segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

127 Horas









127 Hours

(EUA, 2010) De Danny Boyle. Com James Franco, Amber Tamblyn e Clémence Posey.

Filmes em que o protagonista passa por maus bocados sozinho o tempo inteiro não são novidade. “Náufrago” é o exemplo mais célebre, mas existem outros que, sendo bons ou ruins, se encaixam nesse gênero como “Mar Aberto”, “Eu Sou a Lenda” e “Pânico na Neve”. O problema está mesmo na narrativa que difere esses filmes. É bom ser levado em consideração também que o ator precisa ser muito bom pra segurar um espectador por duas horas assistindo a um só personagem. Tom Hanks conseguiu isso, Will Smith precisou de uma dose de ação, mas até que foi bem e o casal de “Mar Aberto”, bem, sem comentários. O que acontece em “127 Horas” é semelhante, com destaque para a forma como a narrativa intercala o sofrimento do personagem com flashbacks de sua vida. Ah, e claro, para a evolução diante dos nossos olhos de James Franco como ator.

O aventureiro Aron Ralston decide embarcar em uma empreitada arriscada: sair explorando o Grand Canyon sem avisar pra ninguém onde estava indo. No meio do caminho, ele conhece duas jovens e as apresenta ao lado bom do Canyon, com piscinas naturais escondidas no meio das pedras. Após a despedida das moças, Aron decide entrar numa fenda, mas acaba deslocando uma rocha que o derruba e prende o braço do alpinista. Começa então uma luta contra o tempo, onde Ralston precisa manter a calma para sobreviver. Preso com o braço na rocha, após tentar de tudo pra conseguir sair, ele começa a reviver momentos de seu passado, sua relação com os pais, a irmã e a ex-namorada, e com isso – e sem perder o bom humor – ganha esperança pra continuar lutando contra a morte.

Aron ficou preso por 127 horas, como o título sugere, óbvio, e isso o levou a uma atitude extrema. SPOILER ALERT: A essa altura, todo mundo sabe que ele corta o braço fora pra sair da rocha. Claro, todo mundo que se importou o suficiente para pesquisar sobre o filme. Alguns desavisados simplesmente entraram na sala do cinema em que eu estava e saíram de lá se contorcendo de nervoso com a tensão vivida pelo personagem. Ao redor do mundo, pessoas passaram mal e tiveram ataques de pânico, e teve até um marmanjo de uns 30 anos desmaiando aqui numa sala do Rio. A cena é forte, mas necessária.

Falar bem de James Franco chega a ser redundante, já que não existe filme sem a sua interpretação, que está simplesmente fantástica. Franco é um desses atores gente boa, que oscila entre drama e comédia, e não se entrega ao status de celebridade que acaba criando um invólucro em alguns atores. Ele se deixa levar pelas emoções incrustadas no personagem e retrata bem os momentos vividos pelo Ralston real na tragédia. A cena do braço, a mais comentada, só não é melhor do que a pós-cena-do-braço, quando ele se entrega cansado a uma poça de água suja e ao resgate. Atuação magnífica de um ator promissor.

Em relação a Danny Boyle, que voltou a um filme menor após seu Oscar com “Quem Quer Ser Um Milionário”, digamos que o filme encolhe devido à grandeza que o diretor tinha conseguido. Mas ele acha o timing correto da história, usando recursos que tornam o ritmo mais palatável, como os flashbacks, sonhos e ilusões do personagem, embalado por uma trilha sonora e uma montagem eficiente. Não fosse isso, “127 Horas” seria marcado simplesmente pelo óbvio fator da superação, assunto batido em um zilhão de filmes.

Nota: 9,0

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Ator (James Franco), Trilha Sonora, Canção ("If I Run"), Roteiro Adaptado e Montagem.

Bravura Indômita

True Grit

(EUA, 2010) de Joel e Ethan Coen. Com Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Matt Damon e Josh Brolin.

