segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Cinemarcos Mobile #1
"O Discurso do Rei", como ja se esperava, levou a melhor no BAFTA, o Oscar Britanico, levandi as estatuetas de melhor Filme, melhor filme britanico, melhor ator para Colin
Firth e melhor, melhor ator coadjuvante para Geoffrey Rush, atriz coadjuvante para Helena Bonham Carter (ate que enfim).
O filme ainda ganhou outros premios, como Melhor trilha sonora, confirmando o seu favoritismo no Oscar.
Natalie Portman foi escolhida a melhor atriz, por Cisne Negro e David Fincher foi o melhor diretor por "A Rede Social"
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
The True Grit
Eles estão de volta. Os irmãos diretores mais controversos de Hollwyood – ou seriam os Wachowski, de “Matrix”? – acertaram mais uma bola na caçapa do Oscar. O anunciado remake de “Bravura Indômita”, de 1969, foi a mais recente obra de Joel e Ethan Coen, que conseguiu uma indicação a melhor filme. Isso porque a dupla já levou outros pra casa, como o de Melhor Filme em 2006 pra “Onde os Fracos Não Tem Vez”. Aliás, esse filme, cujo original é “No Country for Old Man”, desembocou na época uma certa nostalgia western, que deu ainda um bom exemplar, “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”. “Bravura Indômita” não tem essa pretensão, apesar de prestar justa homenagem a seu original e, por tabela, a um ícone do western americano, o ator John Wayne, que ganhou um Oscar pelo papel.
Mesmo com o burburinho, o “Bravura Indômita” dos Coen apareceu pouco nas premiações, mas veio galgando espaço aos pouquinhos. Lançado aos 45 do segundo tempo, em 22 de dezembro, quando “A Rede Social” já deitava bonito na cama dos favoritos, o mundo teve pouco tempo para se acostumar com a saga. Dos poucos prêmios que ganhou, a maioria foi de Atriz Coadjuvante para Hailee Steinfeld e alguns para a bela fotografia.
Já no Oscar, a coisa muda de figura. A Academia tem uma certa simpatia pelos irmãos, apesar de uma certa “quebra de paradigmas” que eles sempre propõem em seus filmes, coisa que os conservadores detestam. Mesmo assim, o longa levou 10 indicações, coisa que nem o beloved “A Rede Social” conseguiu, levando “apenas” 8. Joel e Ethan Coen se sobressaem na direção, na produção e no roteiro, além de ter o trunfo Hailee Steinfeld no elenco. Lembrando que os Coen fazem questão de dizer que só se basearam no livro de Charles Portis, que também serviu de base para o filme original.
Uma curiosidade: se Jeff Bridges, indicado a melhor ator pelo papel de Rooster Cogburn, levar a estatueta pra casa, vão acontecer duas coisas. A primeira é que ele entra no seleto hall de atores que ganharam o Oscar duas vezes seguidas na mesma categoria. Só Luise Rainer (1937 e 1938), Spencer Tracy (1938 e 1939) Katherine Hepburn (1968 e 1969), Jason Robbards (1977 e 1978) e Tom Hanks (1994 e 1995) conseguiram o feito. A segunda é que será a primeira vez que dois atores levam o Oscar interpretando o mesmo papel, no filme original e no remake.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
CINEMARCOS - Os Melhores de 2010
