Mostrando postagens com marcador 127 Hours. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 127 Hours. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Indicados ao Oscar de Melhor Canção


Esse ano, apenas quatro músicas foram indicadas para Melhor Canção no Oscar. A regra diz que o número de vagas depende do número de canções inscritas, porém tivemos canções suficientes inscritas esse ano, mas a Academia optou apenas por quatro, ao invés de cinco. Sim, eles podiam indicar outra de "Country Strong", que tem umas músicas legais além da indicada e sim, eles podiam indicar "You Haven't Seen The Last of Me" de "Burlesque". Mas como a música representa o que o filme é, vai se saber que lição a Academia quis dar em Diane Warren, que ganhou o Globo de Ouro com essa música.

Enfim, eis as quatro indicadas deste ano:

- "Coming Home", de Country Strong
Letra e Música de Tom Douglas, Troy Verges e Hillary Lindsay
Intérprete: Gwyneth Paltrow



- "I See The Light", de Enrolados
Letra de Glenn Slater e Música de Alan Menken
Intérpretes: Zachary Levy e Mandy Moore



- "If I Rise", de 127 Horas
Letra de Dido e Rollo Armstrong. Música de A.R. Rahman
Intérprete: Dido



-"We Belong Together", de Toy Story 3
Letra e Música de Randy Newman
Intérprete: Randy Newman



Páreo duro, porque "Toy Story 3" tem uma canção linda, mas "Country Strong" tem ganho alguns prêmios com essa música e A.R. Rahman já ganhou uma estatueta com a grudenta "Jai Ho". Já "Enrolados", mesmo com a fofa "I See The Light", deve correr por fora. As três primeiras são bem parecidas na melodia, então é a letra que deve fazer diferença (e/ou a preferência dos votantes por determinado filme). Já a de "Toy Story" tem um ritmo mais divertido.

É esperar pra ver.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

127 Horas









127 Hours

(EUA, 2010) De Danny Boyle. Com James Franco, Amber Tamblyn e Clémence Posey.

Filmes em que o protagonista passa por maus bocados sozinho o tempo inteiro não são novidade. “Náufrago” é o exemplo mais célebre, mas existem outros que, sendo bons ou ruins, se encaixam nesse gênero como “Mar Aberto”, “Eu Sou a Lenda” e “Pânico na Neve”. O problema está mesmo na narrativa que difere esses filmes. É bom ser levado em consideração também que o ator precisa ser muito bom pra segurar um espectador por duas horas assistindo a um só personagem. Tom Hanks conseguiu isso, Will Smith precisou de uma dose de ação, mas até que foi bem e o casal de “Mar Aberto”, bem, sem comentários. O que acontece em “127 Horas” é semelhante, com destaque para a forma como a narrativa intercala o sofrimento do personagem com flashbacks de sua vida. Ah, e claro, para a evolução diante dos nossos olhos de James Franco como ator.

O aventureiro Aron Ralston decide embarcar em uma empreitada arriscada: sair explorando o Grand Canyon sem avisar pra ninguém onde estava indo. No meio do caminho, ele conhece duas jovens e as apresenta ao lado bom do Canyon, com piscinas naturais escondidas no meio das pedras. Após a despedida das moças, Aron decide entrar numa fenda, mas acaba deslocando uma rocha que o derruba e prende o braço do alpinista. Começa então uma luta contra o tempo, onde Ralston precisa manter a calma para sobreviver. Preso com o braço na rocha, após tentar de tudo pra conseguir sair, ele começa a reviver momentos de seu passado, sua relação com os pais, a irmã e a ex-namorada, e com isso – e sem perder o bom humor – ganha esperança pra continuar lutando contra a morte.

Aron ficou preso por 127 horas, como o título sugere, óbvio, e isso o levou a uma atitude extrema. SPOILER ALERT: A essa altura, todo mundo sabe que ele corta o braço fora pra sair da rocha. Claro, todo mundo que se importou o suficiente para pesquisar sobre o filme. Alguns desavisados simplesmente entraram na sala do cinema em que eu estava e saíram de lá se contorcendo de nervoso com a tensão vivida pelo personagem. Ao redor do mundo, pessoas passaram mal e tiveram ataques de pânico, e teve até um marmanjo de uns 30 anos desmaiando aqui numa sala do Rio. A cena é forte, mas necessária.