Você não deve se assustar se em um filme dos irmãos Coen, do nada, acontece uma situação adversa, controversa e cheia de duplo sentido. Essa foi uma lição aprendida ao longo dos anos, já que quando se trata dos Coen pode-se (e deve-se) esperar de tudo. Curiosamente, esse pensamento não me passou pela cabeça ao assistir “Bravura Indômita”. Pode ser porque o longa é um faroeste, um remake ou por ter uma adolescente como protagonista, o sentimento de “inesperado” de um filme dos Coen não surgiu. Tudo parece ser orquestrado para ser como é, sem grandes surpresas, fugindo do estilo dos diretores. Então, o que há de tão bom pra se ver em “Bravura Indômita” e porque a Academia o escolheu como um dos dez melhores filmes do ano? A resposta: a própria história e a peculiaridade de uma personagem em especial – Mattie Ross.

Quando o pai de Mattie, que tem apenas 14 anos, é assassinado, ela veste a carapuça de “chefe da família” e passa a resolver todas as pendências deixadas pelo patriarca, inclusive fazer justiça com o homem que o matou traiçoeiramente, Tom Chaney. Para isso, ela contrata os serviços de um caçador de recompensas, o ex-federado Rooster Cogburn, que depois de muita insistência, aceita levar Mattie junto. Com eles viaja o policial do Texas LaBeouf, que também está atrás de Chaney, um bandido conhecido em vários estados e que sempre muda de identidade. Os três partem atrás do paradeiro do homem e se deparam com várias adversidades no caminho, que vai revelar a verdadeira bravura indômita de cada um.

“Bravura Indômita” não parece, mas é uma história sobre relacionamentos. Três pessoas que nada tem em comum se veem unidas por um único ideal e isso as torna mais próximas. Com um bom roteiro que poderia cair no óbvio, em se tratando da adaptação de um livro que já foi levado às telas, os Coen produzem uma história de perseverança, com uma agilidade e ação características de seus filmes. Como em outras produções, o sangue não é poupado e é mostrado sem pudor, porém um pouco mais contido do que em filmes como “Queime Depois de Ler”, por exemplo. Aliás, a carnificina é até esperada, já que se trata de um western, por isso ela não surte o mesmo impacto.

A fotografia e a direção de arte do filme impressionam, assim com as atuações dos protagonistas. Jeff Bridges é o perfeito valentão “avagabundado” do velho oeste e infelizmente não tenho como compará-lo a John Wayne (não por ele ser indigno de comparação, mas por não conhecer o filme original –shame on me!). Ao longo do filme, Cogburn se mostra mais sensível por trás da carapaça de durão assim como o companheiro de viagem/adversário LaBeouf, interpretado por um Matt Damon quase irreconhecível, despido dos playboys arrumadinhos que sempre interpreta – Jason Bourne na lista. Quando finalmente aparece, Josh Brolin também se sai bem como um bandido caipirão, tipo que ele aparentemente nasceu pra interpretar.

A pérola do filme, no entanto, é a protagonista esquecida. Passaram tanto tempo promovendo Jeff e Matt, que quase esqueceram Hailee Steinfeld, a verdadeira alma do filme. É Mattie Ross a responsável pelo fio condutor da história, a chave principal de “Bravura Indômita”. Steinfeld, que apenas com participações na TV em sua carreira, dá um banho de interpretação que deve ter deixado seus veteranos chocados, no mínimo. Mattie Ross passa a ser um dos personagens memoráveis da filmografia dos Coen e, do trio principal, a que mais tem bravura indômita.

Nota: 9,0

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Jeff Bridges), Melhor Atriz Coadjuvante (Hailee Steinfeld), Melhor Direção (Joel e Ethan Coen), Direção de Arte, Figurino, Fotografia, Edição de Som, Mixagem de Som e Roteiro Adaptado.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Vencedor

The Fighter

(EUA, 2010) De David O. Russell. Com Mark Wahlberg, Christian Bale, Melissa Leo e Amy Adams.

