terça-feira, 25 de janeiro de 2011

OSCAR 2011 - Os Indicados


Acabou a espera. Na verdade, acabou a espera pelo nada, já que tudo indicava que a lista de indicados ao Oscar 2011 iria repetir uma tendência polarizada. Aparentemente, a batalha vai ser mesmo entre “A Rede Social” e “O Discurso do Rei”. Este último obteve 12 indicações, liderando a corrida deste ano. Seu rival internético recebeu apenas 8 indicações. Na categoria Melhor Filme, com dez vagas em aberto, era possível saber que a lista ia abranger vários dos filmes esquecidos até agora nas premiações, mas funcionando mesmo como um prêmio de consolação. Quem deve surpreender mesmo é “Bravura Indômita”, com 10 indicações, mostrando que a Academia realmente adora os irmãos Coen, depois de “Onde os Fracos Não Tem Vez” e “Um Homem Sério”.

Dentre as surpresas, temos a ausência (muito, muito sentida) de Andrew Garfield da lista de atores coadjuvantes. O cara merecia essa indicação por “A Rede Social”, talvez mais até do que Jesse Eisenberg. Em seu lugar, figurou John Hawke por “Inverno da Alma” e Mark Ruffallo, até então bem esquecido, por “Minhas Mães e Meu Pai”. Outra surpresa, foi a indicação de Hailee Steinfield, de “Bravura Indômita”. Surpresa não pela atuação, porque ela realmente é boa no papel, mas tinha nomes mais fortes pra entrar no páreo de atriz coadjuvante como Mila Kunis, por “Cisne Negro”, e Julianne Moore, de “Minhas Mães e Meu Pai”.

Christopher Nolan foi solenemente ignorado na direção, mas “A Origem” conseguiu 8 indicações, entre elas Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Já “Toy Story 3” se tornou a terceira animação a conseguir o feito de ser indicada a Melhor Filme, depois de “A Bela e a Fera” e “Up”. Claro que isso deve se repetir cada vez mais, com a regra de 10 filmes indicados e com a Pixar só aumentando seu gabarito.

No mais, a gente vai acompanhando o desenrolar da briga até o desfecho no dia 27 de fevereiro, quando as estatuetas serão entregues, em cerimônia apresentada por James Franco e Anne Hathaway. A propósito, vai ser muito estranho James Franco ganhar o Oscar sendo o apresentador, ou a indicação do host significa que ele já não vai ganhar mesmo? Só em fevereiro pra saber.

Confira as indicações:

Melhor filme
"Cisne Negro"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"
"Toy Story 3"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"O Vencedor"
"127 Horas"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"Inverno da Alma"

Melhor direção
Darren Aronofsky - "Cisne Negro"
David Fincher - "A Rede Social"
David O. Russell - "O Vencedor"
Tom Hooper - "O Discurso do Rei"
Joel Coen e Ethan Coen - "Bravura Indômita"

Melhor ator
Javier Bardem - "Biutiful"
Jeff Bridges - "Bravura Indômita"
Colin Firth - "O Discurso do Rei"
James Franco - "127 Horas"
Jesse Eisenberg - "A Rede Social"

Melhor atriz
Annette Bening - "Minhas Mães e Meu Pai"
Natalie Portman - "Cisne Negro"
Nicole Kidman - "Rabitt Hole - Reencontrando a Felicidade"
Jennifer Lawrence - "Inverno da Alma"
Michelle Wiliams - "Blue Valentine"

Melhor ator coadjuvante
Geoffrey Rush - "O Discurso do Rei"
Christian Bale - "O Vencedor"
Jeremy Renner - "Atração Perigosa"
John Hawkes - "Inverno da Alma"
Mark Ruffalo - "Minhas Mães e Meu Pai"

Melhor atriz coadjuvante
Melissa Leo - "O Vencedor"
Amy Adams - "O Vencedor"
Helena Bonham Carter - "O Discurso do Rei"
Hailee Steinfeld - "Bravura Indômita"
Jacki Weaver - "Animal Kingdom"

