terça-feira, 30 de junho de 2015
Divertida Mente
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Porque “Valente” não deve ganhar o Oscar
Difícil uma torcida contra um filme da Pixar, que mantem uma
hegemonia no quesito Animações no Oscar. Mas a verdade é que o filme de 2012, “Valente”,
não está mesmo entre os favoritos da competição. Feito sob encomenda da Pixar para incluir mais meninas em seu público-alvo, e entrar de vez no seleto grupo de Princesas da Disney, o filme acabou derrapando no roteiro e ficando mais fraco, digamos, que seus pares em anos anteriores como “Toy Story 3”, “Up” e “Wall-e”.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Porque “Tintim” ficou de fora do Oscar?
Acontece que não houve injustiça por parte da Academia e sim o cumprimento das regras. Segundo a AMPAS (Academy of Motion Picture Arts and Sciences), um filme que utiliza a captura de performance não é considerado filme de animação. Para tal, o filme teria que ser todo construído digitalmente ou com animação tradicional, stop motion, enfim, algo que utilizasse métodos artificiais de animação e não algo natural como os movimentos humanos.
Faz sentido? Não sei. A Academia ainda não reconhece a técnica, assim como aconteceu com Andy Serkis e sua fortíssima campanha para indicação ao Oscar de Ator Coadjuvante por seu papel em “Planeta dos Macacos – A Origem”. Mas pelo menos é uma justificativa para a não indicação de “Tintim” na categoria. Mas nada, NADA, explica a inclusão do fraquinho “O Gato de Botas”.
As Aventuras de Tintim
The Adventures of Tintin(EUA, 2011) De Steven Spielberg. Com Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg.
Steven Spielberg vê muito de Indiana Jones em Tintim, o jornalista aventureiro criado pelo cartunista Hergé. Ou será o contrário? O diretor afirmou em entrevistas de divulgação que não conhecia as histórias em quadrinhos quando filmou “Os Caçadores da Arca Perdida”, mas que o conheceu logo após as filmagens e as semelhanças nas histórias logo fizeram Spielberg querer levar Tintim às telonas. Porém, como levar uma história em quadrinhos ao cinema nos anos 1980? Tinha que ter muito prestígio, cacife ou nomes poderosos como Batman e Superman para tal. Daí que o projeto ficou na gaveta do diretor por anos a fio até que os anos 2000 mudaram tudo. Não somente os quadrinhos viraram um dos gêneros preferidos do cinema atual como também a tecnologia dos filmes de animação mudou nesse período. Foi após assistir “Avatar” que Spielberg viu que podia fazer de seu Tintim um filme com captura de movimentos. Deu certo. A qualidade técnica de “As Aventuras de Tintim” é impecável e o filme logo caiu nas graças do público, com o aditivo de ser um filme com a chancela Spielberg.
Efeitos 3D: 9
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Gato de Botas
Nota: 7,0
*Indicado ao Oscar de Melhor Animação
sábado, 9 de abril de 2011
RIO
Rio(EUA, 2011) De Carlos Saldanha. Vozes originais de Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jamie Foxx, Will.I.Am, Leslie Mann e Rodrigo Santoro.
Eu sou carioca e recém-ufanista. Isso significa que fazer um post sobre "Rio", a última propaganda da cidade no exterior pode ser um tanto parcial. Ou não. Primeiro que toda e qualquer crítica é parcial, já que representa a opinião de um indivíduo. Segundo, exatamente por ser carioca e viver na cidade, é fácil identificar o que é correto e o que é falácia sobre o Rio de Janeiro. Como animação, o filme é impecável, franco candidato ao Oscar 2011 de animação. Aí vem a parte do Rio. Mas quem disse que o filme é sobre o Rio? O filme é sobre a arara Blu, tirada de seu habitat por traficantes de animais e levada aos Estados Unidos. A cidade, perfeitamente detalhada no plano digital, é só o pano de fundo. Mas honestamente, não poderia haver um pano de fundo melhor!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
E agora? “Como Treinar Seu Dragão” eleito a melhor animação no Annie Awards

