"Logorama" venceu o Oscar de Melhor Curta de Animação esse ano. O filminho tem 15 minutos e vale muito a pena ser visto, porque é imensamente criativo. Isso me lembra que damos pouco valor aos curtas. Mas como a cerimônia do Oscar mostrou esse ano, diretores de curtas de hoje podem ser os vencedores do Oscar de melhor filme amanhã.
Curiosidade: A Voz do Mr. Pringles é do diretor David Fincher, de "Clube da Luta" e "O Curioso Caso de Benjamin Button".
quinta-feira, 11 de março de 2010
Divulgado o trailer de "A Saga Crepúsculo: Eclipse"
Parece que agora vai. Pra quem é fã da Saga Crepúsculo (ou pra quem não é, mas gosta dos filmes ou de criticá-los), saiu o primeiro trailer do filme "Eclipse", baseado no terceiro (e melhor) livro da série escrita por Stephenie Meyer.
O que faltou no primeiro e o que erraram no segundo pode ser corrigido no terceiro, que tem a direção de David Slade, que sabe muito bem como fazer vampiros de verdade, vide o filme "30 Dias de Noite".
Voilá. Ou, pelo menos até o You Tube desativar a incorporação.
O que faltou no primeiro e o que erraram no segundo pode ser corrigido no terceiro, que tem a direção de David Slade, que sabe muito bem como fazer vampiros de verdade, vide o filme "30 Dias de Noite".
Voilá. Ou, pelo menos até o You Tube desativar a incorporação.
Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Percy Jackson and the Olympians: The Lightning Thief(EUA, 2010) De Chris Columbus. Com Logan Lerman, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario, Pierce Brosnan, Sean Bean, Catherine Keener, Rosario Dawson e Uma Thurman.
Ontem, no twitter, me disseram que “Percy Jackson” tinha a minha cara, simplesmente por ser uma sensação teen. Como assim, Bial? Tá, tudo bem, eu até gosto dessas coisas adolescentes mesmo, talvez por que eu tenha sido adulto dos meus 13 aos 18 e só agora meio que to curtindo essas coisas... Mas me identificar com Percy Jackson? É um insulto à minha moral cinéfila e anos de dedicação ao grande cinemão mainstream da era de Ouro do cinema...
Tá, você não caiu nessa né? Nem eu. Verdade seja dita é que “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” bem que poderia se promover como o substituto de Harry Potter. O livro surgiu (assim como aconteceu com outros Best-sellers mundiais) no rastro das aventuras do menino bruxo de J.K. Rowling. Talvez por isso tantas semelhanças. Um menino que é abandonado pelo pai e tem a mãe seqüestrada vai para uma escola onde adolescentes tão mágicos quanto ele aprendem coisas. Os seus melhores amigos são um menino e uma menina. Ele tem um mentor protetor, também mágico. E o inconfundível cabelo de cuia. Lembra alguém?

A grande sacada de “Percy Jackson” é colocar os personagens da mitologia dentro do contexto atual. Mas é nas aventuras adolescentes e no espírito de rebeldia que o diretor Chris Columbus se apoiou para conduzir a história. Repleto de clichês, o roteiro infelizmente é fraco e mal conduzido, apesar dos efeitos bacaninhas e da mitologia em si, que eu sempre gostei. Mas em alguns momentos os atores são tão mal explorados que parece que estamos assistindo a um episódio da série “Xena”.

O filme é bom para aquele compromisso de fim de tarde, sabe, quando você só quer saber de cinema pra se divertir? Foi assim que eu fui ver o filme, crente de que a maioria que viu o filme estava surtada para considerá-lo bom demais. Destaque para a atuação de Uma Thurman como a Medusa e para o seu visual também, perfeito. Direção de Arte e efeitos visuais também merecem destaque.
Com a experiência de dois “Harry Potter” na bagagem – os mais fracos, porém essenciais – Chris Columbus vê a possibilidade de comandar uma nova franquia de sucesso, apoiado no sucesso que tem feito o trio principal (?!), sobretudo o moleque Logan Lerman, que é o rebelde sem causa ideal da geração Z século XXI. Até o momento são cinco livros da série. O segundo, “Percy Jackson e os Olimpianos: O Mar de Monstros”, não teve nenhum sinal de que será produzido, mas com a boa repercussão mundial do filme, não me estranha nada que em breve ele apareça.




