quinta-feira, 2 de abril de 2009

1° Cinemarcos - OS MELHORES DE 2008

Escolhas difíceis. Escrever sobre eles mais dificil ainda. Mas a verdade é que 2008 foi um ano tão rico no cinema (e ao mesmo tempo tão pobre) que vai ficar marcado na história por sua quantidade de personagens icônicos e histórias fantásticas. Veja.

Melhor Filme
"Batman - O Cavaleiro das Trevas" e "Sangue Negro"

Não dar empate nesta categoria seria uma injustiça. Concordo que no Oscar esse tipo de coisa é bem mais impossível de acontecer, mas um blog pode reconhecer mais de um filme bom por ano. Colocar apenas "Sangue Negro" como melhor filme de 2008 seria não reconhecer toda a importância que "O Cavaleiro das Trevas" representou para o mercado dos filmes-baseados-em-quadrinhos e para o cinema mundial. O filme do homem-morcego não apenas mostrou que é um ótimo blockbuster, mas que entretenimento pode ser de qualidade absoluta também. Da mesma forma, nomear apenas "O Cavaleiro das Trevas" como melhor do ano é uma heresia contra esse que é uma obra prima da filmografia de Paul Thomas Anderson. "Sangue Negro" é tudo o que um drama pode querer ser e mais: drama familiar, busca por uma conquista ferrenha, ascenção social de um homem que não tinha nada e que se torna um protagonista icônico. O melhor filme do ano, e que me perdoem os Coen, esse me deu menos dor de cabeça ao fim da sessão.


Melhor Ator
Daniel Dae-Lewis - Daniel Plainview em "Sangue Negro"

Voltamos a uma questão que permeou as mentes humanas à época do lançamento de "Sangue Negro": o filme é bom mesmo ou você se impressionou demais com Daniel Dae-Lewis? Sendo por uma ou por outra razão, a verdade é que nunca foi vista uma atuação como essa do ator, e olha que estamos falando do homem que se entrega a um papel a cada dois anos só pra vivê-los intensamente. Daniel Plainview acabou se tornando, por sua ganãncia, arrogância, sagacidade e (quem diria) simpatia, um dos personagens mais marcantes da história do cinema, sendo escolhido um dos 100 personagens essenciais pela revista Empire. O segredo? Daniel Dae-Lewis.


Melhor Atriz
Ellen Page - "Juno"

Meryl Streep deu tudo de si naquele telhado em "Mamma Mia!", mas mesmo assim não é o suficiente pra desbancar a simplicidade da Juno McGuff de Ellen Page. Ela interpreta uma adolescente sem nenhum estereótipo, a comum e normal que ninguém nunca dá nada e acaba se tornando tudo o que todo mundo quer quando cresce. Linda e apaixonante, Page revela que tem muito ainda por vir de suas futuras atuações. Por sua essência, Junto também acabou ficando marcada iconograficamente na história do cinema.



Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger - O Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas"

Se o Anton Chigurgh de "Onde os Fracos Não Tem Vez" é a personifcação da violência, o Coringa de "Batman..." é a personificação do caos. Interpretado com brilhantismo pelo finado Heath Ledger, o personagem acabou virando, junto com Barack Obama, a personalidade de 2008. Heath Ledger deu sua vida pelo personagem, sem trocadilhos, a fim de colocar nas telas a realidade insana de um agente do caos que simplesmente quer ver o circo pegar fogo. Uma trágica perda para o mundo do cinema, Ledger ainda tinha muito o que mostrar. O Oscar para ele não premiou essa atuação. Premiou toda uma carreira que nunca poderá ser retomada, mas que não deixa dúvidas do brilhantismo que carregaria.



