quarta-feira, 13 de abril de 2011
TOP 10 - Filmes sobre o meio ambiente
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A Melancolia de Lars Von Trier
Quem viu “Anticristo”, levanta a mão? E “Dogville”? E “Dançando no Escuro”? O que esses filmes tem em comum além de terem sidos dirigidos por Lars Von Trier, cineasta gênio/louco da nossa contemporaneidade? Ambos trazem mulheres à beira de um ataque de nervos, sofrendo muito seja por fatores internos e/ou externos e extravazando seus sentimentos de melancolia. Opa, e não é esse o nome do novo filme de Von Trier? “Melancholia” mistura tudo o que o diretor já realizou até agora com um gênero até então inexplorado por ele, a ficção científica. No longa, um casal recém-casado curte as alegrias dos primeiros momentos do casamento, quando são surpreendidos pela notícia de que o planeta Melancholia se aproxima da Terra, o que pode ocasionar a destruição do mundo. Fosse só isso, beleza, já estamos nos acostumando com 2012 mesmo. O problema é que todos esses movimentos planetários alteram o comportamento de Justine – a noiva , que começa a ter vários transtornos de relacionamento com a irmã. Veja o trailer:
Sim, podemos esperar grandes coisas do diretor mais uma vez. Apesar de polêmico, sua obra tem admiradores (eu incluso) e, querendo ou não, fazem você discutir depois por horas e horas a fio. Von Trier já disse que está pouco se lixando pra críticos, que são recíprocos ao sentimento, então “Melancholia” não deve escapar à regra. Uma curiosidade: Penelope Cruz esteve cotada para o filme, mas engravidou e não aceitou o convite.
No elenco do filme estão Kirsten Dunst, Alexander Skaarsgard (de “True Blood”), Kiefer Sutherland ( “24 horas”) e Charlotte Gainsbourg (Palma de ouro de Melhor Atriz em Cannes por “Anticristo”).
sábado, 9 de abril de 2011
RIO
Rio(EUA, 2011) De Carlos Saldanha. Vozes originais de Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jamie Foxx, Will.I.Am, Leslie Mann e Rodrigo Santoro.
Eu sou carioca e recém-ufanista. Isso significa que fazer um post sobre "Rio", a última propaganda da cidade no exterior pode ser um tanto parcial. Ou não. Primeiro que toda e qualquer crítica é parcial, já que representa a opinião de um indivíduo. Segundo, exatamente por ser carioca e viver na cidade, é fácil identificar o que é correto e o que é falácia sobre o Rio de Janeiro. Como animação, o filme é impecável, franco candidato ao Oscar 2011 de animação. Aí vem a parte do Rio. Mas quem disse que o filme é sobre o Rio? O filme é sobre a arara Blu, tirada de seu habitat por traficantes de animais e levada aos Estados Unidos. A cidade, perfeitamente detalhada no plano digital, é só o pano de fundo. Mas honestamente, não poderia haver um pano de fundo melhor!
500

Uau! 500 postagens...
Parece pouco né? Mas é. Pra alguém que diz gostar tanto de cinema, eu poderia escrever muito mais. Mas isso eu me cobro depois porque agora eu quero é celebrar!
São mais de 3 anos fazendo este blog, algo que já é parte da minha vida. Comecei ele junto com a faculdade de jornalismo. Esta já está acabando, mas o blog não há de morrer tão cedo. Já quase aconteceu, mas não irá acontecer!
Não poderia comemorar 500 posts de maneira melhor! Com a estreia de "Rio", a animação de Carlos Saldanha que vai levantar o ânimo dos cariocas que amanheceram no dia 07 de abril de um forma muito triste, uma tristeza sem precedentes...
E tem novidade no Cinemarcos! Eu podia contar elas pra vocês, né, mas que graça tem? Vasculha aê e depois eu conto!
Ah, me segue no twitter, vlw? @mvdonascimento
Facebook, e-mail, o escambau a quatro tá tudo ali em cima no menu.
No mais, post seus comentários, me xingue com moderação e participe. Parabéns! Que venham outros 500!
terça-feira, 29 de março de 2011
#RIP Farley Granger (1925-2011)

