terça-feira, 22 de janeiro de 2013

CINEMARCOS - Os melhores de 2012

Chegou a hora de o CINEMARCOS apontar quem foram os melhores do ano que se passou, pela quinta vez consecutiva. Dessa vez, vamos ver quais filmes foram os melhores em 2012, considerando os filmes que foram lançados no Brasil nesse período. Lembrando que a escolha dos finalistas abaixo são pessoais e subjetivas, além de levar em conta a regra acima: o filme estreou em 2012, não importa o ano em que foi produzido.

Apesar de poucas comédias de peso e filmes de terror abaixo da média, 2012 foi um bom filme para o cinema, trazendo várias contribuições grandiosas à Sétima Arte. Veja a nossa lista abaixo e aproveite e deixe seus favoritos nos comentários. O resultado sai após o Oscar 2012.


Melhor Filme
ARGO
O ARTISTA
AS AVENTURAS DE PI
O IMPOSSÍVEL
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
SHAME

Melhor Ator
Leonardo Di Caprio - J. Edgar
Jean Dujardin - O Artista
George Clooney - Os Descendentes
Ryan Gosling - Drive
Michael Fassbender - Shame

Melhor Atriz
Naomi Watts - O Impossível
Meryl Streep - A Dama de Ferro
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millenium: Os Homens que Não Amavam As Mulheres
Judi Dench - O Exótico Hotel Marigold

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz - Deus da Carnificina
Bill Nighly - O Exótico Hotel Marigold
Alan Arkin - Argo
Tom Hardy - Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Matthew McGonaughey - Magic Mike

Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Berenice Bejo - O Artista
Maggie Smith - O Exótico Hotel Marigold
Carey Mulligan - Shame

Melhor Diretor
Michel Hazanavicius - O Artista
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret
Ben Affleck - Argo
Ang Lee - As Aventuras de Pi
Roman Polanski - Deus da Carnificina

Melhor Drama
Cavalo de Guerra
Precisamos Falar Sobre Kevin
Tão Forte e Tão Perto
Shame
O Impossível

Melhor Comédia
Projeto X
O Exótico Hotel Marigold
Deus da Carnificina
Ted
Um Divã Para Dois

Melhor Romance
Um Homem de Sorte
Para Sempre
Apenas uma Noite
Um Divã Para Dois

Melhor Filme de Ação
Os Mercenários 2
Os Vingadores
Jogos Vorazes
Looper - Assassinos do Futuro
007 - Operação Skyfall

Melhor Filme de Terror/Suspense
Atividade Paranormal 4
A Entidade
A Mulher de Preto
A Última Casa da Rua

Melhor Filme de Sci-Fi/HQ
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Os Vingadores
As Aventuras de Tintim
Looper - Assassinos do Futuro
O Espetacular Homem-Aranha

Melhor Filme de Animação
As Aventuras de Tintim
Valente
Frankenweenie
A Origem dos Guardiões
Madagascar 3

Melhor Canção
"Breathe of Life" - Branca de Neve e o Caçador


"A Thousand Years pt.2" - A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2


"Safe & Sound" - Jogos Vorazes


"Skyfall" - 007 - Operação Skyfall


"Touch the Sky" - Valente


"Everybody Needs a Best Friend" - Ted


Melhor Filme Estrangeiro Não-Norte-Americano
A Separação
Intocáveis
E se Vivêssemos Todos Juntos?
Habemus Papam
Os Infiéis

Melhores Efeitos Especiais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Vingadores
As Aventuras de Pi
Branca de Neve e o Caçador
Prometheus


Melhor Filme Nacional
Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
A Febre do Rato
Heleno
A Música Segundo Tom Jobim
Paraísos Artificiais
Xingu


Melhor Ator Nacional
Rodrigo Santoro - Heleno
Caio Blat - Uma Longa Viagem
João Miguel - Xingu
Matheus Solano - A Novela das Oito
Julio Andrade - Gonzaga - De Pai Pra Filho

Melhor Atriz Nacional
Camila Pitanga - Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
Débora Falabella - Meu País
Alinne Moraes - Heleno
Nathalia Dill - Paraísos Artificiais
Nanda Costa - A Febre do Rato

