segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lanterna Verde

Green Lantern

(EUA, 2011) De Martin Campbell. Com Ryan Reynolds, Peter Saarsgard, Blake Lively, Mark Strong, Tim Robbins, Angela Bassett, Geoffrey Rush e Michael Clark Duncan.

A DC Comics tenta. Mas tenta muito. Mas parece que os filmes baseados nos heróis da casa tem uma espécie de maldição no entorno deles. Curiosamente, os responsáveis por essa maldição podem ser os próprios executivos da Warner Bros., detentora dos direitos de adaptação de todos os personagens da DC. De tudo o que já foi lançado até hoje, somente a franquia “Batman” consegue se equivaler aos filmes da Marvel (na verdade, até superando-a), porque de resto... Não que “Lanterna Verde” seja do nível de “Mulher-Gato”, por exemplo, mas o filme do diretor Martin Campbell é um show de luzes pitoresco que beira o nível da piada, quase fazendo o próprio herói de ridículo. Será talvez uma implicância com seres mais fantásticos em frente aos “humanizados” heróis da Marvel? Talvez. Mas já que a receita deu certo com Batman, se a ideia era fazer bombar todo mundo, seguir a mesma cartilha seria um bom exemplo.

O piloto de testes Hal Jordan se torna o guardião de um anel verde que confere a ele grandes poderes e o torna membro de um esquadrão intergaláctico de guardiões do universo, os Lanternas Verdes. Ele enfrenta uma série de dúvidas e questionamentos perante outros membros da liga, mas sua ajuda será necessária quando uma força do mal está prestes a destruir a Terra.

Nem é falta de esforço do Lanterna Ryan Reynolds – que descartou a chance de vestir o uniforme de outro herói, o Deadpool, da Marvel, num possível filme solo. Dá até uma vergonha alheia pelo Tim Robbins e pela cabeça enorme do Peter Sarsgaard, mas a condução da coisa, como se fosse um filme infantil, repetindo (pasmen!) a aura do desenho animado e não necessariamente dos quadrinhos, com certeza bem mais sombrios. Prova de que a DC ainda tem que correr muito atrás se quiser colocar seu filme da Liga da Justiça em pé de igualdade com o que vai ser “Os Vingadores”.

Ah, “Lanterna Verde” se encaixa no time de caçadores de dinheiro que fazem uma conversão qualquer da película para o 3D e cobram uma fortuna pelo ingresso, sendo que não vale nem um centavo da tecnologia. Altamente recomendado o 2D convencional nesse caso.

Nota: 6,0

Efeitos 3D: 1,5

Super 8

Super 8

(EUA, 2011) De J. J. Abrams. Com Joel Courtney, Elle Fanning, Riley Griffiths, Kyle Chandler, Jessica Tuck, Noah Emmerich.

Tá na hora de tirar o pó do blog. E comecei o texto com essa frase porque foi essa a impressão que “Super 8” me deu. Um ótimo filme que tirou o pó de um monte de aventuras dos anos 1980 – é, aquelas que nos 1990 você não aguentava mais ver e que nos 2000 ficou todo saudosista. A primeira impressão que eu tive era de ver uma espécie de mash-up de “Os Goonies” com “E.T. – O Extraterrestre”. Aliás, temos a mente criativa de J. J. Abrams conduzindo os trabalhos, mas foi tudo bolado por Spielberg no melhor momento Spielberg dos últimos anos. Não só é um filme divertido como tem um roteiro bem amarrado e uma inocência atrelada, daquelas que é bem difícil de achar em qualquer produção hoje em dia.

Quatro meses após a morte de sua mãe, o garoto Joe tenta levar a vida ao lado do pai, o policial Jackson, que não tem muito jeito pra pai. Ele e seus amigos são fascinados em cinema e estão montando um filme sobre zumbis com uma câmera Super 8. Os amigos ficam mais eufóricos com o filme com a entrada de Alice, uma menina descolada do colégio, por quem Joe tem uma queda. Porém, durante as filmagens, um mega acidente de trem e uma série de situações bizarras fazem com que um mistério que envolve o exército dos Estados Unidos paire sobre a cidade e desperte ainda mais a curiosidade dos garotos.