O filme é bom para aquele compromisso de fim de tarde, sabe, quando você só quer saber de cinema pra se divertir? Foi assim que eu fui ver o filme, crente de que a maioria que viu o filme estava surtada para considerá-lo bom demais. Destaque para a atuação de Uma Thurman como a Medusa e para o seu visual também, perfeito. Direção de Arte e efeitos visuais também merecem destaque. Com a experiência de dois “Harry Potter” na bagagem – os mais fracos, porém essenciais – Chris Columbus vê a possibilidade de comandar uma nova franquia de sucesso, apoiado no sucesso que tem feito o trio principal (?!), sobretudo o moleque Logan Lerman, que é o rebelde sem causa ideal da geração Z século XXI. Até o momento são cinco livros da série. O segundo, “Percy Jackson e os Olimpianos: O Mar de Monstros”, não teve nenhum sinal de que será produzido, mas com a boa repercussão mundial do filme, não me estranha nada que em breve ele apareça.
Ah, e nem pense em descansar da mitologia. "Fúria de Titãs" está vindo aí pra mostrar como é que se faz.
Nota: 6,5



segunda-feira, 8 de março de 2010
Oscar 2010 - Davi X Golias
Recuperado do choque que foi a 82° cerimônia de entrega do Oscar, acho que dá pra dizer que a noite deste 7 de março de 2010 foi mesmo inesquecível por dois fatores. Primeiro: o dia em que Davi venceu Golias, mostrando que a Academia não necessariamente se baseia em bilheteria e primazia técnica para escolher seus vencedores. Segundo: o dia em que se mostrou a pior cerimônia de entrega de todos os tempos. A Academia fez uma cerimônia chata e sem nenhum brilho, e ainda muito corrida. Erraram feio em cortar números musicais expressivos para colocar no lugar homenagens fúnebres e o glamour se perdeu no horror que foi a organização da festa. Se queriam atrair atenção, poderiam ter posto mais pompa.Falando então do que interessa, os vencedores, como de praxe os atores coadjuvantes foram entregues logo no começo da cerimônia. Como era o esperado (poucas surpresas apareceram no 82° Oscar), Mo' Nique venceu como a atriz coadjuvante do ano, pelo papel em "Preciosa". Também pudera. Entre as cinco indicadas, Mo'Nique tinha de longe a melhor atuação do ano - possivelmente também entre as cinco indicadas na categoria principal. Em um discurso emocionado que resumia toda a glória de sua carreira, ela agradeceu que a Academia "tenha deixado a política de lado e tenha feito o que é certo".
No par masculino da categoria, Christoph Waltz foi o responsável por dar a hora que "Bastardos Inglórios" merecia. Agradecendo a Quentin Tarantino " e seus métodos pouco ortodoxos", Waltz saiu também ovacionado do Kodak Theather na mesma situação de Mo'Nique: a melhor atuação masculina do ano. Só não posso dizer que é melhor que Jeff Bridges, porque ainda não pude assistir a "Coração Louco".Voltando a "Preciosa", o filme desbancou ainda o favorito a Roteiro Adaptado, "Amor Sem Escalas" e acabou levando o prêmio. Sapphire, a escritora de "Push", romance no qual o filme foi baseado, não podia se conter em emoção de ver sua obra adaptada recebendo o prêmio. Na minha visão, o prêmio de roteiro funciona como um "Prêmio de consolação de luxo", praticamente. E ver "Amor Sem Escalas" sair da cerimônia com as mãos abanando, praticamente chupando dedo, foi de cortar o coração.

Em se tratando de roteiro original, quem levou a melhor foi o grande premiado da noite "Guerra ao Terror". Mark Boal, o jornalista e roteirista do filme subiu ao palco visivelmente emocionado, diante de uma Kathryn Bigelow orgulhosíssima. A essa altura do campeonato, ninguém sabia ainda o que estava por vir. "Guerra ao Terror" ganhou também os prêmios de Montagem, Edição de Som e Mixagem de Som, nos primeiros embates que teve contra "Avatar".
"Up", a grande animação do ano venceu na categoria "Melhor Animação", prêmio que era mais do que seu por direito, convenhamos. Mas o momento de "Up", como já está virando praxe nos filmes da Pixar, foi o prêmio de Trilha Sonora para o compositor Michael Giacchino. Só de lembrar da trilha do filme dá vontade de chorar e foi justamente essa ode aos sentimentos nos filmes que o compositor evocou no seu discurso de agradecimento.