Melhor Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz - Maria Elena em "Vicky Cristina Barcelona"

Demorou para finalmente reconhecerem o valor que Penelope Cruz tem no cinema. Sua personagem em "Volver" já tinha demonstrado isso, mas quando a espanhola brilha em um filme tipicamente americano, como "Vicky Cristina Barcelona" é que o mundo se rende aos seus pés. Sua Elena rouba toda a presença do filme, sendo que ela não está no trio amoroso principal, colocando Rebeca Hall, a protagonista, pra escanteio, quase esquecida e ainda Scarlett Johanson, linda e estonteante, se apaga quando Elena está em cena. Coadjuvante digna, Penelope Cruz ganhou o Oscar por sua atuação e é faz de sua personagem, junto com o de Javier Bardem, a caracterização perfeita de uma sedutora Barcelona.


Melhor Direção
Joel Coen e Ethan Coen - "Onde os Fracos Não Tem Vez"

O que acontece quando os gênios do humor negro decidem fazer uma fábula no deserto que retrata a violência desencabida? Se engana quem pensa que "Onde os Fracos Não tem Vez" é simplesmente um drama. Um ano após de sua exibição e tendo passado ainda por outro filme dos Coen, "Queime Depois de Ler", é que dá pra perceber as semelhanças com toda a filmografia da dupla. a princípio algo inovador, "Onde os Fracos Não tem Vez" é basicamente uma forma muito sombria de colocar o humor negro dos irmãos a serviço da arte. Como eles fizeram isso? Com o talento de direção única que só eles apresentam e são capazes de fazer de um filme, onde a história começa e termina do nada e não tem protagonista (senão a própria violência), uma obra prima.

Melhor Comédia/Musical
"Vicky Cristina Barcelona"

Seria um demérito enorme não dizer que "Vicky Cristina Barcelona" não foi a melhor comédia do ano. Se bem que o filme não é só isso. É envolvente, excitante, sensual, romântico ao estilo Woody Allen que há muito não se via. De fato, esse é o melhor filme do diretor em anos e sua leveza é justamente o que faz você terminar uma exibição do filme flutuando e com água na boca. "Mamma Mia!" é bem mais divertido, "Trovão Tropical" talvez mais engraçado e "Queime Depois de Ler" mais icônico. Sem falar em "Segurando as Pontas", brilhante. Mas me perdoem os cinéfilos, é pra Barcelona que eu vou, ouvindo Giulia e Los Tellarini.



Melhor Filme de Ação
Batman - O Cavaleiro das Trevas

É claro que a ação em "007 - Quantum of solace" rola muito mais solta do que num filme do Batman, mas não é preciso ressaltar mais uma vez o brilhantismo do filme de Christopher Nolan. Cheio de lutas, uma delas espetacular logo no início do filme, e ações, "O Cavaleiro das Trevas" podia passar despercebido quando vimos por aí muitas Cargas Explosivas, Corridas Mortais e Jason Statham pululando por aí. Mas fala sério, qualidade conta. E muito. Vai dizer que você sabe fazer um lápis desaparecer melhor do que o Coringa?



Melhor Filme de Terror / Suspense
[REC]

"REC" demorou 1 ano inteiro para chegar em terras brasileiras. Mas nunca uma espera valeu tanto a pena. Cada segundo da película espanhola faz você suspirar esperando que algo aconteça. Mesmo com cenas embaraçosas de tão óbvias, o clima de claustrofobia que o espectador sente preso com os moradores de um prédio interditado pela defesa civil é quase um simulador. Tão real que provoca sustos, gritos e taquicardia no cinema. O melhor filme de terror dos últimos 10 anos, com certeza, se alguém se lembrar de um melhor, comenta aí. Mas que "REC" tem um brilhantismo inegável, isso é fato. A versão americana "Quarentena" não apresenta nada novo e "REC 2" está em produção. Vamos esperar.


Melhor Drama
"Sangue Negro"

Mesmo com tantos filmes bons que saíram, e ainda tendo o comovente "O Menino do Pijama Listrado" como forte concorrente, "Sangue Negro" ainda assim ganha de longe como melhor drama. "Desejo e Reparação" é muito água com açucar histórico e "Sete Vidas" não tem forças suficientes para bater a saga petroleira. "Onde os Fracos Não Tem Vez" talvez seja o único capaz de se equiparar a "Sangue Negro", tanto que ganhou o Oscar de melhor filme. Mas em matéria de drama, daqueles de tocar o coração mesmo, o filme de Paul Thomas Anderson arrebenta, sem dúvida. O diretor faz um longa extremamente inteligente, onde conquista os espectadores pela curiosidade sobre o caráter duvidoso de Daniel Plainview.