Farley Granger. São poucas as pessoas que ligariam o nome à pessoa. Eu sou uma delas. Granger protagonizou o meu Hitchock favorito, “Festim Diabólico”. Ele faleceu nesta terça-feira, na semana seguinte à grande diva Elizabeth Taylor. Ficou famoso por “Festim” e “Pacto Sinistro”, outro clássico do Mestre do Suspense. E esses são os seus únicos trabalhos mais lembrados fora dos Estados Unidos.
A verdade é que Farley Granger teve seus dias de glória em uma Hollywood que começava a ser tomada pelo desespero de fazer dinheiro. Claro, isso sempre existiu. A prova disso foi o todo poderoso Samuel Goldwyn, um dos donos da Metro-Goldwyn-Mayer, a MGM, ter colocado sua confiança na beleza do ator, e não no seu talento. Não poderia ter havido prova de fogo melhor. Para os personagens introvertidos, mas charmosos, de Hitchcock, ele era perfeito.
Aliás, veja a diferença dos padrões de beleza de antigamente, tanto para homens, quanto mulheres. Na época de Granger, o charme contava muito mais do que a beleza física em si –seja lá o que isso signifique. Nomes que o cercavam àqueles tempos, como Cary Grant e Humphrey Bogart, aliavam o charme a um talento inegável para tipos inesquecíveis.
Em “Festim Diabólico”, filme de 1948 que ficou conhecido pelo plano sequência eterno de Hitchcock, Granger interpreta Philipe Morgan, um rapaz introspectivo que é responsável pelo assassinato de um outro jovem, junto com seu colega de quarto, Brandon, interpretado por John Dall. Perto de receber convidados para um jantar, os dois decidem armar um pequeno circo e esconder o corpo em um baú que ficaria o tempo todo no centro da sala. O filme foi baseado na peça de mesmo nome, que por sua vez foi baseada num caso verídico de dois jovens londrinos. À época, Hitchcock foi acusado de fazer um filme subversivo, com dois personagens homossexuais enrustidos (afinal, dois homens bem asseados morando sozinhos num apartamento, a sociedade desconfiava logo). Os boatos e o bom desempenho do filme só renderam mais elogios a Granger.
Em "Festim Diabólico", com James Stewart e John Dall
Depois disso, ele fez alguns outros trabalhos, até estrelar outro filme de Hitchcock, “Pacto Sinistro”, de 1951. Nele, Granger interpreta um homem que está de saco cheio da esposa e encontra um estranho em um trem. O estranho, com tendências psicóticas e que queria se livrar do pai, propõe a ele que façam uma troca. Um mata o familiar do outro e ninguém fica sabendo.
Cena de "Pacto Sinistro"
Granger depois enveredou uma longa carreira na televisão, após finalmente decidir estudar teatro. Passou por telenovelas, séries, minisséries, filmes para a TV, outros filmes para cinema (um deles com o italiano Luchino Visconti) e espetáculos na Broadway, todos sem a mesma expressão de um Hitchcock. Ele faleceu de causas naturais, sem muito rancor, sem aquele deslumbre tresoloucado das celebridades de hoje, vivendo uma vida boa e amando sua profissão. Seu último trabalho foi no filme para TV, “A Arte do Engano”, de 2001.
Sucker Punch - Mundo Surreal
Sucker Punch (EUA, 2011) De Zack Snyder. Com Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens, Jamie Chung, Carla Gugino, Oscar Isaac e Scott Glenn.
“Sucker Punch” está em produção desde que Zack Snyder terminou as filmagens de “Watchmen”. Aliás, não fosse a ousadia de filmar a bíblia dos quadrinhos, “Sucker Punch” ainda viria primeiro. O projeto é o primeiro escrito por Snyder, em parceria com Steve Shibuya, então pode-se dizer que os estúdios já confiam plenamente no seu trabalho. Snyder cresceu como diretor, mas quem cresceu mesmo foi a protagonista do filme, Emily Browning. Lembra dela, a Violet Baudelaire de “Desventuras em Série”? Agora ela tem 20 anos e já pode sair por aí demonstrando uma sensualidade tão surreal quanto a imaginação de sua personagem, BabyDoll. Também cresceram Vanessa Hudgens, ex- “High School Musical”, e Jena Malone, garota prodígio de filmes como “Lado a Lado” e “Galera do Mal”.
Após a morte da mãe, Baby Doll é levada pelo padrasto para um hospício, após ele incriminá-la pelo assassinato da irmã mais nova. Lá, ela conhece um mundo tenebroso de tortura e abandono e logo planeja escapar de sua lobotomia, marcada para dali a três dias. Nesse meio tempo, ela conhece as internas Blondie, Amber e as irmãs Rocket e Sweet Pea, e traça um plano de fuga do hospício. Só que para não encarar o mundo como ele é de verdade, Baby Doll cria uma fantasia imaginária em um mundo paralelo, que só existe na sua cabeça. Assim, enquanto arquiteta o plano para deixar o sanatório, ela vira dançarina de bordel, enfrenta nazistas-zumbis na Segunda Guerra Mundial, dragões em castelos medievais, entre outros inúmeros elementos de seu mundo surreal.
“Sucker Punch” é uma explosão visual do começo ao fim, assim como foram os dois filmes anteriores de Snyder, “300” e “Watchmen”. Embora seja cheio de efeitos especiais e cenas de ação (o tempo inteiro), o roteiro é bem amarrado e as pontas surreais vão se encaixando aos poucos, de forma que o espectador até se perde no começo, mas logo encontra uma linha de raciocínio que faz com que ele consiga acompanhar a jornada de Baby Doll.
São vários mundos imaginários e batalhas fantasiosas – um mundo surreal de fato, como sugere o título brasileiro. Em um visual caprichado, mesmo que exagerado, acompanhamos as aventuras das garotas como uma espécie de videogame, onde é preciso passar de fases e vencer os chefões para atingir seus objetivos. O ‘quê’ a mais fica por conta da sensualidade das meninas. Escolhidas a dedo por Snyder, elas deveriam passar a sensação de garotas indefesas que escondem uma arma mortífera por baixo da capa de cordeiro. E é assim que elas se comportam. Abbie Cornish, de “Brilho de Uma Paixão”, aparece como a mais forte e racional das cinco, enquanto Jena Malone, sua irmã Rocket, é a mais esperançosa. Vanessa Hudgens aparenta ser a mais frágil, porém sedutora, Blondie. Coube a Jamie Chung a parte do intelecto. E Emily Browning é a cola que junta todas elas, mostrando porque Baby Doll é tão especial.
O filme é exagerado e – assim como na recente filmografia do diretor – longo. Snyder engana o espectador ao final, quando dá uma reviravolta na trama e todas as peças se encaixam, num thriller perfeito. A trilha sonora baseada em canções pop e composições originais ajudam a dar o tom. “Sucker Punch” é o chamado ‘filme de autor’ adaptado para o jeitinho de Snyder: fantasioso, audacioso, cheio de ação e com um estilo visual característico.
Nota: 9,0
VIPs