Melhor animação
"Toy Story 3"
"Como Treinar o Seu Dragão"
"O Mágico"

Melhor roteiro original
"Cisne Negro"
"A Origem"
"Anotyher Year"
"O Vencedor"
"O Discuros do rei"

Melhor roteiro adaptado
"127 Horas"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"
"Toy Story 3"
"Inverno da Alma"

Melhor filme estrangeiro
"Fora da Lei" (Argélia)
"Incendies" (Canadá)
"Em Um Mundo Melhor" (Dinamarca)
"Dente Canino" (Grécia)
"Biutiful" (México)

Melhor documentário
"Lixo Extraordinário"
"Trabalho Interno"
"Exit Through the Gift Shop"
"Gasland"
"Restrepo"

Melhor trilha sonora
Hans Zimmer - "A Origem"
Trent Reznor e Atticus Ross - "A Rede Social"
Alexandre Desplat - "O Discurso do Rei"
John Powell - "Como Treinar o seu Dragão"
A.R. Rahman - "127 Horas"

Melhor canção original
"Coming Home" - "Country Strong"
"I See the Light" - "Enrolados"
"If I Rise" - "127 Horas"
"We Belong Together" - "Toy Story 3"

Melhor edição
"127 Horas"
"Cisne Negro"
"A Rede Social"
"O Discurso do Rei"
"O Vencedor"

Melhor fotografia
"A Origem"
"Cisne Negro"
"A Rede Social"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"

Melhor figurino
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"Alice no País das Maravilhas"
"I am Love"
"The Tempest"

Melhor direção de arte
"Alice no País das Maravilhas"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I"

Melhor mixagem de som

"Salt"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"

Melhor edição de som
"Toy Story 3"
"Tron - O Legado"
"A Origem"
"Bravura Indômita"
"Incontrolável"

Melhor maquiagem
"O Lobisomem"
"Caminho da Liberdade"
"Minha Versão para o Amor"

Melhores efeitos visuais
"Além da Vida"
"A Origem"
"Homem de Ferro 2"
"Alice no País das Maravilhas"
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I"

Melhor curta-metragem
"The Confession"
"The Crush"
"God of Love"
"Na Wewe"
"Wish 143"

Melhor documentário em curta-metragem

"Poster Girl"
"Strangers no More"
"Killing in the Name"
"Sun Come Up"
"The Warriors of Qiugang"

Melhor curta-metragem de animação
"Day & Night"
"Let's Pollute"
"The Lost Thing"
"The Gruffalo"
"Madagascar, Carnet de Voyage"

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Turista


The Tourist
(EUA/UK, 2010) De Florian Henckel von Donnersmark. Com Angelina Jolie, Johnny Depp e Paul Bettany.

Johhny Depp é conhecido por seus papeis camaleônicos, podendo interpretar praticamente qualquer papel, seja ele excêntrico, esquisito, fantasiado, maluco ou comum. Já Angelina Jolie, de beleza e elegância incontestáveis, tem a incrível habilidade de sempre interpretar a si mesma, salvo algumas exceções. Não que isso na Sra. Pitt seja ruim, não, o público adora ver Angelina nas telas. Os atores são dois dos maiores astros do cinema neste início de século e estão no topo dos preferidos dos diretores. "O Turista" chegou pra mostrar que os dois são grandes demais pra trabalhar juntos.

No filme, a namorada de um ladrão foragido da polícia britânica, Elisa Ward, recebe recados dele para despistar a policia e ir se encontrar com ele. O ladrão, Alexander Pearce, dá as instruções para que ela embarque em um trem e escolha alguém com o mesmo tipo físico dele e fazer a polícia acreditar. Elisa então escolhe o professor de matemática Frank Tupelo e no meio do plano de fazer a polícia acreditar, Frank se apaixona por Elisa. O que ela não sabe é que o mafioso de quem Alexander roubou dinheiro também estava de olho neles. Agora, todos pensam que Frank é Alexander, e cabe à Elisa proteger e zelar pela segurança do turista.