Claro que “Super 8” tem méritos por seus efeitos especiais e ritmo de montagem. Estamos falando da união do criador de “Lost” com Spielberg, boa coisa tinha que sair. O suspense que ronda o filme inteiro, que nos leva a tentar descobrir qual é a razão de todos os mistérios (apesar de meio óbvia) , faz com que a aventura se torne ainda mais divertida de assistir. Os jovens talentos de Elle Fanning, Joel Courtney e todos os outros atores mirins ajudam a dar o tom certo para o filme.

“Super 8” é uma grande homenagem de Spielberg a ele mesmo, e claro a uma época do cinema que não volta mais, dado o apreço a filmes de super-heróis, ação violenta, entre outros. É como se Spielberg quisesse trazer de volta o fascínio pelo estilo “Sessão da Tarde” com um toque de superprodução, marca registrada dele. Com “Super 8”, J. J. Abrams sobe mais uns graus na escala de gênio e firma seu nome com cola extra-forte em Hollywood.

Nota: 9,0

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Melancolia

Melancholia

(Dinamarca/ 2011) De Lars Von Trier. Com Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Alexander Skarsgaard, John Hurt e Charlotte Rampling.

Vamos combinar o seguinte antes de tecer qualquer comentário sobre o novo filme do Lars Von Trier: apesar de qualquer declaração infeliz, inapropriada e estúpida, o cara sabe fazer filme. Isso já está mais do que provado vide a filmografia dele. “Melancolia” não é diferente. O longa pode ser analisado por duas vertentes. A primeira é o filme-catástrofe que se propõe a ser, do seu modo, e as reações das pessoas envolvidas por causa do fim iminente do mundo. A segunda é da própria melancolia em si, um estado humano que está embutido em todos nós, mas que fica latente e só é externada em situações extremas. Charlotte Gainsbourg é a personificação da primeira; Kirsten Dunst, da segunda.

As irmãs Justine e Claire tiveram a mesma educação, observando os problemas dos pais desde sempre. Quando adultas, ambas desenvolvem personalidades diferentes: Claire tende a ser a protetora, controladora e metódica, mas também dedicada e devotada. Já Justine se torna eficiente e prestativa, sempre agradando a todo mundo com seu jeito. Apesar disso, Justine é tomada por um sentimento de inércia, que não é compreendido por ninguém. Isso fica evidente no dia de seu casamento com Michael, quando ela enfrenta um surto repentino de uma pseudo-depressão. Alguns anos mais tarde, Justine enfrenta esse quadro e vai passar um tempo na casa da irmã, Claire, às vésperas de um evento astronômico único: a passagem do planeta Melancolia pela Terra. Claire começa a entrar em desespero com a possibilidade de um choque entre os dois planetas, apesar dos avisos do astrônomo John, seu marido, de que a passagem é inofensiva. Esse evento irá modificar as relações entre as irmãs e ajudá-las a compreender uma a outra, e também a si mesmas.

(Uau, isso é que é sinopse!)

É interessante perceber a grande (literalmente) metáfora usada pelo diretor para contar a história entre as irmãs. A presença do planeta Melancolia, se aproximando cada vez mais da terra para uma colisão iminente, representa a própria descoberta das duas e a crescente aceitação de Justine, que passa de um estado absurdamente melancólico para uma aceitação natural da vida como ela é. Os personagens são levados ao extremo, principalmente o de Kirsten Dunst, que mereceu cada folha daquela Palma de Ouro que levou em Cannes. Já a parte catastrófica do filme (“fim do mundo, grande coisa!”, diria um espectador desavisado) é potencializada pelo sentimento que os personagens transpõem: desespero, falta de controle, aceitação e a própria melancolia.

