sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

E aí, quem vai levar o Oscar pra casa?

Essa pergunta parece meio óbvia dados os indicados a Melhor Filme deste ano, mas ainda tenho minhas dúvidas quanto ao prêmio. A disputa está polarizada, é fato. “O Discurso do Rei” só encontra um oponente à sua frente, “A Rede Social”. Os outros oito estão praticamente descartados, apesar de “Cisne Negro” ser superior aos dois favoritos e “A Origem” ser o mais ousado – mas já pensou Chris Nolan subindo ao palco pra ganhar o Oscar de Melhor Filme, que irado? Irado, mas quase impossível.

Entre as atrizes, o Oscar de Natalie Portman é praticamente certo, mas Annete Benning está no páreo duro. Se ela ganhar, não se assuste. Além da ótima atuação em “Minhas Mães e Meu Pai”, Benning é a presidente da seção dos atores na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ou seja, tudo pode ser um golpe político no fim das contas e Portman pode ficar sem o seu Oscar, embora eu duvide muito disso.

Colin Firth é o franco favorito da noite na corrida pelo Melhor Ator. Apesar de todos os cinco entregarem atuações singulares – o menos forte é Jesse Eisenberg -, é o rei gago quem deve levar a estatueta pra casa. E isso quem explica é a lógica da Academia: Jeff Bridges e Javier Bardem já ganharam o seu e o Oscar até repete, mas é meio difícil, tem que ser excepcional pra isso acontecer; James Franco é o apresentador da cerimônia do dia 27 e Jesse Eisenberg é muito novo e desconhecido. Já Firth, além da boa atuação, foi um dos indicados no ano passado e perdeu para Bridges, e a Academia adora um prêmio de consolação (não que seja esse o caso, Firth merece mesmo o prêmio).

Melissa Leo e Christian Bale devem repetir a dose mais uma vez e garantir o Oscar para as coadjuvâncias de “O Vencedor”, embora Hailee Steinfeld e Geoffrey Rush possam surpreender e levar a estatueta por “Bravura Indômita” e “O discurso do Rei”, respectivamente.

“Toy Story 3” vai levar Melhor Animação, a não ser que um colapso nervoso tenha acometido a Academia, e se Deus é brasileiro mesmo, “Lixo Extraordinário” vai triunfar sobre o magnífico documentário de Bansky, “Exit Through the Gift Shop”.

Veja abaixo as minhas apostas:

FILME – O DISCURSO DO REI

ATOR – COLIN FIRTH

ATRIZ – NATALIE PORTMAN

ATOR COADJUVANTE – CHRISTIAN BALE

ATRIZ COADJUVANTE – HAILEE STEINFELD

DIREÇÃO – DAVID FINCHER – A REDE SOCIAL

ANIMAÇÃO – TOY STORY 3

FILME ESTRANGEIRO – EM UM MUNDO MELHOR (DINAMARCA)

ROTEIRO ORIGINAL – A ORIGEM

ROTEIRO ADAPTADO – A REDE SOCIAL

MAQUIAGEM – O LOBISOMEM

EFEITOS VISUAIS – A ORIGEM

EDIÇÃO DE SOM – TRON: LEGACY

MIXAGEM DE SOM – A ORIGEM

FIGURINO – O DISCURSO DO REI

DIREÇÃO DE ARTE – ALICENO PAÍS DAS MARAVILHAS

FOTOGRAFIA – A REDE SOCIAL

DOCUMENTÁRIO – LIXO EXTRAORDINÁRIO

TRILHA SONORA – A REDE SOCIAL

CANÇÃO ORIGINAL – “I SEE THE LIGHT” - ENROLADOS

MONTAGEM – 127 HORAS

Never Say Never


Justin Bieber: Never Say Never
(EUA, 2011) De Jon Chu. Com Justin Bieber.

