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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fúria de Titãs 2


Wrath of the Titans
(EUA, 2012) De Johnathan Liebesman. Com Sam Worthington, Rosamund Pike, Ralph Fiennes, Liam Neeson, Bill Nighly, Edgar Ramirez e Danny Houston.

Quando “Fúria de Titãs” surgiu, aproveitando um certo embalo em torno de produções da mitologia e a fama repentina de Sam Worthington, a expectativa foi muito maior do que o burburinho em torno da divulgação. Acabou que o filme não foi essa ‘coca-cola toda’ e a pressa para levar o filme para o 3D acabou o deixando com um aspecto medonho. Dessa vez, sem tanta expectativa em torno da produção, “Fúria de Titãs 2” é um filme correto, mas não justifica a necessidade de uma sequência, a não ser, claro, para ganhar dinheiro.

Dessa vez, o guerreiro Perseu recebe a ingrata missão de salvar o pai, Zeus, que foi oferecido como sacrifício por Hades e Ares ao deus aprisionado Chronos, a fim de libertar o caos na Terra. Para isso, ele precisa se juntar à princesa Andrômeda e recorrer a outro filho de um deus, Agenor, filho de Poseidon. Juntos, eles precisam unir as três armas que destruíram Chronos na primeira vez: a lança de Hades, o tridente de Poseidon e o raio de Zeus, além de resgatar o todo-poderoso do Olimpo do submundo.


“Fúria de Titãs 2” segue a cartilha do original, tem piadas espalhadas por todo o filme e boas cenas de ação com efeitos especiais. O problema é que ele não empolga. Nem a forçação de barra do relacionamento de Perseu com seu pai comove, deixando tudo muito superficial, como que apenas para fazer o seu papel de “longa-metragem-com-uma-narrativa”. Liam Neeson e Ralph Fiennes, apesar de estarem repetindo papéis, estão com um desempenho um tanto vergonhoso, assim como Rosamund Pike (nunca que eu ia pensar nela como uma guerreira). Desta forma, “Fúria de Titãs 2” fica na mesma proporção do primeiro filme. Isso porque eu aprendi a lição e não vi em 3D.

Nota: 5,0

domingo, 23 de maio de 2010

Fúria de Titãs

Clash of the Titans
(EUA, 2010) De Louis Leterrier. Com Sam Worthington, Gemma Arterton, Liam Neeson, Ralph Fiennes e Mads Mikkelsen.

O "Fúria de Titãs" original, dos anos 1980, deixou aquela aura de saudosismo em todos aqueles que curtiam aqueles filmes do gênero, que tinham efeitos especiais aos montes. Hoje, filmes dessa época chegam a provocar algumas risadas, já que o aprimoramento dos efeitos visuais digitais é infinitamente superior. Filme como "Viagens de Gulliver", "20 mil Léguas Submarinas" e até os "King Kongs", tanto o de 1933 como o de 1977, são lembrados hoje pelos seus efeitos mais "toscos", digamos assim. Porém, o que antes havia e que agora parece ter se perdido, é o trabalho de dedicação de toda a equipe de produção em fazer uma história coerente, já que os efeitos da época não estavam tão evoluídos. É o que falta no remake de "Fúria de Titãs". Uma vez que os elementos digitais se apresentam de uma forma espetacular, parece que a preocupação com a história ficou para segundo plano, deixando prevalecer apenas o senso de entretenimento.

Na Grécia Antiga, Perseu, semideus filho de Zeus com uma humana, teve a família adotiva morta por Hades, deus do submundo. Com isso ele contrai uma sede de vingança insaciável e vê a oportunidade de revidar a morte dos pais, entrando na guerra entre homens e deuses. Os homens começaram a se rebelar contra a superioridade das divindades. Zeus, então, convencido por Hades, lhe dá carta branca para destruir a humanidade, o que vai começar em 10 dias, com a soltura do Kraken, o monstro invencível dos mares. Hades então faz um acordo com os homens. O monstro só será detido caso a população da ilha de Argos entregue a princesa Andrômeda como sacrifício. Para evitar tudo isso, Perseu se oferece para deter a criatura, partindo em uma jornada com os principais guerreiros gregos e Io, sua protetora secreta desde o nascimento. Eles entram em uma jornada onde eles encontram desde escorpiões gigantes até a temível Medusa.



"Fúria de Titãs" é puro entretenimento. Ponto. A expectativa em torno do filme só fez confirmar mesmo o seu sucesso de bilheteria, por conta dos magníficos efeitos especiais. As criaturas são mostradas com tanta perfeição, que chegamos a acreditar que elas são mesmo reais. Porém não basta apenas mostrar bem uma história. A história precisa ser boa. O problema com o filme é que nada tem muita profunididade e Perseu parece que está numa jornada sem sentido e vazia. Nem mesmo o pseudo-romance entre o herói e a sua protetora Io dá uma engatada, deixando toda a atuação bem feita do filme para as criaturas digitais.


O filme serviu também para mostrar que Sam Worthington veio mesmo para dominar todas as próximas superproduções de Hollywood. Desde que foi revelado ao mundo em "O Exterminador do Futuro - A Salvação" e viu seu nome aliado à James Cameron em "Avatar", a maior bilheteria da história, ele está cada vez mais cogitado para filmes do gênero. Pontos positivos também para Gemma Arterton, que finalmente se sobressaiu em um filme e vai mostrar mais ainda de seu potencial em "Príncipe da Pérsia". Ralph Fiennes também encarna o personagem Hades com firmeza. Porém os atores não salvam o filme de ser mais do mesmo, previsível até a medula, embora deixe o diretor Louis Leterrier orgulhoso de seu trabalho final, um grande brinquedo: divertido, mas facilmente esquecível.

Nota: 6,0

-Sabe há quanto tempo não vem um desses por aqui?