Mostrando postagens com marcador Atividade Paranormal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atividade Paranormal. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Atividade Paranormal 4


Paranormal Activity 4
(EUA, 2012) De Henry Joost e Ariel Schulman. Com Kathryn Newton, Matt Shively, Brady Allen, Aiden Lovenkamp e Katie Featherson.

Eu não sei se eu é que fiquei mais sensível nos últimos anos ou se realmente capricharam mais ao longo dos filmes, mas “Atividade Paranormal 4” é um exemplo raro de filme que, com o numeral 4 ao lado do título, não dá sinais de cansaço à sua franquia. Ainda mais uma franquia de terror. De uma ideia relativamente simples que foi o primeiro (um tanto amador, mas que cativou milhões de espectadores mundo afora), a franquia se transformou em uma potência que não perde o fôlego e, ao contrário de séries como "Jogos Mortais”, capricha mais a cada produção que é exibida. O número 4 continua tentando explicar os eventos ocorridos no primeiro filme e é impressionante como todo mundo lembra os detalhes passados quando eles são mostrados. Honestamente, não é toda franquia que faz isso.

No quarto filme, cinco anos se passaram desde os eventos do primeiro e a família de Alex, uma garota adolescente comum que filma tudo com sua câmera e com a webcam de seu computador, passa a receber a visita do vizinho Robbie, quando a mãe do menino passa mal e vai para o hospital. Robbie é introspectivo e se comunica apenas com o filho mais novo da família, Wyatt. A partir daí, os eventos sobrenaturais passam a atormentar também Alex, que tenta contar para os pais o que acontece, mas eles não acreditam. É quando se descobre que Robbie e sua mãe não são tão inocentes assim, já que os conhecemos muito bem de filmes passados.

 “Atividade Paranormal 4” tem um caráter mais explicativo sobre como os eventos paranormais funcionam e assustam mais pelo suspense. Nesse sentido, a parte 3 produz muito mais sustos ao longo do filme do que este. Mas o terror psicológico é muito bem trabalhado em cada frame e, a cada novo momento do filme, o espectador se segura bem firme na cadeira.

Com muito mais investimentos do que os modestos US$ 15 mil que custou o primeiro filme, a parte 4 tem uma produção e direção mais sofisticadas. As atuações são modestas, mas devemos dar mérito para Katie Featherson, a única do elenco original presente em todos os filmes e que, de certa forma, consegue criar uma atmosfera quase demoníaca só em estar presente numa cena. Destaque também para o garotinho Brady Allen, o intérprete de Robbie.


De resto, “Atividade Paranormal 4” peca por onde todos os outros pecaram: afinal, quem, pelo amor de Deus, anda com uma câmera o tempo todo filmando seu cotidiano? Uma falha no roteiro que se faz incrivelmente necessária, já que é dessa forma que sabemos dos acontecimentos. Mas isso é um detalhe mais do que caprichoso deste blogueiro, afinal, saí tremendo da sessão e fechei os olhos algumas vezes durante a projeção.


 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Atividade Paranormal 3


Paranormal Activity 3
(EUA, 2011) De Henry Joost e Ariel Schulman. Com Katie Featherston, Sprague Grayden, Lauren Bittner, Christopher Nicholas Smith, Jessica Tyler, Chloe Csengery.

Por alguma razão, nunca fui com a cara de “Atividade Paranormal”. Sempre achei um filme bem mais ou menos, com poucas razões para ter conquistado o público daquela maneira, às vezes baseado em bobagens. Admiro sim o fato de terem um baixo orçamento e terem feito o que fizeram, mas nada que justificasse o estardalhaço. Daí veio o “2”. Explicando um pouco mais o contexto da história, o segundo trouxe mais sustos e cenas de dar medo – o que se espera de um filme de terror decente. Não assisti à “Atividade Paranormal em Tóquio”, nem sei dizer o quanto deste filme contribui para a franquia original, mas “Atividade Paranormal 3” é, sem dúvida alguma, melhor do que qualquer um desses três, de deixar os fantasmas do filme abobalhados.

Desta vez, voltamos aos anos 80 para conhecer a infância das irmãs Katie e Kristie e como começaram os efeitos paranormais com as duas. Kristie tem um amigo imaginário, Toby, e o comportamento da garota começa a ficar estranho demais. Paralelo a isso, eventos sem explicação começam a acontecer e então o padrasto das duas, Dennis (que trabalha com filmagens e edição de vídeo), coloca várias câmeras na casa para capturar o que está acontecendo. Os fenômenos começam a ficar cada vez piores, assim como o comportamento das duas irmãs.