Filme Mais Cool do Ano
As Vantagens de Ser Invisível
Projeto X
Poder Sem Limites
Jogos Vorazes
Looper - Assassinos do Futuro

Melhor Ator/Atriz Menor de 18 anos
Asa Butterfield - A Invenção de Hugo Cabret
Tom Holland - O Impossível
Thomas Horn - Tão Forte e Tão Perto
Amandla Stenberg - Jogos Vorazes
Chloe Grace Moretz - A Invenção de Hugo Cabret

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Argo

 Argo
(EUA, 2012) De Ben Affleck. Com Ben Affleck, Bryan Cranston, Alan Arkin, John Goodman, Victor Garber, Tate Donovan, Clea DuVall e Kyle Chandler.

Ben Affleck começa a construir uma respeitada carreira de diretor após três longas-metragens bem sucedidos diante da crítica especializada e por fãs de cinema. Com “Medo da Verdade” e “Atração Perigosa”, Affleck conseguiu mostrar que podia ser mais do que um ator que estava, honestamente, em diversos filmes ruins como ator. Em “Argo”, ele entrega um filme maduro, com um roteiro que prende o espectador e ajuda a reconstruir um período um tanto obscuro da história americana, a ajuda do governo ao aiatolá Khomeini, do Irã e um plano mirabolante da CIA para resgatar reféns. O filme ganhou ainda mais reputação ao ser indicado ao Oscar e ao vencer o Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama, batendo o favorito “Lincoln”. Claro que ajuda “Argo” ser baseado em uma operação que mostra os bastidores da produção de um filme, mesmo que falso.

Em 1980, seis americanos fogem da embaixada dos Estados Unidos no Irã durante uma rebelião e ficam refugiados na residência do embaixador do Canadá. Cabe à CIA retirá-los de lá antes que a ausência de seis funcionários seja notada e os EUA sejam acusados de espionagem. Dentre vários planos que parecem fadados ao fracasso, o agente Tony Mendez sugere uma ideia mais arriscada ainda: simular a produção de um filme de ficção científica, de nome “Argo”, que está procurando por locações em um lugar exótico, como o Irã. Apesar dos riscos, a operação é aprovada e Mendez vai contar com o apoio do diretor Lester Siegel, que concorda em sair da sua aposentadoria para ajudar no resgate aos reféns.

“Argo” é um thriller muito bem conduzido e produzido. As ruas de Teerã, as rebeliões e as ações envolvendo o governo americano e as operações no Irã são mostradas com muito realismo, envolvendo um tratamento na fotografia que confere uma aparência de filmes feitos no fim da década de 1970. Affleck usou como referências filmes como “Todos os Homens do Presidente”, entre outros com a mesma estética. Por conta disso, “Argo” confere uma autenticidade aos fatos narrados, agregando confiabilidade mesmo que seja um filme de ficção.

 

A tensão criada, especialmente nos minutos finais do filme, para os resgates dos reféns, é mérito de um conjunto de fatores, desde o roteiro escrito por Chris Terrio até a produção e as ótimas atuações, destacando-se Alan Arkin, indicado ao Oscar pelo papel de Lester Siegel, os intérpretes de iranianos e o próprio Ben Affleck, que recuperou o fôlego perdido em filmes ruins, como dito lá em cima. 

O filme foi indicado a sete Oscars e, apesar da boa campanha capitaneada pelo Globo de Ouro, “Argo” continua não sendo o favorito, mas tem boas chances de surpreender na cerimônia. Já é um feito grande para um diretor que, anos antes, tinha entregado uma performance imperdoável como o Demolidor. Mas algo até esperado de alguém que estreou como roteirista ganhando o Oscar por “Gênio Indomável”.

Nota: 9,0

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O que aprendemos com o Globo de Ouro 2013?



