Quando eu comecei a escrever este blog, eu utilizava um HTML
limitado de uma versão bem antiga do Blogger, atualizado nos computadores
gratuitos da faculdade e um banner no topo feito no paint. A evolução das
coisas fez muitas mudanças no processo de como os textos são publicados. Blogs
ganharam importância nunca antes vista na história da internet e passaram a ser
“formadores de opinião” – ou seria “contribuintes” dessa formação? A única
coisa que não mudou, claro, foi a paixão pelo cinema e a vontade de escrever.
Tudo isso é compartilhado mundo a fora com outros blogueiros que, em quatro
anos, também presenciaram mudanças tecnológicas, viram filmes passar num piscar
de olhos e, claro, acompanharam a evolução deste que vos fala no
desenvolvimento do Cinemarcos.
Por isso, chamei quatro pessoas para falar de tudo isso aí!
Cinema, texto, internet, blogs, tecnologia e me ajudar a celebrar o aniversário
de uma empreitada que começou há um tempo atrás, no coração e na mente de um calouro
de jornalismo.
"Mesmo sendo o avô das redes sociais, os
blogs são interativos, informais, pessoais e profissionais - tudo ao mesmo
tempo. Como normalmente são feitos a partir de ferramentas simples de
elaboração e publicação, os blogs usam a sua simplicidade para valorizar a
informação e o debate acima de tudo. Para o blog não importa se há 125 maneiras
diferentes de interagir com a página, se há um flash super desenvolvido fazendo
a logomarca se movimentar, se há ferramentas em 3D aqui e acolá. Na verdade,
poucos blogueiros sequer sabem como essas coisas funcionam. Para a grande
maioria, o que importa é o conteúdo e a maneira como esse conteúdo é lido,
reapropriado, debatido, comentado, replicado... E acredito que é exatamente
isso - informação, debate e troca - que faz com que os blogs sejam ainda hoje
uma das ferramentas mais importantes da internet e da forte cultura
participativa que estamos vivendo".
Ariane Holzbach - doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense e uma das autoras do site Clipestesia.
"Essa paixão por escrever
eu vejo como um aprendizado pra mim. Eu analiso a mim mesmo. Eu me identifico com
o que vejo e, para isso, eu acabo refletindo muita coisa em minha vida. Eu
gosto de me "encontrar" em histórias que idealizo no telão, é onde me
sinto seguro. E falar de cinema sempre foi um hobbie pra mim, desde pequeno.
Não vejo como uma obrigação. É um tesão, na realidade. É algo incondicional.
Por isso dizem que cinema é magia. A criação do Apimentário foi um projeto
pessoal mesmo, pois sempre tive o prazer em refletir abordagens sexuais através
da Sétima Arte. Acho interessante a possibilidade de provocar o espectador
através de análises sobre filmes temáticos, sensuais e até polêmicos".
"Sempre gostei de cinema. Lembro o
primeiro filme que assisti em uma telona. Foi O Rei Leão. Agora não me pergunte
o ano... Mas foi há cerca de oito anos, em 2003, que eu me tornei um cinéfilo.
Daí partir imediatamente para escrever sobre cinema porque me ajudava a fixar
mais a minha opinião sobre os filmes. Comecei a ler e me interessar cada vez
mais. Em 2005 ingressei pra faculdade de Jornalismo, me formei e hoje sou
crítico amador. Vou ao cinema em média duas vezes por semana (em cabines para
imprensa e como público) e escrevo sempre que possível, já que o tempo continua
cada vez mais escasso. Não reclamo, pois estou em um momento de crescimento profissional
e pessoal. Mas sempre que posso dou uma fugidinha para o cinema. E sempre que
não posso ir, dou um jeito de assistir a um DVD ou à TV à cabo em casa mesmo.
Um fato curioso da minha vida é que eu pedi a minha namorada em namoro durante
uma sessão do filme A Vila, do polêmico diretor M. Night Shyamalan. Isso
aconteceu há exatamente seis anos, dois meses e quatro dias. Isso rendeu bons
frutos e hoje somos casados e ela também adora cinema."
Anderson Siqueira - jornalista, autor do blog Cinestesia
Ver vários comentários em uma postagem... Acessar o Google
Analytics e ver que seu blog é lido até fora do Brasil e que o número de
acessos já ultrapassa as seis casas decimais... Receber vários RTs nos links
que você twitta... Com tudo isso não falta é motivação em nós blogueiros para
postar cada vez mais. Comecei meu "jornal virtual" ainda nos tempos
da faculdade e já se vão quase quatro anos falando sobre música gospel, seja
analisando CDs e DVDs ou fazendo cobertura de grandes eventos (o que é ainda
mais motivador por poder sair da frente do PC e ir onde está a notícia). O
reconhecimento é bom, mas o que realmente me motiva é poder desbravar a mata
fechada que é o jornalismo gospel, algo ainda muito preso às denominações e que
só vive do simples CTRL+C CTRL+V. Ao longo desse tempo, consegui ainda uma
equipe sólida e interessada em fazer a diferença assim como eu. É isso que me motiva: minha paixão pela música, a vontade de informar sobre o que está acontecendo e fazer um jornalismo gospel
sério. Dificuldades existem, mas poder
escrever sobre o que a gente gosta e ainda poder contar com amigos (assim chamo meus colaboradores) é algo que não tem preço e me faz querer acordar, já pular
pra frente do PC, digitar www.blogger.com e escrever até não poder mais.
Afinal, blogueiro que é blogueiro tem que ser apaixonado pelo que faz.
Ver vários comentários em uma postagem... Acessar o Google
Analytics e ver que seu blog é lido até fora do Brasil e que o número de
acessos já ultrapassa as seis casas decimais... Receber vários RTs nos links
que você twitta... Com tudo isso não falta é motivação em nós blogueiros para
postar cada vez mais. Comecei meu "jornal virtual" ainda nos tempos
da faculdade e já se vão quase quatro anos falando sobre música gospel, seja
analisando CDs e DVDs ou fazendo cobertura de grandes eventos (o que é ainda
mais motivador por poder sair da frente do PC e ir onde está a notícia). O
reconhecimento é bom, mas o que realmente me motiva é poder desbravar a mata
fechada que é o jornalismo gospel, algo ainda muito preso às denominações e que
só vive do simples CTRL+C CTRL+V. Ao longo desse tempo, consegui ainda uma
equipe sólida e interessada em fazer a diferença assim como eu. É isso que me motiva: minha paixão pela música, a vontade de informar sobre o que está acontecendo e fazer um jornalismo gospel
sério. Dificuldades existem, mas poder
escrever sobre o que a gente gosta e ainda poder contar com amigos (assim chamo meus colaboradores) é algo que não tem preço e me faz querer acordar, já pular
pra frente do PC, digitar www.blogger.com e escrever até não poder mais.
Afinal, blogueiro que é blogueiro tem que ser apaixonado pelo que faz.
Rafael Ramos - jornalista, criador e editor do site Gospel no Divã
Com tantas opiniões variadas, faço das palavras dos amigos as minhas palavras. E que venham mais quatro anos!!




