Se podemos falar que teve uma grande surpresa neste ano foi na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Praticamente a vitória do alemão "A Fita Branca" era dada como certa, depois de o filme ter levado a Palma de Ouro em Cannes no ano passado. Porém, o prêmio foi para a Argentina com o filme "O Segredo dos Seus Olhos". Se você ficou surpreso, deve ter visto a cara do diretor quando subiu no palco. Por essa, realmente ninguém esperava, se bem que se fosse pra ser um filme latino, preferia muito mais "A Teta Assustada", do Peru. E é assim que a Argentina bate o Brasil mais uma vez com seu cinema.
"Avatar", o grande favorito da noite acabou saindo da premiação apenas com os prêmios de Efeitos Visuais, Direção de Arte e Fotografia. "Star Trek" ganhou reconhecimento na categoria Melhor Maquiagem, que foi apresentada por Ben Stillar maquiado de Omaticaya e falando Na'vi. Provavelmente o momento mais original da cerimônia. "The Young Victoria" conseguiu o prêmio de Figurino, outra praxe, já que a academia tem predileção por filmes de época. Sandy Powell, a figurinista, dedicou o prêmio justamente a figurinistas de filmes modestos e contemporâneos, que nunca são reconhecidos. Bacana da parte dela.Na categoria de ators principais, por um nano segundo achei que o prêmio de atriz iria para Gabourey Sidibe. A entrega contou com a presença de cinco amigos dos indicados que falaram sobre como era atuar com aquela pessoa. Mas como era de se esperar mesmo, a noite era de Sandra Bullock. Sua personificação neste filme é diferente de tudo o que ela já apresentou em 20 anos de carreira e ainda assim seu Oscar pareceu premiar tudo o que ela já fez, desde "Velocidade Máxima" até "Maluca Paixão", pelo qual inclusive ela ganhou o Framboesa de Ouro de pior atriz. Pela primeira vez, alguém ganha o premio de melhor e pior no mesmo ano.
A outra não-surpresa do ano foi Jeff Bridges ganhando por "Coração Louco". O ator se encaixa na mesma situação de Sandra, só que a carreira dele é bem mais cultuada do que a dela. Agradecendo aos pais por terem apresentado ele "a essa carreira maravilhosa", Bridges disse o quanto ama o showbizz e sua mulher, com quem está casado há 33 anos. A entrega desses dois prêmios foi um dos pontos altos da noite.
Um dos. Porque O ponto alto da noite foram os dois últimos prêmios. Davi X Golias. Ex-Mulher contra ex-marido. Barbra Streisend subiu ao palco para entregar o prêmio de direção. "Hoje uma mulher pode ser a primeira a ganhar o Oscar de direção", começa ela. "Ou um negro. Ou um dos três diretores que colocaram um roteiro seu na tela", corrige. Feitas as apresentações dos indicados. Ela abre o envelope. "E o tempo é chegado". Kathryn Bigelow foi ovacionada no que definiu como "O momento de uma vida" ao receber, completamente desnorteada e abalada, o prêmio de melhor direção. Mark Boal, o roteirista, chora muito na plateia. Jeremy Renner vibra. Foi a primeira pedra. Golias ainda não caiu. A história estava feita... ou quase.Mal Kathryn saiu do palco, Tom Hanks entra praticamente correndo no palco (meu Deus, o que foi aquilo? Venceu o aluguel do teatro e eles tinham que esvaziar logo?) e, como se estivesse ali pra arrancar um band-aid, rasga o envelope e anuncia que "Guerra ao Terror" vencia "Avatar" como Melhor Filme do Ano. Golias estava no chão com a segunda pedra, assim como na Bíblia. Se Kathryn podia ficar mais desnorteada do que já estava, ela ficou. Porque teve que voltar às pressas ao palco junto com Mark Boal e o produtor Greg Shapiro para receber àquele prêmio que pode redefinir a história das premiações daqui por diante.
Hoje eu acordei tentando entender tudo o que aconteceu no fim da cerimônia de ontem. O que é mais importante? Milhões de dólares gastos para contar uma história linda de uma forma extraordinária ou pouco dinheiro mas uma mente brilhante? Nesse caso, tres mentes brilhantes. Katrhyn Bigelow, Mark Boal e Jeremy Renner. O mérito de "Avatar" foi escrito na história com cada centavo recuperado na bilheteria. O povo ama o filme. O 3D vai ser aplicado em 9 de 10 produções daqui pra frente. E não só o 3D como o CGI avançado, a captura de performance e seja lá o que mais "Avatar" tenha ajudado a revolucionar. Mas nessa noite a Academia do século XXI mandou um recado. O que ainda conta não são pessoas que conseguem fazer milagres visuais com milhões de dólares. E sim quem consegue fazer a mesma coisa com milhões de centavos a menos.

