai – Lisa Cholodenko e Stuart Bloomberg
127 Horas – Danny Boyle e Simon Beaufoy

Melhor Animação
Toy Story 3
Meu Malvado Favorito
Como treinar seu Dragão
Enrolados
O Mágico

Melhor filme Estrangeiro
In a Better World (Dinamarca)
I am Love (Itália)
The Edge (Rússia)
The Concert (França)
Biutiful (México)

Trilha Sonora Original
Trent Reznor and Atticus Ross – A Rede Social
Danny Elfman – Alice no país das Maravilhas
Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
Hans Zimmer – A Origem
A.R Rahmann – 127 Horas

Música original
Bound to You – Burlesque
You haven’t seen the Last of Me – Burlesque
Coming Home – Country Song
I See the Light – Enrolados
There’s a Place for us – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Melhor Série de TV de comédia ou Musical
Glee
Modern Family
The Big C
30 Rock
The Big Bang Theory
Nurse Jackie

Melhor atriz de série de comédia ou musical
Lea Michele – Glee
Laura Linney – The Big C
Tina Fey – 30 Rock
Edie Falco – Nurse Jackie
Toni Collette – United States of Tara

Melhor ator de série de comédia ou musical
Matthew Morrison – Glee
Jim Parsons – The Big Bang Theory
Alec Baldwin – 30 Rock
Steve Carrell – The Office
Thomas Jane- Hung

Melhor série de Drama
The Good Wife
Mad Men
The Walking Dead
Dexter
Boardwalk Empire

Melhor atriz de Série Dramática

Jullianna Marguiles – The Good Wife
Kyra Sedgewick – The Closer
Elizabeth Moss – Mad Men
Piper Perabo – Convert Affairs
Katie Sagal – Sons of Anarchy

Melhor ator de Série Dramática
Jon Hamm – Mad Men
Hugh Laurie – House
Michal C. Hall – Dexter
Bryan Cranston – Breaking Bad
Steve Buscemi – Boardwalk Empire

Melhor minissérie ou telefilme
The Pacific
You don’t Know Jack
Pillars of the Earth
Temple Grandin
Carlos

Melhor atriz de minissérie ou telefilme
Claire Danes – Temple Grandin
Ramola Garai – Emma
Jennier Love Hewitt – The Client List
Judi Dench – Return to Cranford

Melhor ator de minissérie ou telefilme
Ian McShane – Pillars of the Earth
Edgar Ramirez – Carlos
Al Pacino – You don’t know Jack
Idris Elba – Luthor
Dennis Quaid – The Special Relationship

Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
Jane Lynch – Glee
Sofia Vergara – Modern Family
Julia Stiles – Dexter*
Kelly MacDonald – Boardwalk Empire
Hope Davis – The Special Relationship

Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
Chris Colfer – Glee
Eric Stonestreet – Modern Family*
Chris Noth – The Good Wife
Scott Caan – Hawaii 5-0
David Strathern – Temple Grandin

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Enrolados

Tangled

(EUA, 2010) De Nathan Greno e Byron Howard. Vozes originais de Mandy Moore, Zachary Levi e Ron Perlman. Voz brasileira de Luciano Huck.

A Disney nunca foi muito boa em animações digitais, vide alguns de seus títulos como “O Galinho Chicken Little” e “A Família do Futuro”. Esses são filmes que até divertem, mas são facilmente esquecidos, o que nem de longe lembra o espírito marcante das animações tradicionais, marca registrada do estúdio. (Ah, não confunda, Disney e Pixar podem se pertencer mutuamente, mas não são a mesma coisa!). O único que talvez tenha escapado a essa regra foi “Bolt”, que a Disney colocou um pouco mais de aventura, no afã de se tornar uma Pixar. Daí, todo cuidado é pouco na hora de colocar no universo digital a pedra da coroa do estúdio: os contos de fadas. Mais do que só contos de fadas, fazer uma princesa Disney ir pro mundo computadorizado precisou de um processo complexo ou, de outro modo, assistiríamos a uma versão mais romântica de “Shrek”. Nesse sentido, “Enrolados” cumpre muito bem o seu papel e vai além: é divertido pacas!

