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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Homem de Ferro 3


Iron Man 3
(EUA, 2013) De Shane Black. Com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Ben Kingsley, Don Cheadle, Guy Pearce, Rebecca Hall, James Badge Dale, Jon Favreau, Stephanie Szostak e Paul Bettany.

Enfim, inicia-se a fase 2 da Marvel. Depois do estrondoso e aguardado sucesso de “Os Vingadores”, chegamos ao início de uma nova etapa de desenvolvimento dos filmes da Marvel Studios e, o escolhido, claro, não podia deixar de ser o Homem de Ferro, o que deu início a tudo isso. “Homem de Ferro 3” faz referências tanto a seus antecessores como ao filme dos Vingadores. No entanto, essa terceira parte, apesar de muito melhor trabalhada, com efeitos de primeira e várias cenas de ação, deixa a desejar no roteiro, como se este não fosse importante para a compreensão da história. Há que se pensar qual foi o objetivo da Marvel ao lançar esse filme, pois ele não apresenta nada muito sólido além de muitas (e sucessivas) explosões. Uma aparente fraqueza de Tony Stark aparece recheada de piadas, o que não deixa o espectador mais atento satisfeito e convencido.

Após o ocorrido em “Os Vingadores”, algo mudou na consciência do bilionário Tony Stark. Ele passa a ter um desejo incontrolável por proteger aqueles que mais ama e passa tempo demais desenvolvendo novos trajes e armaduras de ferro, uma melhor que a outra. Tal obsessão pode interferir em sua vida pessoal, ao deixar que isso se meta entre ele e sua amada, Pepper Potts. No entanto, essa preocupação terá que ficar em segundo plano quando um novo terrorista aparece, realizando atentados na cidade e aparições na TV – o perigoso Mandarim. Com um aparentemente infinito poder de fogo, o Mandarim ameaça a soberania dos Estados Unidos e preocupa a população já aterrorizada por ataques constantes. Com isso, Tony Stark precisará sair da clausura e se dispõe a lutar contra o Mandarim, ao mesmo tempo em que se vê de frente com um passado não muito distante, e terá que reencontrar duas pessoas que podem ser a chave de todos os problemas, a cientista Maya e o ambicioso Aldrich Killian.


O diretor Shane Black (de “Beijos e Tiros”.) consegue conduzir bem a história, construindo sequências que prendem o espectador, como o ataque à mansão Stark e um arriscado resgate de passageiros de um avião em pleno ar. No entanto, é o roteiro quem deixa a desejar. Fica difícil acreditar que Tony Stark, um dos homens mais ricos do planeta (no universo Marvel), amigo de poderosos super-heróis, coisa que nem o próprio filme esconde, habilidoso construtor de armaduras igualmente habilidosas, não consiga descobrir o paradeiro de um terrorista como o Mandarim – ou lutar com ele.

 Tudo soa como mais um dia na vida de Tony Stark, nada que lembre os momentos marcantes como a prisão na caverna do primeiro filme, ou a conexão com um vilão que lhe remete diretamente a seu pai, como no segundo filme. O grande trunfo do filme, o vilão temerário que assombra os espectadores no trailer, não tem o desenvolvimento esperado e faz o filme parecer meio, desculpe o termo, boboca. Depois de uma cena onde muitos e muitos mísseis destroem a mansão Stark, você espera que o tal Mandarim seja muito imbatível, quando na verdade ... melhor parar por aqui para não revelar spoilers.

O outro arco do roteiro se apoia na ideia de que a cientista Maya Hansen (interpretada pela desperdiçada Rebecca Hall), anos atrás, apresentou a Tony Stark um meio de regenerar tecidos humanos. Isso é usado por Aldrich Killian, um então nerd abitolado, a se transformar em um empresário de tecnologia e ciência poderoso, que pode estar por trás dos planos do Mandarim. Para isso, ele usa seres humanos modificados geneticamente, cujo efeito colateral é, acredite, a elevação da temperatura corporal, algo que beira a combustão espontânea, mas que parece não afetar as cobaias, apenas os deixa com super força e com muito ódio. Nada muito explicativo.