VIP’s
(Brasil, 2010) De Toniko Melo. Com Wagner Moura, Roger Gobeth, Milhem Cortaz, Jorge D’Elia, Gisele Fróes, Juliano Cazarré.
Marcelo Nascimento passou quatro dias fingindo ser o filho do dono da empresa de aviação Gol, durante o Recifolia de 2001. Enganou um monte de gente, inclusive os atores Carolina Dieckman, Marcos Frota e Ricardo Macchi. Essa é a história que ficou conhecida do grande público, até porque o pilantrão fez questão de dar uma entrevista histórica para Amaury Jr. O resto pode ser conferido em “VIP’s”, longa de estreia de Toniko Melo que se aproveita de parte da história para narrar uma trama fictícia. Alguns fatos foram distorcidos (até mesmo para preservar a imagem de quem se viu vítima do golpe), mas a maioria se mantém fiel ao livro “Histórias Reais de um Mentiroso”, de Mariana Caltabiano. O longa venceu o Festival do Rio 2010, inclusive com prêmios de Melhor Ator para Wagner Moura, Melhor Ator Coadjuvante para Jorge D’Elia e Melhor Atriz Coadjuvante para Gisele Fróes.
Louco por aviação, o jovem Marcelo, apelidado de Bizarro por alguns conhecidos, decide fugir de casa em busca do sonho de se tornar piloto de avião, como o pai. Perito na arte de imitar e enganar os outros, ele se mete com um cartel paraguaio de drogas para conseguir sua habilitação. Depois de ser preso e depois liberado, ele retorna ao Brasil ainda com o sonho de ser alguém importante. É quando ele planeja dar um golpe maior do que ele mesmo imaginara. Ele não sabia, porém, era o quanto esse golpe daria certo, e se não fosse por alguns deslizes, nem daria errado no fim.

Confesso que esperava mais de “VIP’s”. Vencedor do último Festival do Rio, com sessões disputadas a tapas, o longa de Toniko Melo se limita apenas a tentar fazer com que o espectador se afeiçoe ao “bandido problemático” com uma trilha sonora bem amarrada e imagens bem filmadas. Porém o roteiro é fraco e sem vida. Como todo mundo já sabe da história, o diretor apenas conduziu a narrativa. Até o que deveria ser surpresa todo mundo já saca bem antes do final do filme.
O filme tem boas piadas, além de fazer lembrar de que essa foi uma história real e aí sim o espectador se pega pensando em como alguém conseguiu bolar uma trama dessas. A forma como foi trabalhado o conflito interno do personagem, de parecer não saber quem é e “não fazer isso por mal” também merece destaque. Sem falar que Wagner Moura salva qualquer cena em que apareça, mostrando um personagem altamente fragilizado por traumas que não são explicados. Aliás, nada é muito explicado no filme, você tem que deduzir sozinho como alguém consegue um helicóptero, um quarto de hotel luxuoso, seguranças e entrada numa área VIP simplesmente na base do nome e da lábia. Pensando bem, nem é tão difícil assim. A famosa carteirada acontece o tempo todo, mas enfim, isso é outra história.

“VIP’s” parecia mais. No fim, fica uma história interessante que com certeza se encaixa em um nível diferente do cinema nacional, em que pelo menos se tenta fazer uma história de verdade. Só me chama a atenção o fato de não terem conseguido nenhum adolescente mais cabeludinho pra fazer o Marcelo nessa faixa etária. O próprio Moura (tentou) interpreta(r) o garoto. Tinham que colocar o Wagner Moura emo? Se bem que, em se tratando do ator, que já interpretou até uma mulher na TV, qualquer papel é bem realizado.

Nota: 6,0



















