terça-feira, 23 de outubro de 2012
Atividade Paranormal 4
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Chernobyl
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Atividade Paranormal 3
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Festival do Rio - Red State
Com vários truques de câmera e edição (feita por ele mesmo)
e um roteiro apoiado em muito humor negro e várias coisas verídicas, Kevin
Smith consegue um filme de suspense que choca ao mesmo tempo em que promove o
debate sobre intolerância e fanatismo religioso, além de falar sobre os
direitos dos homossexuais e também de todo mundo que participa de uma sociedade
livre. Melissa Leo está fantástica e mostra versatilidade como a mulher que
seduz os garotos – algo impensável para ela até então, já que se trata de uma
senhora de 51 anos e ganhadora de um Oscar – e que se revela mais uma fanática
da seita. terça-feira, 21 de junho de 2011
The Human Centipede

The Human Centipede – First Sequence
(UK/Alemanha, 2009) De Tom Six. Com Dieter Laser, Ashley C. Williams, Ashlynn Yennie, Akihiro Kitamura.
É, encarei o desafio de assistir a “The Human Centipede”.
Existem poucas coisas mais bizarras no cinema comercial do que esse filme, dirigido por Tom Six. Isso inclui toda e qualquer lembrança minha do extinto “Cine Trash”, programa do Zé do Caixão nos anos 1990 que mostravam filmes de terror B que exageravam no sangue e na escrotice. O filme já ganhou uma certa fama “cult” dentro do undergound do terror e dificilmente vai chegar aos cinemas no Brasil. Na verdade, fico procurando adjetivos para o filme mas só consigo pensar em um conselho para dar: não assista se não tem estômago bom para coisas assim. Sério. É que nem aqueles avisos nos brinquedos em parques de diversão: você sabe que vai passar mal, mas anda mesmo assim e passa mal depois.
A história: O filme se passa na Alemanha, onde um médico cirurgião aposentado especialista em separar gêmeos siameses desenvolve uma obsessão: em vez de separar pessoas, juntar pessoas, formando uma única criatura. Ele então sequestra três turistas para realizar o seu experimento, costurando os três para formar o que ele chama de “centopeia humana”.
Tentei contar a sinopse sem spoilers porque cada detalhe é altamente bizarro. Apesar de tudo, acredite, “The Human Centipede” não é um filme bom justamente por ter um roteiro vago, uma montagem desalinhada e uma estética meio esquisita. Porém, enquanto um filme de terror, ele cumpre o seu papel, com direito a gritos, gemidos (incessantes gemidos de sofrimento, acredite)deixando uma aura de suspense no ar para saber se os três irão conseguir escapar do doutor maluco que parece ter saído de um manicômio.
E então, após tudo o que você passou assistindo ao filme, se resistiu bravamente ao freakshow exibido, parabéns, porque o desfecho é horrível . Simples assim, sem desfecho algum na verdade. Termina tão vago quanto começou. Mas vale o suspense, já que faltam filmes de terror assim no mercado – embora eu acredite que ele nunca deva ver a luz do dia por aqui.
Ah, e já tem a sequência: “The Human Centipede II – Full Sequence”
Nota: 5,0
Algumas imagens mais, digamos, "simples" do filme:
-Sim, imagine por onde eles estão costurados...
Veja também:
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Jogos Mortais - O Final
Saw 3D(EUA, 2010) De Kevin Greutert. Com Costas Mandylor, Betsy Russell, Carl Elwes, Sean Patrick Flanery, Chad Donella, Gina Holden e Tobin Bell.
Considerando os sete filmes, pode-se dizer que “Jogos Mortais” é a franquia de terror mais badalada do cinema moderno. Mesmo que apenas o primeiro seja considerado “genial” e os outros seis – incluindo este último – estejam mais para um banho de sangue sem propósito, os filmes formam uma identidade com o público que o assiste que não acontecia desde outras grandes franquias do gênero, como “Sexta-Feira 13” nos anos 1980 e “Pânico”, nos 1990. Deixo aqui registrado o meu reconhecimento aos sete filmes, que construíram a alma mítica do assassino Jigsaw, espalhando a sua história por toda a franquia e nos fazendo pensar se ele merecia pena ou não. Sim, a franquia tem 90% carnificina desencabida, mas tem seus méritos, concorde o público ou não.