A entrega dos Golden Globe Awards ontem à noite foi cheia de surpresas. Quer dizer, nem tantas surpresas. Mas nos diz muito do porquê o Globo de Ouro tem deixado de ser a referência para o Oscar nos últimos anos. A começar pela premiação de “Argo” em Melhor Filme – Drama e Melhor Diretor para Ben Affleck. Tá, tudo bem que “Argo” deve ser um filmão (sim, o blogueiro ainda não assistiu), mas a comoção geral este ano era para que “Lincoln”, de Steven Spielberg, dominasse os prêmios a que estava concorrendo. Ainda mais inesperada foi a vitória de Affleck, o ator-que-virou-diretor que bateu Spielberg, Ang Lee e Quentin Tarantino.

Se por um lado “Argo” foi uma surpresa (vide a expressão do próprio Ben Affleck), o musical “Os Miseráveis” confirmou o favoritismo como Melhor Filme - Comédia/Musical e ainda nas categorias de Ator para Hugh Jackman e Atriz Coadjuvante para Anne Hathaway, que deve repetir o mesmo resultado no Oscar. 

No Globo de Ouro, o favoritismo de “Lincoln” só ficou mesmo para Daniel Dae-Lewis, que venceu na categoria Melhor Ator – Drama, enquanto Quentin Tarantino levou Melhor Roteiro por “Django Livre”. Tarantino conseguiu também um segundo prêmio de Ator Coadjuvante para Christoph Waltz, depois da proeza que foi “Bastardos Inglórios” alguns anos antes.

Outras surpresas ficaram por conta das categorias das Atrizes. Em Comédia/Musical, Jennifer Lawrence, que até era favorita, ganhou por “O Lado Bom da Vida”, mesmo concorrendo contra Meryl Streep (com direito até à piadinha). Já em Drama, a tensão foi grande até o anúncio, com Jessica Chastain se sagrando vencedora por “A Hora Mais Escura”. Naomi Watts, Helen Mirren, Rachel Weisz e Marion Cotillard também estavam no páreo, mas como Naomi Watts é a única concorrendo ao Oscar, junto com Chastain, as chances da vencedora diminuem no prêmio da Academia.

A noite fecha ainda com “As Aventuras de Pi” ganhando Trilha Sonora, “Valente” em Animação – embora não merecesse, já que “Detona Ralph” e “Frankenweenie” são muito melhores -, e Adele ganhando mais um prêmio por sua canção “Skyafall” para o mais recente filme da franquia 007. Essa sim foi uma reação genuína e completamente surpresa. Michael Haneke também ganhou o prêmio de Filme Estrangeiro por “Amor”, o que também deve se confirmar no Oscar.

Resumo: apesar de a noite ter sido boa, pela experiência não dá pra dizer se o Globo de Ouro é um bom termômetro para o Oscar, mas deixa a cabeça dos espectadores e votantes ainda mais confusa, já que a Academia tende a premiar longas mais, digamos, clássicos, e “Argo” é um filme que revigora o fôlego da indústria cinematográfica. Lembrando que o Oscar também traz nomes como “Indomável Sonhadora” e “Amor” em categorias importantes, então, a noite do dia 24 de fevereiro será mesmo surpreendente.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada


 The Hobbit: An Unexpected Journey
(EUA, 2012) De Peter Jackson. Com Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Elijah Wood, Christopher Lee e Andy Serkis.

Dezembro de 2003: Peter Jackson acaba de lançar “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”. Sucesso mundial, bilheteria fenomenal, 11 Oscars no bolso coroando toda a franquia. Dia seguinte ao Oscar: O Hobbit. Sim, desde que a trilogia terminou ouvimos falar sobre os rumores da produção do filme sobre o livro que conta o início da saga do Um Anel, também escrito pelo mestre J.R.R. Tolkien. E eis que, dez anos e muitos problemas depois, Jackson entrega ao mundo novamente uma trilogia. “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” é a primeira parte, franquia que deve tornar toda a saga do Anel numa espécie de “Star Wars” de Peter Jackson. O diretor, aliás, inovou desta vez. Não apenas pegou carona em toda a onda 3D popularizada por “Avatar”, mas resolveu filmar todos os três filmes em 48 fps (frames por segundo). Para se ter uma ideia, os filmes “comuns” são filmados por 24 fps, o que faz com que “O Hobbit” se aproxime muito do que o olho humano capta normalmente, entregando uma imagem muito mais realista, sobretudo quando entramos em um mundo totalmente irreal. Mas vamos ao filme em si.


