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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Reféns


 Trespass
(EUA, 2011) De Joel Schumacher. Com Nicolas Cage, Nicole Kidman, Cam Gigandet, Liana Liberato, Ben Meldelsohn e Jordana Spiro. 

Joel Schumacher, Nicolas Cage e Nicole Kidman. Cada um, a seu modo, precisa exorcizar os seus demônios. O primeiro é diretor de filmes variados que quase sempre são esquecíveis, apesar do sobrenome forte. Schumacher ganhou um fantasma bem ruim em suas produções depois do desastre que foi “Batman e Robin”, mas geralmente seus filmes têm uma recepção regular do público, como em “Por um Fio”, “O Fantasma da Ópera” e “Número 23”. Já Nicolas e Nicole tem uma história bem parecida: grandes astros de Hollywood, nomes de peso e respeitados em todo o mundo, mas que precisam dar uma reviravolta na carreira prejudicada por más escolhas.  Nicole Kidman até que deu um ‘chega pra lá’ na fase ruim, sendo até indicada ao Oscar recentemente por “Reencontrando a Felicidade”, Já no caso de Cage, a coisa é bem pior. Endividado e cheio de trabalhos medíocres no currículo, o astro veio decaindo ao longo da última década.  “Reféns” não chega a ser a redenção de nenhum deles e também deve entrar no rol de filmes esquecíveis de cada um.


O misterioso Kyle Miller mora numa casa luxuosa com a mulher Sarah e a filha Avery. Numa noite, a casa é invadida por um grupo de assaltantes que vem observando os passos de Kyle durante um tempo e estão em busca de diamantes e dinheiro que estariam escondidos na casa. A família é feita refém, mas as ações de Kyle em negar a entrega dos pertences complica toda a operação. Aos poucos, a natureza do assalto vai se mostrando mais complicada do que um simples roubo, revelando delicadas condições psicológicas não só dos bandidos, mas como da família. A suspeita de que Sarah teria um caso com um dos bandidos só piora tudo e é Kyle quem deve decidir se mantém ou não os seus próprios segredos.


O filme tem uma linha de suspense psicológico que funciona para manter a tensão durante toda a projeção. Os problemas de instabilidade mental e a pressão que os bandidos demonstram estar sofrendo levam a situações inusitadas, por vezes engraçadas, que dão o tom certo da história, fazendo com que esta tenha várias reviravoltas que conseguem surpreender o espectador em alguns momentos. Mas a fraqueza do roteiro, na insistência de querer fugir do óbvio, acaba dando mais consistência a ele e o filme se perde. Por exemplo: o marido traído que desconfia da sua esposa, mas acredita nela embora minta para salvá-la da situação; a quadrilha de bandidos formada pelo líder destemido, um brutamontes impaciente e sanguinário, um espertinho e uma mulher descontrolada. Perfis variados, mas todos previsíveis. Nesse caso, apelar para o óbvio traz bons resultados quando esses personagens acabam por tornar a trama divertida e não deixar o filme cair na monotonia. Porém, em outros aspectos, a falta de coerência típica desse gênero acaba atrapalhando.O clímax também é interessante, apesar da forma como o longa acaba, sem mais explicações.
 
Nicole Kidman e Nicolas Cage, apesar da boa forma, já estiveram melhores. As atuações são corretas, mas o casal não tem muita sintonia. Já Liana Liberato, a jovem atriz de quem já falei aqui, e Cam Gigandet, são dois destaques do filme, mostrando que estão no caminho certo de grandes projetos – afinal, trabalhar com esses dois protagonistas e segurar a onda ainda é muito importante. Quanto a Joel Schumacher, fez mais um filme sensacionalmente esquecível, um grande candidato às noites do Supercine.

Nota: 6,5

sábado, 26 de março de 2011

Esposa de Mentirinha


Just Go With It
(EUA, 2010) De Dennis Dugan. Com Adam Sandler, Jennifer Anniston, Brooklyn Decker, Nick Swardson e Nicole Kidman.