O ano passou e estamos em plena premiação dos melhores filmes do ano passado. No Brasil, o esquema é um pouco diferente, já que alguns filmes de um ano só estreiam mesmo no ano seguinte. É com esse critério que eu anuncio aqui os indicados a melhores do ano de 2010 na opinião do CINEMARCOS - ou seja, de mim mesmo! rsrsrs Por enquanto é naquele esquema de Oscar, cinco indicados, uma lista dos melhores em cada categoria e depois da entrega do prêmio da Academia, no dia 27 de fevereiro, o anúncio da escolha única. Vamos então?Filme
AMOR SEM ESCALAS (Up in the Air)
A ORIGEM (Inception)
A REDE SOCIAL (The Social Network)
ILHA DO MEDO (Shutter Island)
PRECIOSA (Precious - Based on the Novel 'Push' by Sapphire)
Atriz
ANNETE BENNING - MINHAS MÃES E MEU PAI
CAREY MULLIGAN - EDUCAÇÃO
GABOUREY SIDIBE - PRECIOSA
JULIANNE MOORE - O PREÇO DA TRAIÇÃO
SANDRA BULLOCK - UM SONHO POSSÍVEL
Ator
COLIN FIRTH - DIREITO DE AMAR
JEFF BRIDGES - CORAÇÃO LOUCO
JESSE EISENBERG - A REDE SOCIAL
RICARDO DARÍN - O SEGREDO DE SEUS OLHOS
RYAN REYNOLDS - ENTERRADO VIVO
Atriz Coadjuvante
AMANDA SEYFRIED - O PREÇO DA TRAIÇÃO
ANNA KENDRICK - AMOR SEM ESCALAS
CHLOE MORETZ - KICK ASS: QUEBRANDO TUDO
JULIANE MOORE - MINHAS MÃES E MEU PAI
MO'NIQUE - PRECIOSA
Ator Coadjuvante
ANDREW GARFIELD - A REDE SOCIAL
JEREMY RENNER - ATRAÇÃO PERIGOSA
JOSH BROLIN - VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS
MARK RUFALLO - MINHAS MÃES E MEU PAI
MATT DAMON - INVICTUS
Direção
CHRISTOPHER NOLAN - A ORIGEM
DAVID FINCHER - A REDE SOCIAL
LEE DANIELS - PRECIOSA
MARTIN SCORSESE - ILHA DO MEDO
RODRIGO CORTÉS - ENTERRADO VIVO
Comédia/Musical
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
GENTE GRANDE
MINHAS MÃES E MEU PAI
UM PARTO DE VIAGEM
UMA NOITE FORA DE SÉRIE
Filme de Ação
A ORIGEM
ESQUADRÃO CLASSE A
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE 1
HOMEM DE FERRO 2
MACHETE
Terror/Suspense
ATIVIDADE PARANORMAL 2
DEMÔNIO
JOGOS MORTAIS - O FINAL
REC² - POSSUÍDOS
O ÚLTIMO EXORCISMO
Drama
O PREÇO DA TRAIÇÃO
EDUCAÇÃO
PRECIOSA
ENTERRADO VIVO
A REDE SOCIAL
Romance
CARTAS PARA JULIETA
COMER, REZAR, AMAR
IDAS E VINDAS DO AMOR
QUERIDO JOHN
VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS
Canção
"ALICE (UNDERGROUND)" - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
"CINEMA ITALIANO" - NINE
"DESPICABLE ME" - MEU MALVADO FAVORITO
"NEUTRON STAR COLLISION (LOVE IS FOREVER)" - A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE
"SANGRE" - [REC]²
Filme de Animação
COMO TREINAR SEU DRAGÃO
MEU MALVADO FAVORITO
TOY STORY 3
MEGAMENTE
MARY & MAX - UMA AMIZADE DIFERENTE
Filme de Ficção Científica/HQ
HOMEM DE FERRO 2
KICK-ASS: QUEBRANDO TUDO
A ORIGEM
SCOTT PILLGRIM CONTRA O MUNDO
TRON - O LEGADO
Filme Estrangeiro Não Norte-Americano
A FITA BRANCA (Alemanha)
O PROFETA (França)
O SEGREDO DOS SEUS OLHOS (Argentina)
EU MATEI A MINHA MÃE (Canadá)
OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (Rússia)
Cena de Efeitos Especiais
BATALHA NA FLORESTA - HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1
SCOTT PILGRIM CONTRA OS 7 EX-NAMORADOS DO MAL - SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO
ARQUITETURA DOS SONHOS - A ORIGEM
QUASE TODO O FILME - TRON: O LEGADO
ALICE CONTRA O JAGUADARTE - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Filme Nacional
TROPA DE ELITE 2
AS MELHORES COISAS DO MUNDO
SONHOS ROUBADOS
OS INQUILINOS
OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE
Ator Nacional
CAIO BLAT - HISTÓRIAS DE AMOR NÃO DURAM 90 MINUTOS