GALERIA DE IMAGENS (Clique para ampliar)


Veja os vencedore do Framboesa de Ouro

PIOR FILME
Maluca Paixão
G.I. Joe - A Origem de Cobra
A Terra Perdida
Old Dogs
Transformers: A Vingança dos Derrotados
PIOR ATOR
Todos os Jonas Brothers - Jonas Brothers 3D - O Show
Will Ferrell - A Terra Perdida
Steve Martin - A Pantera Cor-de-Rosa 2
Eddie Murphy - Minha Filha é um Sonho
John Travolta - Old Dogs
PIOR ATRIZ
Beyoncé Knowles - Obsessiva
Sandra Bullock - Maluca Paixão

Miley Cyrus - Hannah Montana - O Filme
Megan Fox - Transformers - A Vingança dos Derrotados e Garota Infernal
Sarah Jessica Parker - Cadê os Morgans?
PIOR ATOR COADJUVANTE
Billy Ray Cyrus - Hannah Montana: O Filme
Hugh Hefner - Miss March
Robert Pattinson - Lua Nova
Jorma Taccone - A Terra Perdida
Marlon Wayans - G.I. Joe
PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Candice Bergen - Noivas em Guerra
Ali Larter - Obssessiva
Sienna Miller - G.I. Joe
Kelly Preston - Old Dogs
Julie White - Trannies, Too
PIOR CASAL NA TELA
Qualquer dois ou mais Jonas Brothers
Sandra Bullock e Bradley Cooper - Maluca Paixão

Will Ferrell e qualquer outra co-estrela ou criatura ou careta - A Terra Perdida
Shia LaBeouf e Megan Fox ou qualquer Transformer
Kristen Stweart e Robert Pattinson e Taylor Lautner
PIOR REMAKE, PREQUEL,ADAPTAÇÃO OU SEQUÊNCIA
G.I. Joe
A Terra Perdida
A Pantera Cor-de-Rosa 2
Transformers: A Vingança dos Derrotados
Lua Nova
PIOR DIRETOR
Michael Bay - Transformers
Walt Becker - Old Dogs
Brad Silberling - A Terra Perdida
Stephen Sommers - G.I. Joe
Phil Traill - Maluca Paixão
PIOR ROTEIRO
Maluca Paixão
G.I. Joe
A Terra Perdida
Transformers
Lua Nova
PIOR FILME DA DÉCADA

A Reconquista (2000)
Fora! De Casa (2001)
Contato de Risco (2003)
Eu Sei Quem Me Matou (2007)
Destino Insólito (2002)
PIOR ATOR DA DÉCADA
Ben Affleck
Eddie Murphy
Mike Myers
Rob Schneider
Jonh Travolta

PIOR ATRIZ DA DÉCADA
Madonna
Mariah Carey
Lindsay Lohan
Paris Hilton
Jennifer Lopes
sexta-feira, 5 de março de 2010
Daily Oscar - Jeff Bridges e o caso do Melhor Ator