Melhor Romance
"Um Beijo Roubado"

Me perdoem aqueles que esperavam mais do primeiro longa americano de Wong Kar Wai. Me perdoem aqueles que acham que esse filme é um lixo, Mas comparados aos poucos (e fracos) romances que tivemos em 2008, "Um Beijo Roubado" ganha de longe. A experiência de ter assistido esse filme dramático e sensual, além de ingênuo, no cinema envolto por casais apaixonados e por uma trilha digna de namoro, assinada por Norah Jones, é muito traumática e marcante para não elogiar esse filme e escolhê-lo como melhor romance absoluto do ano.


Melhor Canção
"Mamma Mia" - Meryl Streep canta; Benny Andersson e Björn Ulvaeus, letra e música. em "Mamma Mia!"

Várias canções foram tão repercutidas esse ano que mal deu pra escolher. Ficou de fora ainda a trilha de "Na Natureza Selvagem", belíssima. Mas mesmo com todas elas, a imagem de Meryl Streep dançando em cima do telhado da casa de cabras ao som de "Mamma Mia", do ABBA é tão marcante e divertida quanto o próprio filme. A letra não é original, já é conhecida do público e mesmo assim embala o filme com maestria. Como "Mamma Mia!" foi o musical do ano, nada mas justo do que a melhor canção d ano pertencer a sua trilha. Mas demos também grande destaque à voz de Ellen Page e Michael Cera cantando e tocando "Anyone Else But You", o som eletrizante do Paramore com "Decode" e a balada pop espanhola de Giulia e Los Tellarini com a canção tema de "Vicky Cristina Barcelona".


Melhor Filme de Animação
"Wall-e"

Precisa dizer? "Wall-e" É a maior animação do ano. "Kung fu Panda" é incrivelmente divertido, mas a saga do único robô da Terra, sozinho a fazer suas tarefas mesmo percebendo que os humanos talvez nunca voltem é comovente demais para não ser a melhor. Sem falar no padrão de animação que a Pixa assumiu nos últimos tempos que se consolida nesse filme. "Wall-e" bate de 10 a 0 nos concorrentes desse ano, foi até vergonhoso no Oscar colocá-lo ao lado de "Space Chimps" naquele clipezinho. Se houver um ranking das melhors animações da história, "Wall-e" com certeza vai estar entre os 3 primeiros.



Melhor Filme de Ficção Científica ou Baseado em HQ
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"

Vou adiantando, nunca gostei de Batman. Digo, das histórias em quadrinhos, dos super-heróis em geral, nunca fui fã do Batman em primeira instância. Entre os filmes, reconheço a primazia do Batman, de Tim Burton, os méritos das continuações Batman Returns e Batman Forever. Reconheço a reinvenção necessária e os toques de luxo e respeito que o personagem ganhou em Batman Begins. Mas se há um filme que reflete a aura do homem-morcego é esse. "Batman - O Cavaleiro das Trevas" é sem dúvida o filme que mais exigiu de atores, roteiristas, operadores de câmera e do diretor uma dedicação maior para que juntos formassem a primazia em que o filme se tornou.



Melhor Filme Estrangeiro não-americano
"4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" - Romênia

Verdade que "[REC]" é o melhor filme de terror do ano e que "O Escafandro e a Broboleta" foi o filme que a França esqueceu no Oscar e alcançou tudo o que alcançou por seus méritos próprios. Agora, se pararmos por 2 horas para assistir esse que é o melhor filme da Romênia, vamos esquecer tudo isso acima. "4 meses, 3 semanas e 2 dias" foi ignorado pelo Oscar, mas o que eles sabem mesmo? Em se tratando de filme estrangeiro dos últimos anos, excetuando-se os americanos, os franceses e os ingleses, (cartas marcadas do baralho), dá pra dizer com certeza que, ao lado de "A Vida dos Outros", da Alemanha e do próprio "O Escafandro..." é um dos melhores.


