quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Histórias Cruzadas

The Help
(EUA, 2011) De Tate Taylor. Com Emma Stone, Viola Davis, Bryce Dallas Howard, Jessica Chastain, Octavia Spencer, Sissy Spacek, Cicely Tyson e Allison Janney.

Não dá pra dizer que “Histórias Cruzadas” não seja um bom filme. A produção é sofisticada, a história é feita pra conquistar qualquer um e as atuações (sem exceção) estão ótimas. Não surpreende o filme ter ganhado o prêmio de Melhor Elenco no Screen Actors Guild Awards, do Sindicato dos Atores americanos. Com momentos que variam do riso às lágrimas, o filme é leve e, por tratar de situações facilmente encontráveis no mundo real atual, por mais que o filme se passe nos anos 1960, a identificação é automática. No entanto, “Histórias Cruzadas” é um filme preguiçoso e um tanto pretensioso. Apoia-se em bons elementos que fazem parte do mais puro manual de clichês de como fazer filmes, sem se aprofundar nos sentimentos dos personagens, deixando tudo em uma camada superficial e estereotipada. Talvez tenha sido esta a intenção de Tate Taylor, dirigindo seu primeiro filme relevante: marcar personagens pelo estereótipo para facilitar a identificação e aceitação da história. Afinal, estamos falando de uma ferida aberta na sociedade americana, a segregação racial. Porém, parece que ele apenas tocou na ferida de leve para passar o mercúrio-cromo por cima logo depois.
 
Na cidade de Jackson, Mississipi, a jovem Eugenia “Skeeter” Phelan se vê no meio de um dilema quando percebe não ser uma moça dos padrões da sociedade em que vive. Suas amigas de colegial já são donas de casa e refletem um temperamento arrogante e mesquinho típicos de uma classe média americana dos anos 1960. Skeeter não apenas quer ser independente como enxerga o mundo em que vive de outra forma. Ela não partilha dos mesmos ideais de segregação racial que as “amigas” possuem e acha que negros e brancos podem conviver integradamente na sociedade. Quando consegue um emprego em um jornal para escrever sobre assuntos domésticos, Skeeter se aproxima de Aibeleen, empregada de uma de suas amigas e acaba descobrindo a intrigante história da mulher que não sabe fazer outra coisa a não ser empregada doméstica. Assim como Aibeleen, outras empregadas negras passam por situações em que são obrigadas a conviver separadas, justamente pela cor de suas peles. É aí que Skeeter decide escrever um livro, mostrando o dia a dia dessas empregadas e o ponto de vista delas sobre o mundo. Porém, o medo de revelar esses segredos que apoiam a integração dos negros acaba complicando a convivência das empregadas com seus patrões. Aibeleen, porém, cansada dos abusos e idiotices que atura no trabalho, decide firmar posição e levar o projeto do livro adiante.
 
O bom de “Histórias Cruzadas” é mesmo o elenco. Viola Davis merece a indicação ao Oscar por sua interpretação de uma Aibeleen sofrida e batalhadora. Cada suspiro, cada olhar e atitude da atriz denota o peso de sua personagem. Assim como Viola, outras atrizes do elenco dão o seu melhor nas atuações. Bryce Dallas Howard talvez tenha feito o melhor personagem de sua carreira, como a vilã do filme Hilly Holbrook. Octavia Spencer como a amiga de Aibeleen, Minny, é o alívio cômico da trama, embora também saiba dosar momentos dramáticos. Jessica Chastain, se afastando da personagem serena de “A Árvore da Vida”, interpreta a maluquinha Celia, que é rejeitada pelas amigas por ser um pouco mais excêntrica, embora os motivos de sua exclusão fiquem mais claros conforme o filme avança. E Emma Stone, a desajustada Skeeter, verdadeira protagonista da trama, prova a força das mulheres da época, que batalham pela independência sem deixar de lado a feminilidade.