No entanto, “Homem de Ferro 3” é um espetáculo audiovisual tão grande que chega a ser difícil reparar nessas coisas. Só com uma reflexão pós-filme é que se percebe que coisas não fazem sentido. Grande parte do espetáculo é mérito de Robert Downey Jr., que parece não conseguir mais sair do personagem Tony Stark – um efeito parecido com o Wolverine de Hugh Jackman há uns anos atrás. Apoiado por Don Cheadle, como o War Machine/Patriota de Ferro/Col. Rhodes, e Gwyneth Paltrow que, literalmente, veste a camisa do Homem de Ferro, o Stark de Downey Jr. é uma atração à parte do filme, com boas sacadas e piadas (algumas fora de hora e algumas sem graça). Robert Downey Jr. sendo Robert Downey Jr., mas na pele de Tony Stark.

Pessoalmente, eu defino “Homem de Ferro 3” como um bom filme. Até porquê, ninguém vai assistir a um filme desse tipo por uma convicção filosófica. E, se for, precisa mudar suas convicções filosóficas. O filme entretém na medida certa, mas peca por subestimar a inteligência dos seus espectadores com um vilão tão fraco e um desfecho tão xoxo. E retorno à pergunta do primeiro parágrafo desse texto: o que a Marvel pretende? Reunir mais espectadores comuns ou agradar fãs de quadrinhos? Parece-me que a vontade de ganhar mais dinheiro superou, pelo menos neste filme, o desejo expresso claramente no primeiro “Homem de Ferro” de ser fiel a seus fãs – esses sim com mais crítica a fazer do que eu fiz. Se a Marvel sempre conseguiu encontrar o meio termo, dessa vez ela fugiu à regra.

Nota: 7,5

Leia mais:

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tô de volta!


Oi galera!
Depois de um longo e tenebroso inverno, estamos de volta, com tudo, aqui no blog. Foram quase dois meses de distância, onde me dediquei a alguns projetos profissionais, mas, claro, sem nunca deixar a paixão pelo cinema. E é por isso que eu nunca conseguiria abandonar esse espaço aqui!
Enquanto não vem post novo sobre filmes por aí, que tal rever os filmes anteriores do Homem de Ferro – caso você ainda não tenha visto o terceiro, como eu (shame on me!). Aproveita e clica aí embaixo e dá uma conferida nas resenhas dos dois primeiros filmes. Amém!

     




segunda-feira, 30 de abril de 2012

Para entender "Os Vingadores"

 Vale a pena conferir os outros filmes da franquia Marvel que deram origem ao fenômeno "Os Vingadores", que acaba de estrear por aqui. Clique nas imagens:

  



 E não deixe de conferir a crítica de "Os Vingadores":



Os Vingadores - The Avengers

The Avengers
(EUA, 2012) De Joss Whedon. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Gwyneth Paltrow, Stellan Skarsgaard, Clark Gregg, Cobie Smulders e Samuel L. Jackson.

Com a reunião de tantos heróis juntos em um mesmo filme, de uma forma que fique coerente, uma coisa é certa: não importa o final de “Os Vingadores”, quem ganha são os nerds. Filmes de super-heróis já estão presentes nas nossas vidas há tanto tempo, mas nenhum atingiu um grau de espera tão grande. Nem mesmo “Batman – O Cavaleiro das Trevas” gerou tanto estardalhaço (a não ser talvez por causa da morte precoce de Heath Ledger). Com “Os Vingadores”, a Marvel se declara como autoridade máxima no quesito “filme de quadrinhos”, dando um banho na DC Comics. E mais: nada é mais simbólico para a cultura nerd do que uma HQ. Essa qualidade vista nos gibis chegou ao cinema de forma magistral, reunindo diversas estrelas de muito gabarito com roteiristas competentes e um diretor de mão cheia, Joss Whedon. 


Quando Loki consegue invadir a S.H.I.E.L.D. e roubar o Tessaract, uma fonte de energia tão poderosa que é capaz de abrir um portal entre as dimensões, o agente Nick Fury planeja em reunir os maiores heróis da terra para o projeto Avengers. Para isso, ele recruta os agentes Coulson e Natasha Romanoff (a Viúva Negra) para ir atrás das pessoas. Assim, Bruce Banner e Tony Stark (Hulk e Homem de Ferro, respectivamente) terão que unir forças com Steve Rogers – o Capitão América – para deter o plano de Loki: abrir o portal e liberar a entrada de criaturas que planejam dominar e governar a Terra. Para deter o irmão, Thor retorna de Asgard e se une aos heróis, que precisam salvar Nova York (e a Terra), além de resgatar o Gavião Arqueiro e o dr. Selvig, ambos sob o poder de Loki.