O Havaí deve ter um encantamento mágico que faz com que os filmes do Adam Sandler se tornem mais divertidos. Foi assim em “Como Se Fosse a Primeira Vez” e o efeito se repete agora em “Esposa de Mentirinha” (título ruim, mas fazer o quê). Comparando com títulos como “Zohan” e “Um Faz de Contas que Acontece”, o novo filme de Sandler ajuda a levantar a moral do comediante, que é um dos maiores nomes da comédia americana e continua na ativa com bons trabalhos, mesmo sendo da chamada “velha guarda”. Will Ferrell, por exemplo, não está tendo a mesma sorte e Ben Stiller tem andado bem fraco. Depois de “Gente Grande”, filme mediano, Sandler engata esta comédia romântica clichê, como todas as outras, mas com piadas que funcionam e fazem o espectador rolar de rir.

O cirurgião plástico Danny sempre usa um truque para conquistar as mulheres: usa uma aliança e finge que é casado, mas que leva um relacionamento terrível com a esposa. Assim, ele consegue a atenção de todo o tipo de mulher. Até que um dia ele conhece Palmer, uma garota linda, atraente e inteligente que cativa o coração dele no primeiro instante. Mas ao descobrir a aliança falsa, Palmer exige uma explicação de Danny, que recorre à sua assistente Kathryn. Ela sugere que Danny diga a Palmer que está se divorciando, mas ninguém contava que Palmer iria querer conhecer a suposta ex-esposa. É aí que Kathryn terá que bancar a esposa de mentirinha, mas por quanto tempo Danny conseguirá levar essa mentira adiante?

Cheio de boas piadas, é o carisma do casal principal que segura a onda do filme todo. Adam Sandler faz o sujeito bacana de sempre, mas Jennifer Aniston está absolutamente deslumbrante. Pena que ela sempre tenha cara de Rachel... Mas nesse papel ela consegue ótimos momentos de destaque. Os coadjuvantes também estão ótimos, sobretudo as crianças Bailee Madison e Griffin Gluck, os filhos de mentirinha, mercenários que só eles.
Como não foi divulgado para manter uma certa surpresa, o comentário a seguir vai como SPOILER: O que é Nicole Kidman nesse filme? Ela talvez tenha entregue o personagem mais irritante da sua carreira – com exceção de Sarah Ashley, de “Austrália”, que é hors concours. Mas isso não quer dizer que Kidman não esteja hilária no papel de Devlin, a amiga má de Kathryn que pode ser a responsável por desmascarar a trama. Destaque também para o cantor Dave Matthews, numa participação super engraçada.

Nota: 9,0

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mais uma Vez Nicole

Nicole Kidman é uma daquelas atrizes que sempre vai ter o seu nome lembrado por uma época de bons papeis no cinema. Uma época pós-“Moulin Rouge”, em que a atriz era a principal cotada para dez entre dez filmes. Indicada ao Oscar pelo papel de Satine no musical, e depois vencedora em “As Horas”, ela chegou a engrenar três, quatro filmes por ano de uma vez só.

Pois bem, o que poderia ser um mar de rosas se transformou em um pequeno martírio, quando vimos Nicole ser referência em filmes que renderam pouca bilheteria e com papeis mais fracos do que estávamos acostumados. Daí veio uma excessiva crítica negativa por parte da imprensa, o que levou a crer que a atriz estava em fim de carreira. Mas nada disso.

Kidman arrebatou mais uma indicação para a sua coleção com “Rabbit Hole – Reencontrando a Felicidade”, um drama familiar que traz de volta a melhor essência da atriz para as telas. O filme está sendo considerado uma “volta” de Kidman, que teve pouco reconhecimento em “Nine” (o elenco era estrelar e, convenhamos, o filme nem era tão bom assim) e não se saiu muito bem em “Austrália” (outro filme superestimado).

Pra mim, falar que essa indicação marca uma volta de Nicole é besteira, porque ela nunca foi embora. Sempre esteve aí, mesmo em papeis mais fracos. Ela não vai ganhar o Oscar porque a estatueta é de Natalie Portman, fato. Agora, que essa é uma ótima chance pra ela voltar e brilhar em papeis dignos de sua grandeza, isso sem dúvida.