 
Fiz tantos elogios às atuações porque são elas que sustentam um roteiro óbvio e maniqueísta.  O filme não tem medo de apelar para as lágrimas a todo momento e delimita claramente quem é do bem e quem é do mal. Mesmo as reviravoltas são meio sem pé nem cabeça e a trama se prende mais aos eventos que envolvem uma torta do que no drama pessoal de Aibeleen e das outras empregadas. O riso vem fácil, as lágrimas caem diante do cenário triste que o diretor pinta sem dó e o filme convence, apesar de tudo. Faz o espectador refletir, pensar e se indignar na medida certa, embora haja exageros em algumas cenas. Porém, a trama é rasa, não tão digna de Oscar de melhor filme, por exemplo. Um grande clichê bem filmado, um bom filme, divertido, com boas atuações. Um ponto positivo para falar sobre segregação racial, mas que podia ser mais relacionado ao que ele mesmo se vende.
 
Nota: 7,5

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz (Viola Davis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Jessica Chastain e Octavia Spencer).


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres

The Girl with the Dragon Tattoo
(EUA/Suécia, 2011) De David Fincher. Com Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgard, Joely Richardson e Robin Wright.

Não surpreende que a versão Americana para o primeiro livro da trilogia Millenium, escrita por Stieg Larsson, tenha ido parar nas mãos de David Fincher. Parece que foram feitos um para o outro. O suspense e o clima de investigação estiveram presentes em outros exemplares da filmografia do cineasta como “Seven – Os Sete Crimes Capitais” e “Zodíaco”. A mesma aura é transportada para outros longas como “Clube da Luta” e até “A Rede Social”. Já adianto que não li o livro e não assisti à adaptação sueca, mas não sei se precisarei. “Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” é surpreendente e não deixa a peteca cair nem um instante. Os méritos, além do diretor, também vão para o roteiro tratado por Steve Zailian, a fotografia de Jeff Cronenweth e a atuação mais do que brilhante de Rooney Mara, que fez com que Lisbeth Salander entrasse de vez para o rol dos personagens mais marcantes do cinema*.

O jornalista Mikael Blomkvist é contratado para investigar o desaparecimento de uma menina há mais de 30 anos, após uma reunião de família. Suspeitos não faltam, todos membros da mesma família. Mikael se vê tentado a investigar porque a sua recompensa seria a recuperação da Millenium, a revista onde trabalha e que está perdendo credibilidade e lucro, após uma matéria desastrosa, escrita pelo próprio Mikael. No meio do caminho, o jornalista irá cruzar o caminho de Lisbeth Salander, uma moça de visual gótico, órfã, considerada mentalmente instável e que está sob a tutela do estado. Porém, Lisbeth é uma hacker de mão cheia e irá se juntar a Mikael para desvendar o mistério que se torna cada vez mais sombrio à medida que eles vão descobrindo novas informações.

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres” prende a atenção desde o início da projeção, com os créditos iniciais estilizados. O roteiro ágil permite ao espectador não perder nenhum detalhe (e olha que são muitos, 158 minutos!) tanto da investigação como da conturbada vida de Lisbeth, interpretada com maestria por Rooney Mara. A atriz entrega uma personagem que vai além das expectativas, claro, fruto da mente de Stieg Larsson, mas com uma personalidade e qualidades que são méritos dela. Mara se despe de qualquer pudor e não se incomoda em chocar com a sua personagem, agindo de forma muito natural em frente às câmeras.
O protagonista Daniel Craig e todo o elenco merecem destaque, porque todos conseguem atuar com um sotaque sueco – não sei como é o sotaque de um sueco falando inglês, mas acredito que seja muito parecido com o que é visto na tela, ou é isso que eles conseguem nos fazer acreditar e isso é o mais importante. A trilha sonora da dupla Trent Reznor e Atticus Ross, a mesma vencedora do Oscar por “A Rede Social”, faz toda a diferença e pontua com precisão os momentos de suspense.


David Fincher mais uma vez ousa com uma direção sem medo de chocar a plateia, embora saiba ser comedido em cada sequência talvez mais explícita. O filme caminha muito bem até o momento pós-clímax, no qual um desfecho meio mirabolante perde o ritmo e se torna um pouco enfadonho, mas nada que comprometa o resultado final. Stieg Larsson morreu logo após a publicação do terceiro volume da trilogia Millenium (que certamente irá inteira para as telas por mãos americanas, sem dúvida) e infelizmente não pôde ver o sucesso que sua obra adaptada tem feito, tanto com a cópia sueca quanto com a americana. Porém, manter o espírito presente nos livros é a melhor maneira de homenagear o autor.
Nota: 9,5


*Vale lembrar que Noomi Rapace, a Lisbeth Salander da trilogia sueca, já havia conseguido amplo reconhecimento pelo papel, tanto que chegou a ser considerada para a versão americana. No entanto, este que vos fala não assistiu a essa versão e entende que o filme americano tem um alcance muito maior (triste, mas é verdade).
**Indicado a cinco Oscars: Melhor Atriz (Rooney Mara), Fotografia, Mixagem de Som, Edição de Som e Montagem.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Os Descendentes

The Descendants
(EUA, 2011) De Alexander Payne. Com George Clooney, Shailene Woodley, Beau Bridges, Robert Forster, Mathew Lillard e Judy Greer.