Melhor Cena de Efeitos Especiais
Primeiro Vôo do Homem de Ferro - "Homem de Ferro"

Tony Stark, um magnata das armas, está preso em cativeiro e seus inimigos dizem que só o libertam se ele lhes construir a arma mais poderosa do mundo. Ele, em sua sabedoria, o que constrói? Uma armadura para sair de lá, é óbvio! A carcaça gigante que ele constrói o tira do cativeiro mas não dura muito tempo. Além disso, ele tem um estilhaço no coração que não pode ser removido. Portanto, sua próxima armadura, construída em bem melhores condições, contém um compartimento de energia extra para, além de fazer dele o Homem de Ferro, mantê-lo vivo. Quando a armadura faz seu primeiro voo, a expectativa do público já tá tão lá no alto que a pirotecnia é esquecida e a emoção vai lá em cima, voando junto com ele.



Melhor Filme Nacional
"Linha de Passe"

Se "Linha de Passe" tivesse sido indicado para representar o Brasil no Oscar, ao invés o horroroso "Ùltima Parada:174", será que teríamos conseguido uma indicação? E mais: será que teríamos vencido, já que os favoritos foram desprezados e usurpados pelo Japão? Perguntas que nunca vão ter respostas mas não diminuem o brilho desse filme, que foi aclamado no Festival de Cannes e ligeiramente esquecido pelo próprio público brasileiro. Com uma aura de "Central do Brasil", o filme de Walter Salles e Daniela Thomas nos lembra que ainda é possível fazer cinema de verdade num país dominado por uma emissora de TV até no cinema.


Melhor Ator Nacional
Selton Mello - João Estrela em "Meu Nome Não é Johnny"

Junto com Wagner Moura, Selton Mello é o melhor ator do cinema nacional. Ponto. Muito justo então que seu papel no filme "Meu Nome não é Johnny" seja eternizado como um dos melhores de sua carreira. Seja por que é baseado numa história real, seja pelo próprio Mello, o fato é que uma atuação brilhante carrega o filme nas costas, que mesmo dramático, é leve e sem exageros. Selton Mello é o cara.


Melhor Atriz Nacional
Darlene Glória - Mércia em "Feliz Natal"

Toda a ilusão em torno dos personagens improvaveis de "Feliz Natal" são tragados de volta a uma realidade desconcertante quando Mércia, a matriarca da família do filme entra em cena. Darlene Glória, musa do cinema de antigamente prova que ainda está em forma em um papel que foi desenvolvido especialmente pra ela por Selton Mello, diretor do filme em sua estreia. Escolha mais do que acertada que, pode não ser tão dramática quanto a de Sandra Corveloni em "Linha de Passe", mas é impactante e um tapa na cara de muita gente.



Os Indicados
http://cinemarcos.blogspot.com/2009/03/1-cinemarcos-os-melhores-de-2008.html

domingo, 29 de março de 2009

Crescendo com a Disney

Que a Disney é uma das maiores (senão a maior) fábricas de desenhos animados e filmes de animação do mundo, todo mundo, com certeza, sabe. Que a Disney embolsa milhões de dólares e ganha vários prêmios, todos sabem também. Que a Pixar se tornou o nome supremo da animação digital, não é novidade pra ninguém. O império Disney já é mais conhecido no mundo inteiro quanto o presidente dos Estados Unidos, e talvez até mais do que ele. O estúdio embala os sonhos de crianças e adolescentes desde sua consolidação, atravessando gerações e gerações, deixando legados inteiros de fantasia e sonho.