Apesar das promessas de uma suposta aura hitchcockiana, "O Turista" é fraco, especialmente pelo brilho do casal principal. Claro, temos que concordar que uma personagem tão estilosa como Elisa ficou perfeita em Angelina e o cara bobão e sonso também caiu como uma luva em Depp. Porém, os dois não tem a menor química nas telas. Aliás, parece que ninguém combina com Angelina Jolie além dela mesma, que rouba todas as cenas simplesmente com a sua presença. Johnny Depp perto dela fica totalmente apagado. O que dizer então de Paul Bettany...



O thriller tem bons momentos de comédia e um charme irresistível - que começa na expectativa de ver os dois na tela, ainda do lado de fora do cinema. O filme é bom, mas não o suficiente para justificar os atores juntos que, repito, não combinam. Bom veículo para os dois, ainda mais para Angelina que, repito, está linda. Ponto para o diretor alemão de "A Vida dos Outros" que, no primeiro trabalho maior, conseguiu uma equipe tão bacana pra trabalhar mas, repito, "O Turista" é fraco.

Nota: 7,0

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Meet The Catwoman!


Pois é, os rumores se confirmaram. Apesar de ser um papel bastante disputado, foi Anne Hathaway quem levou o papel de Selena Kyle no novo filme da franquia Batman, "The Dark Knight Rises", que tem previsão de estreia para 20 de julho de 2012. Me referi ao papel como Selena Kyle porque sabemos a carga dramática que o diretor Christopher Nolan trouxe aos personagens do universo de Gotham City. Mesmo que depois ela se torne a Mulher-Gato, é a parte humana quem vai chamar mais a atenção.

Anne Hathaway cresceu muito como atriz nos últimos anos, deixando de ser uma princesa de filmes bobos ("O Diário da Princesa", "Uma Garota Encantada") para se entregar aos mais diversificados papeis, seja em um blockbuster ("Agente 86") ou em um drama familiar ("O Casamento de Rachel", sua primeira indicação ao Oscar). Parece que a escolha foi perfeita para o papel, mas ser a Mulher-Gato no cinema é meio, digamos, enigmático. Nunca se sabe o que vai sair de lá. Michelle Pfeifer ainda é a mais reverenciada e Hale Berry, pffff, nem deve ser levada em conta.

A franquia Batman se tornou a mais desejada dos cinemas dos últimos tempos, raças a brilhante mente de Christopher Nolan e sua equipe de produção. Para o terceiro filme, Christian Bale retorna para a capa do Homem-Morcego, assim como Michael Cane, Morgan Freeman, Gary Oldman e uma adição, Tom Hardy, como o vilão Bane.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Enterrado Vivo

Buried
(EUA/Espanha, 2010) De Rodrigo Cortés. Com Ryan Reynolds.

Aparentemente, você já viu esse filme. Monólogos ensaiados em que o protagonista fica isolado quase o filme inteiro, atuando com o nada, tipo “Náufrago”, em que Tom Hanks consegue segurar a peteca sozinho ao lado de uma bola apelidada de Wilson, ou “Eu Sou a Lenda”, cuja coadjuvante de um solitário Will Smith é uma linda cadela de pastor alemão em boa parte do filme. Porém, em “Enterrado Vivo” existe um fator adicional. Não temos aqui uma ilha paradisíaca ou cidades devastadas pelo fim do mundo. Ryan Reynolds está dentro de um caixão e é ali que o filme se passa. Inteiro. Um show de claustrofobia que se fundamenta em um roteiro bem amarrado e, quem diria, numa boa atuação de Reynolds.