Candidato forte ao Oscar, “Os Descendentes” é mais complexo do que se imagina a primeira vista. Já pelo pôster, parece que veremos um novo filme com George Clooney sendo... George Clooney. A verdade é que o ator parece menos do que é – em um bom sentido. Sim, estamos acostumados a vê-lo como galã, bom vivant, etc., mas Clooney tem conseguido cada vez mais papeis desafiadores, o que o coloca com um diferencial entre os atores de sua geração. Claro, Clooney sempre é Clooney e todos os seus papeis lembrarão sempre o Danny Ocean de “Onze Homens e um Segredo”, a melhor versão de Clooney sendo Clooney (a segunda melhor é aquele comercial do Nespresso). Mas, ao analisar alguns de seus filmes recentes, como “Syriana”, “Amor Sem Escalas” e “Os Homens que Encaravam as Cabras”, percebemos um amadurecimento gradual do galã para este senhor, pai de família que vemos em “Os Descendentes”, o que faz com que o desempenho de Clooney seja o principal motor do filme, aliado a um roteiro bem amarrado, adaptado por Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash.
 
O advogado Matt King se vê as voltas com uma situação complicada em sua família. Sua esposa sofreu um acidente de lancha, o que a coloca em coma profundo. Totalmente deslocado de questões domésticas, ele traz para casa a filha mais velha, Alexandra, para ajudá-lo com a filha mais nova, Scottie. Alexandra estava em uma situação complicada com a mãe, assim como estava o casamento de Matt, que só entende a gravidade da situação quando a filha revela que a mãe o estava traindo. No meio dessas questões, Matt precisa decidir sobre uma partilha de terras na sua família que pode mudar o destino do Havaí, enquanto os médicos deixam sua esposa sem esperanças, dizendo que terão que desligar os aparelhos que a mantém viva. 

 Clooney transparece bem o turbilhão de emoções que seu personagem passa enquanto precisa colocar a família em ordem. Basicamente, é nas costas dele que o filme é carregado, uma vez que é do ponto de vista das emoções de Matt King que irão se desenrolar os outros personagens da trama: a filha adolescente com a rebeldia natural, a filha mais nova, o sogro que enfrenta seus problemas pessoais com a mulher, a melhor amiga da esposa que esconde o segredo da traição. Os coadjuvantes são a escada perfeita para a condução de Clooney, cujo personagem tem que ser o pilar para todos os outros, quando ele mesmo está caindo aos pedaços com tantas informações.
 
Já o roteiro aborda muito bem as questões sobre como reagir diante de tantas adversidades, sem medo de ser original e não cair em clichês, como a pena natural que todos sentimos diante de um paciente em coma. O filme usa do humor negro, não como deboche ou crítica, mas como simples instrumento narrativo, como quando o amigo de Alexandra, Sid, ri das coisas sem sentido que a avó da menina diz, uma vez que ela tem Alzheimer. O alívio cômico (e o fato de o filme se passar no Havaí, repetindo o clichê criticado pelo próprio filme) impede que “Os Descendentes” se torne uma história totalmente triste e chata.
 

Alexander Payne, conhecido por “Sideways”, construiu um drama familiar ousado, mas que poderia acontecer em qualquer casa do mundo – inclusive no Havaí, repetindo mais uma vez o clichê do filme. E mesmo o final, que alguns podem achar meio banal, inclusive eu, tem o seu propósito de ser daquele jeito, já que o principal argumento do filme é que esse é mais um problema da vida, mas que tudo se resolve com o tempo... até que outra turbulência aconteça.

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Ator (George Clooney), Direção, Roteiro Adaptado e Montagem.
 Nota: 9,0



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Meia-Noite em Paris

Midnight in Paris
(EUA, 2011)De Woody Allen. Com Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Michael Sheen, Allison Pill, Tom Hiddleston, Kathy Bates e Carla Bruni.

