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segunda-feira, 6 de junho de 2011

X-Men: Primeira Classe


X-Men First Class

(EUA, 2011) De Matthew Vaughn. Com James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Kevin Bacon, January Jones, Rose Byrne, Nicholas Hout, Jason Flemyng, Lucas Till, Zöe Kravitz, Oliver Platt.

Os X-Men são um caso à parte na história dos filmes adaptados de quadrinhos. São talvez os que mais arrebataram fãs entre os que nunca tinha sequer pego em um gibi. O sucesso comercial dos personagens é inegável, mas criou uma outra legião de fãs que é tão exigente quanto aqueles que já eram fãs antes dos filmes. É sob essa aura que, depois de muita espera, “X-Men: Primeira Classe” se apresenta. Nunca li os quadrinhos originais dos heróis para saber se o filme foi fiel ou não. Na verdade, nem preciso para reconhecer que “Primeira Classe” conecta todos os filmes anteriores em uma película feita para os fãs... dos filmes. Quem assistiu à trilogia original vai saber reconhecer direitinho cada uma das referências escondidas ao longo da projeção, inclusive praticamente toda a primeira sequência, idêntica à vista em “X-Men 1”.

A história se passa na Guerra Fria. O jovem Charles Xavier, telepata que mora com sua irmã de criação Raven, uma mutante de pele azul que pode se transformar em qualquer pessoa, é recrutado pela CIA para ajudar a combater o maligno Sebastian Shaw, mutante poderoso que está influenciando autoridades dos Estados Unidos e da União Soviética a iniciar uma guerra mundial. Enquanto isso, Eric Lehnsherr procura vingança contra Shaw, que matou sua mãe judia na Alemanha nazista para descobrir mais sobre a mutação de Eric: atrair e manipular metais. Eric e Charles acabam se encontrando e se tornando amigos por causa de seus objetivos comuns. Eles decidem que a melhor forma de ir atrás de Shaw é recrutando outros mutantes com poderes incríveis. Está formada a primeira geração dos X-Men, embora eles ainda não saibam disso.

Apesar dos poderes mutantes, das cenas de ação e da trama que envolve uma guerra mortal, “X-Men: Primeira Classe” é sobre o respeito às diferenças. Sim, o assunto está na moda, mas a metáfora para os mutantes nunca foi tão apropriada. O quanto você é capaz de aceitar as suas particularidades e, principalmente, aceitar e respeitar a dos outros? O diretor Mathew Vaughn conseguiu transmitir com delicadeza a verdadeira mensagem dos X-Men, que esteve implícita todos esses anos.


Some-se a isso as impressionantes cenas de ação, com efeitos especiais aprimorados, e uma nova geração de atores com fôlego renovado para reanimar a franquia, que já estava com aquela cara de velha, coberta de poeira. James McAvoy, talvez o nome mais conhecido depois de Kevin Bacon (perfeito como vilão) dá vida ao jovem Charles Xavier, com uma jovialidade que não lembra o personagem de Patrick Stewart, mas retrata o quanto o professor X sofreu amarguras durante os anos que se passaram. A recém nomeada ao Oscar, Jennifer Lawrence, dá um rosto e um corpo novo à Mística, além de uma história que a evidencia muito mais do que nos filmes anteriores.


Os outros mutantes, além do time de vilões composto por Kevin Bacon e January Jones (de “Mad Men”) entram em sintonia com o resto do elenco, num roteiro feito para explicar várias pontas soltas dos outros filmes (inclusive de “X-Men Origens: Wolverine”), além de criar outras pontas para serem amarradas em filmes futuros. Sim, uma continuação direta deste é bem provável , é só a Fox continuar seguindo a receita.

Nota: 9,0


terça-feira, 31 de maio de 2011

Antes de X-Men

Há pouco mais de 1 ano atrás eu comentei aqui mesmo neste blog tão indigno da atenção de vocês sobre a novela “X-Men: First Class”. Bem, no dia 3 de junho (sexta-feira que vem) vamos conferir o último capítulo e saber se a espera valeu a pena. Com propagandas espalhadas por todo canto e com um número muito maior de cópias dubladas a serem distribuídas aos cinemas, “X-Men: Primeira Classe” espera redimir os fãs da franquia dos mutantes quanto ao final relativamente fraco da trilogia original.

Não dá pra comentar o quarto (ou será o primeiro?) sem falar dos outros três. “X-Men” (2000) foi o primeiro grande filme de super-heróis do século XXI, isso no fim do século XX. Não só lançou a moda “fidelidade aos quadrinhos” como rendeu um personagem memorável do cinema: Wolverine, tanto que tem gente achando um absurdo o guerreiro de adamantium não estar neste novo filme, falando sem saber.

Já “X-Men 2” (2003) fez as bilheterias estourarem de tanto dinheiro, em um filme melhor produzido que o primeiro. Wolverine se firma mais uma vez como mutante absoluto. E a Fox perde a cabeça, deslumbrada com tanto dinheiro. Aí é que houve o erro.

A sequência “X-Men: O Confronto Final” (2006) colocou alguns (leia-se muitos) personagens a mais, embolou umas quinze tramas paralelas e fez todo mundo ficar meio zonzo. Resultado: custou quase o dobro do segundo filme, arrecadou mais em bilheteria, mas desagradou os fãs e a crítica. Sem falar que a resposta americana ao filme foi inesperada. Pra um filme que custou US$ 210 milhões, ter arrecadado pouco mais que essa quantia em casa (US$ 234 mi) faz muita diferença.

É nesse clima que “First Class” entra, tentando contar as origens dos mutantes da mesma forma como foi feito com “X-Men Origens: Wolverine” (2009). E aí posso arriscar de que a Fox aprendeu um pouco a lição e tem se mostrado menos Fox e mais Marvel. Isso quer dizer um filme digno dos fãs. E se os fãs gostarem, os não fãs vão gostar mais ainda.

Ah, e tem a galera nova, uma geração de atores renovada que é promissora não só em filmes de aventura. Esses são Michael Fassbender (Magneto), James McAvoy (Charles Xavier), January Jones (Emma Frost) e Jennifer Lawrence (Mística), essa última recém-indicada ao Oscar por “Inverno da Alma”.

“X-Men Primeira Classe” estreia em 3 de junho.

Veja também:

X-Men First Class – A Novela