sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Hora de tirar o pó (ou 6 anos de blog)



Tirar o pó. Passar o aspirador, um paninho molhado pra ajudar a limpar. Dar uma boa lavada. Encerar e deixar brilhando. Pronto pra ser usado de novo.

Renovar.

Todo mundo tem um período sabático na vida. Um momento em que é preciso repensar suas estratégias, olhar para a própria vida, ver o que deu certo até aqui e aprimorar. E olhar o que deu errado, pensar, consertar e tentar de novo, de um jeito diferente.

Afastei-me do blog (mas não do cinema) por muito tempo. Quase seis meses para ser exato. Nesse tempo, quanta coisa mudou! Mais trabalho, mais viagens, mais passeios, menos tempo. É o peso de se chegar aos 26 anos coberto de responsabilidades, obrigações e mais vontade de aproveitar o pouco tempo que sobra para se recompor das responsabilidades e obrigações.

É o peso também de se completar 6 anos de blog.

Sim, o CINEMARCOS fez 6 anos. :)

Por isso, decidir pôr a vida em ordem. Organizar as coisas. E voltar a escrever. Afinal, escrever é o que move a paixão de um jornalista cinéfilo, não é mesmo?

Então é hora de tirar o pó das coisas. Voltar a produzir e falar de cinema, nem que seja pra mim mesmo – e tentar dividir com um leitor flutuante nessa internet de meu Deus um pouco das minhas visões de mundo por meio dos filmes.  Uma iniciativa que deve me lembrar das coisas que realmente importam na vida: amor, amizade, família e paixão nas coisas que fazemos (e que nos deixam com mais paixão). Esses itens nunca são demais. 

Aguarde cenas dos próximos capítulos. ;)


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Se Beber, Não Case - Parte III

 The Hangover – Part III
De Todd Philips. Com Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, John Goodman, Heather Graham e Ken Jeong.

O “final épico” que prometeram para a trilogia “Se Beber, Não Case”, nome que perde totalmente o sentido nesse último filme, enfim chegou. Só que esqueceram da parte épica. Se o primeiro trazia originalidade a um mundo dominado por Jim Carrey’s, Adam Sandler’s e Ben Stiller’s, esse exemplar deixou qualquer originalidade no esquecimento, tornando a Parte III um filme bem fraco. Nem a apelação do segundo, recheado de violência e sexo, se faz presente. Parece que fizeram por obrigação. Além disso, fizeram a besteira de centrar tudo no personagem tosco de Zach Galifianakis, que tem o dom da irritação.

Quando a família de Alan decide interna-lo para tratar de seus transtornos mentais, os amigos Stu, Phil e Doug decidem ir com ele em uma viagem até a casa de repouso. NO meio do caminho, eles são abordados por um grupo de bandidos. Marshall, o líder da gangue, foi roubado por Mr. Chow e descobriu a ligação deles com o grupo. Marshall sequestra Doug – sempre ele – como garantia de que os três, Stu, Phil e Alan, descubram o paradeiro de Chow e levem até ele.


Piadas sem graça, momentos que não trazem nada de especial e um roteiro que esquece o principal – a “ressaca” do título original. Nem mesmo a cena que traz de volta o bebê do primeiro filme, agora um garotinho de quatro anos, tem alguma apelação. E não pense que “Se Beber, Não Case – Parte III” é um filme chato. Ele até que é bem ágil, com uma montagem rápida que faz com que os acontecimentos pulem de um pra outro, o que não prejudica o acompanhamento do espectador. Mas a comédia independente de maior sucesso de todos os tempos merecia um final mais inteligente.

Destaque para a participação de Melissa McCarthy que, em poucos minutos em cena e dotada de um humor negro peculiar, consegue alguns momentos de alívio cômico. Nem o trio original consegue ser carismático. Bradley Cooper passa um ar de quem está bem desconfortável no papel (o primeiro pós-indicação ao Oscar), Ed Helms some deixando a ação para os outros e Zach Galifianakis pisa fundo no “modo idiota”, protagonizando momentos completamente chatos e nada engraçados.

“Se Beber, Não Case” deve encontrar um público ainda disposto a rir das baboseiras do trio, mas, como já disse, se era digno de um final épico, esse não chegou. Todd Philips conseguiu se estabelecer como diretor e produtor de comédias e deve criar um selo “The Hangover” de qualidade a partir de agora. E esse é o maior mérito do filme, criar uma trilogia cinematográfica de comédia que, bem ou mal, entrou para a história.