Quantas crianças no planeta cresceram com personagens Disney embalando a sua infância? Me lembro da primeira vez que vi um desenho no cinema, e foi "O Rei Leão", clássico até hoje. Me lembro também dos milhões de adesivos e brinquedos que foram lançados aproveitando a fama de Simba e cia. e fazendo a alegria da criançada. E assim, quantos filmes vieram antes e quantos vieram depois, "A Dama e o Vagabundo", "Mogli", "Hércules", "Tarzan", "Mulan",. Todos com certeza tem uma história Disney pra contar.

As meninas são as mais privilegiadas, talvez por serem mais sonhadoras e românticas que os meninos. Walt Disney com certeza sabia que estava quebrando paradigmas quando fez "Branca de Neve e os Sete Anões", o primeiro longa-metragem de animação. O que ele não sabia é que o mito da princesa dos contos de fadas iria ser tão forte dali pra frente, criando um clã de princesas e príncipes que marcariam meninas do mundo todo. "Cinderela", "A Bela Adormecida"," A Bela e a Fera" e mais uma infinidade de princesas, de castelos a cabanas, do Oriente ao fundo do mar, do Novo Mundo ao Japão. Todas as meninas querem ser princesas.

Brinquedos, cadernos, adesivos, produtos que não acabam mais. A Disneylândia virou o desejo absoluto de muitas crianças - e adultos também. Um canal de televisão que passa desenhos o dia inteiro e o Mickey Mouse como símbolo da fantasia. A Disney teve que se preocupar, ao longo do tempo, em agradar uma geração que cresceu atrelada a um aparelho curioso que atrai a atenção da molecada: a televisão. Entra em ação o Disney Channel, que teve de se adaptar e acompanhar a modernidade do mundo e a era da informática. Uma geração que cresce vendo Hannah Montana e agora assiste aos filmes feitos especialmente pra eles, com muita música, dança e rock'n roll. Casos dos musicais "Jump in" e "The Cheetah Girls", o recente "Camp Rock" e o sucesso absoluto "High School Musical".

Competir com a informática e os videogames não é facil. E ainda lidar com a desigualdade social existente no mundo inteiro, com crianças que nem sabem o que é o cinema tembém é tarefa dificil. Além da concorrência entre estúdios, que estão vendo o filão que a animação pode ser. Há quem diga que os desenhos estão ficando mais adultos. Mas assistir a um desenho com uma criança do lado faz você se sentir criança de novo. Na verdade mesmo, se for perguntar muito marmanjo ainda conhece de cor as canções do "Rei Leão" e muitas meninas cantam o tema de "A Bela e a Fera" e "A Pequena Sereia", assim como a geração de agora que canta "High School Musical". Os tempos mudaram, a magia Disney ainda não.

sábado, 28 de março de 2009

CINEMARCOS em prol do planeta


Hoje vamos deixar o cinema ligeiramente - eu disse, ligeiramente - de lado pra prestar atenção nas mudanças climáticas que acontecem ao nosso redor. Hoje é dia de cada um fazer a sua parte pela Terra participando da Hora do Planeta, um evento mundial onde vários países vão apagar as suas luzes por 1 hora.

Tendo pela primeira vez a adesão da ong WWF Brasil, o evento é muito mais do que um esforço efetivo para economia de energia elétrica que provem dos recursos naturais do planeta. O ano de 2009 vai ser crucial pois os países precisam assinar um acordo internacional com medidas para combater o aquecimento global.

E como você vai poder fazer sua parte? Simples. Apague as luzes da sua sala neste sábado, das 20:30 até às 21:30. Somente as luzes! Em 2008, o evento contou com a adesão de 26 cidades. Em Sidney, na Austrália, a redução esperada do consumo de energia era de 5%, mas o resultado foi o dobro do esperado: 10,2%!