Falar bem de James Franco chega a ser redundante, já que não existe filme sem a sua interpretação, que está simplesmente fantástica. Franco é um desses atores gente boa, que oscila entre drama e comédia, e não se entrega ao status de celebridade que acaba criando um invólucro em alguns atores. Ele se deixa levar pelas emoções incrustadas no personagem e retrata bem os momentos vividos pelo Ralston real na tragédia. A cena do braço, a mais comentada, só não é melhor do que a pós-cena-do-braço, quando ele se entrega cansado a uma poça de água suja e ao resgate. Atuação magnífica de um ator promissor.

Em relação a Danny Boyle, que voltou a um filme menor após seu Oscar com “Quem Quer Ser Um Milionário”, digamos que o filme encolhe devido à grandeza que o diretor tinha conseguido. Mas ele acha o timing correto da história, usando recursos que tornam o ritmo mais palatável, como os flashbacks, sonhos e ilusões do personagem, embalado por uma trilha sonora e uma montagem eficiente. Não fosse isso, “127 Horas” seria marcado simplesmente pelo óbvio fator da superação, assunto batido em um zilhão de filmes.

Nota: 9,0

*Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Ator (James Franco), Trilha Sonora, Canção ("If I Run"), Roteiro Adaptado e Montagem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

OSCAR 2011 - Os Indicados


Acabou a espera. Na verdade, acabou a espera pelo nada, já que tudo indicava que a lista de indicados ao Oscar 2011 iria repetir uma tendência polarizada. Aparentemente, a batalha vai ser mesmo entre “A Rede Social” e “O Discurso do Rei”. Este último obteve 12 indicações, liderando a corrida deste ano. Seu rival internético recebeu apenas 8 indicações. Na categoria Melhor Filme, com dez vagas em aberto, era possível saber que a lista ia abranger vários dos filmes esquecidos até agora nas premiações, mas funcionando mesmo como um prêmio de consolação. Quem deve surpreender mesmo é “Bravura Indômita”, com 10 indicações, mostrando que a Academia realmente adora os irmãos Coen, depois de “Onde os Fracos Não Tem Vez” e “Um Homem Sério”.

Dentre as surpresas, temos a ausência (muito, muito sentida) de Andrew Garfield da lista de atores coadjuvantes. O cara merecia essa indicação por “A Rede Social”, talvez mais até do que Jesse Eisenberg. Em seu lugar, figurou John Hawke por “Inverno da Alma” e Mark Ruffallo, até então bem esquecido, por “Minhas Mães e Meu Pai”. Outra surpresa, foi a indicação de Hailee Steinfield, de “Bravura Indômita”. Surpresa não pela atuação, porque ela realmente é boa no papel, mas tinha nomes mais fortes pra entrar no páreo de atriz coadjuvante como Mila Kunis, por “Cisne Negro”, e Julianne Moore, de “Minhas Mães e Meu Pai”.

Christopher Nolan foi solenemente ignorado na direção, mas “A Origem” conseguiu 8 indicações, entre elas Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Já “Toy Story 3” se tornou a terceira animação a conseguir o feito de ser indicada a Melhor Filme, depois de “A Bela e a Fera” e “Up”. Claro que isso deve se repetir cada vez mais, com a regra de 10 filmes indicados e com a Pixar só aumentando seu gabarito.

No mais, a gente vai acompanhando o desenrolar da briga até o desfecho no dia 27 de fevereiro, quando as estatuetas serão entregues, em cerimônia apresentada por James Franco e Anne Hathaway. A propósito, vai ser muito estranho James Franco ganhar o Oscar sendo o apresentador, ou a indicação do host significa que ele já não vai ganhar mesmo? Só em fevereiro pra saber.