DANIEL DE OLIVEIRA - 400 CONTRA 1: UMA HISTORIA DO CRIME ORGANIZADO
FRANCISCO MIGUEZ - AS MELHORES COISAS DO MUNDO
IRANDHIR SANTOS - VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO
WAGNER MOURA - TROPA DE ELITE 2
Atriz Nacional
ANA CARBATI - OS INQUILINOS
ANA LÚCIA TORRE - REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR
ANA PAULA ARÓSIO - COMO ESQUECER
DANIELA ESCOBAR - 400 CONTRA 1: UMA HISTÓRIA DO CRIME ORGANIZADO
NANDA COSTA - SONHOS ROUBADOS
Filme + Cool
SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO
KICK-ASS - QUEBRANDO TUDO
ZUMBILÂNDIA
A ORIGEM
MACHETE
Filme 3D
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
COMO TREINAR SEU DRAGÃO
FÚRIA DE TITÃS
TOY STORY 3
TRON: O LEGADO
Melhor Personagem Secundário
AGNES - MEU MALVADO FAVORITO
DOBBY - HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1
HIT GIRL - KICK ASS : QUEBRANDO TUDO
MAL - A ORIGEM
RAINHA BRANCA - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS




Colin Firth

Você já ouviu falar de Colin Firth antes. Ele sempre foi um dos grandes atores saídos da terra da Rainha, mas o grande público o conhece mais das vezes em que esteve envolvido com comédias românticas e papeis menores. De uns tempos pra cá, com a aposta em papeis mais dramáticos e veio conquistando ainda mais a crítica, no que culminou nas suas duas indicações ao Oscar, ano passado por “Direito de Amar” e este ano com “O Discurso do Rei”.
Apesar de papeis brilhantes no cinema e na TV, como o do Mr. Darcy da minissérie britânica “Orgulho e Preconceito”, Firth é sempre lembrado como outro Darcy, Mark Darcy, do filme “O Diário de Bridget Jones”. Mas antes disso, ele esteve em “O Paciente Inglês” e “Shakespeare Apaixonado”, dois filmes ingleses que ganharam o Oscar de Melhor Filme.
Depois veio o papel do pintor Johannes Vermeer em “Moça com Brinco de Pérola” e a comédia romântica “Simplesmente Amor”, além da comédia bobinha “Tudo o que Uma Garota Quer”, da época em que Amanda Bynes ainda era destaque na TV americana. Outros papeis dentro da comédia romântica incluem a sequência “Bridget Jones: No Limite da Razão”, “Marido por Acaso”, com Uma Thurman, e o musical “Mamma Mia!”, onde ele solta a voz ao lado de Meryl Streep.
O drama “Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez?” foi uma prova de sua versatilidade no cinema e em 2009, topou o desafio de um papel um tanto quanto controverso no primeiro filme de um estilista. Firth aceitou trabalhar em “Direito de Amar”, interpretando um professor que precisa se acostumar com a morte do companheiro, em plenos anos 1960. Esse foi o primeiro longa metragem escrito e dirigido pelo estlista Tom Ford, que ainda tinha Julianne Moore no elenco. Sua atuação foi elogiadíssima, ganhando o Bafta de melhor ator e indicado ao Oscar em 2010.
Neste ano, Firth teve outro desafio. Não só dar a vida a um personagem real da família britânica como lidar com o problema da gagueira do rei George VI em “O Discurso do Rei”. Tudo indica que por conta desse trabalho, o Oscar já seja dele, a não ser que haja um terremoto cerebral nos votantes da Academia, ou algo do tipo. Seja como for, já é um reconhecimento e tanto para esse grande ator, que sai da grã-bretanha para ganhar outros ótimos papeis no cinema.
Onde "A Origem" errou?