Quando “Meia-Noite em Paris” estreou, este que vos fala estava ocupado demais com compromissos acadêmicos – leia-se, morrendo na monografia – e não pôde resenhar a crítica do filme. Em consolo, a pesquisa da monografia, era justamente sobre cinema, então dá pra relevar um pouco. Desculpas à parte, a questão é que “Meia-Noite em Paris”, o Woody Allen mais recente, estreou de mansinho e, de repente, já era um dos filmes mais queridos do diretor. À época, uma das coisas mais extraordinárias era ter Carla Bruni, a primeira-dama francesa, no elenco. Só depois de apreciado devidamente é que nos deixamos levar pelos encantos da cidade, filmada de maneira belíssima por Allen. Além disso, o filme evoca uma época de ouro da cultura e da arte, relembrando tempos passados que hoje, mesmo quem nunca os viveu, trazem na memória com saudosismo.

O escritor Gil está em Paris com a família de sua noiva a negócios. Ela quer discutir detalhes da cerimônia de casamento. Ele quer conhecer Paris e se deixar inspirar pela aura da cidade. Os dois têm temperamentos e gostos diferentes. Até que, em uma noite vagando sozinho pelas ruas parisienses, Gil embarca em uma carruagem que, estranhamente, o leva para o passado, junto do convívio de grandes pensadores e ídolos culturais dos anos 1920.  E aí somos levados pela discussão de qual época é realmente a melhor: aquela que fazemos ou aquela que já se passou. Gil fica literalmente dividido entre voltar para seus tempos atuais e ficar com a noiva ou permanecer em meio aos intelectuais do passado, especialmente ao se encantar pela jovem Adriana, uma entusiasta da Bélle Epoque. Isso sem ter certeza de estar vivendo uma fantasia ou a realidade.


A condução da trama traz aquele charme inegável de Woody Allen. O que “Meia-Noite em Paris” tem de diferente é exatamente trazer à tona questões que permeiam o espírito dos jovens mais intelectualizados de hoje em dia. Allen pinta Paris como a capital cultural do mundo de uma forma mais sóbria do que fizera com Barcelona alguns anos antes (em "Vicky Cristina Barcelona"). O roteiro, também de Allen, mistura os tons de fantasia e realidade com perfeição, com a Paris atual cheia de cores durante o dia e uma cidade mais boêmia à noite, quando vemos a Paris do passado.

Ao colocar tantos personagens brilhantes no roteiro, Woody Allen faz uma homenagem a todos os grandes pensadores e artistas que impactaram e inspiraram não somente a ele, mas a vários criadores do século XX. Vemos nas telas Salvador Dalí, Luis Buñuel, F. Scott Fitzgerald, T.S. Elliot, Henri Matisse, Ernest Hemingway e Cole Porter, isso pra mencionar alguns. Fosse nos dias de hoje, juntar todo esse time em um único filme daria trabalho. O diretor consegue colocá-los todos em um mesmo plano, sem destacar ninguém a não ser o protagonista, Gil, interpretado por um Owen Wilson mais maduro do que de costume, embora preserve os traços cômicos que são necessários para o papel.


“Meia-Noite em Paris” foi indicado a quatro Oscars (Filme, diretor, roteiro original e direção de arte). O último que Woody Allen levou foi o de melhor roteiro em 1987, por “Hannah e Suas Irmãs” e a última indicação veio em 2006, na mesma categoria, por “Match Point”. O filme não é o favorito nas categorias que disputa, mas recolocar o gênio Woody Allen (que, honestamente, não precisa de prêmios pra ser reconhecido) no páreo é uma lembrança boa de que o diretor está tão bem como nunca talvez estivesse.

Nota: 10


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A trajetória de "O Artista"


Estamos em 2012. Falando de um filme lançado em 2011 e gravado em 2010. Ou seja, mais de 80 anos depois do lançamento do primeiro filme com som sincronizado. “O Cantor de Jazz” (1927) ajudou a se popularizar rapidamente o que se convencionou chamar “talking pictures” ou “filmes falados”. Nem precisa dizer que isso revolucionou o cinema, mudando toda a forma de se fazer filmes. Aí, entra 2011 e “O Artista” consegue chamar a atenção fazendo tudo da maneira antiga. Sem som e em preto-e-branco.