“Os Vingadores” consegue a proeza de unir todos os heróis sem desfalcar nenhum deles. Todos aparecem em equilíbrio, embora haja uma tendência natural de puxar uma sardinha a mais para o Homem de Ferro, o start da franquia. Assim também parece ser o relacionamento das estrelas na tela, atores acostumados a serem protagonistas de suas próprias franquias.  O entrosamento dos atores, refletindo o espírito Marvel presente há tantos anos nos gibis, é fundamental para que o time de “Os Vingadores” transmita credibilidade. Tantos nomes bons e nenhum se sobressai, a não ser a própria marca dos Vingadores. 

Os efeitos visuais são um espetáculo a parte, realmente dignos da espera dos fãs. Claro que a mais visível peça de efeitos visuais, o Hulk, ganha mais destaque, com um personagem realista, interpretado por captura de movimentos pelo próprio Mark Ruffalo. Aliás, o Incrível Hulk é um destaque a parte no filme, garantindo ótimos momentos, seja na pancadaria fazendo o que sabe ffazer melhor, esmagando coisas, seja em momentos hilários.


O humor é inevitavelmente presente em todo o filme, o que faz com que a diversão ao se assistir “Os Vingadores” seja muito maior. Acredito que, no fundo, além do respeito por tudo o que esses heróis representam na cultura pop atual, o entretenimento é levado muito a sério. Afinal, “Os Vingadores” provavelmente será a maior bilheteria do ano. E, ao contrário do que muitos possam pensar, os heróis não se anulam (nem os vilões), mas se complementam a dar a passagem para o outro, mostrando que nada é melhor do que um trabalho de equipe bem arquitetado, quando um sabe levar em consideração o talento que o outro tem. 

Nota: 9,0
Efeitos IMAX-3D: 10





quarta-feira, 27 de abril de 2011

Top 10 - Filmes de Super-Heróis Mais Importantes para o Cinema

Para elaborar esta lista, eu revirei a internet do avesso. Procurei arquivos nas minhas revistas, livros e em artigos da história cinematográfica recente. Parece que é um assunto bobo? Pois não é não. Os filmes baseados em histórias em quadrinhos levantaram a moral do cinema nos últimos anos. Houve quem já tivesse decretado o fim das salas, com a queda dos espectadores. Esse filão, que ressurgiu no início do século XXI, provou as histórias dos super-heróis podem ser profundas e tão humanas quanto qualquer drama, romance ou comédia, mesmo que sejam personagens com características imaginárias, como voar, atirar laser pelos olhos, entre outras. Aproveitando o lançamento de “Thor” (e de “X-Men”, “Lanterna Verde” e “Capitão América” em 2011), criei a lista dos filmes de super-heróis mais importantes para a indústria.

Leiam-se MAIS IMPORTANTES! Não necessariamente os melhores. Listas de melhores filmes de super-heróis estão espalhadas por aí e são quase sempre as mesmas (“O Cavaleiro das Trevas” encabeçando todas elas!). Os filmes listados abaixo tiveram alguma importância significativa e ajudaram a “Thor” ganhar confiança e sair do papel. Sejam eles bons ou ruins, entraram para a história.

10 Watchmen (2009)

De Zack Snyder. Com Patrick Wilson, Jeffrey Dean Morgan, Malin Akerman.

Alan Moore é considerado o papa dos quadrinhos. Logo, sua obra prima, “Watchmen”, é a bíblia dos quadrinhos, a HQ definitiva, ou como queiram chamar. Na versão cinematográfica, dirigida por Zack Snyder, são quase 3 horas de ação para colocar na telona um calhamaço histórico em detalhes que permearam o cotidiano nerd por duas décadas. Para quem leu, o filme tem falhas (assim como para quem não leu), mas a visão de Snyder para a obra o confirmou como diretor visionário e deu força para outras graphic novels saírem do papel, como “The Spirit”, “The Loosers” e “Scott Pilgrim Vs. The World”.

