sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Calma que eu tô voltando!
Galera, o blog anda meio parado, as resenhas tão demorando a sair, mas não é que eu abandonei meu filho assim, do nada, não! Apenas estamos nos adaptando a diferentes configurações de horário e blá, blá, blá, ninguém quer saber, né? Acontece que, infelizmente, a falta de tempo é fogo e acabo não dando a devida atenção ao CINEMARCOS.
Mas isso vai acabar e, em breve, voltamos com produção total aqui, com novidades e tudo o mais. Até porque, cinema tá no meu sangue e ele não para nunca de correr! Até lá, vai explorando o blog! Tem a resenha do último Batman, tem vários e vários filmes no Índice, em ordem alfabéitca, você pode ver as produções que mais erraram com a ciência na ficção no Top 10, as curiosidades em torno da produção de "O Mágico de Oz" (sabia que cogitaram usar um leão de verdade nas filmagens?) e, claro, curtir a gente no Facebook pra saber mais do que rola aqui no blog e não perder nenhuma novidade.
Então, é isso, galera, aguarda a gente e continua por perto, que mais filmes vem por aí. ;)
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
The Dark
Knight Rises
(EUA, 2012)
De Christopher Nolan. Com Christian Bale, Tom Hardy, Anne Hathaway, Gary
Oldman, Matthew Modine, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Michael Caine e
Morgan Freeman.
Começo esse texto da mesma forma como comecei a resenha de “Batman
– O Cavaleiro das Trevas”, quatro anos atrás. Nunca fui fã do Batman. Mesmo
após três filmes extremamente bem sucedidos, continuo afirmando que não sou fã
do Homem-Morcego, por inúmeras razões. Por isso, talvez “Batman – O Cavaleiro
das Trevas Ressurge”, assim como toda a trilogia, tem um mérito tão grande
dentro da história do cinema. A parte final da saga recriada por Christopher
Nolan é admirável, impressionante e épica. A atmosfera do filme é tão intensa e
contagiante que, por um momento, nos esquecemos de que o filme é sobre um homem
que se veste de morcego. “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” é um longa carregado
de mágoa, dor e raiva. Todas companheiras de Bruce Wayne, protagonista da
trama, mas que rodeia praticamente todos os moradores de Gotham City. No mundo
real, essa característica também é presente em todos nós, em algum momento da
vida. Daí, a identificação popular, fora o apelo do personagem, não é surpresa.
Com cenas de ação e efeitos especiais de qualidade, “O
Cavaleiro das Trevas Ressurge” demonstra um apuro técnico aprimorado, mais
familiarizado com as traquitanas utilizadas por Batman e companhia. Por “traquitanas”
leia-se carros ultramodernos, motocicletas futuristas (o BatPod) e uma máquina
voadora capaz de fazer inveja ao exército americano. Fotografia e trilha sonora
também são alinhadas com a ação que se passa nas telas, ajudando a conduzir a
atmosfera de Gotham City ao tom realista da trilogia de Nolan. A montagem deixa
a desejar em alguns momentos, criando cortes um tanto estranhos, mas que não
prejudicam a trama em momento algum.
O filme preza também por sua conexão com os filmes
anteriores, amarrando todas as pontas soltas da trilogia. Apesar de nenhuma
menção ao Coringa, estrela do segundo filme, são as ações desencadeadas de “O
Cavaleiro das Trevas” as responsáveis por conduzir o início do filme.
Com um elenco espetacular, fica difícil destacar uma melhor
atuação, mas a dedicação de Anne Hathaway à Selina Kyle (que em nenhum momento
é chamada de Mulher-Gato no filme) nos leva diretamente a associá-la a um gato.
Movimentos, fala, maneira de lutar e, claro, a personalidade da personagem, são
fruto de dedicação da atriz. Da mesma forma, o Bane de Tom Hardy está
magnífico, e olha que, só vemos os olhos e parte da face do ator sob aquela
máscara.