Na primeira parte, o mago Gandalf convoca o jovem Bilbo Bolseiro para embarcar em uma aventura que consiste em ajudar uma tropa de Anões liderada por Thorin a recuperar o seu lar, um reino na montanha de Erebor, que foi roubado pelo dragão Smaug. Após certa resistência, Bilbo concorda em ir com eles e juntos vão enfrentar os perigos que a Terra Média oferece, passando por Orcs, Trolls e Elfos, inimigos dos Anões que serão mais úteis do que eles imaginam. E uma certa surpresa irá chegar até Bilbo, um acontecimento que mudará não apenas a vida do hobbit, mas toda a história da Terra Média.

O principal atrativo de “Uma Jornada Inesperada” é a qualidade dos efeitos especiais e o uso dos 48 fps. É notável a diferença e a qualidade que o filme apresenta quando comparamos aos filmes da trilogia “O Senhor dos Anéis”, por exemplo. A Terra Média se apresenta com muito mais definição, com monstros em CGI melhor executados e um realismo impressionante quanto juntamos tudo isso ao 3D. “O Hobbit” levanta uma questão sobre a perda da característica cinematográfica dos filmes (aquilo que nos faz saber que estamos vendo um filme no cinema e não na TV) e a chegada da qualidade semelhante ao vídeo. Mas que é uma conquista tecnológica para o cinema evoluir, isso é incontestável.

Quanto ao roteiro, esta primeira parte é uma grande introdução sobre tudo o que está por vir, principalmente para aqueles que não estão acostumados com o universo criado por Tolkien. Por isso, por quase 2 horas o filme se arrasta em um sem fim de trilhas, caminhos percorridos e diálogos em élfico, algo que é amenizado justamente pela nova velocidade da projeção. Cansativo, porém necessário para que a história se desenrole, já que na hora final (sim, são mais de 3 horas de filme), tudo acontece e o filme se torna uma aventura eletrizante.

Destaque para a cena com Gollum/Smeagle, a aparição mais aguardada pelos fãs da série, novamente interpretada por Andy Serkis. A criatura continua como antes: arrogante, mesquinha e sagaz, mas com um pouco mais de definição gráfica. O embate com Bilbo é gerado com muita tensão, executado com maestria e, mesmo sem muita ação, é de tirar o fôlego.


“O Hobbit”, apesar de tudo, não é “O Senhor dos Anéis”. Pelo menos, ainda não é “O Retorno do Rei”, mas a introdução de algo que ainda está por vir, como foi com “A Sociedade do Anel”. Algumas partes ficam sem explicações e aqueles que nunca viram um filme da saga original podem ficar confusos no início. Também há um excesso de autoconfiança, o que se fez notar por essa temporada de premiações, sobretudo no Oscar, com o filme sendo esquecido em quase todas as categorias, se valendo em apenas algumas técnicas. De qualquer modo, este é apenas o início de tudo e Peter Jackson já se tornou digno da nossa confiança há anos atrás. Vamos aguardar, 2013 e 2014 tem mais.

Nota: 8,5
Efeitos 3D e 48 fps: 10

*Indicado ao Oscar de Maquiagem e Cabelo, Design de Produção e Efeitos Visuais

As Aventuras de Pi


Life of Pi
(EUA, 2012) De Ang Lee. Com Suraj Sharma, Irrfan Khan, Adil Hussain, Tabu, Rafe Spall e Gerard Depardieu.

Ang Lee entregou bons filmes em sua carreira, à exceção de “Hulk” (2003). O diretor de “O Tigre e o Dragão” e de “O Segredo de Brokeback Mountain” tem como características uma sensibilidade rara e uma capacidade de passear sobre diversos temas com facilidade. Em “As Aventuras de Pi” não é diferente e ele consegue levar às telas uma linda história, apesar de fantasiosa. Neste caso, a fantasia se faz necessária ou não será possível acreditar que um garoto indiano ficou preso num barco à deriva com um tigre de bengala. O filme encanta por sua beleza visual, com cenas belíssimas, mas também pela história cativante que, verdadeira ou não, é inspiradora.