+ "Watchmen” levou mais de dez anos para sair da gaveta, por ser considerado infilmável. Já teve nomes como Terry Gilliam, Darren Aronofsky, Paul Greengrass e Michael Bay envolvidos até que Snyder apareceu com “300” e solucionou o problema. Alan Moore, como é de praxe, detestou o filme.

9 Blade, o Caçador de Vampiros (1998)

De Stephen Norrington. Com Wesley Snipes, Stephen Dorff e Kris Kristofferson.

Dentro do universo Marvel, Blade nem é tão importante assim. Porém, na recente história do boom dos quadrinhos nas telas, “Blade – O Caçador de Vampiros” é considerada a primeira tentativa de sucesso de colocar uma trama decente de um super-herói da Marvel no cinema contemporâneo. O filme fez sucesso inclusive entre as pessoas que desconheciam Blade ou sua vertente heroica. Sorte de Wesley Snipes, que deu certa guinada na carreira neste período, deixando personagens brucutus para encarnar alguém da cultura pop-nerd.

+Blade gerou duas sequências: “Blade 2” em 2002, que foi dirigido por um então desconhecido Guillermo Del Toro, dando abertura para que ele fizesse “Hellboy” a seguir; e “Blade: Trinity”, que fecha a trilogia manchando tudo o que de decente tinha sido feito até então.

8 Superman – O Filme (1978)

De Richard Donner. Com Christopher Reeves, Marlon Brando, Margot Kidder e Gene Hackman.

Não é por acaso que o Superman é um símbolo máximo dos Estados Unidos. Criado em 1938, o personagem manteve a mesma força quando o filme de 1978 foi lançado, despertando admiração generalizada. Imagine você, no fim da década de 1970, como era fazer um homem voar! Em comparação com os filmes de hoje, os efeitos são radicalmente toscos, mas a história é tão fiel e foi tão bem contada, que mesmo quem assiste hoje não se deixa ser levado por esse aspecto. “Superman – O Filme” consagrou Christopher Reeve, deixou Marlon Brando mais rico e foi indicado a 3 Oscars, incluindo Trilha Sonora composta por John Williams. Aliás, você sabe qual a música-tema do Superman, né? Ela é exclusiva do filme de 1978, mas vale basicamente pra qualquer versão.

+O filme ganhou um Oscar especial pelos efeitos especiais. Na época, não existia a categoria por, virtualmente, inexistirem filmes tão bem versados em efeitos especiais. O filme tem três sequências diretas: Superman II - A Aventura Continua (1980), Superman III(1983), Superman IV - Em Busca da Paz (1987); e uma indireta: Superman – O Retorno (2006).

7 Batman (1989)

De Tim Burton. Com Michael Keaton e Jack Nicholson.

Você pode chiar hoje comparando os filmes de Tim Burton e Christopher Nolan, mas até o lançamento de “Batman Begins” ninguém discordava da maestria que foi “Batman” para a época. Foi simplesmente um exemplo nato do termo ‘blockbuster’, um filme com produção milionária, cujo objetivo é arrecadar mais dinheiro ainda, seja com ingressos, seja com produtos licenciados. O visual dark pitoresco, característica de Tim Burton, foi uma inspiração direta dos quadrinhos para uma Gotham melancólica e sombria. O Coringa caricato de Jack Nicholson foi um dos personagens mais icônicos do cinema até ser destituído pelo Coringa de Heath Ledger. Não importa se fizeram um filme melhor, neste caso o que importa é o contexto. E “Batman” está para a década de 1980 como Romeu está para Julieta.

+Jack Nicholson inovou no contrato e pediu uma participação nos lucros do filme e produtos licenciados. Não poderia ter se dado melhor. O filme custou US$ 35 milhões (valor modesto pros dias de hoje) e arrecadou mais de US$ 250 milhões só nos Estados Unidos.·.

6 Batman Begins (2005)

De Christopher Nolan. Com Christian Bale, Morgan Freeman, Michael Caine e Liam Neeson.

