Ainda não assisti a “Indomável Sonhadora”, mas se tivesse
uma categoria no Oscar de Melhor Fofura, a atriz Quvenzhané Wallis
(fala-se Kuvenzané) ganharia de lavada. Dá uma olhada na senhorita na foto? Não
é linda? Além disso, essa mocinha da Louisiana, EUA, é também uma recordista.
Quvenzhané é a indicada mais nova ao prêmio de Melhor Atriz em toda a história
do Oscar. Ela tem apenas 9 anos de idade (nas categorias gerais, ela é a
terceira mais nova, perdendo para Justin Henry, indicado em 1979 a Ator Coadjuvante por
“Kramer vs. Kramer” com apenas 8 anos; e Jackie Cooper, que tinha 9 anos e 20
dias quando foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por “Skippy” em 1931!).
Se “Indomável Sonhadora” tivesse sido lançado mais cedo, a atriz
provavelmente teria conseguido uma posição geral maior. Wallis tinha cinco anos
quando fez a audição para o filme e mentiu a idade para participar, já que o
mínimo aceito era seis anos.
Segundo o diretor Behn Zeitlin, ele ficou tão impressionado com as
habilidades da menina que não teve dúvida assim que a viu. “Indomável Sonhadora”
fez uma boa carreira em 2012, saindo aclamado dos festivais de Sundance e de
Cannes.
O filme conta a história de Hushpuppy,uma menina que vive com seu
pai doente em uma comunidade pobre da Louisiana. Quando uma forte tempestade
atinge o povoado, uma realidade fantástica se abre para a menina, ao mesmo
tempo em que busca encontrar a sua mãe desaparecida. Estreia no Brasil em 8 de
fevereiro e está indicado ao Oscar também em Melhor Filme, Roteiro Adaptado e
Direção.
(EUA/2012) De Quentin Tarantino. Com Jamie Foxx, Christoph
Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson e Kerry Washington.
Tarantino é daqueles diretores que, não importa qual o filme
ele faça, você deve assistir. Esse foi um posto que ele conseguiu, anos atrás,
com “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction”. Sendo assim, assistir a “Django Livre”
não era uma opção. Era um dever. Nesse caso, podemos dizer que não há dever
mais prazeroso do que assistir a uma obra prima. Sim, Tarantino se superou.
Após fazer o inimaginável em “Bastardos Inglórios”, indicado ao Oscar de Melhor
Filme, ele repete o mesmo feito em um longa metragem que, ao mesmo tempo, fala
de racismo, trata de uma época histórica dos Estados Unidos e presta uma
homenagem a todos os faroestes clássicos do cinema. Tudo com muito sangue,
tiroteios e diálogos inigualáveis, que exigiram dos atores total
comprometimento com seus papeis. Não são todos os diretores/roteiristas que
conseguem criar (e manter) um estilo único de contar suas histórias e ainda
manter a atenção de um público fiel ao longo dos anos.
O caçador de recompensas King Schultz resgata o escravo
Django para pedir que ele o ajude a reconhecer três bandidos que ele está atrás.
Com a ajuda, Schultz promete a liberdade de Django e parte da recompensa. Como
o ex-escravo se torna muito bom no ofício, ambos continuam em sua jornada de
caçadores até que Django pede a ajuda de Schultz para resgatar sua mulher,
traficada para a família de Calvin Candie, um famoso fazendeiro da região. Para
resgatar a mulher, os dois terão que sustentar um plano que, ao menor sinal de
falha, pode mandar tudo para os ares.
A reconstituição da época da escravidão no sul dos Estados
Unidos impressiona. Desde figurino aos cenários, chama a atenção o apuro
técnico com o qual o filme foi rodado. Apesar de alguns erros históricos (como
constatado no IMDB), o filme não se corrompe pelas falhas, pois o visual
convence o espectador, que imerge na situação vivida por Django e rapidamente
se coloca ao seu lado. Outro detalhe que impressiona é a mansão de Calvin
Candie que, imediatamente, me lembrou de filmes como “...E O Vento Levou” e “Assim
Caminha a Humanidade”, com seus casarões no meio do deserto.
Claro que essa afeição ao personagem também se deve a outros
fatores, como a interpretação fenomenal de Jamie Foxx como Django. É visível o
ódio do personagem contra aqueles que lhe afligiram, mas também o ator passa a
inocência dele, que viveu tanto tempo na escravidão. Isso é notório na cena em
que Schultz diz a Django que ele pode escolher a própria roupa. Christoph Waltz
repete a maestria em um filme de Tarantino. Não é à toa que ele está novamente
indicado em Ator Coadjuvante no Oscar desse ano.