Os cinco melhores papeis de Nicole Kidman* (na minha opinião):

1 – Virginia Woolf, em “As Horas”;

2 - Grace Margaret, em “Dogville”;

3 – Satine, em “Moulin Rouge – Amor em Vermelho”;

4 – Margot, em “Margot e o Casamento”;

5 - Grace, em “Os Outros”.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Pobre Nicole...
























Bom, como qualquer cinéfilo sabe a essa altura do campeonato, Nicole Kidman desistiu de atuar no próximo filme de Woody Allen. O filme (como eu adoro repetir hehehehe) é conhecido por enquanto apenas como "Untitled Woody Allen London Project", ou seja, o projeto sem título do Woody Allen pra Londres. O filme já está chamando a atenção por conta das contratações em torno dele: Freida Pinto, a mais nova joia indiana, Antonio Banderas, Josh Brolin (outro novo astro de Hollywood) e (ai ai) Naomi Watts. E o filme ainda pode ter a presença da brasileira Monique Alfradique, que fez testes. Bom, fora que qualquer filme de Woody Allen chame a atenção, fica a pergunta: O QUE RAIOS NICOLE KIDMAN TEM NA CABEÇA?????

A carreira dela não anda muito bem das pernas e, ainda que ela estivesse no auge dos velhos tempos, rejeitar um Woody Allen??? Ok, Allen tem seus detratores, mas poxa, fazer um filme dele dá prestígio. Ela parece enfrentar uma praga incessante em sua carreira (talvez, vítima da lendária maldição do Oscar que ronda as atrizes). Seus filmes mais recentes foram considerados fracassos de público e/ou crítica, alguns sendo até embaraçosos, como Reencarnação(2004) e Invasores (2007). A ganhadora do Oscar por As Horas já declarou que pode se afastar das telas e já foi listada no hall dos atores menos lucrativos do cinema da revista Forbes.

Checando os últimos filmes dela, segundo o IMDB:
  1. Australia (2008) .... Lady Sarah Ashley
  2. A Bússola de Ouro (2007) .... Mrs. Coulter
  3. Margot e o Casamento (2007) .... Margot
  4. Invasores (2007) .... Carol Bennell
  5. Happy Feet: O Pinguim (2006) (voice) .... Norma Jean
  6. A Pele (2006) .... Diane Arbus
  7. A Feiticeira (2005) .... Isabel Bigelow / Samantha
  8. A Intérprete (2005) .... Silvia Broome
  9. Reencarnação (2004) .... Anna
  10. Mulheres Perfeitas(2004) .... Joanna Eberhart
  11. Cold Mountain (2003) .... Ada Monroe
  12. Revelações (2003) .... Faunia Farley
  13. Dogville (2003) .... Grace Margaret Mulligan
  14. As Horas (2002) .... Virginia Woolf
  15. O Quarto do Pânico (2002) (voice) (uncredited) .... Stephen's Girlfriend on the Phone
  16. A Isca Perfeita (2001) .... Sophia, alias Nadia
  17. Os Outros (2001) .... Grace Stewart
  18. Moulin Rouge! (2001) .... Satine
Desses todos, dá pra contar nos dedos os sucessos, tanto de crítica quanto de público. Austrália recebeu algum reconhecimento, mas o épico cansativo de 3 horas não agradou muito. A Bússola de Ouro fez mais dinheiro fora dos EUA do que dentro dele, o que não garantiu a continuação. Happy Feet, maior sucesso comercial dela, apenas entra na lista por que ela empresta sua voz a um dos pinguins. Invasores, A Intérprete, Revelações, Reencarnação, A Pele. Filmes diferentes que não levaram muitos espectadores às salas.

Kidman precisa de um despertar na carreira e a chance estava armada com o novo projeto de Woody Allen. Melhor para Naomi Watts, que pode brilhar de novo (hehehehehe).