Nota: 4,0

Veja também:

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Terapia de Risco

Side Effects
(EUA, 2013) De Steven Soderbergh. Com Rooney Mara, Jude Law, Catherine Zeta-Jones e Channing Tatum.

Steven Soderbergh havia perdido um pouco o rumo em seus filmes. Pelo menos nos três últimos lançamentos no cinema (“Contágio”, “À Toda Prova” e “Magic Mike”), o cineasta vinha realizando longas-metragens que pouco chegaram perto de filmes como “Traffic”, “Erin Brocovich” ou “Che”, pra citar apenas alguns de seus títulos bem sucedidos. Com “Terapia de Risco” o diretor mostra um novo fôlego, talvez apenas um reflexo do roteiro de Scott Burns, mas que resvala no ambiente mostrado em “Traffic”, por exemplo, em que o suspense e a crítica social se misturam. “Terapia de Risco” também se apoia em ótimas atuações de Catherine Zeta-Jones, Jude Law e, sobretudo, Rooney Mara, em seu primeiro papel de destaque depois de sua indicação ao Oscar, em 2011.

Depois que seu marido sai da prisão, após 4 anos, Emily Taylor tem dificuldades em lidar com a nova situação e entra em depressão. Após um incidente suicida, ela conhece o psiquiatra Jonathan Banks, que a estimula a fazer sessões de terapia e receita alguns remédios para lidar com a depressão. No entanto, Emily passa a desenvolver um dos efeitos colaterais do medicamento, o sonambulismo. A partir daí, a situação sai do controle, e o médico nem desconfia que a história tem muito mais detalhes a serem desvendados.

 O roteiro ágil de Scott Burns e a direção de Soderbergh dão um tom de filme de espionagem à trama. O filme ainda faz uma crítica embutida e velada ao uso de antidepressivos pela geração do século XXI e de como pacientes e médicos podem ser reféns de uma indústria que não para de crescer. No entanto, este é apenas pano de fundo para a trama que envolve Emily, o marido Martin e o médico, Jonathan Banks, interpretados por Rooney Mara, Channing Tatum e Jude Law.

-Meu doce!
Rooney Mara tem o dom de interpretar personagens misteriosas, como foi com “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. Neste filme, ela se divide entre a esposa dedicada e a paciente em depressão com muita facilidade, evocando várias facetas que podem, inclusive, surpreender os espectadores, sobretudo nos minutos finais. Jude Law, apesar de um pouco menos de versatilidade, também se sai bem como o médico investigador.

Apesar de soturna e séria, a personagem de Catherine Zeta-Jones também surpreende nos minutos finais, embora ela seja mais produto do roteiro do que de desempenho da própria atriz. Porém, é inegável a desenvoltura de Catherine, uma atriz veterana, numa cena que pode ser considerada um desafio (mais não digo, para evitar spoilers).


“Terapia de Risco” foi apontado como o último filme de Steven Soderbergh. O diretor já fala em se aposentar a alguns anos, então a noticia bem que poderia ser verdade. No entanto, ele já saiu com “Behind the Candelabra”, filme feito para TV que concorreu à Palma de Ouro este ano, ou seja, a promessa pode muito bem ter sido quebrada.


Nota: 8,0

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Homem de Ferro 3


Iron Man 3
(EUA, 2013) De Shane Black. Com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Ben Kingsley, Don Cheadle, Guy Pearce, Rebecca Hall, James Badge Dale, Jon Favreau, Stephanie Szostak e Paul Bettany.

Enfim, inicia-se a fase 2 da Marvel. Depois do estrondoso e aguardado sucesso de “Os Vingadores”, chegamos ao início de uma nova etapa de desenvolvimento dos filmes da Marvel Studios e, o escolhido, claro, não podia deixar de ser o Homem de Ferro, o que deu início a tudo isso. “Homem de Ferro 3” faz referências tanto a seus antecessores como ao filme dos Vingadores. No entanto, essa terceira parte, apesar de muito melhor trabalhada, com efeitos de primeira e várias cenas de ação, deixa a desejar no roteiro, como se este não fosse importante para a compreensão da história. Há que se pensar qual foi o objetivo da Marvel ao lançar esse filme, pois ele não apresenta nada muito sólido além de muitas (e sucessivas) explosões. Uma aparente fraqueza de Tony Stark aparece recheada de piadas, o que não deixa o espectador mais atento satisfeito e convencido.