Confira as indicações:

Melhor filme
"Cisne Negro"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"
"Toy Story 3"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"O Vencedor"
"127 Horas"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"Inverno da Alma"

Melhor direção
Darren Aronofsky - "Cisne Negro"
David Fincher - "A Rede Social"
David O. Russell - "O Vencedor"
Tom Hooper - "O Discurso do Rei"
Joel Coen e Ethan Coen - "Bravura Indômita"

Melhor ator
Javier Bardem - "Biutiful"
Jeff Bridges - "Bravura Indômita"
Colin Firth - "O Discurso do Rei"
James Franco - "127 Horas"
Jesse Eisenberg - "A Rede Social"

Melhor atriz
Annette Bening - "Minhas Mães e Meu Pai"
Natalie Portman - "Cisne Negro"
Nicole Kidman - "Rabitt Hole - Reencontrando a Felicidade"
Jennifer Lawrence - "Inverno da Alma"
Michelle Wiliams - "Blue Valentine"

Melhor ator coadjuvante
Geoffrey Rush - "O Discurso do Rei"
Christian Bale - "O Vencedor"
Jeremy Renner - "Atração Perigosa"
John Hawkes - "Inverno da Alma"
Mark Ruffalo - "Minhas Mães e Meu Pai"

Melhor atriz coadjuvante
Melissa Leo - "O Vencedor"
Amy Adams - "O Vencedor"
Helena Bonham Carter - "O Discurso do Rei"
Hailee Steinfeld - "Bravura Indômita"
Jacki Weaver - "Animal Kingdom"

Melhor animação
"Toy Story 3"
"Como Treinar o Seu Dragão"
"O Mágico"

Melhor roteiro original
"Cisne Negro"
"A Origem"
"Anotyher Year"
"O Vencedor"
"O Discuros do rei"

Melhor roteiro adaptado
"127 Horas"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"
"Toy Story 3"
"Inverno da Alma"

Melhor filme estrangeiro
"Fora da Lei" (Argélia)
"Incendies" (Canadá)
"Em Um Mundo Melhor" (Dinamarca)
"Dente Canino" (Grécia)
"Biutiful" (México)

Melhor documentário
"Lixo Extraordinário"
"Trabalho Interno"
"Exit Through the Gift Shop"
"Gasland"
"Restrepo"

Melhor trilha sonora
Hans Zimmer - "A Origem"
Trent Reznor e Atticus Ross - "A Rede Social"
Alexandre Desplat - "O Discurso do Rei"
John Powell - "Como Treinar o seu Dragão"
A.R. Rahman - "127 Horas"

Melhor canção original
"Coming Home" - "Country Strong"
"I See the Light" - "Enrolados"
"If I Rise" - "127 Horas"
"We Belong Together" - "Toy Story 3"

Melhor edição
"127 Horas"
"Cisne Negro"
"A Rede Social"
"O Discurso do Rei"
"O Vencedor"

Melhor fotografia
"A Origem"
"Cisne Negro"
"A Rede Social"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"

Melhor figurino
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"Alice no País das Maravilhas"
"I am Love"
"The Tempest"

Melhor direção de arte
"Alice no País das Maravilhas"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I"

Melhor mixagem de som

"Salt"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"Bravura Indômita"
"A Rede Social"

Melhor edição de som
"Toy Story 3"
"Tron - O Legado"
"A Origem"
"Bravura Indômita"
"Incontrolável"

Melhor maquiagem
"O Lobisomem"
"Caminho da Liberdade"
"Minha Versão para o Amor"

Melhores efeitos visuais
"Além da Vida"
"A Origem"
"Homem de Ferro 2"
"Alice no País das Maravilhas"
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I"

Melhor curta-metragem
"The Confession"
"The Crush"
"God of Love"
"Na Wewe"
"Wish 143"

Melhor documentário em curta-metragem

"Poster Girl"
"Strangers no More"
"Killing in the Name"
"Sun Come Up"
"The Warriors of Qiugang"

Melhor curta-metragem de animação
"Day & Night"
"Let's Pollute"
"The Lost Thing"
"The Gruffalo"
"Madagascar, Carnet de Voyage"