O jovem Piscine Patel – Pi, apelido que ele próprio inventou para fugir dos bullys – é o único sobrevivente do naufrágio que matou toda a sua família, quando o navio cargueiro em que eles estavam afundou. O navio transportava também os animais do zoológico da família Patel, que foi forçada a vendê-los porque a situação financeira estava ruim. Mas Pi não estava completamente sozinho. Quatro animais sobrevivem e passam a dividir com ele um único bote que restou do naufrágio. Uma zebra, um macaco, uma hiena e um tigre de bengala, chamado Richard Parker. Pi se vê numa difícil situação, mas faz de tudo para sobreviver e para preservar os animais, mas os instintos falam mais alto devido às dificuldades. O garoto precisa aprender a não perder a fé e a esperança, enquanto a morte parece ser iminente. 


Usando recursos visuais de primeira, Ang Lee consegue retratar toda a aventura de Pi, desde a fotografia usada para contar sua infância e adolescência aos magníficos efeitos visuais que proporcionam cenas maravilhosas, com ondas gigantescas, uma baleia imensa brilhando em meio ao plâncton do oceano e um tigre de bengala arisco. Interessante como o diretor consegue contar uma fábula moderna, sem cair no clichê da humanização dos animais, mas preserva as principais características destes, incluindo o instinto de sobrevivência.

A ingenuidade de Piscine, porém, é mérito do ator estreante Suraj Sharma em seu primeiro papel no cinema. Seu personagem é humilde e tranquilo, mesmo nas adversidades, e talvez a inexperiência do ator tenha sido fundamental para criar um personagem tão cativante.

O filme é baseado no livro escrito por Yann Martel e foi indicado a 11 Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor, Roteiro e Efeitos Visuais. Como toda fábula, “As Aventuras de Pi” tem uma moral ao fim, que pode se tratar tanto de reflexões pessoais, determinação, coragem ou uma metáfora para a existência ou não de Deus. O filme propõe uma tarefa: acreditar ou não na história de Pi Patel depende totalmente do seu ponto de vista sobre as coisas. E isso é aplicado também fora das telas, quando cada um percebe que a lição de moral que o filme passa se aplica a si da maneira que melhor servir. E um filme que nos faz refletir merece todos os méritos de ser visto e revisto.

Nota: 9,0
Efeitos 3D: 8,5

Oscar 2013 - Conheça os indicados

Emma Stone e Seth MacFarlane apresentaram os indicados

Saíram os indicados ao Oscar 2013 (ou seria 2012?). Um pouco cedo demais esse ano, eu diria, mas o que importa é que a lista tá aí, confirmando as principais suspeitas do mundo cinéfilo. “Lincoln”, o drama dirigido por Steven Spielberg sobre o ex-presidente norte-americano sai na frente com 12 indicações, confirmando o seu favoritismo esse ano. No entanto, a lista de melhor filme traz outros oito longas metragens que poderiam disputar ali juntinho a estatueta, como “A Hora Mais Escura”, de Kathryn Bigelow, sobre a missão que culminou na captura/morte de Osama Bin Laden.  Completam a lista “As Aventuras de Pi”, de Ang Lee; o austríaco “Amor”, de Michael Haneke; “Argo”, do ator/diretor Ben Affleck; e os ainda inéditos no Brasil “O Lado Bom da Vida”, “Indomável Sonhadora”, “Django Livre”, de Quentin Tarantino e o musical mais aguardado da década, “Os Miseráveis”.

Quanto às atuações, a lista é heterogênea, mas com atores e atrizes muito bem qualificados por seus trabalhos. Entre os homens, Daniel Dae-Lewis sai na frente como favorito absoluto em “Lincoln”, concorrendo com Hugh Jackman (“Os Miseráveis”), Joaquim Phoenix (“O Mestre”), Denzel Washington (“O Voo”) e Bradley Cooper (“O Lado Bom da Vida”).