Por alguma razão, sempre me ligo mais nas categorias das atrizes do que na dos atores. Talvez por isso eu comente tão pouco sobre eles. Esse ano, no Oscar, cinco atuações extraordinárias chegam às finais, que vai premiar um deles neste domingo. O grande favorito da noite é, sem dúvida, Jeff Bridges, pelo cantor desacreditado de “Coração Louco”. Falam inclusive que o ator merecia o prêmio há muito mais tempo, por suas indicações em filmes como “O Grande Lebowski”.
Porém, a Academia pode sim reservar algumas surpresas. Ano passado, quando todos davam como certa a vitória de Mickey Rourke, por O Lutador, quem subiu ao palco foi Sean Penn, para receber o prêmio por “Milk – A Voz da Igualdade”. Mesmo assim a torcida para Jeff Bridges esse ano está muito maior do que a que era para Mickey Rourke. Além disso, das cinco atuações, a dele parecer ser mesmo a mais devotada (digo isso sem ainda ter assistido a “Coração Louco”).
O prêmio para Bridges é quase certo, mas o curioso é que, dos cinco indicados, ele é o que menos prêmios levou pelo papel indicado, à frente apenas de Morgan Freeman, que ganhou só 2 prêmios como Nelson Mandela. Jeff ganhou quatro como o cantor, incluindo o Globo de Ouro. Colin Firth, pelo papel em “Direito de Amar”, levou sete prêmios, incluindo o Bafta; George Clooney e Ryan Bingham, de “Amor sem Escalas”, arrebataram 8 prêmios e o insosso Jeremy Renner, por “Guerra ao Terror”, seria o mais cotado baseando-se em prêmios: levou 9 pra casa até agora.
Domingo a gente vê se essa teoria se confirma ou não.

quinta-feira, 4 de março de 2010
Cinemarcos Top 10 - Melhores Atrizes dos últimos 10 anos, segundo o Oscar