No Iraque, o motorista Paul Conroy é vítima de uma emboscada e acaba sequestrado e colocado dentro de um caixão de madeira no meio do deserto. Literalmente enterrado vivo, ele acorda e se vê apenas com um isqueiro e com um celular, cuja bateria está acabando. É desse celular que vem todas as esperanças de Paul continuar vivo, que precisa lutar contra o tempo para evitar que os sequestradores o deixem para morrer, além de conseguir guiar o resgate até onde ele está, local que nem ele sabe.



O diretor Rodrigo Cortés se arriscou ao contar esta história sem muitos detalhes e tentar conseguir prender a atenção do espectador por uma hora e meia. Mas ao longo do filme, vamos nos envolvendo mais com a história de Conroy e a cada segundo uma nova informação nos faz perceber que a situação, que não tinha como ficar pior, piora. Repito: o único cenário do filme é o caixão onde Paul está. Não há flashbacks, lembranças, imagens, nada, a não ser por um vídeo que ele recebe no celular, coisa de uns 30 segundos.



Com uma excelente montagem e trilha sonora, além do roteiro bem amarrado, o mérito do filme se deve, quase que integralmente, ao desempenho de Ryan Reynolds, que escancara o desespero do personagem na tela, contribuindo para a agonia de quem assiste. Ouso dizer que esta é a melhor atuação de Reynolds, que sempre esteve à frente de papeis mais simples, sem muita carga dramática.



“Enterrado Vivo” foi gravado em duas semanas e só gastou US$ 3 milhões. Prova de que não é preciso rios de dinheiro para se fazer um bom filme. Cinco caixões foram utilizados no filme.

Nota: 9,0

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

IMP Awards - Os Melhores Pôsteres de 2010

O site Internet Movie Poster (IMP) divulgou os indicados ao prêmio anual do portal, o IMP Awards, onde são escolhidos os melhores pôsteres do ano que passou em várias categorias.
Para Melhor Pôster, o IMP escolheu os seguintes: "Cisne Negro", "Enterrado Vivo", "I'm Still Here" (o documentário falso de Joaquim Phoenix), "Rabbit Hole" e "127 Horas".





Dentre as categorias, estão os pôsteres mais engraçados, mais assustadores, com a frase mais engraçada e mais séria. Para ver todas as categorias é só clicar AQUI.

O IMP também separa os piores pôsteres do ano, que não necessariamente são de filmes ruins. O prestigiadíssimo "O Discurso do Rei", por exemplo, está na categoria, junto com "Viagens de Gulliver", "A Última Música", "Finding Bliss" e "Ladrões".




O site destacou também os cinco melhores pôsteres de vários países, inclusive o Brasil. Veja os cinco melhores pôsteres brasileiros, segundo o site: "5X Favela: Agora Por Nós Mesmos", "Chico Xavier", "Reflexões de um Liquidificador", "Nosso Lar" e "Os Fantasmas e os Duendes da Morte".




O resultado do IMP Awards sai no dia 24 de janeiro.

Globo de Ouro: Termômetro?

Na boa, a cerimônia do Globo de Ouro que aconteceu neste último domingo foi fraca, convenhamos. Mas não vamos culpar apenas a cerimônia. Todo mundo tá cansado de saber que o GG (Golden Globe) é aquela fanfarronice: gente bebendo, passeando pra lá e pra cá, indo no banheiro e raramente prestando atenção. Nosso querido anfitrião, Ricky Gervais, com aquele humor britânico que ninguém entende (talvez nem eles), mandou mais mal do que bem. Robert Downey Jr. conseguiu ser mais engraçado que ele.