Saiba mais em www.horadoplaneta.org.br
Veja o video e divulgue para quem você puder.
Faça a sua parte!

sexta-feira, 27 de março de 2009

1° Cinemarcos - OS MELHORES DE 2008



Depois de muito esperar, pensar, rever, revisitar e aguardar tudo quanto foi premiação dos melhores filmes de 2008, o CINEMARCOS divulga agora a lista com aqueles que, na minha humilde opinião, fizeram bonito no ano que passou e merecem destaque absoluto. E aqui, como é um espaço democrático e não uma filial da Academia, tem espaço pra todo mundo. Super-Heróis, filmes de terror, de vampiros, comédias, tem pra todos os gostos. Então, vamos aos indicados:

Melhor Filme
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Onde os Fracos Não Tem Vez
Vicky Cristina Barcelona
Sangue Negro
Wall-e

Melhor Ator
Daniel Dae-Lewis - Sangue Negro
John Malkovich - Queime Depois de Ler
Johnny Depp - Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
Viggo Mortensen - Senhores do Crime
Will Smith - Sete Vidas

Melhor Atriz
Ellen Page - Juno
Meryl Streep - Mamma Mia!
Francis Mc Dormand - Queime Depois de Ler
Manuela Velasco - [REC]
Laura Linney - A Família Savage

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger - O Cavaleiro das Trevas
Javier Bardem - Onde os Fracos Não Tem Vez
Paul Dano - Sangue Negro
Aaron Eckhart - O Cavaleiro das Trevas
Robert Downey Jr - Trovão Tropical

Melhor Atriz Coadjuvante
Penelope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
Alice Braga - Ensaio Sobre a Cegueira
Maggie Gylenhaal - O Cavaleiro das Trevas
Natalie Portman - Um Beijo Roubado
Cate Blanchett - Não Estou Lá

Melhor Direção
Joel e Etan Coen - Onde os Fracos Não Tem Vez
Paul Thomas Anderson - Sangue Negro
Julian Schnabel - O Escafandro e a Borboleta
Jason Reitman - Juno
Christopher Nolan - Batman - O Cavaleiro das Trevas
Melhor Comédia/Musical
Segurando as Pontas
Mamma Mia!
Queime Depois de Ler
Vicky Cristina Barcelona
Trovão Tropical

Melhor Filme de Ação
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
007 - Quantum of Solace
Controle Absoluto
O Procurado

Melhor Filme de Terror/Suspense
[REC]
Os Estranhos
Violência Gratuita
o Orfanato
Espelhos do Medo

Melhor Drama
Sangue Negro
Onde os Fracos Não Tem Vez
Desejo e Reparação
Sete Vidas
O Menino do Pijama Listrado

Melhor Romance
Crepúsculo
Um Beijo Roubado
Noites de Tormenta

Melhor Canção
"Mamma Mia" - Mamma Mia!
"Anyone Else But You" - Juno
"Down To Earth" - Wall-e
"Decode" - Crepúsculo
"Barcelona" - Vicky Cristina Barcelona

Melhor Filme de Animação
Wall-e
Kung Fu Panda
Persépolis
Madagascar 2 - A Grande Escapada
Horton e o Mundo dos Quem

Melhor Filme Ficção Científica /HQ
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
Hellboy II - O Exercito Dourado
Viagem ao Centro da Terra
Cloverfield - Monstro

Melhor Filme Estrangeiro não-americano
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias - Romênia
O Escafandro e a Borboleta - França
O Orfanato - México
[REC] - Espanha
Apenas Uma Vez - Irlanda

Melhor Cena de Efeitos Especiais
Corrida de Casa Cristo - Speed Racer






Destruição de Nova York - Cloverfield: Monstro






Explosão da Bomba Atômica - Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal








Primeiro Vôo do Homem de Ferro - Homem de Ferro





Batalha Final - As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian






Melhor Filme Nacional
Feliz Natal
Estômago
Linha de Passe
Nome Próprio
Meu Nome Não É Johnny