Existe ranking pra tudo né. Com o Oscar não ia ser diferente. E aqui estou eu com mais um, listando as melhores atuações femininas da década - que ainda não terminou, mas o povo insiste nisso. Já que a década só termina em dezembro de2010, e ainda não temos como conhecer a melhor atriz desse ano, a lista inclui as 10 últimas atrizes a ganhar o Oscar de Atriz Principal. Quando Sandra Bullock ganhar esse ano (porque ela vai, não duvide disso), e eu finalmente puder assistit a "Um Sonho Possível", vamos ver em que posição poderemos encaixá-la.
10 REESE WITHERSPOON , por JOHNNY E JUNEPersonagem: June Carter
Ano: 2005
Outras indicadas: Judi Dench (Sra. Henderson Apresenta), Charlize Theron (Terra Fria), Keira Knigthley (Orgulho e Preconceito) e Felicity Huffman (Transamerica).
Quando uma comediante ganha o Oscar de Melhor Atriz a gente tem que observar direito. Afinal, raramente a Academia concede a honra a alguém do gênero, como aconteceu com Diane Keaton, por exemplo, em "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", em 1977. Mas foi um papel dramático que deu o Oscar para Reese Witherspoon, interpretando June Carter, a companheira do músico Johnny Cash. Como ficou claro no título brasileiro para "Walk the Line", June foi peça essencial para fazer do cantor o que ele se tornou, o que foi brilhantemente mostrado nas telas por Reese, o que nem de longe lembra filmes como "Legalmente Loira" e "Doce Lar".
9 HELLEN MIRREN , por A RAINHAPersonagem: Rainha Elizabeth II
Ano: 2006
Outras indicadas: Penélope Cruz (Volver), Meryl Streep (O Diabo Veste Prada), Judi Dench (Notas Sobre um Escândalo) e Kate Winslet (Pecados Íntimos).
Helen Mirren teve um trabalho árduo quando aceitou viver a Rainha Elizabeth. Afinal, como dar vida a uma personagem baseada numa figura real e que ainda estava viva? E mais, falando de um assunto tão polêmico quanto foi a posição da Família Real Britânica sobre a morte da Princesa Diana. A veterana atriz fez por merecer o Oscar que recebeu, mesmo concorrendo contra uma personagem mais do que memorável na carreira de Meryl Streep, a editora de moda Miranda Priestly.
8 HALLE BERRY, por A ÚLTIMA CEIAPersonagem: Leticia Musgrove
Ano: 2001
Outras indicadas: Judi Dench (de novo, por Iris), Nicole Kidman (Moulin Rouge), Renee Zellwegger (O Diário de Bridget Jones) e Sissy Spacek (Entre Quatro Paredes).
Por essa ninguém esperava, naquela noite no Kodak Theather, na entrega de 2002. Nem mesmo Halle Berry, visivelmente emocionada quando subiu ao palco para receber o seu Oscar, num momento que entrou para a história da premiação. A premiação de Berry é marcada por vários fatos. "A Última Ceia" despontou na cena independente e revelou os talentos de Berry e do então simplório Heath Ledger. Mais do que isso, naquele ano a Academia entregou três prêmios para atores negros, quebrando qualquer tabu que ainda existisse. Além da atriz, Denzel Washington venceu por "Dia de Treinamento" e Sidney Poitier ganhou um Oscar honorário. O triste foi saber o quanto a carreira de Halle Berry decaiu daquela noite em diante...
7 HILLARY SWANK, por MENINOS NAO CHORAMPersonagem: Teena Brandon / Brandon Teena
Ano: 1999
Outras Indicadas: Annette Benning (Beleza Americana), Meryl Streep (Música do Coração), Julianne Moore (The End of the Affair) e Janet McTeer (Tumbleweeds).
O mundo só estava começando a conhecer o talento que Hillary Swank estava pra mostrar. A atuação premiada da atriz em 1999 só viria a começar a confirmar isso. No papel híbrido de homem e mulher, Hillary mostrou uma versatilidade única, ao fazer de uma vez só a jovem Teena Brandon e o seu "irmão" Brandon Teena. Surpreendentemente, a tão conservadora Academia não ligou para uma mulher interpretando um homem. O fato se repetiria com Charlize Theron que interpretou uma lésbica, assim como outro Oscar para Swank anos mais tarde.
6 JULIA ROBERTS, por ERIN BROCKOVICHPersonagem: Erin Brockovich
Ano: 2000
Outras Indicadas: Joan Allen (The Contender), Julliete Binoche (Chocolate), Ellen Burstyn (Requiém Para um Sonho) e Laura Linney (Conta Comigo).
Aconteceu com Julia Roberts o que está prestes a acontecer com Sandra Bullock este ano. O reconhecimento por toda uma carreira aclamada em Hollywood da então atriz mais bem paga do cinema veio no papel de Erin Brockovich. Dirigida por Steven Soderbergh, Julia está tão distinta dos papéis que interpreta no cinema, entregando uma mulher destemida e corajosa, que seu prêmio era de longe uma barbada naquele ano. O século não poderia terminar (ou começar) sem um Oscar para ela, fato que pode não se repetir tão cedo, já que a carreira de mãe a abraçou quase que por completo.
5 NICOLE KIDMAN (AS HORAS)Personagem: Virginia Woolf
Ano: 2002
Outras Indicadas: Salma Hayek (Frida), Renée Zellwegger (Chicago), Julianne Moore (Longe do Paraíso) e Diane Lane (Infidelidade).