Até poderia comentar das séries, mas elas não fugiram do óbvio. Aliás, a TV tem dado um banho no cinema em alguns quesitos. “Glee” levou o prêmio de melhor série cômica, contrariando alguns entusiastas de “Modern Family”, assim como Melhor Atriz e Ator Coadjuvante em série para Jane Lynch e Chris Colfer. O prêmio de Jim Parsons por “The Big Bang Theory” também era um tanto óbvio, mas a surpresa da noite foi Laura Linney ganhar de Eddie Falco, por “The Big C”. No Drama, “Boardwalk Empire” , trunfo da HBO, levou a melhor como série e ator, para Steve Buscemi. A mulher lá de “Sons of Anarchy”, série que eu nem conheço, também surpreendeu e ganhou de Juliana Marguiles, de “The Good Wife”. Apesar disso, tudo muito óbvio.

Nos filmes, o problema não foi da obviedade. Tá tudo até muito dividido esse ano e, não fosse o GG separar drama de comédia, o páreo na noite de domingo ficaria pior ainda. O problema foi de produções mais fracas mesmo. Por mais que eu tenha gostado de “A Rede Social”, o filme não é estupendo. Algo que, na verdade, nenhum dos candidatos era. Talvez “O Discurso do Rei” ou “Cisne Negro”, mas esses nem chegaram aqui no Brasil, e aparentemente não são tão impactantes assim. Possivelmente “A Rede Social” seja o melhor filme do ano passado, sim, dentre os medíocres e comuns. Atente para a palavra ‘medíocre’, porque temos a tendência de achar ela depreciativa, quando na verdade significa simplesmente ‘mediano’.



Concordo com os vencedores nas categorias de atuação. Colin Firth e Jesse Eisenberg ainda vão brigar muito por prêmios, mas o primeiro já levou uma briga pra casa. Ganhando o GG, Colin Firth ganha força pra levar o Oscar. Também contribui o fato de ele ser relativamente veterano e já ter sido indicado ano passado, por “Direito de Amar”. “Eisenberg ainda tá novo!”, julgarão os puristas da Academia, até porque seu prêmio de consolação deverá ser o Oscar de Melhor Filme. E Paul Giamatti, entra na roda? Ele ganhou o prêmio de Melhor Ator em Comédia, mas será que tem força pra entrar no duelo? I don’t think so.

Dentre as mulheres, Natalie Portman ganhou por “Cisne Negro”, merecidíssimo e já esperado prêmio, e Annette Benning levou por “Minhas Mães e Meu Pai”, merecidíssmo e já esperado prêmio. Aliás, “Minhas Mães e Meu Pai” foi um dos primeiros filmes de 2010 a ser apontado como favorito pra qualquer coisa, culminando com o prêmio de Melhor Filme Comédia/Musical no GG. As duas atrizes devem também duelar no Oscar, mas como a Academia preza mais o drama do que a comédia, acho que sabemos quem vai ganhar. A não ser que dê um revertério neles e o prêmio fique com Jennifer Lawrence (“Inverno da Alma”) ou Nicole ‘duvido’ Kidman (“Rabbit Hole”).



Bom, nada muito fora do esperado né? Dá até pena de qualquer outra animação de 2010 estar em uma categoria junto com “Toy Story 3”. Aí embaixo você confere os vencedores. O que eu to procurando ainda é aquela ansiedade pré-Oscar que sempre toma conta de mim todos os anos. Por enquanto, ela ainda não chegou.

Melhor filme: Drama
A Rede Social
A Origem
O Cisne Negro
O Discurso do Rei
O Vencedor

Melhor atriz em filme de Drama

Natalie Portman – O Cisne Negro
Michelle Williams – Blue Valentine
Halle Berry – Frankie & Alice
Nicole Kidman – Rabbit Hole
Jennifer Lawrence – Winter’s Bone

Melhor ator em filme de Drama
Jesse Eisenberg – A Rede Social
Colin Firth – O Discurso do Rei
Mark Wahlberg – O Vencedor
Ryan Gosling – Blue Valentine
James Franco – 127 Horas

Melhor atriz coadjuvante
Mila Kunis – O Cisne Negro
Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
Amy Adams – O Vencedor
Melissa Leo – O Vencedor
Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor ator coadjuvante
Andrew Garfield – A Rede Social
Geoffrey Rush – O Discurso do Rei
Christian Bale – O Vencedor
Michael Douglas – Wall Street: O dinheiro nunca Dorme
Jeremy Renner – Atração Perigosa