Leonardo DiCaprio, como Calvin Candie, e Samuel L. Jackson,
como o escravo Stephen, também estão fenomenais. Aliás, a sequência do diálogo
entre os dois, quando fica ‘claro’ quem realmente manda em Candyland, a fazenda
de Calvin Candie, é sensacional. E Leonardo DiCaprio se entregou tanto ao papel
que se machucou de verdade em uma das cenas.
Com um roteiro espetacular, e uma reviravolta digna de
Tarantino ao final, “Django Livre” se consagra como um dos melhores filmes do
diretor (o que é redundante) e conta uma das melhores histórias sobre esse
período em um filme. Para encerrar, caso você ainda não tenha visto o filme,
repare na cena da emboscada de dezenas de homens encapuzados à carruagem de
Django e King Schultz. Não apenas traz um diálogo peculiar, com um tipo de
humor que só Tarantino sabe trazer a esses filmes (incluindo a presença de um
ator em particular na cena), mas mostra o início do que viria a ser a Ku Klux Klan,
alguns anos mais tarde. Realmente, ele sabe mexer nas feridas de forma única.
As canções de 007 sempre foram um dos pontos altos de cada filme lançado.Desde clássicas feitas por Sir Paul McCartney até músicas interpretadas por Madonna, teve de tudo no repertório dos filmes do agente secreto mais famoso da Grã-Bretanha. Em 2012, a saga James Bond fez 50 anos e o Oscar vai prestar uma grande homenagem a essa que é a maior franquia do cinema, com 23 filmes.
Como era de se esparar, a canção "Skyfall", composta por Adele e Paul Epworth, foi indicada na categoria Melhor Canção e pode ser o primeiro prêmio para uma canção de 007. Mas não foi a única indicada. Confira abaixo quais foram as outras músicas-tema de filmes de James Bond que concorreram ao Oscar de Melhor Canção, mas não faturaram a estatueta dourada:
1973 - "Live and Let Die" - composta por Paul McCartney e Linda McCartney para o filme "Com 007 Viva e Deixe Morrer", é considerada por muitos a melhor canção dos filmes de 007 de todos os tempos. Neste ano, perdeu para "The Way We Were", canção do filme "Nosso Amor de Ontem", protagonizado por Barbra Streisand e Robert Redford.
1977 - "Nobody Does it Better" - uma das poucas músicas que não é leva o nome do título do filme, essa foi composta por Carole Bayer Sager e Marvin Hamlisch para "007 - O Espião Que Me Amava".A canção é interpretada por Carly Simon e não levou o Oscar em 1977, perdendo para "You Light Up My Life" do
filme "Luz da Minha Vida".
1981 - "For Your Eyes Only"- A última chance de 007 na categoria Melhor Canção até 2012 foi com essa canção escrita por Mick Leeson sobre música de Bill Conti para o filme "007 - Somente para Seus Olhos". Dessa vez, a intérprete era a escocesa Sheena Easton. A estatueta não veio e a canção vencedora foi "Arthur's Theme (Best That You Can Do", do filme "Arthur - Milionário e Sedutor".
Vamos aguardar o dia 24 de fevereiro para ver se "Skyfall" irá honrar essas e as outras 19 canções-tema de James Bond.
Chegou a hora de o CINEMARCOS apontar quem foram os melhores do ano que se passou, pela quinta vez consecutiva. Dessa vez, vamos ver quais filmes foram os melhores em 2012, considerando os filmes que foram lançados no Brasil nesse período. Lembrando que a escolha dos finalistas abaixo são pessoais e subjetivas, além de levar em conta a regra acima: o filme estreou em 2012, não importa o ano em que foi produzido.
Apesar de poucas comédias de peso e filmes de terror abaixo da média, 2012 foi um bom filme para o cinema, trazendo várias contribuições grandiosas à Sétima Arte. Veja a nossa lista abaixo e aproveite e deixe seus favoritos nos comentários. O resultado sai após o Oscar 2012.