Após o ocorrido em “Os Vingadores”, algo mudou na consciência do bilionário Tony Stark. Ele passa a ter um desejo incontrolável por proteger aqueles que mais ama e passa tempo demais desenvolvendo novos trajes e armaduras de ferro, uma melhor que a outra. Tal obsessão pode interferir em sua vida pessoal, ao deixar que isso se meta entre ele e sua amada, Pepper Potts. No entanto, essa preocupação terá que ficar em segundo plano quando um novo terrorista aparece, realizando atentados na cidade e aparições na TV – o perigoso Mandarim. Com um aparentemente infinito poder de fogo, o Mandarim ameaça a soberania dos Estados Unidos e preocupa a população já aterrorizada por ataques constantes. Com isso, Tony Stark precisará sair da clausura e se dispõe a lutar contra o Mandarim, ao mesmo tempo em que se vê de frente com um passado não muito distante, e terá que reencontrar duas pessoas que podem ser a chave de todos os problemas, a cientista Maya e o ambicioso Aldrich Killian.


O diretor Shane Black (de “Beijos e Tiros”.) consegue conduzir bem a história, construindo sequências que prendem o espectador, como o ataque à mansão Stark e um arriscado resgate de passageiros de um avião em pleno ar. No entanto, é o roteiro quem deixa a desejar. Fica difícil acreditar que Tony Stark, um dos homens mais ricos do planeta (no universo Marvel), amigo de poderosos super-heróis, coisa que nem o próprio filme esconde, habilidoso construtor de armaduras igualmente habilidosas, não consiga descobrir o paradeiro de um terrorista como o Mandarim – ou lutar com ele.

 Tudo soa como mais um dia na vida de Tony Stark, nada que lembre os momentos marcantes como a prisão na caverna do primeiro filme, ou a conexão com um vilão que lhe remete diretamente a seu pai, como no segundo filme. O grande trunfo do filme, o vilão temerário que assombra os espectadores no trailer, não tem o desenvolvimento esperado e faz o filme parecer meio, desculpe o termo, boboca. Depois de uma cena onde muitos e muitos mísseis destroem a mansão Stark, você espera que o tal Mandarim seja muito imbatível, quando na verdade ... melhor parar por aqui para não revelar spoilers.

O outro arco do roteiro se apoia na ideia de que a cientista Maya Hansen (interpretada pela desperdiçada Rebecca Hall), anos atrás, apresentou a Tony Stark um meio de regenerar tecidos humanos. Isso é usado por Aldrich Killian, um então nerd abitolado, a se transformar em um empresário de tecnologia e ciência poderoso, que pode estar por trás dos planos do Mandarim. Para isso, ele usa seres humanos modificados geneticamente, cujo efeito colateral é, acredite, a elevação da temperatura corporal, algo que beira a combustão espontânea, mas que parece não afetar as cobaias, apenas os deixa com super força e com muito ódio. Nada muito explicativo.


No entanto, “Homem de Ferro 3” é um espetáculo audiovisual tão grande que chega a ser difícil reparar nessas coisas. Só com uma reflexão pós-filme é que se percebe que coisas não fazem sentido. Grande parte do espetáculo é mérito de Robert Downey Jr., que parece não conseguir mais sair do personagem Tony Stark – um efeito parecido com o Wolverine de Hugh Jackman há uns anos atrás. Apoiado por Don Cheadle, como o War Machine/Patriota de Ferro/Col. Rhodes, e Gwyneth Paltrow que, literalmente, veste a camisa do Homem de Ferro, o Stark de Downey Jr. é uma atração à parte do filme, com boas sacadas e piadas (algumas fora de hora e algumas sem graça). Robert Downey Jr. sendo Robert Downey Jr., mas na pele de Tony Stark.

Pessoalmente, eu defino “Homem de Ferro 3” como um bom filme. Até porquê, ninguém vai assistir a um filme desse tipo por uma convicção filosófica. E, se for, precisa mudar suas convicções filosóficas. O filme entretém na medida certa, mas peca por subestimar a inteligência dos seus espectadores com um vilão tão fraco e um desfecho tão xoxo. E retorno à pergunta do primeiro parágrafo desse texto: o que a Marvel pretende? Reunir mais espectadores comuns ou agradar fãs de quadrinhos? Parece-me que a vontade de ganhar mais dinheiro superou, pelo menos neste filme, o desejo expresso claramente no primeiro “Homem de Ferro” de ser fiel a seus fãs – esses sim com mais crítica a fazer do que eu fiz. Se a Marvel sempre conseguiu encontrar o meio termo, dessa vez ela fugiu à regra.

Nota: 7,5

Leia mais:

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tô de volta!


