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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Oscar Mais Jovem

A altamente conservadora Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, conhecida como AMPAS, adora rostos novos com grande talento pela frente. Não é à toa que vira e mexe gente nova aparece entre os indicados e eventualmente levam um prêmio. Este ano não foi exceção e jovens promissores tiveram seus talentos reconhecidos pela AMPAS e daqui pra frente vão agregar o termo “Academy Award Nominee” antes de seus nomes nos créditos dos filmes.
Jennifer Lawrence tem apenas 20 anos e já trabalha como atriz desde os 14, quando foi descoberta por agentes em Nova York. Ela fez vários papeis na televisão e alguns no cinema, mas foi pelo papel na série “The Bill Engval Show”, desconhecida no Brasil, que ela ficou mais em evidência. Sua principal aparição até o ano passado tinha sido em “Vidas que se Cruzam”, estreia do roteirista Guillermo Arriaga na direção, com Charlize Theron e Kim Basinger no elenco. Após isso, veio o papel em “Inverno da Alma”, longa que conquistou Sundance em 2010 e foi um dos primeiros favoritos ao Oscar. Lawrence já tem aparição certa em mais cinco filmes até 2012, entre eles “X-Men: First Class”, onde ela será ninguém menos do que a Mística.

Antes de estourar mundo afora com “A Rede Social”, no papel de Mark Zuckerberg, Jesse Eisenberg já podia ser visto em diversos papeis em filmes como “A Lula e a Baleia”, “A Vila” e “Zumbilândia”. Apesar da aparência de novo, Jesse tem 27 anos e trabalha desde os 16, estreando na série americana “Caia na Real” em 1999, ao lado de outra estreante, Anne Hathaway. Para compor o papel do criador do Facebook, o ator disse que não fez muita coisa a não ser treinar seu lado introspectivo, ler muito sobre Zuckerberg e, claro, navegar no Facebook. Jesse chegou a dizer que o papel de Zuckerberg foi o mais insensível de toda a sua carreira e por esse mesmo motivo ele achou o papel confortável, novo e excitante, de maneira que ele não precisava se preocupar com o público, já que se tratava de uma pessoa real.

A mais nova concorrente a um Oscar esse ano é Hailee Steinfeld, de 14 anos, que conseguiu uma indicação à Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme “Bravura Indômita”, dos Irmãos Coen. Na TV, Hailee atua desde os 11 anos e “Bravura Indômita” é seu primeiro filme pra cinema. Para mandar bem no teste que lhe deu o papel, ela leu o roteiro várias vezes e assistiu ao filme original para incorporar o sotaque caipira do Novo México, onde o filme se passa - Hailee é da Califórnia. Esse pequeno esforço fez com que ela se destacasse das demais concorrentes. A atriz já conseguiu sete prêmios e várias indicações pelo papel, o que já a deixou cotada para outras produções.

A cerimônia de entrega do Oscar acontece no dia 27 de fevereiro.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SAG: “O Discurso do Rei”, favorito?



Esquenta a disputa. Esses dias li num artigo que estavam tachando “O Discurso do Rei” como favorito no Oscar somente por causa do seu número de indicações e que, em vez disso, o favorito ainda seria “A Rede Social”, por seu contexto. Concordo com o fato de que número de indicações realmente não quer dizer nada – a história do Oscar está cheia de exemplos nesse sentido, mas será que o longa britânico é tão pouco creditado assim entre os votantes da Academia para não ser chamado de favorito?

Tudo indica que não. “O Discurso do Rei” vem fazendo uma carreira bonita nas premiações, cuja última aclamação aconteceu neste domingo, dia 30 de janeiro, na premiação do Screen Actors Guild, o sindicato dos atores norte-americanos. O filme levou o prêmio de Melhor Elenco (o equivalente a “Melhor Filme”, já que o SAG só premia atuações) e Melhor Ator para Colin Firth, esse sim franco favorito ao Oscar.

E não é só de SAG que vive “The King’s Speech”, no original. O sindicato dos produtores de Hollywood o elegeu como Melhor Filme do ano, desbancando o longa de David Fincher sobre a criação do Facebook. Já os diretores elegeram Tom Hooper como o Melhor na direção em 2010. Além disso, o filme tem um monte de outros prêmios na bagagem. Bem menos do que “A Rede Social”, é verdade.