Melhor Filme
ARGO
O ARTISTA
AS AVENTURAS DE PI
O IMPOSSÍVEL
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
SHAME
Melhor Ator
Leonardo Di Caprio - J. Edgar
Jean Dujardin - O Artista
George Clooney - Os Descendentes
Ryan Gosling - Drive
Michael Fassbender - Shame
Melhor Atriz
Naomi Watts - O Impossível
Meryl Streep - A Dama de Ferro
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millenium: Os Homens que Não Amavam As Mulheres
Judi Dench - O Exótico Hotel Marigold
Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz - Deus da Carnificina
Bill Nighly - O Exótico Hotel Marigold
Alan Arkin - Argo
Tom Hardy - Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Matthew McGonaughey - Magic Mike
Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Berenice Bejo - O Artista
Maggie Smith - O Exótico Hotel Marigold
Carey Mulligan - Shame
Melhor Diretor
Michel Hazanavicius - O Artista
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret
Ben Affleck - Argo
Ang Lee - As Aventuras de Pi
Roman Polanski - Deus da Carnificina
Melhor Drama
Cavalo de Guerra
Precisamos Falar Sobre Kevin
Tão Forte e Tão Perto
Shame
O Impossível
Melhor Comédia
Projeto X
O Exótico Hotel Marigold
Deus da Carnificina
Ted
Um Divã Para Dois
Melhor Romance
Um Homem de Sorte
Para Sempre
Apenas uma Noite
Um Divã Para Dois
Melhor Filme de Ação
Os Mercenários 2
Os Vingadores
Jogos Vorazes
Looper - Assassinos do Futuro
007 - Operação Skyfall
Melhor Filme de Terror/Suspense
Atividade Paranormal 4
A Entidade
A Mulher de Preto
A Última Casa da Rua
Melhor Filme de Sci-Fi/HQ
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Os Vingadores
As Aventuras de Tintim
Looper - Assassinos do Futuro
O Espetacular Homem-Aranha
Melhor Filme de Animação
As Aventuras de Tintim
Valente
Frankenweenie
A Origem dos Guardiões
Madagascar 3
Melhor Canção
"Breathe of Life" - Branca de Neve e o Caçador
"A Thousand Years pt.2" - A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2
"Safe & Sound" - Jogos Vorazes
"Skyfall" - 007 - Operação Skyfall
"Touch the Sky" - Valente
"Everybody Needs a Best Friend" - Ted
Melhor Filme Estrangeiro Não-Norte-Americano
A Separação
Intocáveis
E se Vivêssemos Todos Juntos?
Habemus Papam
Os Infiéis
Melhores Efeitos Especiais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Vingadores
As Aventuras de Pi
Branca de Neve e o Caçador
Prometheus
Melhor Filme Nacional
Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
A Febre do Rato
Heleno
A Música Segundo Tom Jobim
Paraísos Artificiais
Xingu
Melhor Ator Nacional
Rodrigo Santoro - Heleno
Caio Blat - Uma Longa Viagem
João Miguel - Xingu
Matheus Solano - A Novela das Oito
Julio Andrade - Gonzaga - De Pai Pra Filho
Melhor Atriz Nacional
Camila Pitanga - Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
Débora Falabella - Meu País
Alinne Moraes - Heleno
Nathalia Dill - Paraísos Artificiais
Nanda Costa - A Febre do Rato
Filme Mais Cool do Ano
As Vantagens de Ser Invisível
Projeto X
Poder Sem Limites
Jogos Vorazes
Looper - Assassinos do Futuro
Melhor Ator/Atriz Menor de 18 anos
Asa Butterfield - A Invenção de Hugo Cabret
Tom Holland - O Impossível
Thomas Horn - Tão Forte e Tão Perto
Amandla Stenberg - Jogos Vorazes
Chloe Grace Moretz - A Invenção de Hugo Cabret
(EUA, 2012)
De Ben Affleck. Com Ben Affleck, Bryan Cranston, Alan Arkin, John Goodman, Victor
Garber, Tate Donovan, Clea DuVall e Kyle Chandler.
Ben Affleck começa a construir uma respeitada carreira de diretor
após três longas-metragens bem sucedidos diante da crítica especializada e por
fãs de cinema. Com “Medo da Verdade” e “Atração Perigosa”, Affleck conseguiu
mostrar que podia ser mais do que um ator que estava, honestamente, em diversos
filmes ruins como ator. Em “Argo”, ele entrega um filme maduro, com um roteiro
que prende o espectador e ajuda a reconstruir um período um tanto obscuro da
história americana, a ajuda do governo ao aiatolá Khomeini, do Irã e um plano
mirabolante da CIA para resgatar reféns. O filme ganhou ainda mais reputação ao
ser indicado ao Oscar e ao vencer o Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama,
batendo o favorito “Lincoln”. Claro que ajuda “Argo” ser baseado em uma
operação que mostra os bastidores da produção de um filme, mesmo que falso.
Em 1980, seis americanos fogem da embaixada dos Estados
Unidos no Irã durante uma rebelião e ficam refugiados na residência do embaixador
do Canadá. Cabe à CIA retirá-los de lá antes que a ausência de seis
funcionários seja notada e os EUA sejam acusados de espionagem. Dentre vários
planos que parecem fadados ao fracasso, o agente Tony Mendez sugere uma ideia
mais arriscada ainda: simular a produção de um filme de ficção científica, de
nome “Argo”, que está procurando por locações em um lugar exótico, como o Irã.
Apesar dos riscos, a operação é aprovada e Mendez vai contar com o apoio do
diretor Lester Siegel, que concorda em sair da sua aposentadoria para ajudar no
resgate aos reféns.