O fim perfeito para a trilogia, que se torna assim a melhor
sequência de um super-herói da história do cinema. Christopher Nolan escreveu
seu nome na eternidade quando topou recriar o personagem no cinema, dando um
tom próprio ao filme. Seu próximo desafio é reinventar (de novo) o Superman, já
que é produtor executivo de “O Homem de Aço”. Já o Batman deve ter uma nova
história em 2016, com novas pessoas envolvidas. Será uma continuação do
trabalho de Nolan, que deixa a cadeira de diretor vitorioso.
Nota: 9,5
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Chernobyl
Chernobyl Diaries
(EUA, 2012) De Bradley Parker. Com Jesse McCartney,
Johnathan Sadowski, Olivia Dudley, Ingrid Berdal e Dimitri Diatchenko.
Você já assistiu a este filme. Grupo de jovens se perde no
meio do nada e um a um vai morrendo. No fim, descobre-se o mistério que
(geralmente) não é satisfatório. Pegue esse roteiro e faça com que ele se passe
em Chernobyl, a cidade ucraniana devastada por um acidente nuclear na década de
1980. O que parece ser uma ideia de gênio se transforma num filme absolutamente
sem pretexto, com único intuito de mostrar gente morrendo. O terror que
pretende ser do tipo mais psicológico e não mostra o que é o
monstro/assassino/força sobrenatural em questão de início, não funciona e aposta
mais em momentos toscos do que no desenrolar da história em si.
Os amigos Zoe, Amanda e Chris encontram Paul, irmão de
Chris, na Ucrânia, de onde eles devem embarcar num passeio turístico a Moscou.
Porém, Paul consegue um passeio à cidade fantasma de Pripyat, vizinha à usina
nuclear de Chernobyl. Além deles e de Uri, o guia, mais dois turistas se juntam
ao passeio. A princípio, todos são barrados, mas Uri conhece um desvio e eles
acabam por entrar na cidade, mesmo consciente dos níveis de radiação. Conforme
alguns eventos estranhos acontecem, eles decidem ir embora, mas a van de Uri
quebra e eles ficam à deriva, em plena Pripyiat. Quando anoitece, o perigo
aumenta, colocando a vida de todos em risco, fazendo com que eles sejam
atacados criaturas estranhas.
Como se não fosse o suficiente não conseguir fazer o espectador acreditar
que aquela história pudesse mesmo se passar em Chernobyl na maior tranquilidade
(!), o suspense também não contribui nem um pouco para torná-lo crível. A cada
passo dos personagens dentro da cidade-fantasma, uma situação bizarra acontece,
a ponto de um urso (sim, um urso) estar escondido dentro de um prédio, no maior
clima de “Lost”.
As atuações não convencem e o roteiro não explica nada sobre
o que pode ter acontecido no local (além do próprio acidente nuclear, claro)
para que os mistérios e perigos pudessem estar acontecendo. Afinal, quem são os
inimigos? São zumbis? São pessoas contaminadas pela radiação? E os animais?
Também foram contaminados? Mas não deviam ter morrido todos? Eles têm
intelecto, mas comem gente? Como é que é isso? Enfim, se um roteiro levanta
mais perguntas do que consegue responder, sinal de que eu não devia estar
prestando atenção a elas. O final, tão clichê quanto possível, deixa claro o
que você já sabia desde o começo. Melhor ler sobre o caso Chernobyl na
internet, que dá muito mais medo.
Nota: 3,0
terça-feira, 17 de julho de 2012
Na Estrada
(França, UK, EUA e Brasil, 2012). De Walter Salles. Com Sam Riley, Garrett Hedlund,
Kristen Stewart, Kristen Dunst, Amy Adams, Tom Sturridge, Danny Morgan, Alice
Braga, Elisabeth Moss e Viggo Mortensen.