Na sétima (e última, segundo os produtores) parte dos Jogos, a ex-mulher de Jigsaw, Jill, recorre à polícia para pedir proteção contra o sucessor do serial killer, o perturbado Hoffman. Cabe ao oficial Gibson a missão de investigar o envolvimento dele com os jogos que continuaram mesmo depois da morte de Jigsaw. Enquanto isso, um homem faz fama e fortuna contando a história de sua sobrevivência a um dos jogos em um livro e ajudando outros sobreviventes em reuniões de auto-ajuda. Só que ele vai cair mais uma vez numa armadilha e vai ter que provar que é digno de toda a admiração que vem recebendo, inclusive para salvar sua mulher, que está na armadilha com ele.

Não há nada de inovador em “Jogos Mortais – O Final”, a não ser as resoluções dos mistérios deixados pelo capítulo anterior e amarrando alguns pontos deixados soltos ao longo dos seis filmes – incluindo o primeiro. Como o filme fala basicamente da sobrevivência dos participantes e suas experiências psicológicas, outros integrantes dos filmes anteriores estão de volta, como o Dr. Gordon (Cary Elwes), do primeiro filme, e Simone (Tanedra Howard), do sexto.

No mais, há o já corriqueiro banho de sangue, agora com pedaços de carne voando em 3D. E os efeitos param por aí, nem perca seu tempo procurando uma sala 3D para ver “Jogos Mortais”, porque não compensa. Talvez seja até melhor ver a boa e velha projeção 2D nesse caso. O fim da franquia (será????) não vale tanto o seu dinheiro assim, mas pra quem já conferiu todos os filmes da saga, porque não prestigiar o capítulo final?
Nota: 6,5
Efeitos 3D: 1,0
domingo, 31 de outubro de 2010
Atividade Paranormal 2
Paranormal Activity 2(EUA, 2010) De Tod Williams. Com Sprague Grayden, Brian Boland, Molly Ephraim, Katie Featherson e Micah Sloat.
Depois de ter feito sensação no ano passado ao se consagrar como o filme de terror do ano, não demorou muito para "Atividade Paranormal" ganhar uma sequência, dessa vez pelas mãos de um grande estúdio, a Paramount. E a sequência consegue ser bem melhor do que a original (que eu detestei, particularmente, indo contra toda a maré de pessoas que não conseguiram dormir por dois meses depois de assistir ao filme). Se o primeiro filme se deixou valer pelo marketing e pelo boca-a-boca (mentiroso) de que tudo seria baseado em fatos reais, o segundo filme agora conta com a fama do original para levar multidões aos cinemas. E funcionou, já que nos Estados Unidos o filme se mantém em primeiro lugar, e aqui só não foi capaz de deter o furacão "Tropa de Elite 2".
A história de "Atividade Paranormal 2" se passa três meses antes do ocorrido no primeiro. Desta vez, a irmã de Katie, Kristi, é que é a vítima dos estranhos acontecimentos na casa. Após eles serem, aparentemente, vítimas de uma invasão que deixou sua casa revirada, a família de Kristi decide instalar câmeras de segurança na casa toda. O marido de Kristi, Daniel, e a enteada, Ali, também filmam seu cotidiano com uma câmera. Os acontecimentos começam a ficar piores e tudo é registrado pelas câmeras, que provam que Kristi tem ligação direta com o que está acontecendo, sobretudo através do seu filho, Hunter.
Esqueça o primeiro filme. O segundo não só se sustenta como bom suspense, como explica tudo o que aconteceu no longa anterior, dando todo sentido à história. Apesar do lenga-lenga que se arrasta pelo filme, já que demora demais até que algo aconteça, os sustos estão muito sofisticados e realmente assustam. Todas as peças dos dois filmes se encaixam perfeitamente, inclusive fazendo uma ponte entre eles - e talvez com uma possível terceira parte.