Não eu não vi "Justin Bieber: Never Say Never" dublado e em 3D. E se eu fosse você, também não veria...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"O Lobisomem" e a Maquiagem no Oscar

“O Lobisomem” tem seus detratores e defensores. Após vários problemas na produção, que fizeram com que o longa estreasse quase 1 ano depois de pronto, o filme saiu e trouxe e volta uma aura mágica em torno dos lobisomens que já estavam ficando sem nenhuma moral depois dos descamisados bronzeados da Saga Crepúsculo. A intenção da Universal era trazer de volta não apenas o mito, mas o clássico do cinema de monstros da década de 1930, quando o estúdio fazia essa produção como ninguém.

Só que quando o filme estreou -sem muito barulho, é verdade – quase ninguém viu e os que viram não gostaram muito. Uma história corrida e sem sal demais, apesar da boa fotografia, direção de arte e, claro, a maquiagem, o assunto do texto.

Rick Baker, o homem por trás da maquiagem complexa de Benicio Del Toro, já ganhou seis Oscars em sua carreira, em doze indicações. Ele ganhou pela maquiagem magistral em “O Grinch” (2000), “MIB - Homens de Preto” (1997), “O Professor Aloprado” (1996), “Ed Wood” (1994), “Um Hóspede do Barulho” (1987) e, claro, a inspiração para o trabalho em “O Lobisomem”, o cultuado “Um Lobisomem Americano em Londres” (1981), cuja maquiagem impressiona até hoje. Tanto que o filme é considerado o melhor longa sobre lobisomens.

Baker também esteve envolvido com a maquiagem de filmes como “Norbit”, “Click”, “Amaldiçoados” (mais um com lobisomens), “Planeta dos Macacos” (o do Tim Burton) e, vejam só, ele também esteve na produção de “Thriller”, o curta/videoclipe de Michael Jackson, com mais lobisomens. Isso sem falar de trabalhos não creditados e filmes do tempo em que ele ainda era um funcionário de segunda unidade, como “Guerra nas Estrelas”.

Dá pra dizer que o trabalho em “O Lobisomem” ficou com quem realmente entende do assunto. Apesar de ter sido uma relativa bomba nas telas – custou US$ 100 milhões, mas só arrecadou US$ 139 milhões, isso no mundo todo! – pode ser que o filme seja mesmo laureado na noite do Oscar, dando mais uma estatueta a Baker e um motivo de orgulho para a Universal. “O Lobisomem” concorre a Melhor Maquiagem com Adrien Morot por “Minhas Versão para o Amor” e Edouard F. Henriques, Greg Funk, e Yolanda Toussieng por “Caminhos da Liberdade”. Vale lembrar que Baker divide a indicação pelo filme com o maquiador Dave Elsey, que também já foi indicado por “Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Indicados ao Oscar de Melhor Canção


Esse ano, apenas quatro músicas foram indicadas para Melhor Canção no Oscar. A regra diz que o número de vagas depende do número de canções inscritas, porém tivemos canções suficientes inscritas esse ano, mas a Academia optou apenas por quatro, ao invés de cinco. Sim, eles podiam indicar outra de "Country Strong", que tem umas músicas legais além da indicada e sim, eles podiam indicar "You Haven't Seen The Last of Me" de "Burlesque". Mas como a música representa o que o filme é, vai se saber que lição a Academia quis dar em Diane Warren, que ganhou o Globo de Ouro com essa música.

Enfim, eis as quatro indicadas deste ano:

- "Coming Home", de Country Strong
Letra e Música de Tom Douglas, Troy Verges e Hillary Lindsay
Intérprete: Gwyneth Paltrow



- "I See The Light", de Enrolados
Letra de Glenn Slater e Música de Alan Menken
Intérpretes: Zachary Levy e Mandy Moore



- "If I Rise", de 127 Horas
Letra de Dido e Rollo Armstrong. Música de A.R. Rahman
Intérprete: Dido



-"We Belong Together", de Toy Story 3
Letra e Música de Randy Newman
Intérprete: Randy Newman



Páreo duro, porque "Toy Story 3" tem uma canção linda, mas "Country Strong" tem ganho alguns prêmios com essa música e A.R. Rahman já ganhou uma estatueta com a grudenta "Jai Ho". Já "Enrolados", mesmo com a fofa "I See The Light", deve correr por fora. As três primeiras são bem parecidas na melodia, então é a letra que deve fazer diferença (e/ou a preferência dos votantes por determinado filme). Já a de "Toy Story" tem um ritmo mais divertido.