Apesar de tudo o que eu disse aí em cima, é inegável o que Christopher Nolan fez pela franquia Batman. O personagem é talvez o mais querido do universo DC Comics, exatamente por não ter poder especial nenhum. Em “Batman Begins”, Nolan foi ao começo da história de Bruce Wayne para desvendar todo o trauma que o acompanha até a vida adulta e que o transforma no justiceiro de Gotham City. Também nada de toques pitorescos, burlescos ou sombrios demais. Se o Batman é um cara comum, Gotham City e seus moradores também têm que ser. Foi assim, humanizando o personagem, regra fundamental para filmes do gênero, que “Batman Begins” arrebatou o coração dos fãs. A modernização sem perda da fidelidade à história é um marco dentre os filmes baseados em personagens da DC. O longa não tem qualquer ligação com nenhum filme já feito sobre o personagem.

+O papel do novo Batman foi disputado por mais de 15 atores, entre eles Cillian Murphy, que acabou ficando com o papel de Espantalho. George Clooney, no entanto, foi dispensado pela Warner, mesmo tendo assinado contrato para dois filmes como Batman.

5 Homem-Aranha (2002)

De Sam Raimi. Com Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco e Willem Dafoe.

“Homem-Aranha” sempre será associado como o filme que deu asas à fidelização dos quadrinhos. Quando Sam Raimi levou às telas um Peter Parker humanizado, um garoto comum como qualquer outro, ganhou todos os fãs do Cabeça de Teia. Centralizado no início da história, contando tudo desde o início, introduzindo o personagem, “Homem-Aranha” criou uma espécie de padrão para os roteiros que viriam depois. O filme virou um fenômeno e garantiu duas sequências. “Homem-Aranha 2” foi um sucesso ainda maior, levando para o cinema uma das melhores tramas do herói, a parte do conflito interno. A escolha de Alfred Molina como Dr. Octopus também foi um acerto que contribuiu para o sucesso. Já a pauliceia desvairada de “Homem-Aranha 3” gerou críticas por parte dos fãs, devido ao grande número de tramas paralelas e múltiplos vilões.

+Para salvar a franquia, a Sony anunciou um reboot na história para 2012, levando Peter Parker de volta ao colegial. Andrew Garfield e Emma Stone estão na nova versão, que será dirigida por Marc Webb, de “(500) Dias Com Ela”.

4 Homem de Ferro (2008)

De Jon Favreau. Com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow e Jeff Bridges.

O mundo ignorava o Homem de Ferro. Afinal, com tantos super-heróis com poderes extraordinários, um homem comum e rico com uma armadura não chamava atenção. A Marvel não pensava assim e escolheu o herói para iniciar seus trabalhos com a Marvel Filmes. “Homem de Ferro” foi um sucesso tão estrondoso quanto inesperado. Não só estabeleceu a Marvel como toda poderosa como levantou a carreira de Robert Downey Jr. e fez o Homem de Ferro, até então um coadjuvante, virar um protagonista de mão cheia. A partir deste longa, a Marvel Filmes decidiu tomar conta dos personagens Marvel e assim vários personagens deste universo tão vasto irão ganhar vida: Thor e Capitão América este ano, culminando com Os Vingadores ano que vem, além de possíveis reinvenções de Demolidor e Quarteto Fantástico.

+A Marvel progrediu tanto com o lançamento de “Homem de Ferro” que atraiu os olhares de ninguém menos do que a Disney. Em 2009, a empresa comprou a Marvel por US$ 4 bilhões, o que dá à Disney o controle de mais de cinco mil personagens!

3 X-Men (2000)

De Bryan Singer. Com Patrick Stewart, Ian McKellen e Hugh Jackman.

Se “Blade” tinha sido a tentativa, “X-Men” foi o grande acerto. O carisma com os personagens mor da Marvel deu aval para um zilhão de produções sobre super-heróis. A Sony ficou doida e produziu “Homem-Aranha”, a Universal lançou “Hulk” e a Fox tratou de fazer outro “X-Men”. O boom comercial estava lançado. Os personagens viraram ícones de todo mundo, fizeram a cultura nerd ingressar na cultura pop e transformou Hugh Jackman em um eterno Wolverine. A sequência, “X-Men 2”, é bem melhor e mais bem produzida. Já o terceiro filme é desprezível. Não é à toa que esse ano terá uma redenção da besteira com “X-Men: Primeira Classe”.

+Bryan Singer, diretor dos dois primeiros filmes e produtor de “House”, abandonou o terceiro filme para alçar voos mais altos: dirigir o “Batman Begins” do Homem de Aço em “Superman – O Retorno”. Não deu certo pra ninguém e ele lamentou muito depois.