Por Raphael Evangelista*
Após
“Diários de Motocicleta”, o cineasta brasileiro Walter Salles se junta
novamente ao roteirista José Rivera e retorna ao gênero do road movie no seu
mais recente projeto estrangeiro, apresentando uma adaptação do romance
norte-americano “On the Road”, do escritor Jack Kerouac. Já exibido no Festival
de Cannes desse ano, o novo filme de Salles teve bom desempenho ao transportar
para as telas a jornada de um grupo de amigos em busca de liberdade e de
autoconhecimento. Apesar da expectativa, o filme não se concentra apenas na típica
receita de um carro desbravando as estradas afora, mas sim no espírito jovem,
na personalidade marcante e nas relações e experiências sentimentais entre seus
personagens principais. Mas mesmo com um bom elenco, a produção de Francis Ford
Coppola e uma história a principio empolgante, o longa-metragem acaba se
tornando cansativo no seu desenrolar e parece se arrastar até um final clichê.
A
história se desenvolve em torno de Sal Paradise (Sam Riley), um jovem burguês
aspirante a escritor que, após o falecimento de seu pai, conhece e se aproxima
do ex-prisioneiro Dean Moriarty (Garrett Hedlund). Sempre em busca de um bom
roteiro para o seu livro, Sal acaba se aproximando cada vez mais de Dean,
tornando-o um objeto de veneração, devido à mente aberta, vontade de conhecer o
mundo e a moral inconstante do rapaz. Na companhia de seu novo amigo e sua
jovem esposa Marylou (Kristen Stewart), o protagonista embarca em uma viagem de
descobertas pelas estradas dos Estados Unidos, se aventurando em um mundo repleto
de drogas, álcool e muito sexo.
A
película tem seus pontos altos e o diretor acerta em misturar cenas de
dramaticidade com outras que rendem boas risadas. Vale destacar a cena inicial,
que mostra a câmera acompanhando os pés do protagonista enquanto ele cantarola
caminhando sobre o solo seco, e as cenas de nudez e sexo que não são nem um
pouco gratuitas. Contando com um elenco que demonstrou ótimo desempenho, o espectador
mergulha facilmente nas aventuras dos personagens, que desfrutam de sua jovialidade
e se libertam de qualquer julgamento. O roteiro não se preocupa em dar
explicações sobre seus personagens, ao invés disso prefere demonstrar suas
personalidades através de suas experiências. Garrett Hedlund consegue um Dean
Moriarty seguro de si e sedutor, enquanto que Kristen Stewart entrega um de
seus melhores trabalhos, transportando a sensualidade e a paixão adolescente à
sua Marylou, mostrando que talvez se dê melhor com personagens que mais se
pareçam com ela. Kirsten Dunst também está bem na pele de Camille, assim como
Viggo Mortensen na sua curta participação como Old Bull Lee.
No
geral, “Na Estrada” é um filme bonito e consegue trabalhar bem as aventuras dos
personagens, mostrando que algumas experiências são importantes na vida das
pessoas, e dando uma grande lição no que diz respeito à evolução e na passagem
para a vida adulta, principalmente sobre a amizade. A trilha sonora de Gustavo
Santaolalla e a fotografia de Eric Gautier favorecem a beleza e o espírito do
longa. O único problema que pode abalar toda a impressão do filme é sua
duração, que parece se arrastar depois de sua primeira hora de projeção, aliado
a um desfecho previsível em se tratando de uma jornada de um escritor que
procura reunir boas histórias para o seu futuro livro. “Na Estrada” diverte e
emociona com suas boas atuações, e cumpre o seu papel como adaptação de uma
obra literária, talvez entrando para a lista dos melhores filmes de Walter
Salles.