É esperar pra ver.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

127 Horas









127 Hours

(EUA, 2010) De Danny Boyle. Com James Franco, Amber Tamblyn e Clémence Posey.

Filmes em que o protagonista passa por maus bocados sozinho o tempo inteiro não são novidade. “Náufrago” é o exemplo mais célebre, mas existem outros que, sendo bons ou ruins, se encaixam nesse gênero como “Mar Aberto”, “Eu Sou a Lenda” e “Pânico na Neve”. O problema está mesmo na narrativa que difere esses filmes. É bom ser levado em consideração também que o ator precisa ser muito bom pra segurar um espectador por duas horas assistindo a um só personagem. Tom Hanks conseguiu isso, Will Smith precisou de uma dose de ação, mas até que foi bem e o casal de “Mar Aberto”, bem, sem comentários. O que acontece em “127 Horas” é semelhante, com destaque para a forma como a narrativa intercala o sofrimento do personagem com flashbacks de sua vida. Ah, e claro, para a evolução diante dos nossos olhos de James Franco como ator.

O aventureiro Aron Ralston decide embarcar em uma empreitada arriscada: sair explorando o Grand Canyon sem avisar pra ninguém onde estava indo. No meio do caminho, ele conhece duas jovens e as apresenta ao lado bom do Canyon, com piscinas naturais escondidas no meio das pedras. Após a despedida das moças, Aron decide entrar numa fenda, mas acaba deslocando uma rocha que o derruba e prende o braço do alpinista. Começa então uma luta contra o tempo, onde Ralston precisa manter a calma para sobreviver. Preso com o braço na rocha, após tentar de tudo pra conseguir sair, ele começa a reviver momentos de seu passado, sua relação com os pais, a irmã e a ex-namorada, e com isso – e sem perder o bom humor – ganha esperança pra continuar lutando contra a morte.

Aron ficou preso por 127 horas, como o título sugere, óbvio, e isso o levou a uma atitude extrema. SPOILER ALERT: A essa altura, todo mundo sabe que ele corta o braço fora pra sair da rocha. Claro, todo mundo que se importou o suficiente para pesquisar sobre o filme. Alguns desavisados simplesmente entraram na sala do cinema em que eu estava e saíram de lá se contorcendo de nervoso com a tensão vivida pelo personagem. Ao redor do mundo, pessoas passaram mal e tiveram ataques de pânico, e teve até um marmanjo de uns 30 anos desmaiando aqui numa sala do Rio. A cena é forte, mas necessária.

Falar bem de James Franco chega a ser redundante, já que não existe filme sem a sua interpretação, que está simplesmente fantástica. Franco é um desses atores gente boa, que oscila entre drama e comédia, e não se entrega ao status de celebridade que acaba criando um invólucro em alguns atores. Ele se deixa levar pelas emoções incrustadas no personagem e retrata bem os momentos vividos pelo Ralston real na tragédia. A cena do braço, a mais comentada, só não é melhor do que a pós-cena-do-braço, quando ele se entrega cansado a uma poça de água suja e ao resgate. Atuação magnífica de um ator promissor.

Em relação a Danny Boyle, que voltou a um filme menor após seu Oscar com “Quem Quer Ser Um Milionário”, digamos que o filme encolhe devido à grandeza que o diretor tinha conseguido. Mas ele acha o timing correto da história, usando recursos que tornam o ritmo mais palatável, como os flashbacks, sonhos e ilusões do personagem, embalado por uma trilha sonora e uma montagem eficiente. Não fosse isso, “127 Horas” seria marcado simplesmente pelo óbvio fator da superação, assunto batido em um zilhão de filmes.