Se existe algum favorito absoluto para receber o prêmio de melhor animação no Oscar, esse filme é “Toy Story 3”, certo? Até porque, o longa está indicado a Melhor Filme, meio impossível de não ganhar. Já até escrevi aqui sobre isso. Pois, pera lá, devagar com o andor. Neste domingo, dia 6 de fevereiro, aconteceu a premiação do Annie Awards, voltado apenas para animação e o escolhido como melhor filme foi “Como Treinar Seu Dragão”!
Tá certo que, apesar de referência em animação, o Annie é um tanto quanto duvidoso. Premiaram “Kung Fu Panda” no lugar de “Wall-e” há dois anos atrás e isso deixou o povo da Disney/Pixar meio nervoso. Pediram mudanças nas regras e alegaram que a Dreamworks, estúdio responsável por “Shrek”, “Panda” e “Dragão”, tem ligação direta com os jurados. Este ano, mesmo com indicações a “Toy Story 3” e a “Enrolados”, a Disney/Pixar boicotou o Annie.
Resultado: “Como Treinar Seu Dragão” levou tudo a que tinha direito na premiação, enquanto “Toy Story 3” saiu chupando o dedo. Rusgas à parte, “Toy Story 3” já tá ganhando tudo mesmo, “Dragão” merece esse prêmio, vai! Até porque, a história do menino Soluço que se tenta mostrar à sua aldeia que dragões não são tão ruins assim, depois do seu encontro com o temido Fúria da Noite (ou Banguela), é muito boa. “Dragão” só perde mesmo para “Toy Story 3” em apelo ao público, porque não deve nada em roteiro, trilha sonora ou técnicas de animação. É talvez o melhor filme de animação da Dreamworks desde “Shrek 2”.
Indicado a dois Oscars, duvido que o filme saia com alguma estatueta, mas só o reconhecimento do Annie acho que já valeu. O que aconteceu com “Wall-e” foi mesmo uma injustiça, porque “Kung Fu Panda” é legal mas não pode ser comparado. Já o que aconteceu esse ano, bem, “Toy Story 3” vai ter que simplesmente engolir essa.
*"Como Treinar Seu Dragão" - Indicado ao Oscar de Melhor Animação e Trilha Sonora
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Causos de Toy Story 3


“Toy Story 3” já é praticamente campeão anunciado do Oscar de Melhor Animação desde que foi lançado nos cinemas. Seu favoritismo continua sendo cada vez mais sacramentado a cada prêmio que conquista. Já na categoria Melhor Filme, por mais que tenha mesmo potencial pra ganhar, duvido que a Academia se deixe render por uma animação, quando outras nove boas histórias com gente de carne e osso estão concorrendo. Mesmo assim, vai que...?
O último longa da Pixar é a terceira animação a entrar na lista dos Melhores Filmes. Antes de aumentar novamente o número de indicados para dez no ano passado, a Academia só havia indicado uma animação à Melhor Filme do ano e esse foi “A Bela e a Fera”, em 1991. Depois disso, só “Up – Altas Aventuras” conseguiu o feito, talvez só por causa do número de vagas, mesmo caso de “Toy Story 3”. Lembre-se, há três anos atrás ‘”Wall-e” também tinha um potencial enorme, ganhou o Oscar de animação, mas mesmo sendo um dos filmões de 2008, foi ignorado, junto com “O Cavaleiro das Trevas”.
Outra curiosidade envolvendo “Toy Story 3” na premiação deste ano é que o filme é o terceiro final de uma trilogia a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Antes da animação, somente “O Poderoso Chefão – Parte III” e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” alcançaram essa honra. A diferença é que nesses dois últimos casos, toda a trilogia foi indicada, não apenas o terceiro filme. “Toy Story 3” também entra na seletíssima lista de sequências indicadas, que também envolvem apenas* os filmes das trilogias já citadas, mais “Cartas de Iwo Jima”, de Clint Eastwood (tecnicamente, nem é uma sequência).
*Alguns consideram “A Rainha”(2006) uma sequência de um filme para a TV britânica chamado “The Deal”, onde Michael Sheen também interpreta Tony Blair, também com roteiro de Peter Morgan e direção de Stephen Frears.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Megamente
Megamind(EUA, 2010) De Tom McGrath. Com Will Ferrell, Tina Fey, Jonah Hill, J.K. Simmons e Brad Pitt.
"Megamente" é um filme muito, mas muito despretensioso. Por essa mesma razão, é muito divertido. A Dreamworks Animation tem aprendido a lição e se mostrando uma produtora forte no mercado arrebatado pela Pixar, embora este não seja o melhor longa da linhagem. Porém, o filme se desprende de todo e qualquer cunho pesado e emocional que tem pairado sobre as recentes animações e se mostra diversão garantida pra família toda, sem exageros. Vale destacar os nomes que dão as vozes originais deste longa, incluindo Brad Pitt.
Megamente é um alienígena enviado a terra junto com uma outra criança, que é dotada de superpoderes. O outro, como o nome do filme diz, teve que se contentar com a ineligência, mas como caiu acidentalmente em um presídio, foi criado para ser um supervilão, enquanto o outro cresceu e se tornou o superherói Metroman. Os dois travam uma batalha épica de vilão e herói, até que Megamente consegue o seu propósito: destrói o Metroman. Aí ele começa a perceber que ser um vilão sem herói não tem a menor graça, então ele decide criar um novo herói através do DNA perdido do Metroman. Enquanto isso, ele descobre que a vida de mocinho também pode ser muito boa, quando se apaixona pela jornalista Rosane Rocha (Roxanne Ritchi, no original), e vê que seus planos não saíram tão bem quanto ele previu.