No filme, o rei e a rainha estão prestes a ter um bebê, mas a esposa sofre complicações no parto. O rei então ordena que os cavaleiros saiam em busca de uma flor mágica, que cura todos os males. A mesma flor é objeto de desejo de Gothel, uma bruxa que usa a flor em busca da juventude. Porém, é com a rainha que a flor vai parar e assim ela faz uma poção que a ajuda no parto. Nasce então uma criança com poderes semelhantes aos da flor. Quando a criança canta, os cabelos dela crescem. Gothel, sabendo disso, sequestra a criança e a cria como filha. Para que ninguém descubra, ela coloca a menina numa torre alta, isolada e sem portas, e dá o nome de Rapunzel, que tem os cabelos quilométricos quando completa 18 anos e quer sair da torre para ver as lanternas que crê que sejam pra ela. Contrariada por Gothel, Rapunzel vai contar com a ajuda do ladrão Flynn Rider para ver as lanternas, mas acaba se metendo numa jornada muito mais perigosa do que imaginava.

Apesar do tom um pouco mais profundo, é o clima de comédia que faz de “Enrolados” um grande filme. A princesa foi construída de uma forma mais brejeira, fazendo de Rapunzel a princesa Disney mais bacana de todas! Claro, ela canta, rodopia, pinta, borda e faz tudo o que uma princesa faz, mas imagina tudo isso com um climão caipira? No geral, “Enrolados” traz de volta um clima de contos de fadas em que o suposto bandido se apaixona pela mocinha e se redime no fim, mas num clichê bem ensaiado e divertido.

O mérito também vai para os personagens coadjuvantes do filme, que roubam a cena, como Maximus, o cavalo mais esperto do cinema, ao que parece, e o camaleão Pascal. Talvez “Enrolados” tenha adquirido esse tom graças ao novo produtor executivo da Disney, John Lasseter, ex-todo poderoso da Pixar, ou seja, ele sabe o que está fazendo. O filme fecha o ano (ele foi lançado em 2010 nos EUA) das animações no Brasil, que, no fim das contas, trouxe mais diversão e menos melancolia.

O que estraga o filme? A dublagem em português de Flynn Rider, feita por Luciano Huck. Não é por nada não, a dublagem é até bem feita, mas parece que estamos vendo o “Lar Doce Lar” ou o “Lata Velha”.

Nota: 9,5


Ah: "Enrolados" é o 50° filme de animação da Disney.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Veja Andrew Garfield vestido como Homem-Aranha

Depois de muito bafafá nos bastidores, intrigas, brigas, reclamações e aplausos dos fãs, parece que "Homem-Aranha" está de uma vez por todas nos trilhos e funcionando a todo vapor. A Sony libera quase que uma novidade por dia e está aproveitando a badalação que "A Rede Social" provocou em torno de Andrew Garfield para divulgar o protagonista devidamente fantasiado, com o uniforme do herói.


E ai, aprovou? Devo confessar que torci o nariz pra ele no começo, mas depois de assistir à "A Rede Social" me convenci de seu potencial e tem tudo pra levar a franquia adiante.

Globo de Ouro 2011 - Hora das Apostas


Bom, temporada de Oscar já começou (leia-se premiações, mas o Oscar nomeia todas pra mim, já que todas levam ao Oscar) e a segunda mais importante premiação é o Globo de Ouro, que será entregue neste domingo, dia 16.

Inegável que 2010 foi um tanto quanto fraco em questão de filmes agraciáveis com estatuetas, bons roteiros, inovação e tudo o mais. Porém, algumas produções se destacaram este ano, veja as indicações e torça para o seu favorito. Com (*) os meus favoritos.

Melhor filme de Drama
A Rede Social*
A Origem
O Cisne Negro
O Discurso do Rei
O Vencedor

Melhor atriz em filme de Drama
Natalie Portman – O Cisne Negro*
Michelle Williams – Blue Valantine
Halle Berry – Frankie & Alice
Nicole Kidman – Rabbit Hole
Jennifer Lawrence – Winter’s Bone

Melhor ator em filme de Drama
Jesse Eisenberg – A Rede Social
Colin Firth – O Discurso do Rei
Mark Wahlberg – O Vencedor
Ryan Gosling – Blue Valentine
James Franco – 127 Horas*