2 Batman e Robin (1997)

De Joel Schumacher. Com George Clooney, Chris O’Donnel, Arnold Schwarzenegger.

Aí você me pergunta, “’Batman e Robin’ em segundo lugar? Aquele lixo?”. Sim, aquele lixo. E não fui eu que disse não! Em 2009, o todo poderoso da Marvel, Kevin Feige, alegou que esse talvez tenha sido o filme mais importante do gênero! Aí vão as palavras dele, que não me deixam mentir: “Esse pode ter sido o mais importante filme baseado em quadrinhos da história. Ele era tão ruim, mas tão ruim que isso fez com que fosse necessária a demanda por novas maneiras de se fazer um filme assim. O filme criou a oportunidade de fazer ‘X-Men’ e ‘Homem-Aranha’, adaptações que respeitaram a fonte original”, disse Feige. Ou seja: era tão ruim que serviu de parâmetro para o que não fazer!

+ A besteira feita foi tão grande que o diretor Joel Schumacher veio a público pedir desculpas aos fãs de Batman pelo filme. George Clooney nem sequer menciona o trabalho. Também pudera: o filme parece um desenho animado, tem Uma Thurman e Schwarzenegger no estágio mais louco de uso do Prozac e o clássico bat-cartão de crédito!

1 Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

De Christopher Nolan. Com Christian Bale, Aaron Eckhart, Heath Ledger, Morgan Freeman, Michael Caine, Maggie Gylenhaal.

O Batman apareceu nesta lista algumas vezes. Só isso exemplifica a importância do personagem para o cinema, os quadrinhos, para a cultura pop em geral. E o que Nolan fez pelos filmes foi algo fora do normal. Em “O Cavaleiro das Trevas”, Nolan entregou um filme baseado em HQ que calou a boca da crítica, até então reticente quanto a filmes do gênero. Foi a partir deste filme que quem ainda não gostava do Batman passou a gostar. Roteiristas começaram a correr atrás do prejuízo e um novo padrão estava formado. “O Cavaleiro das Trevas” é basicamente um manual sobre como fazer um filme destes: roteiro bem escrito e amarrado, fidelização com a HQ, bom senso, ótima direção, interpretação e comprometimento com a história. Foi com o Coringa que Heath Ledger ganhou seu Oscar póstumo e virou uma lenda. Mas este é apenas um ótimo personagem do filme. Nem a saída de Katie Holmes e a entrada de Maggie Gylenhaal incomodaram – foi até melhor! O filme foi considerado o melhor de 2008, um dos melhores da história e Christopher Nolan virou o gênio definitivo do cinema no século XXI. Quer mais importância que isso?

+ A ausência de “O Cavaleiro das Trevas” para Melhor Filme no Oscar 2009 fez muita gente reclamar horrores. Para que “injustiças” como essa não fossem mais cometidas, a Academia mudou as regras e passou a abrir dez vagas para a categoria Melhor Filme. Mas aí já era tarde...

domingo, 2 de maio de 2010

Homem de Ferro 2

Iron Man 2
(EUA, 2010) De Jon Favreau. Com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Mickey Rourke, Scarlett Johanson, Sam Rockwell, Samuel L. Jackson, Leslie Bibb e Jon Favreau.

O maior medo da Marvel Studios a essa altura do campeonato era estragar tudo com um filme que não seguisse os mesmos padrões de "Homem de Ferro". Mas um medo legítimo né. O primeiro filme pegou todo mundo de surpresa quando todos achavam que já era um gênero explorado à exaustão, depois dos desapontamentos de "X-Men 3" e "Homem-Aranha 3". Pois não só fomos apresentados a um herói novo (levemente desconhecido), como vimos a ascenção de um novo estúdio (a própria Marvel) e a re-ascenção de um antigo conhecido do cinema, Robert Downey Jr. Com "Homem de Ferro 2" a Marvel queria criar um meio termo que continuasse o legado do herói no cinema e fizesse a ponte com "Os Vingadores", sem perder a magia do original. Conseguiram.