Já as mulheres, a surpresa fica por conta da mais velha e da mais nova atriz indicada ao Oscar, com Emmanuelle Riva (“Amor”), de 85 anos, e Quvenzhané Wallis (“Indomável Sonhadora”), com apenas 9. Completam a lista Jessica Chastain (“A Hora Mais Escura”), Jennifer Lawrence (“O Lado Bom da Vida”) e minha favorita Naomi Watts (“O Impossível”).

Veja a lista completa abaixo e não deixe de acompanhar o CINEMARCOS, que vai estar sempre comentando e trazendo novidades sobre o Oscar, as premiações e os filmes indicados!

Filme
"Indomável sonhadora"
"O lado bom da vida"
"A hora mais escura"
"Lincoln"
"Os Miseráveis"
"As aventuras de Pi"
"Amor"
"Django livre"
"Argo"

Diretor
Michael Haneke ("Amor")
Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
Ang Lee ("As aventuras de Pi")
Steven Spielberg ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida)

Ator
Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
Denzel Washington ("Voo")
Hugh Jackman ("Os miseráveis")
Bradley Cooper ("O lado bom da vida")
Joaquin Phoenix ("O mestre")

Atriz
Naomi Watts ("O impossível")
Jessica Chastain ("A hora mais escura")
Jennifer Lawrence ("O lado bom da vida")
Emmanuelle Riva ("Amor")
Quvenzhané Wallis ("Indomável sonhadora")

Ator coadjuvante
Christoph Waltz ("Django livre")
Philip Seymour-Hoffman ("O mestre")
Robert De Niro ("O lado bom da vida")
Tommy Lee Jones ("Lincoln")
Alan Arkin ("Argo")

Atriz coadjuvante
Sally Field ("Lincoln")
Anne Hathaway ("Os miseráveis")
Jacki Weaver ("O lado bom da vida")
Helen Hunt ("The sessions")
Amy Adams ("O mestre")

Filme estrangeiro
"Amor" (Áustria)
"No" (Chile)
"War witch" (Canadá)
"A royal affair" (Dinamarca)
"Kon-tiki" (Noruega)

Roteiro original
Michael Haneke ("Amor")
Quentin Tarantino ("Django livre")
John Gatins ("Voo")
Wes Anderson e Roman Coppola ("Moonrise kingdom")
Mark Boal ("A hora mais escura")

Roteiro adaptado
Chris Terrio ("Argo")
Lucy Alibar e Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
David Magee ("As aventuras de Pi")
Tony Kushner ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida")

Animação
"Valente"
"Frankenweenie"
"ParaNorman"
"Piratas pirados!"
"Detona Ralph"

Documentário em longa-metragem
"5 broken cameras"
"The gatekeepers"
"How to survive a plague"
"The invisible war"
"Searching for a sugar man"

Documentário em curta-metragem
"Inocente"
"Kings point"
"Mondays at Racine"
"Open heart"
"Redemption"

Fotografia
"Anna Karenina"
"Django livre"
"As aventuras de Pi"
"Lincoln"
"007 – Operação Skyfall"

Edição
"Argo"
"A vida de Pi"
"Lincoln"
"A hora mais escura"
"O lado bom da vida"

Trilha sonora original
Dario Marianelli ("Anna Karenina")
Alexandre Desplat ("Argo")
Mychael Danna ("As aventuras de Pi")
John Williams ("Lincoln")
Thomas Newman ("007 – Operação Skyfall")

Canção original
"Before my time", de "Chasing ice" – J. Ralph (música e letra)
"Everybody needs a best friend", de "Ted" – Walter Murphy (música) e Seth MacFarlane (letra)
"Pi's lullaby", de "As aventuras de Pi" – Mychael Danna (música) e Bombay Jayashri (letra)
"Skyfall", de "007 - Operação Skyfall" – Adele (música e letra)
"Suddenly", de "Os miseráveis" – Claude-Michel Schönberg (música), Herbert Kretzmer (letra) e Alain Boublil (letra)