Se o rei inglês do início do século XX vai bater o rei americano do início do século XXI no Oscar, só saberemos mesmo no dia 27 de fevereiro. Vai ser acirrada a briga, que ainda tem “Bravura Indômita” no páreo e outros sete filmes, mas surpresa, surpresa mesmo, vai ser se “Inverno da Alma” levar o prêmio pra casa.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

OSCAR 2011 - Os Indicados


Acabou a espera. Na verdade, acabou a espera pelo nada, já que tudo indicava que a lista de indicados ao Oscar 2011 iria repetir uma tendência polarizada. Aparentemente, a batalha vai ser mesmo entre “A Rede Social” e “O Discurso do Rei”. Este último obteve 12 indicações, liderando a corrida deste ano. Seu rival internético recebeu apenas 8 indicações. Na categoria Melhor Filme, com dez vagas em aberto, era possível saber que a lista ia abranger vários dos filmes esquecidos até agora nas premiações, mas funcionando mesmo como um prêmio de consolação. Quem deve surpreender mesmo é “Bravura Indômita”, com 10 indicações, mostrando que a Academia realmente adora os irmãos Coen, depois de “Onde os Fracos Não Tem Vez” e “Um Homem Sério”.

Dentre as surpresas, temos a ausência (muito, muito sentida) de Andrew Garfield da lista de atores coadjuvantes. O cara merecia essa indicação por “A Rede Social”, talvez mais até do que Jesse Eisenberg. Em seu lugar, figurou John Hawke por “Inverno da Alma” e Mark Ruffallo, até então bem esquecido, por “Minhas Mães e Meu Pai”. Outra surpresa, foi a indicação de Hailee Steinfield, de “Bravura Indômita”. Surpresa não pela atuação, porque ela realmente é boa no papel, mas tinha nomes mais fortes pra entrar no páreo de atriz coadjuvante como Mila Kunis, por “Cisne Negro”, e Julianne Moore, de “Minhas Mães e Meu Pai”.

Christopher Nolan foi solenemente ignorado na direção, mas “A Origem” conseguiu 8 indicações, entre elas Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Já “Toy Story 3” se tornou a terceira animação a conseguir o feito de ser indicada a Melhor Filme, depois de “A Bela e a Fera” e “Up”. Claro que isso deve se repetir cada vez mais, com a regra de 10 filmes indicados e com a Pixar só aumentando seu gabarito.

No mais, a gente vai acompanhando o desenrolar da briga até o desfecho no dia 27 de fevereiro, quando as estatuetas serão entregues, em cerimônia apresentada por James Franco e Anne Hathaway. A propósito, vai ser muito estranho James Franco ganhar o Oscar sendo o apresentador, ou a indicação do host significa que ele já não vai ganhar mesmo? Só em fevereiro pra saber.

Confira as indicações:

Melhor filme
"Cisne Negro"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"
"Toy Story 3"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"O Vencedor"
"127 Horas"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"Inverno da Alma"

Melhor direção
Darren Aronofsky - "Cisne Negro"
David Fincher - "A Rede Social"
David O. Russell - "O Vencedor"
Tom Hooper - "O Discurso do Rei"
Joel Coen e Ethan Coen - "Bravura Indômita"

Melhor ator
Javier Bardem - "Biutiful"
Jeff Bridges - "Bravura Indômita"
Colin Firth - "O Discurso do Rei"
James Franco - "127 Horas"
Jesse Eisenberg - "A Rede Social"

Melhor atriz
Annette Bening - "Minhas Mães e Meu Pai"
Natalie Portman - "Cisne Negro"
Nicole Kidman - "Rabitt Hole - Reencontrando a Felicidade"
Jennifer Lawrence - "Inverno da Alma"
Michelle Wiliams - "Blue Valentine"

Melhor ator coadjuvante
Geoffrey Rush - "O Discurso do Rei"
Christian Bale - "O Vencedor"
Jeremy Renner - "Atração Perigosa"
John Hawkes - "Inverno da Alma"
Mark Ruffalo - "Minhas Mães e Meu Pai"