Depois de "Shrek", ser anti-herói da status no mundo da animação. Isso fica provado neste longa, que tem o vilão como protagonista, e já de cara o público se encanta pelo carisma de Megamente. E com um show de personagens secundários, sobretudo o peixe-robô-alien Criado, amigo do vilão, que o filme ganha os seus espectadores, se mostrando uma comédia divertida. Não veja "Megamente" como um concorrente direto de "Toy Story 3", por exemplo, ou o filme perde todo o seu propósito. Veja sem grilos, num fim de tarde, com os filhos, irmãozinhos ou afilhados. Assim, a diversão vai ser bem maior.
Nota: 8,5
Efeitos 3D: 9,0

sábado, 17 de julho de 2010
Shrek Para Sempre
Shrek Forever After / Shrek - The Final Chapter(EUA, 2010) De Mike Mitchell. Com vozes de Mike Meyers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas e Walt Dohrn.
"Shrek Para Sempre" - O Capítulo Final, como sugere o nome original em inglês - é uma homenagem à própria franquia. Foi o ogro verde que mostrou que existia animação além dos estúdios da Disney/Pixar e mostrou essa força ao ganhar o primeiro Oscar de Melhor Animação da história. "Shrek" mostrou um anti-herói em um filme que fazia piada de todos os contos de fadas em uma analogia ao mundo real. Coloca aí os ingredientes de comédia e romance na dose certa e temos uma receita de sucesso, que se repete na continuação "Shrek 2", uma das melhores animações já produzidas. Mesmo a poderosa franquia passou por percalços com um decepcionante "Shrek Terceiro" e é esse erro que a Dreamworks tenta reparar com o novo filme. Ele não chega aos pés dos dois primeiros, mas encerra a saga dos habitantes de Tão Tão Distante de uma forma magistral.
Shrek está cansado da vida que tem levado, que nada lembra os dias em que era temido como um ogro do pântano. Agora ele e sua mulher Fiona são celebridades e são alvo da adoração de praticamente toda a Tão Tão Distante. Junto a isso ele leva a vida de casado ao lado dos três filhos, da família do Burro e do Gato de Botas. Uma hora toda essa rotina faz Shrek explodir de raiva e querer ter a sua antiga vida de volta. É quando ele aceita fazer um contrato mágico com Rumpelstiltskine ganhar 24 horas como o ogro de antes, em troca de um dia da sua vida. Só que o que Shrek não imaginava é que ao fazer isso ele iria mudar toda a história, já que Stilskin roubou justamente o dia em que ele nasceu. Se Shrek nunca existiu, então a maldição de Fiona nunca foi quebrada e ele nunca conheceu o Burro ou o Gato. Fiona agora é uma guerreira em busca da libertação do reino malvado de Rumpelstilskin, que assumiu o poder. Só aí que Shrek percebe a burrada que fez e sai ao encontro de uma solução para todo o problema e obter sua vida de volta.

O bom de "Shrek 4" são as tiradas de comédia e as lições sobre a vida que sempre estiveram presente. Só que o que fica de fora mesmo é a alma do anti-herói, que nos cativou lá atrás no primeiro filme da saga. "O Capítulo Final" é um capítulo mais atraente que o anterior, mas ainda deixa a desejar, já que cai na mesmice de outros contos de fadas. A graça de "Shrek" era ser exatamente tudo, menos isso. Mesmo assim, os personagens que nos ganharam ao longo de todos esse anos são suficientes para nos cativar e nos fazer amar o filme do começo ao fim, com especial carinho pelo Gato de Botas, que com seus olhos ainda atrai a nossa atenção.
Não deve ter mais nenhum capítulo de Shrek - pelo menos, não ainda. Os créditos no fim do filme mostram justamente aquilo que ficou claro durante o filme inteiro: o que seria de nós sem Shrek? Foram quatro filmes para o cinema, um especial para televisão e um monte de produtos licenciados. A franquia se encerrou nas telonas mas permanece viva em cada reapresentação na tela da tv, seja nos canais abertos, seja em DVD ou Blu-Ray Disc. Mas o que vai ficar eternizado mesmo foram as idas ao cinema para ver as aventuras do ogro mais amado do mundo.Nota: 6,0

