Melhor filme Musical ou Comédia
Alice no País das Maravilhas
Burlesque
Red
O Turista
Minhas mães e Meu Pai

Melhor atriz em filme de Comédia ou Musical
Anne Hathaway – Amor e outras Drogas
Emma Stone – Easy A
Julianne Moore – Minhas mães e meu Pai
Annette Bening – Minhas mães e meu Pai
Angelina Jolie – O Turista

Melhor ator em filme de Comédia ou Musical
Johnny Depp – O Turista
Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas
Jake Gyllenhaal – Amor e outras Drogas
Kevin Spacey – Casino Jack
Paul Giamatti – Barney’s Version

Melhor direção
David Fincher – A Rede Social
Darren Arronofsky – O Cisne Negro
Tod Hopper – O Discurso do Rei
Christopher Nolan – A Origem
David O. Russel – O Vencedor

Melhor Roteiro
A Rede Social – Aaron Sorkin
O Discurso do Rei – David Seidler
A Origem – Christopher Nolan
Minhas Mães e Meu Pai – Lisa Cholodenko e Stuart Bloomberg
127 Horas – Danny Boyle e Simon Beaufoy

Melhor Animação
Toy Story 3
Meu Malvado Favorito
Como treinar seu Dragão
Enrolados
O Mágico

Melhor filme Estrangeiro
In a Better World (Dinamarca)
I am Love (Itália)
The Edge (Rússia)
The Concert (França)
Biutiful (México)

Trilha Sonora Original
Trent Reznor and Atticus Ross – A Rede Social
Danny Elfman – Alice no país das Maravilhas
Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
Hans Zimmer – A Origem
A.R Rahmann – 127 Horas

Música original
Bound to You – Burlesque
You haven’t seen the Last of Me – Burlesque
Coming Home – Country Song
I See the Light – Enrolados
There’s a Place for us – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Melhor Série de TV de comédia ou Musical
Glee
Modern Family
The Big C
30 Rock
The Big Bang Theory
Nurse Jackie

Melhor atriz de série de comédia ou musical
Lea Michele – Glee
Laura Linney – The Big C
Tina Fey – 30 Rock
Edie Falco – Nurse Jackie
Toni Collette – United States of Tara

Melhor ator de série de comédia ou musical
Matthew Morrison – Glee
Jim Parsons – The Big Bang Theory
Alec Baldwin – 30 Rock
Steve Carrell – The Office
Thomas Jane- Hung

Melhor série de Drama
The Good Wife
Mad Men
The Walking Dead
Dexter
Boardwalk Empire

Melhor atriz de Série Dramática

Jullianna Marguiles – The Good Wife
Kyra Sedgewick – The Closer
Elizabeth Moss – Mad Men
Piper Perabo – Convert Affairs
Katie Sagal – Sons of Anarchy

Melhor ator de Série Dramática
Jon Hamm – Mad Men
Hugh Laurie – House
Michal C. Hall – Dexter
Bryan Cranston – Breaking Bad
Steve Buscemi – Boardwalk Empire

Melhor minissérie ou telefilme
The Pacific
You don’t Know Jack
Pillars of the Earth
Temple Grandin
Carlos

Melhor atriz de minissérie ou telefilme
Claire Danes – Temple Grandin
Ramola Garai – Emma
Jennier Love Hewitt – The Client List
Judi Dench – Return to Cranford

Melhor ator de minissérie ou telefilme
Ian McShane – Pillars of the Earth
Edgar Ramirez – Carlos
Al Pacino – You don’t know Jack
Idris Elba – Luthor
Dennis Quaid – The Special Relationship

Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
Jane Lynch – Glee
Sofia Vergara – Modern Family
Julia Stiles – Dexter*
Kelly MacDonald – Boardwalk Empire
Hope Davis – The Special Relationship

Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
Chris Colfer – Glee
Eric Stonestreet – Modern Family*
Chris Noth – The Good Wife
Scott Caan – Hawaii 5-0
David Strathern – Temple Grandin

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Enrolados

Tangled

(EUA, 2010) De Nathan Greno e Byron Howard. Vozes originais de Mandy Moore, Zachary Levi e Ron Perlman. Voz brasileira de Luciano Huck.