Nota: 9,0

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Ator (James Franco), Trilha Sonora, Canção ("If I Run"), Roteiro Adaptado e Montagem.

Bravura Indômita

True Grit

(EUA, 2010) de Joel e Ethan Coen. Com Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Matt Damon e Josh Brolin.

Você não deve se assustar se em um filme dos irmãos Coen, do nada, acontece uma situação adversa, controversa e cheia de duplo sentido. Essa foi uma lição aprendida ao longo dos anos, já que quando se trata dos Coen pode-se (e deve-se) esperar de tudo. Curiosamente, esse pensamento não me passou pela cabeça ao assistir “Bravura Indômita”. Pode ser porque o longa é um faroeste, um remake ou por ter uma adolescente como protagonista, o sentimento de “inesperado” de um filme dos Coen não surgiu. Tudo parece ser orquestrado para ser como é, sem grandes surpresas, fugindo do estilo dos diretores. Então, o que há de tão bom pra se ver em “Bravura Indômita” e porque a Academia o escolheu como um dos dez melhores filmes do ano? A resposta: a própria história e a peculiaridade de uma personagem em especial – Mattie Ross.

Quando o pai de Mattie, que tem apenas 14 anos, é assassinado, ela veste a carapuça de “chefe da família” e passa a resolver todas as pendências deixadas pelo patriarca, inclusive fazer justiça com o homem que o matou traiçoeiramente, Tom Chaney. Para isso, ela contrata os serviços de um caçador de recompensas, o ex-federado Rooster Cogburn, que depois de muita insistência, aceita levar Mattie junto. Com eles viaja o policial do Texas LaBeouf, que também está atrás de Chaney, um bandido conhecido em vários estados e que sempre muda de identidade. Os três partem atrás do paradeiro do homem e se deparam com várias adversidades no caminho, que vai revelar a verdadeira bravura indômita de cada um.

“Bravura Indômita” não parece, mas é uma história sobre relacionamentos. Três pessoas que nada tem em comum se veem unidas por um único ideal e isso as torna mais próximas. Com um bom roteiro que poderia cair no óbvio, em se tratando da adaptação de um livro que já foi levado às telas, os Coen produzem uma história de perseverança, com uma agilidade e ação características de seus filmes. Como em outras produções, o sangue não é poupado e é mostrado sem pudor, porém um pouco mais contido do que em filmes como “Queime Depois de Ler”, por exemplo. Aliás, a carnificina é até esperada, já que se trata de um western, por isso ela não surte o mesmo impacto.

A fotografia e a direção de arte do filme impressionam, assim com as atuações dos protagonistas. Jeff Bridges é o perfeito valentão “avagabundado” do velho oeste e infelizmente não tenho como compará-lo a John Wayne (não por ele ser indigno de comparação, mas por não conhecer o filme original –shame on me!). Ao longo do filme, Cogburn se mostra mais sensível por trás da carapaça de durão assim como o companheiro de viagem/adversário LaBeouf, interpretado por um Matt Damon quase irreconhecível, despido dos playboys arrumadinhos que sempre interpreta – Jason Bourne na lista. Quando finalmente aparece, Josh Brolin também se sai bem como um bandido caipirão, tipo que ele aparentemente nasceu pra interpretar.

A pérola do filme, no entanto, é a protagonista esquecida. Passaram tanto tempo promovendo Jeff e Matt, que quase esqueceram Hailee Steinfeld, a verdadeira alma do filme. É Mattie Ross a responsável pelo fio condutor da história, a chave principal de “Bravura Indômita”. Steinfeld, que apenas com participações na TV em sua carreira, dá um banho de interpretação que deve ter deixado seus veteranos chocados, no mínimo. Mattie Ross passa a ser um dos personagens memoráveis da filmografia dos Coen e, do trio principal, a que mais tem bravura indômita.