Eu sei que eu falo mal do Mark Wahlberg algumas vezes, mas no fundo eu gosto do cara. Ele é simpático, faz uns filmes bacaninhas e até é um bom ator quando escolhe o papel certo. No caso dele, fazer essas escolhas acabam sendo um tanto quanto raras, vide sua filmografia que inclui grandes filmes como “Boogie Nights” e “Os Infiltrados”, e pérolas como “Fim dos Tempos” e “Max Payne”. Em “O Vencedor”, em um papel que parece ter sido escrito pra ele, Wahliberg aparece em destaque mais uma vez, mas é engolido pelos que estão ao seu redor. Mais ou menos o que acontece com o lutador do filme.

Micky Ward é um lutador de boxe que está sempre com péssimos resultados, servindo de “trampolim” para outros lutadores. Ele é treinado pelo irmão Dicky Eklund, um ex-lutador que se gaba de ter derrotado Sugar Ray Leonard em uma luta lendária, porém Dicky deixou se levar pelas drogas e acabou em decadência. Isso se reflete na carreira do irmão e por causa disso, Micky se encontra desanimado em relação ao Boxe. É quando ele conhece a garçonete Charlene, alguém que injeta confiança nele e o faz querer lutar de novo. Quando Dicky se mete em mais uma confusão e vai preso, uma nova chance é dada a Micky, mas ele precisa trabalhar sem a interferência do irmão problemático ou da mãe e empresária de Micky, Alice, que não faz nada além de tentar enxergar os méritos de Dicky e colocar o outro filho no limbo.

“O Vencedor” é baseado na história real do início da carreira de Micky Ward, o Irlandês, que se tornou profissional e encerrou a carreira em 2005. Não fosse isso, o filme poderia entrar na categoria “eterno clichê”, já que do meio pro fim tudo cai na obviedade e o final já é esperado, sem muitas surpresas. Mesmo assim, “O Vencedor” é um filme que merece ser visto, pois foca em relações humanas e familiares, coisas que sempre despertam uma certa aproximação com o público. E pra quem gosta de boxe, também vale a pena assistir.

O trunfo do filme é mesmo de seus atores. Mark Wahlberg, apesar de ser o protagonista, perde o espaço completamente para Christian Bale, que assume a liderança do filme sem pena nenhuma do colega. Claro que para todos eles são como “escadas” para a história central – Micky Ward se tornando um lutador de verdade – mas é o personagem drogado de Bale que conduz a história toda. Dicky é a alma, ainda que podre, que dita as regras da vida do irmão e mesmo quando ele se rebela, Dicky se sobressai. Melissa Leo e Amy Adams completam o show de interpretação dramática do longa.

O filme merece ser visto e marca uma volta quase que desacreditada do diretor David O. Russell, que de marcante mesmo só fez “Três Reis”, com George Clooney (e Mark Whalberg) e “Huckabees – A Vida é uma Comédia”, com Naomi Watts (e Mark Wahlberg). Não deve ter muitas chances no Oscar exceto para seus atores coadjuvantes, mas fica o registro de uma boa história com uma produção dedicada (o filme se passa no início dos 1990) e grandes atuações.

Nota: 9,0

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Christian Bale), Atriz Coadjuvante (Melissa Leo e Amy Adams), Montagem, Direção (David O. Russell) e Roteiro Original.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei

The King’s Speech

(UK, 2010) De Tom Hooper. Com Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Guy Pearce, Timothy Spall, Michael Gambon e Derek Jacobi.

Difícil dizer o que chama mais a atenção em “O Discurso do Rei”. São várias vertentes que podem ser observadas ao longo dos seus 118 minutos. Uma delas é a história dita e pura da sucessão ao trono britânico em meio à Segunda Guerra Mundial, com a morte do Rei George V e renúncia ao trono pelo seu filho, David. Outra vertente é a da gagueira, mostrando a dificuldade de fala de George VI, problema praticamente inadmissível para um monarca que precisa discursar para os súditos. Por último, e talvez mais comovente, é a amizade e lealdade que cerca a relação de George VI com o seu “fonoaudiologista” – por assim dizer -, Lionel Logue. Destacar um elemento apenas é inútil. Os três estão muito bem entrelaçados e fazem de “O Discurso do Rei” o franco favorito a Melhor Filme no Oscar.