Essa é a grande surpresa da temporada de premiações. Claro que “O Artista” chama a atenção pelo carisma dos personagens e pelo brilhantismo do roteiro, uma homenagem à gênese do cinema como o conhecemos. Mas quem poderia imaginar que, em pleno século XXI, as pessoas fossem se derreter por um longa-metragem mudo e em preto e branco?

Pois é isso que aconteceu. E não só isso, “O Artista” é o favorito no Oscar e já arrebatou uma série de premiações. O Directors Guild of America (DGA), o sindicato dos diretores, deu o prêmio de melhor diretor para Michel Hazanavicius. No SAG, o sindicato dos atores, Jean Dujardin tirou o prêmio de melhor ator de George Clooney. Ele já havia ganhado o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia, assim como Clooney levou o de ator dramático.

“O Artista” também recebeu diversas indicações ao BAFTA, ganhou uma penca de prêmios, incluindo a Palma de Ouro de Melhor Ator para Jean Dujardin. A grande concorrência do filme é mesmo “Os Descendentes”, mas, com dez indicações ao Oscar (Filme, Ator, Atriz Coadjuvante- Bérénice Bejo, Direção, Roteiro Original, Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Montagem e Trilha Sonora) e tanto carisma por onde passa, será muito difícil se “O Artista” não se sagrar campeão em quase todas elas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A vez das Comediantes Coadjvantes


Octavia Spencer e Melissa McCarthy são novatas no Oscar, isso é verdade. Aliás, elas não apenas são novatas como são grandes surpresas, já que a Academia tem aquela conhecida repulsa por papeis mais cômicos – por sua vez, pelos atores comediantes. Daí que a indicação de duas atrizes do gênero (uma por um filme do gênero besteirol por excelência) mostra uma Academia talvez mais madura e que não se leva tão a sério. Agora, elas podem ser novatas, mas são bem mais conhecidas do grande público, sempre como coadjuvantes em seriados e filmes.

Octavia talvez seja mais reconhecida, embora nunca tenhamos ligado nome à pessoa, até porque em “Histórias Cruzadas” ela conseguiu o seu papel de maior destaque até o momento. Só quando olhamos sua filmografia é que nos damos conta de há quanto tempo ela já está dando o ar de sua graça na atuação. No cinema, por exemplo, ela fez a atendente do ringue de luta livre em que Peter Parker vai lutar em “Homem Aranha”, uma enfermeira em “Sete Vidas” e uma bancária em “Assalto em Dose Dupla”. Já na televisão, sua aparição é bem mais frequente, tendo estado em “The Big Bang Theory”, “Os Feiticeiros de Waverly Place”, “CSI” e “Medium”.

Enfrentando Spencer no Oscar de Atriz Coadjuvante, Melissa McCarthy já despontou ano passado por ser a protagonista de “Mike & Molly”, inclusive ganhando o Emmy de melhor atriz cômica em 2011. Porém, Melissa já tinha destaque anos antes, em “Gilmore Girls”, como a cozinheira Sookie. O reconhecimento por “Missão Madrinha de Casamento” veio em um bom momento para a atriz, que também vibra com o sucesso de “Mike & Molly”, mas não deve ser páreo para a favorita Spencer. McCarthy esteve em 2010 também nas comédias “Juntos pelo Acaso” e “Plano B”.

A categoria fecha com outras três indicadas: Jessica Chastain (Histórias Cruzadas), Berénice Bejo (O Artista) e Janet McTeer (Albert Nobbs). Spencer deve confirmar o favoritismo, mas a nomeação na categoria já basta para colocar estas atrizes em outro nível na indústria.

sábado, 28 de janeiro de 2012

CINEMARCOS - Os Melhores de 2011




Chegou a hora de decidir quais foram os melhores filmes de 2011 e esse período de premiações é muito propício pra isso. Pelo quarto ano consecutivo, o CINEMARCOS aponta os melhores filmes do ano. E vamos combinar que 2011 foi relativamente fraco, descobri isso analisando todos os filmes do ano em uma escolha minuciosa de cada candidato em cada categoria. Os finalistas estão na lista elaborada abaixo. Muitas injustiças, claro. E não custa lembrar: eu considero os filmes lançados comercialmente no Brasil em 2011, ou seja, filmes como “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, por exemplo, não entram na lista. Divirta-se!