Melhor atriz coadjuvante
Mila Kunis – O Cisne Negro
Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei*
Amy Adams – O Vencedor
Melissa Leo – O Vencedor
Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor ator coadjuvante
Andew Grfield – A Rede Social*
Geoffrey Rush – O Discurso do Rei
Christian Bale – O Lutador
Michael Douglas – Wall Street: O dinheiro nunca Dorme
Jeremy Renner – Atração Perigosa

Melhor filme Musical ou Comédia
Alice no País das Maravilhas
Burlesque
Red
O Turista
Minhas mães e Meu Pai*

Melhor atriz em filme de Comédia ou Musical
Anne Hathaway – Amor e outras Drogas*
Emma Stone – Easy A
Julianne Moore – Minhas mães e meu Pai
Annette Bening – Minhas mães e meu Pai
Angelina Jolie – O Turista

Melhor ator em filme de Comédia ou Musical
Johnny Depp – O Turista
Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas*
Jake Gyllenhaal – Amor e outras Drogas
Kevin Spacey – Casino Jack
Paul Giamatti – Barney’s Version

Melhor direção
David Fincher – A Rede Social*
Darren Arronofsky – O Cisne Negro
Tod Hopper – O Discurso do Rei
Christopher Nolan – A Origem
David O. Russel – O Vencedor

Melhor Roteiro
A Rede Social – Aaron Sorkin
O Discurso do Rei – David Seidler
A Origem – Christopher Nolan*
Minhas Mães e Meu Pai – Lisa Cholodenko e Stuart Bloomberg
127 Horas – Danny Boyle e Simon Beaufoy

Melhor Animação
Toy Story 3
Meu Malvado Favorito
Como treinar seu Dragão*
Enrolados
O Mágico

Melhor filme Estrangeiro
In a Better World (Dinamarca)
I am Love (Itália)
The Edge (Rússia)
The Concert (França)
Biutiful (México)*

Trilha Sonora Original
Trent Reznor and Atticus Ross – A Rede Social
Danny Elfman – Alice no país das Maravilhas
Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
Hans Zimmer – A Origem*
A.R Rahmann – 127 Horas

Música original
Bound to Yout – Burlesque
You haven’t seen the Last of Me – Burlesque
Coming Home – Country Song
I See the Light – Enrolados*
There’s a Place for us – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Melhor Série de TV de comédia ou Musical
Glee
Modern Family
The Big C
30 Rock
The Big Bang Theory*
Nurse Jackie

Melhor atriz de série de comédia ou musical
Lea Michele – Glee
Laura Linney – The Big C
Tina Fey – 30 Rock*
Edie Falco – Nurse Jackie
Toni Collette – United States of Tara

Melhor ator de série de comédia ou musical
Matthew Morrison – Glee
Jim Parsons – The Big Bang Theory*
Alec Baldwin – 30 Rock
Steve Carrell – The Office
Thomas Jane- Hung

Melhor série de Drama
The Good Wife
Mad Men
The Walking Dead
Dexter*
Boardwalk Empire

Melhor atriz de Série Dramática
Jullianna Marguiles – The Good Wife*
Kyra Sedgewick – The Closer
Elizabeth Moss – Mad Men
Piper Perabo – Convert Affairs
Katie Segal – Sons of Anarchy

Melhor ator de Série Dramática
Jon Hamm – Mad Men
Hugh Laurie – House
Michal C. Hall – Dexter*
Bryan Cranston – Breaking Bad
Steve Buscemi – Boardwalk Empire

Melhor minissérie ou telefilme
The Pacific
You don’t Know Jack
Pillars of the Earth
TempleGrandin*
Carlos

Melhor atriz de minissérie ou telefilme
Claire Danes – TempleGrandin*
Ramola Garai – Emma
Jennier Love Hewitt – The Client List
Judi Dench – Return to Cranford

Melhor ator de minissérie ou telefilme
Ian McShane – Pillars of the Earth
Edgar Ramirez – Carlos
Al Pacino – You don’t know Jack*
Idris Elba – Luthor
Dennis Quaid – The Special Relationship

Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
Jane Lynch – Glee
Sofia Vergara – Modern Family
Julia Stiles – Dexter*
Kelly MacDonald – Boardwalk Empire
Hope Davis – The Special Relationship

Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
Chris Colfer – Glee
Eric Stonestreet – Modern Family*
Chris Noth – The Good Wife
Scott Caan – Hawaii 5-0
David Strathern – Temple Grandin

sábado, 8 de janeiro de 2011

Faces de 2010


Salt


Copa do Mundo 2010



Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1


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3 anos do Blog + Harry Potter



Vamos lembrar 2010 de novo? Enquanto a temporada de filmes ainda não começou pra mim. Deixo vocês com alguns topos que eu usei esse ano. Faz tempo que eu deixei uma só identidade ao blog, mas deu pra brincar um pouquinho. See ya.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Scott Pligrim Contra o Mundo (Último de 2010)

Scott Pilgrim vs. The World
(EUA/Canadá, 2010) De Edgar Wright. Com Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Mark Webber, Jason Schwartzman, Anna Kendrick, Chris Evans, Brandan Routh, Allison Pil, Johnny Simmons e Kieran Culkin.

"Scott Pilgrim" foi um dos filmes mais injustiçados do ano. Não teve uma boa bilheteria nos Estados Unidos, quase não foi lançado no Brasil (e quando foi, saiu em uma única sala em São Paulo e, meses depois, no Rio) e ainda nem conseguiu se pagar - o filme custou US$ 60 milhões e só arrecadou US$ 47 milhões. Mesmo assim, é um sucesso de crítica e aclamado por fãs da HQ original, fãs de HQ em geral e pessoas mais ligadas em cinema, especialmente a galera entre 20 e 30 anos, claramente o público alvo do filme (e da HQ). O filme é o mais descolado de 2010 e representa muito bem a nova geração de "adultescentes" que está circulando por aí. Não à toa, quem queria ter visto o filme desde o anúncio da produção, já o fez pela internet, o território preferido dessa galera. Ponto pra Edgar Wright, que talvez tenha produzido o filme baseado em HQ mais fiel da história.

Scott é um rapaz de 23 anos que está numa banda de rock junto com seus amigos. Metido a conquistador, ele se envolve com a estudante chinesa Knive, que se torna obsessiva por ele e sua banda. Acontece que Scott encontra a garota dos seus sonhos, Ramona Flowers, uma menina descolada e de cabelo multicolorido. Mas tem algo de estranho com Ramona. Apesar dos avisos, Scott insiste em sair com ela, mas para que eles fiquem juntos, ele vai precisar derrotar a Liga dos Ex-Namorados do Mal, composta por sete ex-namorados de Ramona. Enquanto isso, Scott também precisa lidar com o torneio de rock que sua banda está competindo, com o retorno de uma ex-namorada e com a obsessão da própria Knive, que fica perdida no meio do triângulo amoroso.


Agora, pega essa sinopse curta aí de cima e adiciona todo o espírito dos quadrinhos, dos videogames e das bandas de rock alternativo, mais o visual dos quadrinhos, dos videogames e das bandas de rock alternativo e você tem o filme mais cool do ano. "Scott Pilgrim" não está preocupado com críticas, bilheteria ou o que quer que seja. Ao que parece, a única preocupação do filme é ser legal o suficiente pra conseguir prender a atenção do seu principal público-alvo: os Scott Pilgrim da plateia, pessoas de uma geração que cresceu em meio a uma enxurrada de cultura pop por todos os lados. Esse é Scott. Esse sou eu. Esse é você. E essa é a principal sacada do diretor Edgar Wright: ser fiel á história e contá-la para os seus fãs. Se funciona com os fãs, funciona com todo mundo (em tese).


Os efeitos visuais são um destaque à parte do filme. Cada vez que Scott vai lutar com um ex-namorado do mal, um visual de videogame aparece na tela, os personagens ganham superpoderes e onomatopeias pipocam no filme. As representações gráficas de amor, solidão, ódio, tristeza, entre outros, também são geniais. O roteiro peca um pouco por ser óbvio às vezes, e a montagem é corrida demais. Mas nada que atrapalhe o desempenho do filme ou dos atores, principalmente Michael Cera, que parece que nasceu para os personagens perdedores convictos. Nesse, ele dá a volta por cima, cada vez que Scott derrota um oponente (e cada vez que ele derrota um oponente, ele ganha pontos em forma de... moedas, como no Super Mario!).