Melhor atriz coadjuvante
Melissa Leo - "O Vencedor"
Amy Adams - "O Vencedor"
Helena Bonham Carter - "O Discurso do Rei"
Hailee Steinfeld - "Bravura Indômita"
Jacki Weaver - "Animal Kingdom"

Melhor animação
"Toy Story 3"
"Como Treinar o Seu Dragão"
"O Mágico"

Melhor roteiro original
"Cisne Negro"
"A Origem"
"Anotyher Year"
"O Vencedor"
"O Discuros do rei"

Melhor roteiro adaptado
"127 Horas"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"
"Toy Story 3"
"Inverno da Alma"

Melhor filme estrangeiro
"Fora da Lei" (Argélia)
"Incendies" (Canadá)
"Em Um Mundo Melhor" (Dinamarca)
"Dente Canino" (Grécia)
"Biutiful" (México)

Melhor documentário
"Lixo Extraordinário"
"Trabalho Interno"
"Exit Through the Gift Shop"
"Gasland"
"Restrepo"

Melhor trilha sonora
Hans Zimmer - "A Origem"
Trent Reznor e Atticus Ross - "A Rede Social"
Alexandre Desplat - "O Discurso do Rei"
John Powell - "Como Treinar o seu Dragão"
A.R. Rahman - "127 Horas"

Melhor canção original
"Coming Home" - "Country Strong"
"I See the Light" - "Enrolados"
"If I Rise" - "127 Horas"
"We Belong Together" - "Toy Story 3"

Melhor edição
"127 Horas"
"Cisne Negro"
"A Rede Social"
"O Discurso do Rei"
"O Vencedor"

Melhor fotografia
"A Origem"
"Cisne Negro"
"A Rede Social"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"

Melhor figurino
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"Alice no País das Maravilhas"
"I am Love"
"The Tempest"

Melhor direção de arte
"Alice no País das Maravilhas"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I"

Melhor mixagem de som

"Salt"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"

Melhor edição de som
"Toy Story 3"
"Tron - O Legado"
"A Origem"
"Bravura Indômita"
"Incontrolável"

Melhor maquiagem
"O Lobisomem"
"Caminho da Liberdade"
"Minha Versão para o Amor"

Melhores efeitos visuais
"Além da Vida"
"A Origem"
"Homem de Ferro 2"
"Alice no País das Maravilhas"
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I"

Melhor curta-metragem
"The Confession"
"The Crush"
"God of Love"
"Na Wewe"
"Wish 143"

Melhor documentário em curta-metragem

"Poster Girl"
"Strangers no More"
"Killing in the Name"
"Sun Come Up"
"The Warriors of Qiugang"

Melhor curta-metragem de animação
"Day & Night"
"Let's Pollute"
"The Lost Thing"
"The Gruffalo"
"Madagascar, Carnet de Voyage"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Globo de Ouro: Termômetro?

Na boa, a cerimônia do Globo de Ouro que aconteceu neste último domingo foi fraca, convenhamos. Mas não vamos culpar apenas a cerimônia. Todo mundo tá cansado de saber que o GG (Golden Globe) é aquela fanfarronice: gente bebendo, passeando pra lá e pra cá, indo no banheiro e raramente prestando atenção. Nosso querido anfitrião, Ricky Gervais, com aquele humor britânico que ninguém entende (talvez nem eles), mandou mais mal do que bem. Robert Downey Jr. conseguiu ser mais engraçado que ele.

Até poderia comentar das séries, mas elas não fugiram do óbvio. Aliás, a TV tem dado um banho no cinema em alguns quesitos. “Glee” levou o prêmio de melhor série cômica, contrariando alguns entusiastas de “Modern Family”, assim como Melhor Atriz e Ator Coadjuvante em série para Jane Lynch e Chris Colfer. O prêmio de Jim Parsons por “The Big Bang Theory” também era um tanto óbvio, mas a surpresa da noite foi Laura Linney ganhar de Eddie Falco, por “The Big C”. No Drama, “Boardwalk Empire” , trunfo da HBO, levou a melhor como série e ator, para Steve Buscemi. A mulher lá de “Sons of Anarchy”, série que eu nem conheço, também surpreendeu e ganhou de Juliana Marguiles, de “The Good Wife”. Apesar disso, tudo muito óbvio.