Debilitado para sair do palácio de Buckingham, na Inglaterra do início do século XX, o rei George V nomeia o filho Albert para falar por ele em eventos públicos. O problema é que Albert sofre de gagueira, que se agrava quando ele fica nervoso. Ele e sua esposa Elizabeth procuram todos os especialistas para tratá-lo, sem sucesso. Em uma última tentativa, Elizabeth descobre o terapeuta Lionel Logue, que tem métodos um tanto ortodoxos para a monarquia. Depois de insistir, Albert dá uma chance ao tratamento, mas não se acostuma com o jeito informal de Lionel. Porém, com a pressão da família real, o estouro da Segunda Grande Guerra e a iminência de Albert em se tornar rei, curar a gagueira se torna algo primordial, algo que ele sabe que só Lionel e seus métodos podem conseguir.

O trunfo de “O Discurso do Rei” está mesmo nas atuações e na produção bem feita. O filme transpira a essência pós-vitoriana que cercava a Inglaterra no início do século passado, um charme e sofisticação que só existe na Grã-Bretanha. Mostra também o íntimo da Família Real, coisa que tem se tornado mais comum no cinema, uma vez que em plena era digital, até eles tem conta no Facebook. O diretor Tom Hooper extraiu o melhor de seus atores, causando um impacto de realidade que prende a atenção do espectador.


As atuações de Helena Bonham Carter (saindo do seu normal, ou seja, não fazendo nada muito excêntrico) e de Geoffrey Rush (novamente como um conselheiro real) são impecáveis e são essenciais para o desempenho da verdadeira alma do filme, Colin Firth. É ele quem empresta a vivacidade ao Rei George VI, não só com um personagem emocional e autoritário, mas um personagem gago. Sim, forçar a gagueira e deixar quem assiste tremendo de nervoso junto com o rei não deve ser tarefa fácil! Firth deixa transparecer o trabalho que teve para construir o personagem de modo que ficasse verossímil sem agredir a família real britânica ou os próprios cidadãos ingleses.

Dá pra ver porque “O Discurso do Rei” é um dos favoritos ao Oscar, sendo basicamente um filme com todos os elementos que a Academia preza. Mas ele não é um filme comum, construído, como outros filmes que apareceram anteriormente (“Cold Mountain”, “Nine”, “A Jovem Rainha Vitória”, quem lê, entenda). Tem uma certa inteligência acima do normal ao fazer com que quem assiste se envolva com o personagem que, na realidade, era tão inacessível, como seus contemporâneos ainda são, mesmo na era digital com contas no Facebook.

Nota: 9,5

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor (Tom Hooper), Melhor Ator (Colin Firth), Melhor Ator Coadjuvante (Geoffrey Rush), Melhor Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter), Melhor Trilha Sonora, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Montagem e Mixagem de Som.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cinemarcos Mobile #1

Testando posts pelo celular. As ultimas do cinema direto de onde eu estiver rs

"O Discurso do Rei", como ja se esperava, levou a melhor no BAFTA, o Oscar Britanico, levandi as estatuetas de melhor Filme, melhor filme britanico, melhor ator para Colin
Firth e melhor, melhor ator coadjuvante para Geoffrey Rush, atriz coadjuvante para Helena Bonham Carter (ate que enfim).

O filme ainda ganhou outros premios, como Melhor trilha sonora, confirmando o seu favoritismo no Oscar.

Natalie Portman foi escolhida a melhor atriz, por Cisne Negro e David Fincher foi o melhor diretor por "A Rede Social"

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

The True Grit

Eles estão de volta. Os irmãos diretores mais controversos de Hollwyood – ou seriam os Wachowski, de “Matrix”? – acertaram mais uma bola na caçapa do Oscar. O anunciado remake de “Bravura Indômita”, de 1969, foi a mais recente obra de Joel e Ethan Coen, que conseguiu uma indicação a melhor filme. Isso porque a dupla já levou outros pra casa, como o de Melhor Filme em 2006 pra “Onde os Fracos Não Tem Vez”.