A verdade é que "Atividade Paranormal 2" é fruto de grande trabalho por parte dos grandes estúdios de Hollywood, que viram a oportunidade de fazer negócio com uma ideia simples. No fim das contas, o espectador ganha um filme muito melhor produzido, com aquela contínua aura de "baseado em fatos reais", mas que dessa vez são muito mais convincentes do que simplesmente a fechada de porta pelo vento, do primeiro.Nota: 7,5
quarta-feira, 21 de julho de 2010
À Prova de Morte
Death Proof(EUA, 2007) De Quentin Tarantino. Com Kurt Russell, Rosario Dawson, Rose McGowann, Sydney Tamiia Poitier, Zoe Bell, Tracie Thoms, Eli Roth.
Quase quatro anos separam as duas partes do projeto "Grindhouse" (pra falar a verdade, eu mesmo achei que o segundo filme só saía em DVD). A princípio, "À Prova de Morte" deveria ser exibido na mesma sessão de "Planeta Terror", dirigido por Robert Rodriguez. O projeto seria uma homenagem às grindhouses, salas de exibição dos anos 1970 especializadas nos filmes B. Justamente por isso, as duas partes foram feitas com cortes e erros propositais, fingindo ser uma fita antiga, e com muito sangue de mentira, histórias bizarras e sexo. Porém, como o retorno dos "2 filmes pelo preço de 1", o segmento de Tarantino foi separado do de Rodriguez e lançado no mundo todo como um filme solo. No Brasil, o filme chega aos cinemas depois que a Playarte conseguiu os direitos de distribuição, já que a Europa Filmes demorou demais a executar a tarefa.
Em "À Prova de Morte", Kurt Russell interpreta um ex-dublê de filmes de ação, Stuntmen Mike, que blinda o seu próprio carro para que ele se transforme na máquina à prova de morte do título. Isso faz com que ele se torne um assassino em potencial com a sua máquina, e suas vítimas preferidas são jovens e lindas moças desavisadas nas estradas. Antes de matar, ele brinca com elas, como uma espécie de voyeur de suas atitudes, até que ele encontra rivais à sua altura na estrada.

Diferente de "Planeta Terror", que se prendia mais ao gênero terror, mostrando mais sangue, "À Prova de Morte" é uma homenagem não só ao trash, mas ao cinema em si. São várias as referências de Tarantino à tudo aquilo que o inspirou como cineasta, desde falas inteiras copiadas de filmes de ação a referências icônicas, como a placa do carro de "Bullit". Além disso, o diretor colocou referências a seus próprios filmes, como "Cães de Aluguel" e as duas partes de "Kill Bill". Nem precisa comentar o quão tosco o filme é, com erros de continuidade visivelmente propositais e mortes bizarras.
Tarantino cria a tensão perfeita ao fazer longas sequências com diálogos, para que nós possamos conhecer a fundo as personagens femininas. Aliás, elas, as mulheres, sempre bem retratadas na filmografia do diretor, não fogem à regra nesse filme e mostram que sabem muito bem se cuidar, como fica evidente na segunda parte do filme. O problema é que esse exagero de diálogos torna o filme um tanto quanto chato e forçado, pelo menos para o público brasileiro que já assistiu à primeira parte de "Grindhouse". Outro problema é que o boom de referências ao mundo pop dessa vez só se aplica a quem realmente sabe do que Tarantino está falando.
Compreender a linguagem do diretor, mesmo em um filme relativamente pequeno quanto "À Prova de Morte", é um exercício de cinema e tanto. Por mais chato e cansativo que o filme se torne por causa dos diálogos, ele tem uma razão de ser assim e isso fica mais do que claro nas mortes espetaculares e nas cenas de ação, sobretudo na corrida dos minutos finais. Só pra constar, o fato de Stuntmen Mike e duas personagens do filme serem dublês não são coincidência. Tarantino os ama e o filme é muito mais uma homenagem a eles, quase nunca reconhecidos no cinema, do que a qualquer outra coisa. O que comprova isso é o fato de uma dublê profissional, a também atriz Zoe Bell, interpretar ela mesma e fazer todas as cenas perigosas da personagem. Um brinde aos olhos e à alma cinéfila. É Tarantino, baby.
* Tarantino realizou este filme antes de "Bastardos Inglórios" e logo depois de finalizar "Kill Bill Vol. 2". Da mesma forma, Rodriguez finalizou "Planeta Terror" após as filmagens de "Sin City". Daí a razão de vários atores desses filmes se repetirem nas duas partes de "Grindhouse"
Nota: 7,0
