Nota:
8,0
*A resenha foi escrita pelo parceiro Raphael Evangelista, em sua primeira colaboração aqui para o blog. Espero que seja a primeira de muitas!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
O Espetacular Homem-Aranha
(EUA, 2012). De Marc Webb. Com Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans,
Sally Field, Martin Sheen e Denis Leary
Lançado em 2002, o primeiro “Homem-Aranha” é simbólico para
diversos fãs de quadrinhos e cinema (e filmes de quadrinhos). Significava o
novo rumo que as adaptações das histórias de super-heróis iriam tomar. Mais
denso e profundo, mostrando um Peter Parker gente como a gente, um herói real
que sofre, sangra e tem mazelas em sua vida, o filme de Sam Raimi gerou duas
continuações e marcou a carreira de Tobey Maguire e Kirsten Dunst. Dez anos
depois, a franquia se reinventa, desta vez pelas mãos do diretor Marc Webb (500
Dias Com Ela). E as diferenças não poderiam ser mais gritantes. Apesar de a
história ser, em sua maioria, a mesma, a forma de ser contada é que mudou. A
Sony apostou em uma nova abordagem dos quadrinhos, colocando um Peter mais
jovem e espontâneo, como um adolescente normal (e não o Homem-Aranha maduro da
trilogia original). Isso deu leveza ao novo filme, levando-o mais para o lado
da comédia e dando um tom mais de aventura do que de ação.
Peter Parker é um adolescente comum, com problemas com os
valentões da escola, mas não chega a ser totalmente um excluído. Ele mora com
os tios desde a morte dos pais, que começa a investigar após achar uma antiga
valise. Assim, ele conhece o Dr. Curt Connors,
cientista que trabalhava com o seu pai em uma fórmula para regeneração de células.
Em meio a uma visita ao seu laboratório, Parker encontra uma câmara onde
aranhas geneticamente modificadas são cultivadas. É lá que ele acaba sendo
picado, tendo o seu próprio DNA modificado, ganhando assim super força e um
sentido aguçado, como o das aranhas. Com isso, o garoto passa a se aventurar e
se gabar de seus novos poderes, até a morte do tio Ben, que sempre o criou. Ele
sai em busca do assassino do tio e, assim, se transforma no Homem-Aranha, o
vigilante das ruas de Nova York passa a ser caçado pela polícia. Nesse meio
tempo, Parker se vê às voltas com Gwen Stacy, sua colega de classe, interesse
amoroso e filha do chefe de polícia. Enquanto isso, os planos do Dr. Connors
saem pela culatra após testar nele mesmo uma fórmula extraída das propriedades
regenerativas dos lagartos, transformando-o em um super Lagarto. Seus planos
então mudam para forçar a humanidade como um todo a evoluir, começando pelo
espalhamento da fórmula por toda a cidade.
“O Espetacular Homem-Aranha” tem um apelo mais jovem,
depositando suas forças principalmente nas costas de Andrew Garfield, que faz
jus à nova roupagem que o herói ganha. A história, mais próxima da vista no
desenho animado de mesmo nome, envolve mais gags de humor e a forma como Peter
Parker ganha os seus poderes e se transforma em Homem-Aranha é mais
convincente. Livre dos dramas da trilogia anterior, o filme mostra um Peter
Parker ainda experimentando os poderes e, de certa forma, se vangloriando
deles. Nesse aspecto, o filme acerta mais pela aproximação de seu público-alvo,
os jovens de hoje (e não os de dez anos atrás).
Emma Stone está confortável no papel de Gwen Stacy, apesar
de não estar tão cômica como o de costume. Alguns podem estranhar a saída de
Mary-Jane Watson, a mais conhecida namorada do Homem-Aranha, mas Gwen se
encaixa bem sem nenhuma menção à ruiva. Rhys Ifans até que dá um bom Curt
Connors, mas o visual do Lagarto deixa um pouco a desejar, em especial pela
face da criatura. Em comparação com filmes anteriores, os efeitos visuais são
melhor empregados, mas o Lagarto poderia ser melhor trabalhado. Já Martin Sheen
e Sally Field, nos papeis de Tio Ben e Tia May, apesar de aparecerem pouco,
conseguem mostrar o talento que ambos tem, já visto também ao longo dos seus
anos de carreira.
A Sony, apesar de toda a pressão e críticas que recebeu ao
informar que iria reinventar toda a franquia, acabou acertando por dar uma cara
nova ao personagem e à história em si, deixando-a diferente em certos pontos.