Efeitos visuais
"O Hobbit – Uma jornada inesperada"
"As aventuras de Pi"
"Os vingadores"
"Prometheus"
"Branca de Neve e o caçador"

Edição de som
"Argo"
"Django livre"
"As aventuras de Pi"
"Skyfall"
"007 – Operação Skyfall"

Mixagem de som
"Argo"
"Os miseráveis"
"As aventuras de Pi"
"Lincoln"
"007 - Operação Skyfall"

Melhor curta-metragem
"Asad"
"Buzkashi boys"
"Curfew"
"Death of a shadow (doos van een schaduw)"
"Henry"

Curta-metragem de animação
"Adam and dog"
"Fresh guacamole"
"Head over heels"
"Maggie Simpson in 'The Longest Daycare'"
"Paperman"

Figurino
"Anna Karenina"
"Os miseráveis"
"Lincoln"
"Espelho, espelho meu"
"Branca de Neve e o caçador"

Design de produção
"Anna Karenina"
"Hobbit - Uma jornada inesperada"
"Os miseráveis"
"A vida de Pi"
"Lincoln"

Maquiagem e cabelo
"Hitchcock"
"Os miseráveis"
"Hobbit – Uma jornada inesperada"


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Os piores filmes de 2012




Como todo ano, as listas sempre pipocam com melhores e piores do ano de tudo. Aqui então vai a minha lista de piores filmes que eu assisti em 2012, considerando meu critério pessoal, sem ordem específica. Vi muita coisa esse ano e nem tudo eu tive como postar aqui no blog, mas alguns nem mereceram mesmo. Como os dez a seguir:

O Espião que Sabia Demais – Desculpem, críticos. Eu posso não ter entendido e ter ficado entediado, mas nada me convence de que esse filme é bom. Chato até dizer chega, e mais um pouco ainda.

John Carter – Uma das grandes apostas da Disney que não deu muito certo. Sem um pingo de originalidade e ousadia, “John Carter” será facilmente esquecido.

Espelho, Espelho Meu – Com um ar bem bobo, essa versão da Branca de Neve comeu poeira perto de “Branca de Neve e o Caçador”. Nem Julia Roberts salvou. Detalhe para a dancinha indiana desconexa do fim...

12 Horas – Heitor Dhalia, diretor brasileiro de “À Deriva” e “O Cheiro do Ralo”, produções cultuadas aqui, derrapou na sua estreia em produções americanas. A história, mirabolante demais, também não agradou. Dhalia depois disse que era difícil trabalhar sem liberdade.

À Toda Prova – Steven Soderbergh apresentou a ex-lutadora Gina Carano como protagonista desse thriller de ação que, honestamente, não deu pra entender muita coisa. Não funcionou.

Como Agarrar Meu Ex-Namorado – Katherine Heigl. Morena. Sem mais.

Battleship – O que poderia ter sido um grande filme se perdeu na completa falta de noção do roteiro, que privilegiou explosões e naves alienígenas, sem a mínima explicação ao público do que estava acontecendo.

Chernobyl – São zumbis? São humanos mutantes? São vampiros? Nunca saberemos. Sem o mínimo de coerência, “Chernobyl” não convence, não assusta, não anima, enfim, não faz nada.

O Ditador – Sasha Bahron Cohen é bom em personificações de estereótipos, já provado em vários filmes. Mas faltou mais humor e menos nonsense em “O Ditador”.

Resident Evil 5 – Retribuição – Ainda fazem Resident Evil? Sério?

Menção honrosa nacional: Os Penetras e algumas comédias brasileiras – Se queremos ser levados a sério como comédias, precisamos então de mais cinema e menos TV. Esse humor requentado do Zorra Total não dá, Brasil.

Menção honrosa home vídeo: [REC]³ – Gênesis – Adoro a série “[REC]”, mas a terceira parte é debochar do pobre espectador. Quando tudo estava indo tão bem, me pioram a coisa toda.

Não vi e não gostei: Cada um tem a Gêmea que merece - Adam Sandler, aposente-se.

E mais: Protegendo o Inimigo, O Despertar, Os Infiéis, E Aí, Comeu?, A Saga Molusco: Anoitecer.