Oi galera!
Depois de um longo e tenebroso inverno, estamos de volta, com tudo, aqui no blog. Foram quase dois meses de distância, onde me dediquei a alguns projetos profissionais, mas, claro, sem nunca deixar a paixão pelo cinema. E é por isso que eu nunca conseguiria abandonar esse espaço aqui!
Enquanto não vem post novo sobre filmes por aí, que tal rever os filmes anteriores do Homem de Ferro – caso você ainda não tenha visto o terceiro, como eu (shame on me!). Aproveita e clica aí embaixo e dá uma conferida nas resenhas dos dois primeiros filmes. Amém!

     




terça-feira, 12 de março de 2013

Oz: Mágico e Poderoso

Oz: The Great and Powerful
(EUA, 2013) De Sam Raimi. Com James Franco, Michelle Williams, Mila Kunis, Rachel Weisz, Zach Braff e Abigail Spencer.

Apesar de as histórias escritas por L. Frank Baum sejam de domínio público e passíveis de adaptação, mexer com a magia e a mitologia do universo de “O Mágico de Oz” é um tanto arriscado. O filme de 1939 está presente no imaginário de milhões de pessoas mundo afora, sem falar que é um dos clássicos intocáveis do cinema de todos os tempos. A coragem de Sam Raimi e da Disney para dar uma nova vida à história, desta vez sob a ótica do tal mágico que dá o nome ao lugar (ou leva o nome do lugar?), faz com que “Oz: Mágico e Poderoso” desperte a curiosidade imediata no espectador. A empreitada se mostra bem sucedida ao apresentar diversos elementos de um mundo novo que fica além do arco-íris, capaz de encantar até quem não está familiarizado com o filme original.

A história mostra como Oz, um mágico de um circo itinerante, após fugir de uma briga em um balão, é sugado por um tornado e acaba indo parar na terra de Oz, um mundo mágico habitado por seres fantásticos. Oz é encontrado por Theodora, uma bruxa que acredita que ele é o mágico de uma profecia antiga, que dizia que ele iria derrotar a bruxa das trevas. Theodora, apaixonada pelo mágico, o leva à Cidade das Esmeraldas, onde sua irmã, Evanora, se encontra. As duas convencem o mágico a derrotar a bruxa má, em troca de muito ouro e do governo de Oz. O mágico então parte em sua jornada, acompanhado de Finley, um macaco mensageiro e por uma menininha feita de porcelana, ambos salvos por Oz. Só que ao encontrar a bruxa má, uma mudança nos eventos acontece e a bruxa revela ser Glinda, a bruxa boa do Sul, que foi banida de Oz por Evanora, fazendo todos acreditarem que ela era a má, quando Theodora e Evanora é que são as verdadeiras bruxas.


Com vários efeitos especiais, à primeira vista é difícil se acostumar com a nova Oz e é inevitável fazer comparações com o clássico de 1939. No entanto, o espectador acaba imergindo na história e a curiosidade de saber como tudo começou vai aumentando conforme o filme avança. Sam Raimi conseguiu costurar a aventura, respeitando o que foi contado na história, mas colocando novos elementos, como a Cidade das Porcelanas. Mesmo assim, o filme está cheio de referências que logo vão captar a atenção do espectador, como o início em sépia, ficando colorido apenas quando o mágico chega em Oz, o campo de papoulas e macacos voadores, para dizer alguns.



James Franco incorpora sua cara natural de bonachão para interpretar Oz, o mágico farsante e charlatão que se aproveita da profecia em benefício próprio. O ator desempenha muito bem seu papel e vai evoluindo ao longo do filme, assim como Michelle Williams e sua Glinda, tão encantadora quanto no original. Mila Kunis e Rachel Weisz completam o time das bruxas, com uma reviravolta inesperada reservada especialmente para Kunis, que acabou sendo a responsável por uma das surpresas do filme.

Mesmo que “O Mágico de Oz” seja um filme ‘intocável’, “Oz: Mágico e Poderoso” tem tudo para dar início a um novo ciclo de histórias, algo que para os padrões de 1939 era impensável. A Disney já confirmou que deve haver sequências e, desde que os filmes seguintes sigam encantando as plateias como o primeiro, elas são muito bem vindas. Uma aventura que não anula o filme clássico, mas que deve se tornar um novo clássico das franquias atuais.