A Disney nunca foi muito boa em animações digitais, vide alguns de seus títulos como “O Galinho Chicken Little” e “A Família do Futuro”. Esses são filmes que até divertem, mas são facilmente esquecidos, o que nem de longe lembra o espírito marcante das animações tradicionais, marca registrada do estúdio. (Ah, não confunda, Disney e Pixar podem se pertencer mutuamente, mas não são a mesma coisa!). O único que talvez tenha escapado a essa regra foi “Bolt”, que a Disney colocou um pouco mais de aventura, no afã de se tornar uma Pixar. Daí, todo cuidado é pouco na hora de colocar no universo digital a pedra da coroa do estúdio: os contos de fadas. Mais do que só contos de fadas, fazer uma princesa Disney ir pro mundo computadorizado precisou de um processo complexo ou, de outro modo, assistiríamos a uma versão mais romântica de “Shrek”. Nesse sentido, “Enrolados” cumpre muito bem o seu papel e vai além: é divertido pacas!

No filme, o rei e a rainha estão prestes a ter um bebê, mas a esposa sofre complicações no parto. O rei então ordena que os cavaleiros saiam em busca de uma flor mágica, que cura todos os males. A mesma flor é objeto de desejo de Gothel, uma bruxa que usa a flor em busca da juventude. Porém, é com a rainha que a flor vai parar e assim ela faz uma poção que a ajuda no parto. Nasce então uma criança com poderes semelhantes aos da flor. Quando a criança canta, os cabelos dela crescem. Gothel, sabendo disso, sequestra a criança e a cria como filha. Para que ninguém descubra, ela coloca a menina numa torre alta, isolada e sem portas, e dá o nome de Rapunzel, que tem os cabelos quilométricos quando completa 18 anos e quer sair da torre para ver as lanternas que crê que sejam pra ela. Contrariada por Gothel, Rapunzel vai contar com a ajuda do ladrão Flynn Rider para ver as lanternas, mas acaba se metendo numa jornada muito mais perigosa do que imaginava.

Apesar do tom um pouco mais profundo, é o clima de comédia que faz de “Enrolados” um grande filme. A princesa foi construída de uma forma mais brejeira, fazendo de Rapunzel a princesa Disney mais bacana de todas! Claro, ela canta, rodopia, pinta, borda e faz tudo o que uma princesa faz, mas imagina tudo isso com um climão caipira? No geral, “Enrolados” traz de volta um clima de contos de fadas em que o suposto bandido se apaixona pela mocinha e se redime no fim, mas num clichê bem ensaiado e divertido.

O mérito também vai para os personagens coadjuvantes do filme, que roubam a cena, como Maximus, o cavalo mais esperto do cinema, ao que parece, e o camaleão Pascal. Talvez “Enrolados” tenha adquirido esse tom graças ao novo produtor executivo da Disney, John Lasseter, ex-todo poderoso da Pixar, ou seja, ele sabe o que está fazendo. O filme fecha o ano (ele foi lançado em 2010 nos EUA) das animações no Brasil, que, no fim das contas, trouxe mais diversão e menos melancolia.

O que estraga o filme? A dublagem em português de Flynn Rider, feita por Luciano Huck. Não é por nada não, a dublagem é até bem feita, mas parece que estamos vendo o “Lar Doce Lar” ou o “Lata Velha”.

Nota: 9,5


Ah: "Enrolados" é o 50° filme de animação da Disney.