A fotografia como sempre é espetacular e o início em slow motion, similar ao de “Anticristo” traz aquela poesia que virou marca do diretor. Apesar de ser um filme-catástrofe, o filme não tem altos efeitos especiais e nem precisa. O que ele utiliza cabe perfeitamente na produção. A lição que fica é de que a vida sempre pode ser melhor, ou ser pior, mas o que não dá é ir contra ela só porque algo não está de acordo. Afinal, como diriam os principais livros de autoajuda, a aceitação é o primeiro passo pra enfrentar o problema. “Melancolia” é um grande ensaio sobre a natureza humana e sua relação com o planeta, suas relações externas e sua própria existência. Tem até lugar para um case ecológico. Isso, da cabeça do gênio que cometeu a burrice de falar de Hitler.

PS: sou fã do Von Trier, mas não compartilho das ideias dele, somente admiro sua obra, então não me crucifiquem.

Nota: 9,5

Quero Matar Meu Chefe

Horrible Bosses

(EUA/ 2011) De Seth Gordon. Com Jason Bateman, Jason Sudeikis, Charlie Day, Kevin Spacey, Jennifer Aniston, Colin Farrell e Jamie Foxx.

Sabe aquela comédia que você não dá nada por ela, mas se diverte horrores? Surpreendentemente, “Quero Matar Meu Chefe” é assim. Ela é cheia de clichês do gênero e explora um tema já visto antes: o chefe mala e o empregado revoltado. A própria Jennifer Aniston já esteve num filme assim que, curiosamente, se chama “Como Enlouquecer Seu Chefe” (semelhanças?), mas este outro exemplar tem um enredo até legal. O timing dos protagonistas e as situações absurdas ajudam a dar o tom dessa comédia que faz rir do começo ao fim. Há séculos não pego uma dessas.

Nick, Dale e Kurt são amigos e tem uma coisa em comum. Seus chefes são pessoas desprezíveis. Nick sofre na mão de Dave Harken, o megalomaníaco presidente da empresa onde ele trabalha que está decidido a fazer da vida dele um inferno. Dale tem que aturar as investidas e a chantagem de Julia, a dentista que vive o assediando sexualmente, mesmo ele tendo uma noiva que ama muito. Kurt entra em pânico quando o filho de seu ex-chefe assume o controle da empresa depois que o velho morre. Porque? O cara é viciado em cocaína e quer pegar o patrimônio do pai e cair no mundo! É aí que os dois bolam o plano de se livrar de seus chefes! Com a consultoria de um especialista em crimes, ‘Motherfucker’ Jones, (copiando a Sessão da Tarde) essa galerinha vai se meter nas mais incríveis confusões.

Não fosse a conotação sexual do caso Dale-Julia, eu diria que esse seria um exemplar perfeito da Sessão da Tarde daqui a alguns anos. E no bom sentido! Apesar da pouca experiência de Seth Gordon em longas-metragens, é o timing do elenco que funciona. Jason Sudeikis traz a experiência do “Saturday Night Live” e Bateman dos filmes do gênero que já fez. Aniston está divertidíssima como a vilã pervertida gostosa, o que, talvez pela primeira vez na vida, a afasta de Rachel, da série “Friends”. O show a parte fica por conta de Kevin Spacey e o mais detestável dos chefes.

Apesar de clichê, repetitivo e até previsível, “Quero Matar Meu Chefe” diverte sem muita pretensão de ser O blockbuster do verão ou algo do tipo. Assim que boas comédias devem ser, daquelas que fazem rir sem o mínimo esforço, apenas com piadas e situações inteligentes, algo que falta para alguns exemplares do gênero, especialmente os mais recentes como “Os Pinguins do Papai”.

Nota: 8,0

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador

Captain America: The First Avenger

(EUA, 2010) De Joe Johnston. Com Chris Evans, Hailey Atwell, Hugo Weaving, Tommy Lee Jones, Sebastian Stan, Samuel L. Jackson, Toby Jones, Dominic Cooper e Stanley Tucci.