Nos filmes, o problema não foi da obviedade. Tá tudo até muito dividido esse ano e, não fosse o GG separar drama de comédia, o páreo na noite de domingo ficaria pior ainda. O problema foi de produções mais fracas mesmo. Por mais que eu tenha gostado de “A Rede Social”, o filme não é estupendo. Algo que, na verdade, nenhum dos candidatos era. Talvez “O Discurso do Rei” ou “Cisne Negro”, mas esses nem chegaram aqui no Brasil, e aparentemente não são tão impactantes assim. Possivelmente “A Rede Social” seja o melhor filme do ano passado, sim, dentre os medíocres e comuns. Atente para a palavra ‘medíocre’, porque temos a tendência de achar ela depreciativa, quando na verdade significa simplesmente ‘mediano’.



Concordo com os vencedores nas categorias de atuação. Colin Firth e Jesse Eisenberg ainda vão brigar muito por prêmios, mas o primeiro já levou uma briga pra casa. Ganhando o GG, Colin Firth ganha força pra levar o Oscar. Também contribui o fato de ele ser relativamente veterano e já ter sido indicado ano passado, por “Direito de Amar”. “Eisenberg ainda tá novo!”, julgarão os puristas da Academia, até porque seu prêmio de consolação deverá ser o Oscar de Melhor Filme. E Paul Giamatti, entra na roda? Ele ganhou o prêmio de Melhor Ator em Comédia, mas será que tem força pra entrar no duelo? I don’t think so.

Dentre as mulheres, Natalie Portman ganhou por “Cisne Negro”, merecidíssimo e já esperado prêmio, e Annette Benning levou por “Minhas Mães e Meu Pai”, merecidíssmo e já esperado prêmio. Aliás, “Minhas Mães e Meu Pai” foi um dos primeiros filmes de 2010 a ser apontado como favorito pra qualquer coisa, culminando com o prêmio de Melhor Filme Comédia/Musical no GG. As duas atrizes devem também duelar no Oscar, mas como a Academia preza mais o drama do que a comédia, acho que sabemos quem vai ganhar. A não ser que dê um revertério neles e o prêmio fique com Jennifer Lawrence (“Inverno da Alma”) ou Nicole ‘duvido’ Kidman (“Rabbit Hole”).



Bom, nada muito fora do esperado né? Dá até pena de qualquer outra animação de 2010 estar em uma categoria junto com “Toy Story 3”. Aí embaixo você confere os vencedores. O que eu to procurando ainda é aquela ansiedade pré-Oscar que sempre toma conta de mim todos os anos. Por enquanto, ela ainda não chegou.

Melhor filme: Drama
A Rede Social
A Origem
O Cisne Negro
O Discurso do Rei
O Vencedor

Melhor atriz em filme de Drama

Natalie Portman – O Cisne Negro
Michelle Williams – Blue Valentine
Halle Berry – Frankie & Alice
Nicole Kidman – Rabbit Hole
Jennifer Lawrence – Winter’s Bone

Melhor ator em filme de Drama
Jesse Eisenberg – A Rede Social
Colin Firth – O Discurso do Rei
Mark Wahlberg – O Vencedor
Ryan Gosling – Blue Valentine
James Franco – 127 Horas

Melhor atriz coadjuvante
Mila Kunis – O Cisne Negro
Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
Amy Adams – O Vencedor
Melissa Leo – O Vencedor
Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor ator coadjuvante
Andrew Garfield – A Rede Social
Geoffrey Rush – O Discurso do Rei
Christian Bale – O Vencedor
Michael Douglas – Wall Street: O dinheiro nunca Dorme
Jeremy Renner – Atração Perigosa

Melhor filme Musical ou Comédia
Alice no País das Maravilhas
Burlesque
Red
O Turista
Minhas mães e Meu Pai

Melhor atriz em filme de Comédia ou Musical
Anne Hathaway – Amor e outras Drogas
Emma Stone – Easy A
Julianne Moore – Minhas mães e meu Pai
Annette Bening – Minhas mães e meu Pai
Angelina Jolie – O Turista