No novo filme, Tony Stark se vê diante de vários problemas decorrentes de sua revelação ao mundo: ele é o Homem de Ferro. O governo americano exige que ele entregue a armadura como arma ao exército. Claro que ele recusa. O que ele não imagina é que do outro lado do mundo, na Rússia, o filho de um ex-companheiro de seu pai esta tramando para vingar o nome do pai. Trata-se de Ivan Vanko, físico que cria uma arma poderosa que causa danos na armadura e uma tragédia maior em Mônaco. Sem poder se esconder e humilhado, Stark entra em uma busca por respostas sobre o certo e o errado, mas a S.H.I.E.L.D. entra em cena pra tratar de espantar os fantasmas dele e mostrar que Stark pode ser mais importante do que imagina.

O filme apresenta um Tony Stark ao mesmo tempo maduro e inseguro sobre quem ele é e seu papel no mundo. Mas o bom foi ver que não tem muito o que mudou na sua personalidade. Mesmo nos momentos mais toscos, quando ele dança bêbado com a armadura (opa!), vemos que a performance é digna de Tony Stark no momento que se encontra. Mais uma ótima personificação de Robert Downey Jr., que abraça o personagem que nasceu pra interpretar.



"Homem de Ferro 2" tem mais ação, mais drama e é muito mais engraçado e divertido. Não tem o mesmo charme do primeiro, é verdade, mas consegue cumprir seu papel com maestria. E faz devidamente a ponte tanto para outros filmes de heróis da Marvel (vide a cena no fim dos créditos), quanto para "Os Vingadores" (vide a cena no fim dos créditos). Não adianta nem destacar as atuações do elenco, porque todos eles estão muito bem, com exceção de Scarlett Johanson. Sim, ela está gostosa. Sim, ela chuta os traseiros de todos no filme. Sim, ela está gostosa. Mas tá apagadinha como nunca vimos, se é que isso é possível. Vamo combinar que o Jon Favreau, que atua do lado dela, alem de dirigir o filme todo, tirou uma casquinha por fazer as cenas né. hehehe. Fica a dica e que venha "Os Vingadores". Já estamos no clima de quero mais.

Nota: 9,0

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O topo do blog

Você sabe quem são eles? Claro que sim. Esses são os personagens que compõem o banner do blog, e foram escolhidos por serem icônicos no cinema mundial. Você pode nunca ter visto "Pulp Fiction", mas sabe o que o filme representa para a cultura pop cinematográfica mundial? Pois muita coisa!

Homem de Ferro - O representante dos filmes de HQ podia ser qualquer um dos heróis que invadiu o cinema na última década, mas o Homem de Ferro tem uma coisa a mais. O filme traz uma aura de recupeação e de superação como nenhum outro dos quadrinhos tem. Talvez seja por trazer Robert Downey Jr. de volta para os holofotes mas o mérito maior de "Homem de Ferro" é provar que existe vida fora do grande circuito de heróis. Sem falar que o filme pode ter sido o pontapé inicial para uma das maiores franquias da História - "Os Vingadores".

Charles Chaplin - Não existe personagem mais relativo a cinema do que O Vagabundo, criado por Charles Chaplin. Conhecido também como Carlitos, no Brasil, Chaplin representa toda a ingenuidade da arte do cinema nos primórdios. Seu nome e sua marca persistem até hoje, no século XXI, onde a tecnologia 3D digital (colorida e sonora) domina. Chaplin foi único e vai permanecer imortal para sempre.

Vincent Vega e Jules Winnfield - Os personagens de John Travolta e Samuel L. Jackson no filme "Pulp Fiction" entraram para a história, assim como o filme, um dos primeiros do diretor Quentin Tarantino. Considerado a obra prima do diretor, o filme mudou totalmente a forma de se fazer cinema no início dos anos 1990, marcado por adaptações melosas de romances rocambolescos. Se "Pulp Fiction" nunca tivesse existido, provavelmente a cultura pop teria permanecido estagnada. Tarantino expôs a verdadeira natureza dos seres humanos através de seus personagens e Vincent e Jules entraram para a eternidade.

Marilyn Monroe - Poucas atrizes viram mito. Pouquíssimas na verdade, e no nosso presente século, ainda nao surgiu uma que seja capaz de se equiparar a Marilyn Monroe - por mais que Angelina Jolie ou qualquer outra tente. Marilyn usou o fato se ser símbolo sexual para se destacar profissionalmente, o que não significa que ela fosse ruim por causa disso. Na verdade, sua sensualidade à flor da pele incentivou milhões de mulheres mundo a fora, em plena revolução sexual. O que seria de Madonna sem ela? O que seria do cinema sem ela? Sua morte precoce fez com que a atriz sensual e poderosa ganhasse status de mártir e virasse uma das marcas mais fortes da cultura mundial.