O roteiro ainda é relativamente fraco, no mesmo nível dos dois primeiros, mas impressiona não só os sustos que são arquitetados na plateia, mas o detalhismo com algumas coisas referentes aos anos 1980. Também chama a atenção o cuidado com a filmagem, em uma locação real, para passar mais credibilidade aos eventos. E os próprios atos sobrenaturais em si estão mais decentes, dignos de espíritos zombeteiros e não coisas que podem ser confundidas com o vento. 

A saga que começou com Oren Peli desembolsando nada menos do que US$ 15 mil em 2007, se tornou maior do que se imaginava, atraindo a sofisticação de um grande estúdio, no caso a Paramount, e a produção executiva de (oooh!) Akiva Goldsman, de filmes como “Eu Sou A Lenda” e “Hancock”. O orçamento ainda é baixo (US$ 5 milhões), mas a qualidade subiu e toda a experiência fez bem a “Atividade Paranormal” que, agora sim, pode ser incluída no hall das grandes séries de horror, com um representante digno.

Nota: 8,5

domingo, 31 de outubro de 2010

Atividade Paranormal 2

Paranormal Activity 2
(EUA, 2010) De Tod Williams. Com Sprague Grayden, Brian Boland, Molly Ephraim, Katie Featherson e Micah Sloat.

Depois de ter feito sensação no ano passado ao se consagrar como o filme de terror do ano, não demorou muito para "Atividade Paranormal" ganhar uma sequência, dessa vez pelas mãos de um grande estúdio, a Paramount. E a sequência consegue ser bem melhor do que a original (que eu detestei, particularmente, indo contra toda a maré de pessoas que não conseguiram dormir por dois meses depois de assistir ao filme). Se o primeiro filme se deixou valer pelo marketing e pelo boca-a-boca (mentiroso) de que tudo seria baseado em fatos reais, o segundo filme agora conta com a fama do original para levar multidões aos cinemas. E funcionou, já que nos Estados Unidos o filme se mantém em primeiro lugar, e aqui só não foi capaz de deter o furacão "Tropa de Elite 2".

A história de "Atividade Paranormal 2" se passa três meses antes do ocorrido no primeiro. Desta vez, a irmã de Katie, Kristi, é que é a vítima dos estranhos acontecimentos na casa. Após eles serem, aparentemente, vítimas de uma invasão que deixou sua casa revirada, a família de Kristi decide instalar câmeras de segurança na casa toda. O marido de Kristi, Daniel, e a enteada, Ali, também filmam seu cotidiano com uma câmera. Os acontecimentos começam a ficar piores e tudo é registrado pelas câmeras, que provam que Kristi tem ligação direta com o que está acontecendo, sobretudo através do seu filho, Hunter.

Esqueça o primeiro filme. O segundo não só se sustenta como bom suspense, como explica tudo o que aconteceu no longa anterior, dando todo sentido à história. Apesar do lenga-lenga que se arrasta pelo filme, já que demora demais até que algo aconteça, os sustos estão muito sofisticados e realmente assustam. Todas as peças dos dois filmes se encaixam perfeitamente, inclusive fazendo uma ponte entre eles - e talvez com uma possível terceira parte.

A verdade é que "Atividade Paranormal 2" é fruto de grande trabalho por parte dos grandes estúdios de Hollywood, que viram a oportunidade de fazer negócio com uma ideia simples. No fim das contas, o espectador ganha um filme muito melhor produzido, com aquela contínua aura de "baseado em fatos reais", mas que dessa vez são muito mais convincentes do que simplesmente a fechada de porta pelo vento, do primeiro.

Nota: 7,5

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Trailer, trailer e mais trailer

Essa semana apareceu uma enxurrada de trailers na internet, incluindo o mais comenado da semana, o trailer de "Harry Potter e as Relíquias da Morte", que a esta hora você já deve ter assistido (só eu vi umas mil vezes).

Então eu quis compartilhar três desses videos que fazem a expectativa do mero espectador aumentar a cada segundo. Um terror, um suspense e um nacional.

O primeiro é um teaser de "Atividade Paranormal 2", sequência do filme do ano passado que chegou tão rápido quando um capítulo de "Jogos Mortais" ou da Saga Crepúsculo. Sério que não sei o que esses norte-americanos viram nesse filme a ponto de colocá-lo no panteão dos filmes de terror. É fato que um filme de apenas 15 mil dólares tenha feito mais dinheiro do que muito blockbuster. A sequência, pelo teaser, parece ser mais do mesmo, embora já apareceram notícias de que alguns cinemas já retiraram sua exibição dos cinemas, por reclamações do público.



O segundo é o trailer do remake americano de "Deixa Ela Entrar", filme que vai trazer mais vampiros ao cinema, mas se seguir a linha do original, esta vai valer a pena. Quem estrela o filme são dois talentos promissores, já vistos em ótimos trabalhos. O menino é Kodi Smith-McPhee, visto ao lado de Viggo Mortensen no apocalíptico "A Estrada". Já a menina e vampira da história é Chlöe Moretz, revelada pelo papel em "(500) Dias com Ela" mas que vem sendo lembrada mesmo como a bad ass Hit Girl de "Kick-Ass".