"Por um nariz", como disse Denzel Washington ao anunciar o nome da vencedora, Nicole Kidman levou o premio de atriz pra casa em 2003. Mas interpretar uma das autoras mais obscuras e controversas da história não foi uma tarefa fácil. A alma de Nicole foi sugada naquele filme, a ponto de a deixar irreconhecível. O ano estava disputado e todas elas tinham grande chances de levar a estatueta. O prêmio de Nicole, além de coroar sua atuação maravilhosa no filme, serviu como consolação pelo ano anterior, quando sua personagem em "Moulin Rouge" passou incólume. Pena que, depois de "As Horas", pouca coisa se aproveite da filmografia da atriz.
4 HILLARY SWANK, por MENINA DE OUROPersonagem: Maggie Fitzgerald
Ano: 2004
Outras Indicadas: Annette Benning (Adorável Julia), Kate Winslet (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), Imelda Stauton (O Segredo de Vera Drake) e Catalina Sandino Moreno (Maria Cheia de Graça).
Clint Eastwood produziu algumas das mais tocantes obras do início do século XXI. Fez dois filmes sobre a segunda guerra, dois dramas familiares e um conto sobre um justiceiro veterano, entre outras coisas. De todos, o único premiado como Melhor Filme foi "Menina de Ouro", que deve seu brilhantismo, entre outras coisas, à atuação de Hillary Swank. Se em "Meninos Não Choram" ela era um diamante bruto, agora ela revelara toda o brilho de uma jóia lapidada por um dos mestres do cinema. Um primor de atuação marcante para todo o sempre. E olha que coincidência, mais uma vez ela derrotou Annette Benning, que merecia mais da primeira vez.
3 CHARLIZE THERON, por MONSTER -DESEJO ASSASSINOPersonagem: Aileen Vuornos
Ano: 2003
Outras Indicadas: Keisha Cstle-Huges (Encantadora de Baleias), Diane Keaton (Alguém Tem que Ceder), Samanta Morton (Terra dos Sonhos) e Naomi Watts (21 Gramas).
Deus sabe o quanto eu torci para Naomi Watts naquele ano. Foi por causa de "21 Gramas" que passei a me devotar pela atriz. Mas a atuação dela nem se compara ao que Charlize Theron foi obrigada a fazer em "Monster - Desejo Assassino", ao encarar a homicida Aileen Vuornos. Ela teve que mergulhar fundo em um psicológico perturbado de uma assassina violenta, lésbica e traumatizada, além de se enfeiar de uma forma pouco vista no cinema por atrizes bonitas como ela. Como a Academia adora essa "saída da zona de conforto" das musas bonitonas, Oscar nela. Mas Naomi Watts merecia muito também, só pra deixar claro. Charlize quase repetiu o feito de Hillary Swank, quando foi indicada por "Terra Fria", mas foi atropelada por Reese Witherspoon.
2 KATE WINSLET, por O LEITORPersonagem: Hannah Schimitz
Ano: 2008
Outras Indicadas: Angelina Jolie (A Troca), Anne Hathaway (O Casamento de Rachel), Meryl Streep (Dúvida) e Melissa Leo (Rio Congelado).
Já era hora de Kate Winslet ganhar o seu Oscar e ter sido com um papel tão marcante faz o prêmio ter um gosto especial. O engraçado é que naquele ano, ela tinha estrelado também "Foi Apenas um Sonho" e nas premiações que "O Leitor" participou, Kate aparecia na maioria das vezes como coadjuvante. Se o fato se repetisse no Oscar de 2009, o cenário teria mudado drasticamente. Kate ainda ganharia, mas como coadjuvante, desbancando Penelope Cruz e o premio de atriz principal talvez ficasse com a mãe sofredora de Angelina Jolie em "A Troca". Mas, parando de brincar de "se", graças a Deus as coisas foram como tinham que ser e Kate saiu consagrada coo uma das maiores atrizes da nova geração.
1 MARION COTILLARD, por PIAF - UM HNO AO AMORPersonagem: Edith Piaf
Ano: 2007
Outras Indicadas: Ellen Page (Juno), Julie Christie (Longe Dela), Cate Blanchett (Elizabeth - A Era de Ouro) e Laura Linney (A Família Savage).
Marion Cotillard pode até ter subido ao palco totalmente surpresa, mas a gente não estava tão surpreso assim. A interpretação da atriz para Edith Piaf foi descrita como sobrenatural por vários especialistas e críticos. E não tem como duvidar quando se assiste a "Piaf - Um Hino ao Amor". Só para se ter uma ideia, compare a foto de Marion na entrega do Oscar com sua caracterização no filme - apenas maquiagem. Agora, compare a personagem dela em "Inimigos Públicos" com Edith Piaf. Irreconhecível. E só por ter tido a capacidade de se anular tanto assim para dar vida a um personagem ela merece ter ganho o título de Melhor Atuação da década a ser premiada com um Oscar. Vários atores e diretores americanos disseram isso em uma pesquisa que saiu recentemente e eu aqui ratifico. Dá arrepios ver Marion na tela, especialmente quando ela solta a voz para as cenas de Piaf se interpretanto. Depois do Oscar, seu talento se confirmou ainda mais, em bem menor escala, é verdade, no já citado "Inimigos Públicos" e no duvidoso (não por culpa dela) "Nine".
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