Melhor Ator Nacional
Selton Mello - Meu Nome Não é Johnny
Wagner Moura - Romance
Leonardo Medeiros - Feliz Natal
Rodrigo Santoro - Os Desafinados
João Miguel - Estômago
Melhor Atriz Nacional
Sandra Corveloni - Linha de Passe
Rosane Mulholhand - Falsa Loura
Leandra Leal - Nome Próprio
Darlene Glória - Feliz Natal
Fabiula Nascimento - Estômago

quinta-feira, 26 de março de 2009

Quero ser Judd Apatow

Sabe aquela corrente antiga que diz que nós, brasileiros, nunca vamos conseguir entender por completo a comédia americana? Talvez por isso Will Ferrel, por exemplo, nunca tenha conseguido expectativas altas em seus filmes aqui no Brasil. Mas tudo isso mudou um pouco de persepectiva depois de um certo filme chamado "O Virgem de 40 anos", e graças a um nome, que hoje faz toda a diferença nos batidores do cinema. Trata-se do produtor, diretor e escritor Judd Apatow.

Judd Apatow está acostumado com comédia desde sempre. Sua mãe trabalhava em um clube de comédia, onde ele praticamente cresceu e aprendeu a admirar a nobre arte de fazer rir. Já trabalha desde muito tempo no ramo, no início dos anos 90, escrevendo para shows de TV e dando gancho para outros nomes da comédia que começavam a sua ascenção, como Jim Carrey e Ben Stiller. Depois, produziu entre um ou outro programa para a TV, filmes como "O Pentelho" de 1996. E assim foi indo até que produziu o filme "O Âncora" de 2005, contando os bastidores do telejornalismo americano sob a visão de Will Ferrell.

Mas foi com "O Virgem de 40 Anos" que sua vida cinematográfica mudou. Escrevendo, dirigindo e produzindo, Judd Apatow criou uma das mais bem sucedidas comédias dos últimos tempos, surpreendendo quem já achava o gênero saturado. O filme só custou US$ 25 milhões e além de alavancar a carreira de Steve Carrell, até então ilustre coadjuvante dos demais filmes, marcou a do próprio Apatow, que desde então esteve por trás de outros sucessos da comédia. "O Virgem..." foi a comédia mais vista no verão americano de 2005 e um dos filmes mais comentados para todo o sempre.

O resto é história. Escreveu e dirigiu a melhor comédia do ano passado, "Ligeiramente Grávidos" e esteve presente em "Superbad", "As Aventuras de Dick e Jane", "Rick Bobby - A Toda Velocidade" e o recente "Zohan - o Agente Bom de Corte", além de alguns outros títulos bem-sucedidos. O último filme produzido por ele, "Segurando as Pontas", deu o que falar na imprensa americana, E ainda está inédito no Brasil "Ressaca de Amor" e pudemos assistir a "Quase Irmãos", com Will Ferrell e John C. Reily. Ainda vamos conferir esse ano, o filme "Ano Um", com Jack Black e Michael Cera. Apatow ainda está com dois filmes em produção: "Funny People", com Adam Sandler e "Get Him to the Greek", com Jonah Hill e várias cantoras como Pink, Christina Aguilera e Katy Perry.

Recentemente, Judd Apatow ganhou o prêmio de Personalidade do Ano na Comédia, durante o festival Just For Laughs, em Montreal. Nada mais justo pra quem mudou o jeito americano de se fazer rir. Em meio a comédias besteirol e paródias desencabidas, é bom ver um humor inteligente e que faça alguma diferença. Judd Apatow está aí pra isso e conquista cada vez mais astros. E assim vai conquistando cada vez mais público.

Novo filme de Jim Carrey pode ir direto para DVD nos EUA


Por Marcos Nascimento para o "Cinema com rapadura"

O novo longa de Jim Carrey ("Todo Poderoso"), "I Love You, Philip Morris", está enfrentando problemas para encontrar uma distribuidora nos Estados Unidos e, com isso, pode acabar indo direto para as prateleiras das lojas. A razão seria as cenas de sexo homossexual que aparecem no filme.

Carrey é Steven Russell, um policial corrupto do texas que larga mulher e filhos após descobrir que é gay. Por causa de seus delitos, é mandado para a cadeia onde conhece Philip Morris, personagem de Ewan McGregor ("A Ilha"), por quem acaba se apaixonando.