Melhor ator em filme de Comédia ou Musical
Johnny Depp – O Turista
Johnny Depp – Alice no País das Maravilhas
Jake Gyllenhaal – Amor e outras Drogas
Kevin Spacey – Casino Jack
Paul Giamatti – Barney’s Version

Melhor direção
David Fincher – A Rede Social
Darren Arronofsky – O Cisne Negro
Tod Hopper – O Discurso do Rei
Christopher Nolan – A Origem
David O. Russel – O Vencedor

Melhor Roteiro
A Rede Social – Aaron Sorkin
O Discurso do Rei – David Seidler
A Origem – Christopher Nolan
Minhas Mães e Meu Pai – Lisa Cholodenko e Stuart Bloomberg
127 Horas – Danny Boyle e Simon Beaufoy

Melhor Animação
Toy Story 3
Meu Malvado Favorito
Como treinar seu Dragão
Enrolados
O Mágico

Melhor filme Estrangeiro
In a Better World (Dinamarca)
I am Love (Itália)
The Edge (Rússia)
The Concert (França)
Biutiful (México)

Trilha Sonora Original
Trent Reznor and Atticus Ross – A Rede Social
Danny Elfman – Alice no país das Maravilhas
Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
Hans Zimmer – A Origem
A.R Rahmann – 127 Horas

Música original
Bound to You – Burlesque
You haven’t seen the Last of Me – Burlesque
Coming Home – Country Song
I See the Light – Enrolados
There’s a Place for us – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Melhor Série de TV de comédia ou Musical
Glee
Modern Family
The Big C
30 Rock
The Big Bang Theory
Nurse Jackie

Melhor atriz de série de comédia ou musical
Lea Michele – Glee
Laura Linney – The Big C
Tina Fey – 30 Rock
Edie Falco – Nurse Jackie
Toni Collette – United States of Tara

Melhor ator de série de comédia ou musical
Matthew Morrison – Glee
Jim Parsons – The Big Bang Theory
Alec Baldwin – 30 Rock
Steve Carrell – The Office
Thomas Jane- Hung

Melhor série de Drama
The Good Wife
Mad Men
The Walking Dead
Dexter
Boardwalk Empire

Melhor atriz de Série Dramática

Jullianna Marguiles – The Good Wife
Kyra Sedgewick – The Closer
Elizabeth Moss – Mad Men
Piper Perabo – Convert Affairs
Katie Sagal – Sons of Anarchy

Melhor ator de Série Dramática
Jon Hamm – Mad Men
Hugh Laurie – House
Michal C. Hall – Dexter
Bryan Cranston – Breaking Bad
Steve Buscemi – Boardwalk Empire

Melhor minissérie ou telefilme
The Pacific
You don’t Know Jack
Pillars of the Earth
Temple Grandin
Carlos

Melhor atriz de minissérie ou telefilme
Claire Danes – Temple Grandin
Ramola Garai – Emma
Jennier Love Hewitt – The Client List
Judi Dench – Return to Cranford

Melhor ator de minissérie ou telefilme
Ian McShane – Pillars of the Earth
Edgar Ramirez – Carlos
Al Pacino – You don’t know Jack
Idris Elba – Luthor
Dennis Quaid – The Special Relationship

Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
Jane Lynch – Glee
Sofia Vergara – Modern Family
Julia Stiles – Dexter*
Kelly MacDonald – Boardwalk Empire
Hope Davis – The Special Relationship

Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou telefilme
Chris Colfer – Glee
Eric Stonestreet – Modern Family*
Chris Noth – The Good Wife
Scott Caan – Hawaii 5-0
David Strathern – Temple Grandin

sábado, 4 de dezembro de 2010

A Rede Social

The Social Network (EUA, 2010)
De David Fincher. Com Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Rooney Mara, Max Minghella, Rashida Jones e Armie Hammer.