Shrek - Imagine você, acostumado com as princesas e contos de fadas dos estúdios Disney, vê um pequeno império da animação digital começar a crescer. Os estúdios da Pixar começam a ganhar notoriedade e rapidamente viram absolutos. Até que a DreamWorks tira da manga uma animação sobre contos de fadas cujo personagem principal é aquele que sempre foi o vilão da história: um ogro verde, fedorento e mal educado. Esse é Shrek, o anti-herói da década que veio para quebrar a hegemonia da Disney nas animações. A partir daí, não só a DreamWorks Animation ganhou notoriedade, como outros estúdios também entraram na briga, como a Sony. Sem falar que "Shrek" foi o primeiro a ganhar o Oscar de animação.

Tyler Durden - O símbolo da contravenção em pessoa, Tyler Durden foi escolhido como o personagem de cinema mais importante da história. Porque? Porque ele é o símbolo de todo sentimento que está enterrado em cada ser humano acostumado a viver em um mundo capitralista, egoísta, narcotizante e sem graça. Tyler, interpretado por Brad Pitt, fez de "Clube da Luta" um dos filmes mais cultuados da história e praticamente todas as suas frases foram devidamente memorizadas por fãs. Uma pena não ter sido reconhecido direito pela Academia.

Holy Golightly - Audrey Hepburn estaria comemorando 80 anos em 2009 se estivesse viva. Assim como Marilyn Monroe, entrou para a história como um mito, mas por razões diferentes. Hepburn era dedicada a causas humanitárias, além de uma competente atriz. Ela foi escolhida a mais bela e elegante de todos os tempos, merecidamente. Nem tem como descrever coisas sobre ela, porque nada lhe faria justiça. Apesar de ter sido marcada por vários outros ótimos filmes, como "Sabrina", "A Princesa e o Plebeu" e "My Fair Lady", foi em "Bonequinha de Luxo" que ela se tornou mito, como a acompanhante Holy Golightly. Desde então falar de tomar café, vestidos pretos e jóias da Tiffany's nunca mais foi a mesma coisa.

domingo, 4 de maio de 2008

Homem de Ferro


Iron Man (EUA, 2008)
De Jon Favreau. Com Robert Downey Jr., Terence Howard, Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow.

Homem de Ferro chega aos cinemas brasileiros com uma missão ingrata: ser o filme de estréia da Marvel Studios. Confesso que dá arrepios mesmo quando embaixo do símbolo da Marvel (praxe em todos os filmes de HQ's) aparece o nome "studios". O filme consegue cumprir muito bem essa missão, não ficou só no ritmo introdutório do primeiro Homem-Aranha, mas ainda não é um Homem-Aranha 2, por exemplo.

Pra quem ainda não sabe a história: Tony Stark, um bilionário da indústria de armas é sequestrado por terroristas afegãos, que querem que ele reporduza no cativeiro sua arma mais poderosa: o jericho. Quando vê o que suas armas podem causar, Stark tem um súbito arrependimento e dá um sentido novo a sua vida: ele cria uma armadura de ferro pra escapar do cativeiro e começa uma jornada que o leva a destruir todo o armamento que ja construiu. E assim surge o Homem de Ferro.

Pode soar bem estranho pra quem não conhece os quadrinhos (ele é "só" o líder dos heróis Marvel, coisa pouca - frase plagiada do CCR), mas quem é fã garante que é a melhor adaptação de quadrinhos até agora. Bons efeitos e ótimas interpretações (Robert Downey é Tony Stark completo), com exceção de Gwyneth Paltrow, que não cola como a mocinha indefesa do filme, soa tãaaao artificial... Cheio de pontas soltas, pode apostar que vai vir mais uma franquia por aí. Mas enfim, abrindo a temporada de blockbusters de 2008 - foram US$ 100 milhões no fim de semana de estréia nos EUA - eis que os outros vão ter que trabalhar muito pra bater esse aqui.

Nota: 8,5