Que as lições de "Scott Pilgrim" sejam aprendidas por outros filmes do gênero que tentam, mas não conseguem, ser qualquer outra coisa além de uma máquina de dinheiro. A Marvel está não só conseguindo reverter isso, como aliar uma coisa a outra: ser uma máquina de dinheiro e também um ícone da cultura. A DC Comics ainda tá no meio do caminho, mas a nova franquia Batman mostrou que eles estão aprendendo. Os estúdios (Sony, Fox, Paramount, Warner, etc.) ainda precisam lidar melhor com isso.

Nota: 9,0

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Resoluções de Ano Velho


2010 veio. 2010 está indo. E mais uma vez um mundo de coisas aconteceu. Não apenas dois períodos da faculdade, que se encaminha para o fim, mas acontecimentos incríveis que ficaram marcados na história. O ano dos 23 anos.

Viajei muito, conheci lugares onde nunca estive, nem nunca sonhei estar.

Fiz grandes amigos, cultivei mais a amizade dos antigos.

Me conheci, me descobri, me enganei. Cresci, amadureci, mas ainda mantive sonhos e pensamentos da adolescência, afinal, sou da geração Y e segundo especialistas, todos vamos ficar com 16 anos até os 30. A barba cresceu mais e os olhos, aparentemente, diminuíram e ficaram mais puxados. Ambos compuseram a identidade de 2010.

Vi muitos filmes, como não podia deixar de ser - não tantos quanto eu gostaria, mas bem mais do que no ano passado.

Assisti a mais séries de televisão em 2010 do que na minha vida toda: Glee, The Big Bang Theory, Dexter, True Blood, Being Erica (Canadá), Heroes, House, Ugly Betty, How I Met Your Mother...

Comecei a tomar o maldito presente dos deuses, o Roacutan, que destrói o seu humor junto com as suas espinhas.

Saí de um estágio e entrei em outro. Saí de um site de notícias de cinema para me dedicar mais a outro. Fiquei à toa e engordei. Comecei a correr e emagreci. Parei de correr e engordei de novo (não deixar isso acontecer em 2011!). E bateu na trave a carteira de motorista, que também ficou para o ano que vem, mas dessa vez com a promessa de comprar um carro.

Escrevi. Deus, como eu escrevi! E não só texto pro blog! Texto pros sites em que trabalhei, texto pra revistas, texto pra releases, texto pra twitter e facebook, texto pra cartão-postal pra China, texto pra trabalho de faculdade. Morri fazendo meu projeto de monografia e estudando pra economia, e ressuscitei com as boas notas de ambos. Fiz outro filme.

Aprendi que não dá pra fazer nada sozinho, embora, pra certas coisas, você deve ser o mestre, insubstituível e irredutível. (Ditador, leia-se).

Me apaixonei, assim, com o pronome oblíquo na frente do verbo. Nossa, e como me apaixonei e mesmo depois de ter terminado o relacionamento continuo apaixonado. Talvez a prova de que isso só acontece uma vez pra cada um. Talvez a lição que faltava pra eu aprender que eu preciso me amar mais antes de amar outra pessoa. E essa lição eu aprendi. Errei muito, mas quem é que não errou? Faz parte.

Comprei uma casa nova, um celular novo e uma carteira nova. A carteira já ficou velha.

Descobri o poder de uma boa música, o poder de informação do rádio e o poder revigorante de um delicioso biscoito da vaquinha!

Fiz grandes amigos, cultivei mais a amizade dos antigos (sim, de novo, eles foram importantes).

Facebook deu um chapéu no twitter, que juntos sepultaram o Orkut.

De certa forma, fiquei ainda mais próximo da minha família, os da minha casa, os que eu defendo que nem bicho se algo acontecer a eles. Meu irmão já tá do meu tamanho e juntos somos mais altos que a minha mãe. Proteção total a ela.

Vivi. Acho que vivi mais. Ao contrário do que parece, não abandonei Deus, mas fiquei mais perto d'Ele e mais distante dos homens corruptos e raivosos. Deixei de lado as convenções e fui ser eu mesmo. Passei um 2010 ótimo. Espero passar um 2011 estupendo. Se ele tiver uma pitada de 2010, já vai ser suficiente.