“Argo” é um thriller muito bem conduzido e produzido. As
ruas de Teerã, as rebeliões e as ações envolvendo o governo americano e as operações
no Irã são mostradas com muito realismo, envolvendo um tratamento na fotografia
que confere uma aparência de filmes feitos no fim da década de 1970. Affleck
usou como referências filmes como “Todos os Homens do Presidente”, entre outros
com a mesma estética. Por conta disso, “Argo” confere uma autenticidade aos
fatos narrados, agregando confiabilidade mesmo que seja um filme de ficção.
A tensão criada, especialmente nos minutos finais do filme,
para os resgates dos reféns, é mérito de um conjunto de fatores, desde o
roteiro escrito por Chris Terrio até a produção e as ótimas atuações,
destacando-se Alan Arkin, indicado ao Oscar pelo papel de Lester Siegel, os
intérpretes de iranianos e o próprio Ben Affleck, que recuperou o fôlego
perdido em filmes ruins, como dito lá em cima.
O filme foi indicado a sete Oscars e, apesar da boa campanha
capitaneada pelo Globo de Ouro, “Argo” continua não sendo o favorito, mas tem
boas chances de surpreender na cerimônia. Já é um feito grande para um diretor
que, anos antes, tinha entregado uma performance imperdoável como o Demolidor.
Mas algo até esperado de alguém que estreou como roteirista ganhando o Oscar
por “Gênio Indomável”.
A entrega dos Golden Globe Awards ontem à noite foi cheia de
surpresas. Quer dizer, nem tantas surpresas. Mas nos diz muito do porquê o
Globo de Ouro tem deixado de ser a referência para o Oscar nos últimos anos. A
começar pela premiação de “Argo” em Melhor Filme – Drama e Melhor Diretor para Ben
Affleck. Tá, tudo bem que “Argo” deve ser um filmão (sim, o blogueiro ainda não
assistiu), mas a comoção geral este ano era para que “Lincoln”, de Steven
Spielberg, dominasse os prêmios a que estava concorrendo. Ainda mais inesperada
foi a vitória de Affleck, o ator-que-virou-diretor que bateu Spielberg, Ang Lee
e Quentin Tarantino.
Se por um lado “Argo” foi uma surpresa (vide a expressão do
próprio Ben Affleck), o musical “Os Miseráveis” confirmou o favoritismo como
Melhor Filme - Comédia/Musical e ainda nas categorias de Ator para Hugh Jackman
e Atriz Coadjuvante para Anne Hathaway, que deve repetir o mesmo resultado no
Oscar.
No Globo de Ouro, o favoritismo de “Lincoln” só ficou mesmo
para Daniel Dae-Lewis, que venceu na categoria Melhor Ator – Drama, enquanto Quentin
Tarantino levou Melhor Roteiro por “Django Livre”. Tarantino conseguiu também
um segundo prêmio de Ator Coadjuvante para Christoph Waltz, depois da proeza
que foi “Bastardos Inglórios” alguns anos antes.
Outras surpresas ficaram por conta das categorias das
Atrizes. Em Comédia/Musical, Jennifer Lawrence, que até era favorita, ganhou
por “O Lado Bom da Vida”, mesmo concorrendo contra Meryl Streep (com direito
até à piadinha). Já em Drama, a tensão foi grande até o anúncio, com Jessica
Chastain se sagrando vencedora por “A Hora Mais Escura”. Naomi Watts, Helen
Mirren, Rachel Weisz e Marion Cotillard também estavam no páreo, mas como Naomi
Watts é a única concorrendo ao Oscar, junto com Chastain, as chances da
vencedora diminuem no prêmio da Academia.
A noite fecha ainda com “As Aventuras de Pi” ganhando Trilha
Sonora, “Valente” em Animação – embora não merecesse, já que “Detona Ralph” e “Frankenweenie”
são muito melhores -, e Adele ganhando mais um prêmio por sua canção “Skyafall”
para o mais recente filme da franquia 007. Essa sim foi uma reação genuína e
completamente surpresa. Michael Haneke também ganhou o prêmio de Filme
Estrangeiro por “Amor”, o que também deve se confirmar no Oscar.
Resumo: apesar de a noite ter sido boa, pela experiência não
dá pra dizer se o Globo de Ouro é um bom termômetro para o Oscar, mas deixa a
cabeça dos espectadores e votantes ainda mais confusa, já que a Academia tende
a premiar longas mais, digamos, clássicos, e “Argo” é um filme que revigora o
fôlego da indústria cinematográfica. Lembrando que o Oscar também traz nomes
como “Indomável Sonhadora” e “Amor” em categorias importantes, então, a noite
do dia 24 de fevereiro será mesmo surpreendente.