Por último, e talvez mais importante, foi a divulgação do trailer de "Tropa de Elite 2", e pelo que foi mostrado vem mais chumbo grosso por aí, já que Capitão Nascimento tá de volta na área e agora no comando da parada toda! Melhor filme brasileiro do ano?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Atividade Paranormal

Paranormal Activity
(EUA, 2007) De Oren Peli. Com Katie Featherson e Micah Sloat.

Hollywood tem estado em uma falência cerebral criativa terrível, tanto que a surpresa nas bilheterias americanas em 2009 ficou por conta de filmes independentes, todos eles cheios de expectativas. Cada gênero ganhou seu "filme independente do ano": a comédia ficou com "Se Beber, Não Case"; o romance ganhou "(500) dias com ela"; o drama lançou "Precious", ainda inédito no Brasil, mas que promete levar um Oscar pra casa. O terror se contentou com "Atividade Paranormal", que levou multidões aos cinemas com a pretensão de ser o novo "A Bruxa de Blair" - é incrível como todo ano aparece um. O problema é que o filme é bem chato em sua maioria, dando uma esquentada apenas nos momentos finais.

Katie é assombrada por atividades paranormais desde criança, mas as coisas pioraram depois que ela decidiu morar junto com o namorado Micah. Os fenômenos aumentam na casa e e Micah decide comprar uma câmera para filmar os ocorridos. Eles procuram a ajuda de um sensitivo, que identifica uma causa sobrenatural, que ele nao pode ajudar a combater. O casal então começa a ser cada vez mais assombrado pelos espíritos e Micah começa a investigação para ajudar a namorada, sendo que o problema talvez esteja dentro dela.

Eu estarei mentindo se disser que "Atividade Paranormal" não tem momentos de susto. Mas esses demoram muito a acontecer. Até lá o espectador ja se cansou com a história enfadonha do casal e de efeitos sobrenaturais que poderiam facilmente ser causados pelo vento. Os personagens são bem desempenhados, mas o roteiro não sustenta as atuações. Já no final, as coisas esquentam um pouco , mas o filme apresenta um final inconclusivo, daqueles de fazer voce se arrepender de ter gasto seu dinheiro.

No fim das contas, "Atividade Paranormal" foi mais uma onda de filme independente, mas não tem nem a metade do charme de "A Bruxa de Blair". O filme merece todos os méritos de ter entrado no circuito sendo feito apenas de forma caseira - o longa mal tem créditos finais! É uma forma de ver que é possível tirar o cinema experimental e mostrar que Hollywood precisa de mais atitude. Mas esse filme ainda não pode ser levado totalmente como exemplo. "[REC]", do qual sou incrivelmente devotado, ainda é infinitamente superior.

Nota: 5,0


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Atividade Paranormal. Você sabe que filme é esse?

30/outubro/2009

Por Wallysson Soares, do Cinema com Rapadura

O terror independente “Atividade Paranormal“, que tem feito um sucesso arrepiante em terras estadunidenses, estreou neste último fim de semana na primeira colocação das bilheterias, apesar da concorrência de “Jogos Mortais VI”. A partir de seu orçamento minúsculo de US$13 mil, o filme já soma mais de US$60 milhões arrecadados. Não demorou muito até que a Paramount Pictures, estúdio que adquiriu a distribuição do longa, discutisse sobre uma possível sequência. “Nós temos os direitos sob uma base mundial para fazer ‘Paranormal 2′ e estamos especulando se fará algum sentido”, informa o presidente da empresa, Brad Grey.

“Atividade Paranormal”, que foi realizado por Oren Peli, estreou pela primeira vez em 2007 no Screamfest Film Festival. Desde então, tem obtido reações entusiasmadas de audiência ao redor do país que se declararam realmente aterrorizadas pela película. Após a compra dos direitos pela Dreamworks, o filme começou a ter um marketing viral pesado. No site oficial da produção, a população podia ordenar que o filme chegasse em sua cidade. Originalmente, o terror estreou em 12 salas, cujo valor já se expandiu para 760.

O filme tem recebido comparações frequentes com “A Bruxa de Blair”, tanto por seu sucesso comercial intimidante ao partir de orçamento curto, quanto por seu conceito. No filme, um casal registra com uma câmera caseira as perturbações causadas por um espírito do mal. “A Bruxa de Blair” custou US$60 mil e arrecadou mais de US$248 milhões mundialmente. O filme, que retratava um grupo de estudantes de cinema que se perdem numa floresta assombrada ao registrar documentário, ganhou uma sequência. Lançado um ano depois, “A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras” fez sucesso limitado e teve recepção negativa da crítica.