Aliás, esse filme, cujo original é “No Country for Old Man”, desembocou na época uma certa nostalgia western, que deu ainda um bom exemplar, “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”. “Bravura Indômita” não tem essa pretensão, apesar de prestar justa homenagem a seu original e, por tabela, a um ícone do western americano, o ator John Wayne, que ganhou um Oscar pelo papel.

Mesmo com o burburinho, o “Bravura Indômita” dos Coen apareceu pouco nas premiações, mas veio galgando espaço aos pouquinhos. Lançado aos 45 do segundo tempo, em 22 de dezembro, quando “A Rede Social” já deitava bonito na cama dos favoritos, o mundo teve pouco tempo para se acostumar com a saga. Dos poucos prêmios que ganhou, a maioria foi de Atriz Coadjuvante para Hailee Steinfeld e alguns para a bela fotografia.

Já no Oscar, a coisa muda de figura. A Academia tem uma certa simpatia pelos irmãos, apesar de uma certa “quebra de paradigmas” que eles sempre propõem em seus filmes, coisa que os conservadores detestam. Mesmo assim, o longa levou 10 indicações, coisa que nem o beloved “A Rede Social” conseguiu, levando “apenas” 8. Joel e Ethan Coen se sobressaem na direção, na produção e no roteiro, além de ter o trunfo Hailee Steinfeld no elenco. Lembrando que os Coen fazem questão de dizer que só se basearam no livro de Charles Portis, que também serviu de base para o filme original.

Uma curiosidade: se Jeff Bridges, indicado a melhor ator pelo papel de Rooster Cogburn, levar a estatueta pra casa, vão acontecer duas coisas. A primeira é que ele entra no seleto hall de atores que ganharam o Oscar duas vezes seguidas na mesma categoria. Só Luise Rainer (1937 e 1938), Spencer Tracy (1938 e 1939) Katherine Hepburn (1968 e 1969), Jason Robbards (1977 e 1978) e Tom Hanks (1994 e 1995) conseguiram o feito. A segunda é que será a primeira vez que dois atores levam o Oscar interpretando o mesmo papel, no filme original e no remake.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CINEMARCOS - Os Melhores de 2010

O ano passou e estamos em plena premiação dos melhores filmes do ano passado. No Brasil, o esquema é um pouco diferente, já que alguns filmes de um ano só estreiam mesmo no ano seguinte. É com esse critério que eu anuncio aqui os indicados a melhores do ano de 2010 na opinião do CINEMARCOS - ou seja, de mim mesmo! rsrsrs Por enquanto é naquele esquema de Oscar, cinco indicados, uma lista dos melhores em cada categoria e depois da entrega do prêmio da Academia, no dia 27 de fevereiro, o anúncio da escolha única. Vamos então?

Filme
AMOR SEM ESCALAS (Up in the Air)
A ORIGEM (Inception)
A REDE SOCIAL (The Social Network)
ILHA DO MEDO (Shutter Island)
PRECIOSA (Precious - Based on the Novel 'Push' by Sapphire)

Atriz
ANNETE BENNING - MINHAS MÃES E MEU PAI
CAREY MULLIGAN - EDUCAÇÃO
GABOUREY SIDIBE - PRECIOSA
JULIANNE MOORE - O PREÇO DA TRAIÇÃO
SANDRA BULLOCK - UM SONHO POSSÍVEL

Ator
COLIN FIRTH - DIREITO DE AMAR
JEFF BRIDGES - CORAÇÃO LOUCO
JESSE EISENBERG - A REDE SOCIAL
RICARDO DARÍN - O SEGREDO DE SEUS OLHOS
RYAN REYNOLDS - ENTERRADO VIVO

Atriz Coadjuvante

AMANDA SEYFRIED - O PREÇO DA TRAIÇÃO
ANNA KENDRICK - AMOR SEM ESCALAS
CHLOE MORETZ - KICK ASS: QUEBRANDO TUDO
JULIANE MOORE - MINHAS MÃES E MEU PAI
MO'NIQUE - PRECIOSA

Ator Coadjuvante
ANDREW GARFIELD - A REDE SOCIAL
JEREMY RENNER - ATRAÇÃO PERIGOSA
JOSH BROLIN - VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS
MARK RUFALLO - MINHAS MÃES E MEU PAI
MATT DAMON - INVICTUS