Mais um capítulo da família “Os Vingadores”. É assim que dá pra descrever o filme solo do Capitão América. Aliás, essa está virando uma franquia e tanto, mesmo que não pareça. Apesar de ter traços de individualidade inigualáveis aos de “Thor”, por exemplo, do meio da fita “Capitão América: O Primeiro Vingador” para o final, sobretudo no seu clímax, fica claro de que o longa-metragem existe por um propósito maior. E é esse o desapontamento maior quando se trata do Capitão América: ver que o filme foi o último degrau para “Os Vingadores”, que chega ano que vem. Nada, claro, que não comprometa o resultado final. A SHIELD se mete muito menos dessa vez e podemos ver a história de uma das maiores lendas norte-americanas, nascida através do mito do super-homem (assim como o da DC Comics).

Steve Rogers é um jovem franzino e desajeitado que vê no exército americano não só a oportunidade de ajudar o seu país durante a Segunda Guerra Mundial, mas como também de provar o seu valor. Enquanto isso, uma pesquisa com soros está sendo desenvolvida pelo governo americano para criar uma nova raça de homens, para que possam ser melhores lutadores. Assim como na Alemanha nazista, o general Schmith, da Hidra, um braço do Reich, está desenvolvendo armas tendo como com fonte de energia um cubo místico, aparentemente dos deuses nórdicos. Por isso, Steve é escolhido para participar dos testes com o soro e se transforma no Capitão América, mas como um símbolo da propaganda do governo na época. Quando Rogers percebe que a ameaça é muito maior e que o exército ‘comum’ não está tão disposto assim de enfrentá-la, é hora de vestir o uniforme e finalmente provar o seu valor, defendendo a sua nação.

O diretor Joe Johnston fez um bom trabalho ao recriar os Estados Unidos da década de 1940 e toda a aura ufanista em torno do país na Segunda Guerra Mundial. Foi nesse mesmo contexto que o Capitão América surgiu nos quadrinhos e a mesma sensação está disposta nas telas (apesar de parecer pedante aos olhos brasileiros, como qualquer ufanismo americano). Nesse sentido, “O Primeiro Vingador” cumpre seu papel assim como “Homem de Ferro” ao explicar a origem do personagem.

As cenas de ação, claro, são bem trabalhadas, assim como os efeitos especiais. Porém poderiam ter caprichado mais na roupa do herói. Tá certo, a veracidade das coisas é importante, em 1941 não ia ter um tecido tão bom, e blá blá blá. Mas recriaram tanta coisa de época e fizeram direito, como as parafernalhas das Indústrias Stark, porque não dar só uma incrementadazinha no uniforme?

Apesar de Chris Evans nem estar tão ruim assim, ele poderia ser melhor. Mas quem segura o filme mesmo são os coadjuvantes, especialmente Hugo Weaving e Tommy Lee Jones, cheio das brincadeirinhas que dão aquele alívio cômico que é especialidade da Marvel. Deixamos a Segunda Guerra Mundial, passamos o clímax derradeiro e é aí que entra a SHIELD. Daí em diante todo mundo sabe, preparação para “Os Vingadores”, filme que vai unir todos os heróis que saíram pelo selo Marvel Studios até agora. 2012 tem mais Capitão América.

Nota: 8,5

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 2
(EUA, UK/2011) De David Yates. Com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Maggie Smith, Matthew Lewis, Tom Felton, Jason Isaacs, Alan Rickman, Julie Walters, Bonnie Wright, Evana Lynch, Warwick Davis, Kelly McDonald, John Hurt, Jim Broadbent, David Thewlis, Gary Oldman, Robbie Coltrane e Helen McCroy.

Chegou ao fim. E olha que parece que foi ontem que o primeiro estreou. O último filme da saga Harry Potter cumpre o seu papel: dar o final apropriado para a maior franquia do cinema e ainda assim agradar a todos os fãs ao redor do mundo, mesmo cortando várias partes do livro. A tarefa não deve ter sido fácil, mas incluir todos os pontos que ficaram em aberto durante sete filmes também não deve ter sido moleza. O mérito é de David Yates, o diretor que tem comandado a saga desde o quinto filme e que foi o responsável pelos tons mais sombrios que a história ganhou a partir de então. Os momentos de alegria ficaram para trás por um instante e pudemos contemplar um filme com ação do início até o fim, com uma riqueza de detalhes e uma coragem de mostrar sua fidelidade à obra nunca antes vista nos filmes. Mais do que nunca, ficou provado que a escolha de dividir o último livro em dois foi mais do que acertada.