O filme mais comentado do ano passado foi “A Origem” e isso, sem a menor sombra de dúvida. Ele foi o filme mais falado no twitter e o termo “inception” foi uma das palavras que mais apareceram no microblog. O mistério em torno do filme, basicamente só esclarecido depois de ter sido assistido, foi mantido por Christopher Nolan por meses a fio, revelando pouquíssimas coisas antes da estreia. Quando o filme foi lançado, o mundo entrou em um assombro, abismado com as resoluções encontradas durante o filme e boquiaberto com a aventura arquitetada dentro da mente. “A Origem” é brilhante do começo ao final, mas mesmo assim não é o favorito a um monte de coisas nas premiações. Afinal, qual foi o erro do filme? De importante mesmo, Christopher Nolan só venceu o Writers Guild Award, o prêmio do sindicato dos roteiristas. “A Origem” foi indicado em 8 Oscars e só deve vencer mesmo em áreas mais técnicas. O diretor não foi lembrado na categoria que o comporta, Melhor Direção. E mesmo em Roteiro Original, única categoria em que talvez se resida um reduto de esperança para o filme, o páreo está duro. “Cisne Negro”, “Another Year”, “O Vencedor” e “O Discurso do Rei”.
Mesmo assim, sem o favoritismo que lhe parecia óbvio quando do lançamento, “A Origem” teve o reconhecimento devido – oito indicações não são pra qualquer um. Se o filme não chega correndo na frente pelas estatuetas, isso se deve a fatores que vão desde outros filmes com igual ou superior potencial até questões políticas mesmo (Nolan é o homem que mudou as regras da Academia, praticamente).
Uma trama muito bem arquitetada, muito mais pelo visual e pelo roteiro, do que pela interpretação dos atores. Todo o mundo dos sonhos construído por Nolan faz parte de uma orquestra dirigida com maestria por ele. Apesar de os sonhos dentro dos sonhos causarem uma espécie de confusão mental no espectador, que nem se lembra lá pelas tantas em que camada de sonhos eles estão, o filme é um thriller de ação eficiente e que te deixa com o coração perto da goela. Sem falar que, como de costume nos filmes do diretor, um mistério paira no ar e deixa você com aquela cara de "WTF?".
O mais interessante sobre "A Origem" é a reflexão sobre sonho e realidade. Um discurso muito próximo ao que "Matrix" já tinha plantado nas aulas de filosofia há dez anos atrás. Nolan explorou cada pedaço milimétrico de questões que sempre intrigaram a humanidade. Porque sonhamos? Pra que servem os sonhos? Wes Craven já tinha percebido que esse é o nosso estágio mais vulnerável quando criou o serial killer Freddy Krueger. É quando sonhamos que a nossa mente está mais livre, protegida dos olhares alheios e talvez o único lugar onde podemos ser 100% nós mesmos. Não dá pra se esconder em sonhos. "A Origem" fala disso, fala de realidade, mas não a de dentro do sonho: a realidade que tentamos esconder neles. Danem-se os puristas do cinema que não entenderam que esse não é um filme qualquer. É um filme de Nolan. Não importa quem ganhe a estatueta, o maior filme do ano passado foi “A Origem”, e ponto final.
*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Roteiro Original, Efeitos Visuais, Trilha Sonora, Fotografia, Direção de Arte, Mixagem de Som e Edição de Som.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Inverno da Alma
Winter’s Bone(EUA, 2010) De Debra Ganik. Com Jennifer Lawrence, John Hawkes e Garret Dillahunt
“Inverno da Alma” foi o primeiro filme que eu ouvi sendo chamado de favorito para o Oscar, isso em janeiro de 2010, quando o longa estava em exibição no Festival de Sundance, onde ganhou o Grande Prêmio do Júri. Desde então o filme fez uma grande carreira pelos festivais mundo afora, o que surpreendeu até quem participou da produção. O trunfo do filme está, a meu ver, em duas coisas: na forma como é retratada a vida nas montanhas no interior dos EUA, quase como se não houvessem leis, e a interpretação de Jennifer Lawrence, que já havia brilhado em “Vidas que Cruzam” e dá mais uma mostra do seu talento. Só. Porque, francamente, esperava mais de “Inverno da Alma”.