Nota: 9,0

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Jeff Bridges), Melhor Atriz Coadjuvante (Hailee Steinfeld), Melhor Direção (Joel e Ethan Coen), Direção de Arte, Figurino, Fotografia, Edição de Som, Mixagem de Som e Roteiro Adaptado.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Vencedor

The Fighter

(EUA, 2010) De David O. Russell. Com Mark Wahlberg, Christian Bale, Melissa Leo e Amy Adams.

Eu sei que eu falo mal do Mark Wahlberg algumas vezes, mas no fundo eu gosto do cara. Ele é simpático, faz uns filmes bacaninhas e até é um bom ator quando escolhe o papel certo. No caso dele, fazer essas escolhas acabam sendo um tanto quanto raras, vide sua filmografia que inclui grandes filmes como “Boogie Nights” e “Os Infiltrados”, e pérolas como “Fim dos Tempos” e “Max Payne”. Em “O Vencedor”, em um papel que parece ter sido escrito pra ele, Wahliberg aparece em destaque mais uma vez, mas é engolido pelos que estão ao seu redor. Mais ou menos o que acontece com o lutador do filme.

Micky Ward é um lutador de boxe que está sempre com péssimos resultados, servindo de “trampolim” para outros lutadores. Ele é treinado pelo irmão Dicky Eklund, um ex-lutador que se gaba de ter derrotado Sugar Ray Leonard em uma luta lendária, porém Dicky deixou se levar pelas drogas e acabou em decadência. Isso se reflete na carreira do irmão e por causa disso, Micky se encontra desanimado em relação ao Boxe. É quando ele conhece a garçonete Charlene, alguém que injeta confiança nele e o faz querer lutar de novo. Quando Dicky se mete em mais uma confusão e vai preso, uma nova chance é dada a Micky, mas ele precisa trabalhar sem a interferência do irmão problemático ou da mãe e empresária de Micky, Alice, que não faz nada além de tentar enxergar os méritos de Dicky e colocar o outro filho no limbo.

“O Vencedor” é baseado na história real do início da carreira de Micky Ward, o Irlandês, que se tornou profissional e encerrou a carreira em 2005. Não fosse isso, o filme poderia entrar na categoria “eterno clichê”, já que do meio pro fim tudo cai na obviedade e o final já é esperado, sem muitas surpresas. Mesmo assim, “O Vencedor” é um filme que merece ser visto, pois foca em relações humanas e familiares, coisas que sempre despertam uma certa aproximação com o público. E pra quem gosta de boxe, também vale a pena assistir.

O trunfo do filme é mesmo de seus atores. Mark Wahlberg, apesar de ser o protagonista, perde o espaço completamente para Christian Bale, que assume a liderança do filme sem pena nenhuma do colega. Claro que para todos eles são como “escadas” para a história central – Micky Ward se tornando um lutador de verdade – mas é o personagem drogado de Bale que conduz a história toda. Dicky é a alma, ainda que podre, que dita as regras da vida do irmão e mesmo quando ele se rebela, Dicky se sobressai. Melissa Leo e Amy Adams completam o show de interpretação dramática do longa.

O filme merece ser visto e marca uma volta quase que desacreditada do diretor David O. Russell, que de marcante mesmo só fez “Três Reis”, com George Clooney (e Mark Whalberg) e “Huckabees – A Vida é uma Comédia”, com Naomi Watts (e Mark Wahlberg). Não deve ter muitas chances no Oscar exceto para seus atores coadjuvantes, mas fica o registro de uma boa história com uma produção dedicada (o filme se passa no início dos 1990) e grandes atuações.

Nota: 9,0

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Christian Bale), Atriz Coadjuvante (Melissa Leo e Amy Adams), Montagem, Direção (David O. Russell) e Roteiro Original.