Melhor Filme
CISNE NEGRO
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 2
INQUIETOS
MEIA-NOITE EM PARIS
MELANCOLIA
TUDO PELO PODER









Melhor Atriz
Elena Anaya - A Pele que Habito
Kirsten Dunst - Melancolia
Mia Wasikowska - Inquietos
Michele Williams - Namorados Para Sempre
Natalie Portman - Cisne Negro

 







Melhor Ator
Antonio Banderas - A Pele que Habito
Brad Pitt - A Árvore da Vida
Colin Firth - O Discurso do Rei
James Franco - 127 Horas
Ryan Goslin - Tudo pelo Poder

Melhor Atriz Coadjuvante

Charlotte Gainsbourg - Melancolia
Hailee Steinfeld – Bravura Indômita
Jennifer Aniston - Quero Matar Meu Chefe
Melissa Leo - O Vencedor
Mila Kunis - Cisne Negro

Melhor Ator Coadjuvante
Andy Serkis - Planeta dos Macacos
Christian Bale - O Vencedor
Geoffrey Rush - O Discurso do Rei
Kevin Spacey - Quero Matar Meu Chefe
Philip Seymour Hoffman - Tudo pelo Poder

Direção
Darren Aronofsky – Cisne Negro
Gus Van Sant - Inquietos
Lars Von Trier – Melancolia
Pedro Almodóvar – A Pele que Habito
Woody Allen – Meia-Noite em Paris

Comédia/Musical
Amizade Colorida
Esposa de Mentirinha
Missão Madrinha de Casamento
Os Muppets
Quero Matar Meu Chefe

Filme de Ação

Capitão América: O Primeiro Vingador
Cowboys & Aliens
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma
Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio

Filme de Terror/Suspense
Atividade Paranormal 3
Deixe-me Entrar
Premonição 5
Reféns
Sobrenatural

Drama
Cisne Negro
Inquietos
Melancolia
A Pele que Habito
Tudo Pelo Poder

Romance
Água para Elefantes
Amizade Colorida
Amor e Outras Drogas
Noite de Ano Novo
Um Dia

Canção
“It Will Rain” - Amanhecer – Parte 1

“I See the Light” - Enrolados

“Let Me Take You to Rio” - Rio

 “Man or Muppet” – Os Muppets

“Sparkling Day” - Um Dia


Filme de Animação
Enrolados
Kung Fu Panda 2
O Mágico 
Rango
Rio

Filme de Ficção Científica/HQ

Capitão América
Cowboys & Aliens
Planeta dos Macacos
Super 8
X-Men: Primeira Classe

Filme Estrangeiro Não Norte-Americano
Em um mundo melhor (Hævnen) - Dinamarca
O Garoto da Bicicleta (Le gamin au velo) – Bélgica
Incêndios (Incendies) - Canadá
A Pele que Habito (La Piel Que Habito) - Espanha
Românticos Anônimos (Les émotifs anonymes) - França 

Efeitos Especiais
Cowboys & Aliens
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Planeta dos Macacos: A Origem
Sucker Punch - Mundo Surreal
Super 8










Melhor Filme Nacional
Bruna Surfistinha
Desenrola
Estamos Juntos
O Palhaço
Os 3

Ator Nacional
Cauã Raymond – Estamos Juntos
Igor Cotrim – Elvis e Madonna
Paulo José – O Palhaço
Selton Mello- O Palhaço
Wagner Moura – VIP’s

Atriz Nacional
Déborah Secco – Bruna Surfistinha
Helena Albergaria – Trabalhar Cansa
Karine Telles - Riscado
Leandra Leal – Estamos Juntos
Simone Spoladore – Elvis e Madonna

Filme + Cool
Capitão América
Inquietos
Planeta dos Macacos
Sucker Punch – Mundo Surreal
Super 8

Melhor Ator/Atriz menor de 18 anos
Bailee Madison – Esposa de Mentirinha
Elle Fanning – Um Lugar Qualquer
Hailee Steinfeld – Bravura Indômita
Joel Courtney – Super 8
Liana Liberato – Confiar









Melhor Personagem Secundário
Ceaser (Planeta dos Macacos)
Charles Kaznik (Super 8)
Mística (X-Men First Class)
Neville Longbottom (HP7.2)
Pascal (Enrolados)