Nota: 9,0
Efeitos 3D: 10


sexta-feira, 1 de março de 2013

Cinemarcos - Os Melhores de 2012 (Resultados)



 


Melhor Filme

O ARTISTA / O IMPOSSÍVEL

Esta edição teve um empate na categoria porque, quando “O Impossível” estreou, “O Artista” já havia, há muito, feito o seu sucesso. No entanto, ambos os filmes provocaram emoções profundas, com uma maestria na condução, mesmo com histórias distintas. “O Artista” transportou o espectador para o mundo dos filmes mudos, contando uma história que poderia ser antiga, mas que se mostrou muito atual e que encantou plateias de todo o mundo. Já “O Impossível” apresentou uma tragédia real, que já tinha sido apresentada aos olhos de todos à época dos acontecimentos, já que a Tsunami foi acompanhada por diversas equipes de TV. O filme apresentou um drama surpreendente, que mostra a superação de uma família que lutou para permanecer junta em meio ao desastre. Dois filmes comoventes, dois filmes históricos.



Melhor Ator
Jean Dujardin - O Artista
Michael Fassbender – Shame

Empate também na categoria de Melhor Ator. Jean Dujardin mergulha não apenas na estética do filme mudo, mas também mistura elementos de atuação da época com o drama real vivido pelo personagem George Valentim. O que vemos na tela é o resultado de uma completa imersão no personagem, o mesmo que acontece no caso de Michael Fassbender. Em "Shame”, o ator consegue passar a agonia que seu personagem sofre com uma das coisas mais prazerosas do mundo: sexo. Fassbender não se incomoda com obstáculos como nudez e cenas mais explícitas de sexo e também mergulha no personagem, um maníaco compulsivo. Ambos os atores em ascensão que devem aparecer mais nos próximos anos.  


Melhor Atriz

Naomi Watts - O Impossível
Passar por um tsunami, perder os filhos e o marido e ainda tentar manter a esperança. Naomi Watts consegue uma atuação brilhante em “O Impossível”, história baseada em fatos reais. A atriz se despe de vaidade e beleza e traduz o sofrimento de sua personagem, ao mesmo tempo em que precisa ser forte o bastante para não deixar o único filho sobrevivente em desespero. Watts fortalece a carreira em um papel comovente e que não será esquecido tão cedo. Tanto que lhe valeu a indicação ao Oscar.



Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz - Deus da Carnificina

Não é só em filmes de Quentin Tarantino que Christoph Waltz tem se saído bem. Na comédia de Roman Polanski, “Deus da Carnificina”, ele brilha como um dos quatro personagens que discutem sobre uma briga entre os filhos de cada um. Claro que a sua atuação se apoia nos outros nomes do filme, Kate Winslet, Jodie Foster e John C. Reilly, mas mostra a versatilidade de um ator que vem crescendo a cada dia em Hollywood.



Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas

Premiada com o Oscar, Octavia Spencer saiu do ostracismo das séries de comédia para um time de primeira linha. Em “Histórias Cruzadas”, ela interpreta uma das empregadas humilhadas pelas patroas nos EUA da metade do século passado. Ao lado de Viola Davis, a atriz é responsável tanto por momentos cômicos (o seu forte) como por momentos dramáticos essenciais para o desenrolar do filme.



Melhor Diretor
Michel Hazanavicius - O Artista



Não é todo mundo que, em plena era do 3D, tem a coragem de contar uma história sobre a transição do cinema mudo para o falado em um filme mudo e preto e branco. Michel Hazanavicius comprou esse barulho e fez um grande sucesso lá fora em 2011, e por aqui em 2012, na temporada pré-Oscar. Não fosse seu olhar e seu fascínio por esse período do cinema, essa obra prima jamais teria saído do papel.

Veja as outras escolhas:
Melhor Drama

O Impossível
Melhor Comédia
Ted


Melhor Romance
Para Sempre



Melhor Filme de Ação
Os Vingadores



Melhor Filme de Terror/Suspense
Atividade Paranormal 4



Melhor Filme de Sci-Fi/HQ
Os Vingadores



Melhor Filme de Animação
Frankenweenie



Melhor Canção
"Skyfall" - 007 - Operação Skyfall



Melhor Filme Estrangeiro Não-Norte-Americano
Intocáveis (França)



Melhores Efeitos Especiais
Os Vingadores



Melhor Filme Nacional
Heleno
Melhor Ator Nacional
Rodrigo Santoro - Heleno



Melhor Atriz Nacional
Camila Pitanga - Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios



Filme Mais Cool do Ano
As Vantagens de Ser Invisível



Melhor Ator/Atriz Menor de 18 anos
Tom Holland - O Impossível