Segundo especialistas, as distribuidoras estão com medo da reação popular às cenas de sexo gay que aparecem no filme. Também estão temendo a reação dos fãs de Carrey, que estão acostumados a ver o astro em papéis cômicos e não gostariam de vê-lo no papel de um gay assumido. o filme independente custou US$ 13 milhões.

A primeira exibição do filme aconteceu no último festival de Sundance, causando muito burburinho entre os espectadores. Em entrevista ao Times Online, Lewis Tice, diretor de publicidade e marketing da TLA Releasing, especializada em filmes gay, falou sobre o longa. "A representação da atividade sexual no filme foi mais longe do que em qualquer outro filme comercial que eu tenha visto. Tem uma cena de sexo nos dez primeiros minutos, e fiquei surpreso com isso", declarou.

Tice ainda disse que "filmes com temática gay ainda são vistos como cinema underground e quando chegam ao topo de Hollywood, eles querem a maior audiência possível para resgatar o dinheiro que investiram".

No Brasil, o filme não encontrou dificuldades para ser distribuído nas salas de cinema, já que conta com a popularidade do ator Rodrigo Santoro ("300"), que está no filme e interpreta o primeiro namorado de Russell. Inclusive o Brasil é o único país até agora onde o filme deverá ser distribuído fora dos circuitos de festivais, com data de estreia marcada para 5 de junho.


saiba mais em www.cinemacomrapadura.com.br

sábado, 21 de março de 2009

Alma Perdida

The Unborn (EUA, 2009)
De David S. Goyer. Com Odette Yustman, Meagan Good, Jane Alexander, Cam Gigandet e Gary Oldman.

Falta algo a "Alma Perdida". Não sei qual a aura que ele pretende passar, se é só mais um terror sobrenatural ou quer ser levado a sério. Não que o filme seja ruim ou não aplique sustos aos mais desavisados. O ruim é que só funciona aos desavisados! Os que estão mesmos atentos a cada detalhe do filme (os cinéfilos) não são pegos de surpresa e talvez esse elemento que seja o "diferencial" que falta a muitos filmes de terror e suspense do século XXI, que esteja faltando a esse filme.

Casey é uma jovem que leva uma vida normal estudando e trabalhando de babá que começa a ter perturbadoras visões. Quando as visões começam a tomar forma de alguma coisa muito mais real, ela decide procurar ajuda. Algo começa a afetar o seu corpo e, numa consulta médica, descobre que é uma doença congênita, mais comum em gêmeos. É quando descobre que ela teve um irmão gêmeo, que morreu no útero da sua mãe, e por isso, a mãe se matou após enlouquecer. Após isso, Casey vai atrás de pessoas ligadas à sua mãe e descobre coisas do seu passado ligadas à experiências feitas no nazismo que fez com que lendas antigas viessem à tona e começassem a correr atrás de sua família, afetando Casey por causa do gêmeo morto.

O diretor David S. Goyer (o mesmo roteirista de "Batman - O Cavaleiro das Trevas") conseguiu imprimir uma aura sombria ao tom do filme, o que confere mais credibilidade à história que está sendo contada. O elenco cumpre o seu papel, seja quando precisa correr assustado ou enfrentar as forças malignas através de uma sessão de exorcismo. Cenas essas que lembram outo filme de suspense sobrenatural, "O Exorcismo de Emily Rose", que é mais ou menos parecido com esse: uma boa história a ser contada, mas sem qualquer susto maior.

Com uma história que lembra também o tailandês "Faet" (que ganhou o nome horroroso de "Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho" no Brasil, só por ser do mesmo país que o "Espíritos" original), a trama que poderia passar por original precisa de um pulso mais forte. Os sustos são pouco inspirados e as figuras contorcidas sozinhas ( e grotescas) não fazem o sucesso do filme sozinho. Um bom programa, um bom filme, mas que podia ser melhor.

Ah, incrível como virou clichê de filmezinho de suspense uma criança feinha e esquisita.

Nota: 6,0