Há pouco mais de um ano eu escrevi uma notícia que eu mesmo desacreditei. Era sobre o fato de David Fincher, aclamado diretor de "Clube da Luta" e recém-saído de "O Curioso Caso de Benjamin Button" ter sido escolhido para adaptar a história da criação do Facebook. Em meio à adaptações absurdas, como a cogitada história do Cubo Mágico, essa parecia mais uma. Esse espanto pode ter vindo por eu não conhecer, à época, a história que levou o Facebook ao estrelato. Vejamos só a evolução dos números da minha nota à estreia do filme, nesta sexta. Em junho de 2009, o site tinha 200 milhões de membros e era avaliado em US$ 16 bilhões. Hoje, o número saltou para 500 milhões de membros, com avaliação em US$ 25 bilhões. É muita gente. É muito dinheiro. É claro que a história por trás disso seria ótima de contar. Há um ano atrás eu não podia estar mais errado.

O filme mostra como Mark Zuckerberg, em 2003, um estudante da universidade de Harvard, criou, ao lado de seu amigo Eduardo Saverín, o Facebook. Essa é a sinopse óbvia. Acontece que Zuckerberg teria roubado a ideia de outros alunos do campus, que teriam sugerido uma rede interna apenas para a universidade. Zuckerberg aproveitou a ideia e construiu algo maior: uma rede social que colocasse todos os paradigmas sociais do dia-a-dia na internet e que você só teria acesso se fosse convidado, como um clube particular. Ele usou a ideia em conjunto com os algoritmos (e os recursos) do amigo Eduardo, que aposta na ideia de Mark, mas sempre é colocado de lado. Quando o Facebook começa a ganhar notoriedade, ele vira alvo de disputas, seja a dos acusadores de plágio, seja de investidas de Sean Parker, o inventor falido do Napster que vê no Facebook sua chance de retornar ao topo da elite virtual. As investidas de Parker são vistas com desagrado por Eduardo, que se vê traído por Zuckerberg e passa a ser um de seus maiores inimigos.


O que mais chama a atenção não é fato de essa ser uma história real. É que essa é uma história real contemporânea. Contemporânea demais! Há cinco anos, quando o Facebook estourou no mundo, eu nem tinha internet ainda. Não se pensava no mundo globalizado como está hoje e parte desse pensamento se deve ao avanço de redes sociais, como o Facebook. O que Mark Zuckerberg fez foi mudar a maneira como nós nos relacionamos com as pessoas. No seu dia-a-dia você mal conversa com um colega de classe, mas comenta todos os status dele na rede social! E se ele se tornou o bilionário mais jovem do mundo, bem, isso se deve à sua visão da coisa toda. Pra ele, a principal razão de o Facebook ser tão popular é porque o site é, nas suas palavras, legal.

Saindo do campo das reflexões, David Fincher acertou mais uma vez ao conferir um toque pessoal ao filme que aproxima o espectador. Acertou também na escolha dos seus protagonistas. Jesse Eisenberg sai dos porões de comédias como "Zumbilândia" e "Férias Frustradas de Verão" e se projeta como um ator com futuro promissor, ainda mais com um desafio de encarnar um personagem ainda vivo: ele é apenas alguns meses mais velho que o Zuckerberg real.


Justin Timberlake até que pode continuar investindo na carreira de ator. Aqui ele interpreta uma espécie de antagonista. Na prática, ele divide as atenções de Mark com Eduardo Saverín, consegue ganhar mais atenção mas detrói tudo por causa de sua vida relapsa. Ou melhor, não destróooi tudo, mas uma poa parte. Já a surpresa do filme é Andrew Garfield, quase um desconhecido quando foi contratado para "A Rede Social" e com os olhos voltados pra ele na estreia do filme. É que Garfield vai ficar com um dos papeis mais icônicos do cinema deste início de século: Peter Parker/Homem-Aranha. E é dele que parte as melhores atuações do filme, como o amigo traído/usado/confiante ou /qualquer outro adjetivo que se queira usar, de Mark Zuckerberg. Já se cogita uma indicação certa para ele no Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.


Falando em Oscar, "A Rede Social" já estreia como um dos favoritos para a premiação do ano que vem. A Academia está dando preferência a histórias contemporâneas ultimamente, vide seus últimos ganhadores. Então, as chances do filme se potencializam consideravelmente. E antes que eu me esqueça, compartilha aí e me adiciona no Facebook.






Nota: 9,0