Marc Webb também acertou na condução da trama da forma leve que estamos
acostumados a ver seus trabalhos. No entanto, este filme ainda perde um pouco o
apelo que o original teve, com menos ação e mais diversão. “O Espetacular
Homem-Aranha” diverte e faz seu papel ao tirar a imagem cansada que “Homem-Aranha
3” deixou na franquia, servindo bem ao espetáculo que propõe, iniciando uma
nova trilogia.
Nota: 8,0
Efeitos 3D/IMAX: 6,0
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Para Roma com Amor
(EUA, Itália,
2012) De Woody Allen. Com Alec Baldwin, Jesse Eisenberg, Ellen Page, Roberto
Benigni, Penélope Cruz, Woody Allen, Allison Pill, Flavio Parenti, Judy Davis,
Alessandra Mastronardi, Alessandro TIberi e Monica Nappo.
Começar o texto dizendo que o Woody Allen é sempre Woody
Allen é o mais batido de todos os clichês. Mas é esse o clichê que faz “Para
Roma Com Amor” ser surpreendente. Ao se esperar mais uma história de amor,
desta vez usando Roma como pano de fundo, o espectador se vê no meio de uma
comédia de erros no melhor estilo de Woody Allen, com piadas sarcásticas,
situações inusitadas e, claro, uma pitada de romance e sexo, que não faz mal a
ninguém. E, claro, tem Roma, a cidade encantadora por si só. Ficamos pensando
porque Allen ficou tanto tempo preso à Nova York quando tinha tantas belezas
mundo afora que combinam esplendorosamente com seu estilo: Londres, Barcelona,
Paris, Roma... Talvez o Rio de Janeiro entre nessa dança em breve.
O filme traz quatro situações passadas em Roma, uma cidade
cheia de histórias pra contar. Um arquiteto renomado encontra um estudante de
arquitetura seguindo os mesmos passos dele anos antes; Um produtor de ópera
aposentado encontra a chance de voltar aos palcos ao descobrir, nos pais do
noivo de sua filha, um possível cantor lírico; Um casal recém-casado vai a Roma
para que a família dele conheça a esposa. Ela se perde na cidade e, enquanto
ela visita uma Roma de celebridades e gente famosa, ele acaba por ver uma
prostituta no lugar da esposa e, o jeito, é tentar impressionar a família assim
mesmo; E um cidadão comum, fascinado pelo mundo dos famosos, tem um dia de
celebridade, com paparazzi, repórteres e fãs no seu pé, querendo saber tudo da
sua rotina.
Apesar de várias situações, nenhuma se entrelaça, mas também
nenhuma se perde. Todas encantam ao mesmo tempo em que divertem, trazendo
situações inusitadas. Penélope Cruz repete a parceria com Woody Allen vivendo
uma prostitua italiana exala sensualidade, como já é próprio de sua natureza.
Alec Baldwin leva para as telas seu trejeito cômico, enquanto contracena com
novas caras como Ellen Page e Jesse Eisenberg. Já o núcleo italiano, encabeçado
por Roberto Benigni, também dá um show. Benigni, inclusive, é responsável pela
maioria das cenas cômicas, personalizando a sátira que Woody Allen faz ao mundo
das celebridades, com muitas futilidades estampando os jornais e tabloides.
Woody Allen volta a atuar nesse filme, após “Scoop” de 2005.
E só ele para conseguir personificar o produtor chato que, quando vai conhecer
os pais do futuro genro, começa a fazer de tudo para voltar a trabalhar, nem
que use o próprio sogro da filha. As piadas, tiradas sarcásticas, tão típicas
do diretor (e ditas por ele mesmo) dão um charme único ao filme que, sem
dúvida, entra no rol de suas melhores produções. É, sem dúvida, uma crônica com
as melhores histórias que poderiam ser desenroladas na Roma atual. Como o
título diz, é como se fosse um poema para Roma, com amor.
Nota: 9,0
Assinar:
Postagens (Atom)




