Sabendo que Lord Voldemort possui a Varinha das Varinhas, Harry parte em busca das Horcruxes restantes, os objetos que contém pedaços da alma do bruxo das trevas. Após invadir o Banco Gringotes, Harry percebe que é em Hogwarts que a batalha terá seu final, mas mais do que isso. Ele percebe que muitos estão dando seu próprio sangue para salvar a vida dele e precisa agir rápido, sem saber que a chave para destruir Voldemort está dentro de si mesmo e vai muito além do que destruir horcruxes. Uma batalha de proporções apocalípticas está para acontecer em Hogwarts, que será o cenário da maior luta entre o bem e o mal no mundo dos bruxos.

O ritmo acelerado da Parte 2 tem o seu propósito. Afinal, quase todo o filme é composto de batalhas, lutas, duelos de varinhas e resoluções de mistérios que se alastraram por toda a saga. Com razão, a parte 1 pôde dar uma desacelerada, se focando no drama dos personagens. Mesmo com essa velocidade, a riqueza de detalhes, principalmente na primeira parte, onde o trio principal invade o Gringotes para resgatar uma horcrux, seqüestra um dragão e retorna a Hogwarts para o início da batalha final. Vários personagens coadjuvantes ganham seus momentos de glória, dentre eles a Professora McGonagall, Neville Longbottom e até Luna Lovegood.

Mais uma vez, é necessário elogiar o desempenho dos atores ingleses que puderam representar estes personagens e honrar a franquia Harry Potter. Ralph Fiennes e Alan Rickman são destaques em meio a tantos bons atores como Helena Bonham Carter, Julie Walters e Maggie Smith. E se Severo Snape já era certo ‘ídolo’ quando a história terminou nos livros, o mesmo se repete no filme. E Voldemort, mais odiado do que nunca, volta em toda a sua grandeza, mas também com momentos de fraqueza, ambos os aspectos brilhantemente representados por Ralph Fiennes.

Até o trio principal parece ter melhorado uns 200% neste último filme. Daniel Radcliffe carrega um pouco mais no drama, apesar das feições do seu rosto continuarem imóveis, mas foi assim que ele construiu Harry Potter ao longo dos anos e (querendo nós ou não) é essa a lembrança que sempre teremos. Emma Watson e Rupert Grint também se destacaram mais do que em filmes anteriores. 

Com tantos momentos bons, parece difícil de acreditar que certos aspectos pudessem desapontar os fãs e não tão fãs da história. Por exemplo, para alguém como Bellatrix Lestrange (Helena Bonham Carter), era de se esperar uma morte melhor e mais estrondosa. Assim como mais drama em mortes de outros personagens e em alguns outros momentos que poderiam ser mais épicos. Talvez a correria e a pressa da edição tenham pesado para pior nesses pontos, mas nada que comprometa o resultado final.

No fim, resta a fidelidade à obra em um filme feito para fãs. Mas os que não são também irão se divertir e se envolver com a história, uma vez que não faltam ação e drama. O que é inegável é que a franquia como um todo, mais explicitamente nesse último filme, deixou uma marca nos seus espectadores, nos estúdios, nos produtores, diretores e em todo mundo que lida com cinema de alguma forma. Mais ainda, com o final de Harry Potter, é curioso notar que a principal lição foi entregue por J.K. Rowling há anos atrás, já no primeiro livro: Nunca acorde um dragão adormecido.

Nota: 9,5
*Indicado ao Oscar de Maquiagem, Direção de Arte e Efeitos Visuais

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Enigma e Relíquias

Galera, é amanhã a estreia mundial de "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" e o fim da maior franquia da história do cinema - maior até que a franquia 007, que tem mais de vinte filmes!

Veja aí as críticas de "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" e "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" que já tinham sido publicadas. Só clicar nas imagens.

No mais, é aguardar cada segundo até que chegue o momento de invadir o cinema.