Ree Dolly é uma jovem de 17 anos que tem que cuidar da sua família após a debandada do pai, em liberdade condicional, mas que está foragido. Ela, seus dois irmãos e sua mãe, que está doente e incapaz, correm o risco de perder a casa onde vivem, quando o xerife local conta que o pai ofereceu a casa como garantia da fiança. Como ele não compareceu à sua última audiência, a casa será tomada. Ree decide ir então ir atrás do pai e acaba descobrindo que ele estava envolvido com tráfico de drogas e metanfetaminas. A todo lugar que vai, ela recebe avisos de que deveria se manter fora desse assunto, até mesmo de seu tio, Teardrop, que sabia com que o irmão estava envolvido. Mas, pela integridade de sua família, Ree decide continuar sua busca, sem a menor ideia do que pode encontrá-la no fim.
Apesar de ser um bom thriller que acompanha a rotina de Ree tentando ser uma jovem normal, apesar de ela mesma saber que não tem como ser por causa de suas responsabilidades, “Inverno da Alma” acaba sendo fraco. Nenhum dos personagens, À exceção de Ree e seus dois irmãos é capaz de cativar a plateia e o enredo se perde no meio pra deixar a busca pelo pai e seus crimes de lado – fatos, aliás, que nem são tão bem esclarecidos. Chegando ao desfecho, que pretende ser surpreendente, mas não cumpre esse papel, a impressão é de que nada mudou muito e que tudo não passou de um momento complexo na vida daquela família, quase como um sonho.
O destaque do filme é mesmo a atuação de Jennifer Lawrence, cuja personagem passa por maus bocados praticamente o filme inteiro e ela exala uma coragem necessária para enfrentar as adversidades impostas. Aos 20 anos, Lawrence pode se orgulhar do trabalho e de sua indicação ao Oscar. “Inverno da Alma” é intimista e mostra um ambiente um tanto quanto desconhecido para americanos e estrangeiros. Uma sensação de insegurança acompanha todo o filme e isso é bom, mas o roteiro peca por evitar a profundidade e preferir sentimentos mais superficiais, com uma lição moral tipo “não importa o que aconteça, faça a coisa certa”.
Nota: 7
*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Atriz (Jennifer Lawrence), Ator Coadjuvante (John Hawkes) e Roteiro Adaptado.
Mais uma Vez Nicole
Nicole Kidman é uma daquelas atrizes que sempre vai ter o seu nome lembrado por uma época de bons papeis no cinema. Uma época pós-“Moulin Rouge”, em que a atriz era a principal cotada para dez entre dez filmes. Indicada ao Oscar pelo papel de Satine no musical, e depois vencedora em “As Horas”, ela chegou a engrenar três, quatro filmes por ano de uma vez só. Pois bem, o que poderia ser um mar de rosas se transformou em um pequeno martírio, quando vimos Nicole ser referência em filmes que renderam pouca bilheteria e com papeis mais fracos do que estávamos acostumados. Daí veio uma excessiva crítica negativa por parte da imprensa, o que levou a crer que a atriz estava em fim de carreira. Mas nada disso.
Kidman arrebatou mais uma indicação para a sua coleção com “Rabbit Hole – Reencontrando a Felicidade”, um drama familiar que traz de volta a melhor essência da atriz para as telas. O filme está sendo considerado uma “volta” de Kidman, que teve pouco reconhecimento em “Nine” (o elenco era estrelar e, convenhamos, o filme nem era tão bom assim) e não se saiu muito bem em “Austrália” (outro filme superestimado).
Pra mim, falar que essa indicação marca uma volta de Nicole é besteira, porque ela nunca foi embora. Sempre esteve aí, mesmo em papeis mais fracos. Ela não vai ganhar o Oscar porque a estatueta é de Natalie Portman, fato. Agora, que essa é uma ótima chance pra ela voltar e brilhar em papeis dignos de sua grandeza, isso sem dúvida.
Os cinco melhores papeis de Nicole Kidman* (na minha opinião):
1 – Virginia Woolf, em “As Horas”;
2 - Grace Margaret, em “Dogville”;
3 – Satine, em “Moulin Rouge – Amor em Vermelho”;
4 – Margot, em “Margot e o Casamento”;
5 - Grace, em “Os Outros”.