Direção
CHRISTOPHER NOLAN - A ORIGEM
DAVID FINCHER - A REDE SOCIAL
LEE DANIELS - PRECIOSA
MARTIN SCORSESE - ILHA DO MEDO
RODRIGO CORTÉS - ENTERRADO VIVO

Comédia/Musical
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
GENTE GRANDE
MINHAS MÃES E MEU PAI
UM PARTO DE VIAGEM
UMA NOITE FORA DE SÉRIE

Filme de Ação
A ORIGEM
ESQUADRÃO CLASSE A
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE 1
HOMEM DE FERRO 2
MACHETE

Terror/Suspense
ATIVIDADE PARANORMAL 2
DEMÔNIO
JOGOS MORTAIS - O FINAL
REC² - POSSUÍDOS
O ÚLTIMO EXORCISMO

Drama
O PREÇO DA TRAIÇÃO
EDUCAÇÃO
PRECIOSA
ENTERRADO VIVO
A REDE SOCIAL

Romance
CARTAS PARA JULIETA
COMER, REZAR, AMAR
IDAS E VINDAS DO AMOR
QUERIDO JOHN
VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS

Canção
"ALICE (UNDERGROUND)" - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS


"CINEMA ITALIANO" - NINE


"DESPICABLE ME" - MEU MALVADO FAVORITO


"NEUTRON STAR COLLISION (LOVE IS FOREVER)" - A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE


"SANGRE" - [REC]²


Filme de Animação
COMO TREINAR SEU DRAGÃO
MEU MALVADO FAVORITO
TOY STORY 3
MEGAMENTE
MARY & MAX - UMA AMIZADE DIFERENTE

Filme de Ficção Científica/HQ
HOMEM DE FERRO 2
KICK-ASS: QUEBRANDO TUDO
A ORIGEM
SCOTT PILLGRIM CONTRA O MUNDO
TRON - O LEGADO

Filme Estrangeiro Não Norte-Americano
A FITA BRANCA (Alemanha)
O PROFETA (França)
O SEGREDO DOS SEUS OLHOS (Argentina)
EU MATEI A MINHA MÃE (Canadá)
OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (Rússia)

Cena de Efeitos Especiais
BATALHA NA FLORESTA - HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1
SCOTT PILGRIM CONTRA OS 7 EX-NAMORADOS DO MAL - SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO
ARQUITETURA DOS SONHOS - A ORIGEM
QUASE TODO O FILME - TRON: O LEGADO
ALICE CONTRA O JAGUADARTE - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Filme Nacional
TROPA DE ELITE 2
AS MELHORES COISAS DO MUNDO
SONHOS ROUBADOS
OS INQUILINOS
OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE

Ator Nacional
CAIO BLAT - HISTÓRIAS DE AMOR NÃO DURAM 90 MINUTOS
DANIEL DE OLIVEIRA - 400 CONTRA 1: UMA HISTORIA DO CRIME ORGANIZADO
FRANCISCO MIGUEZ - AS MELHORES COISAS DO MUNDO
IRANDHIR SANTOS - VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO
WAGNER MOURA - TROPA DE ELITE 2

Atriz Nacional
ANA CARBATI - OS INQUILINOS
ANA LÚCIA TORRE - REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR
ANA PAULA ARÓSIO - COMO ESQUECER
DANIELA ESCOBAR - 400 CONTRA 1: UMA HISTÓRIA DO CRIME ORGANIZADO
NANDA COSTA - SONHOS ROUBADOS

Filme + Cool
SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO
KICK-ASS - QUEBRANDO TUDO
ZUMBILÂNDIA
A ORIGEM
MACHETE

Filme 3D
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
COMO TREINAR SEU DRAGÃO
FÚRIA DE TITÃS
TOY STORY 3
TRON: O LEGADO

Melhor Personagem Secundário
AGNES - MEU MALVADO FAVORITO
DOBBY - HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1
HIT GIRL - KICK ASS : QUEBRANDO TUDO
MAL - A ORIGEM
RAINHA BRANCA - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS