sábado, 5 de março de 2011

CINEMARCOS - Os Melhores de 2010 (the results)

Nunca é fácil escolher o melhor filme do ano. Por isso, a cada ano a minha lista fica cada vez mais difícil de preencher – a gente vai ganhando experiência e vai aprendendo a separar o bom do ruim, o joio do trigo. Eu sigo um método diferente: espero todo o furor das premiações passar e daí levo em consideração os filmes que estrearam no Brasil em 2010 (não importa se eles são de 2009) e escolho os meus melhores. Goste ou não, essas são as minhas escolhas. E as suas quais são? É muito tarde pra fazer essa pergunta? Ah, que isso, nunca é tarde pra se fazer essas perguntas..

Melhor Filme
A ORIGEM (Inception)


O termo “Inception” foi o mais procurado, falado, escrito, buscado no twitter em 2010. Não é pra menos. “A Origem”, filme guardado às sete chaves por Christopher Nolan até onde ele pôde, mostrou um estilo de cinema irreal que há muito tempo não se via. O filme faz uso de efeitos especiais, retrato dos novos tempos no cinema, para enveredar por uma trama mirabolante tão bem arquitetada quanto os cenários dos sonhos mostrados no longa. Ao mesmo tempo, fica no ar aquela sensação de estar sendo enganado, típica dos filmes de Nolan, que te fazem querer ver o filme duas, três vezes. Apoiado numa trilha sonora magnífica de Hans Zimmer e em atuações espetaculares de seus atores– mesmo que menos significativas em suas carreiras – além de misturar suspense, ação, drama e um pinguinho de terror, “A Origem” foi o filme de 2010, não importa o que os críticos digam.

A Rede Social, Preciosa, Amor Sem Escalas, Ilha do Medo.

Melhor Atriz
ANNETE BENING - MINHAS MÃES E MEU PAI

Certos papéis são difíceis de interpretar na nossa sociedade ultra conservadora. Quando “Minhas Mães e Meu Pai” surgiu, mostrando ao mundo uma família um tanto inconvencional, levando suas vidas felizes como quaisquer outras, olha que surpresa, isso não foi um choque. O filme preza pela aura familiar e a alma disso é Annette Benning, que interpreta Alex, uma das mães do título que faz de tudo para manter sua família unida e seu casamento de pé. Benning se mostra tão devotada ao papel que é impossível não se afeiçoar ao casal de lésbicas interpretado por ela e por Julianne Moore. Um verdadeiro macho de saias, mas que nem por isso estereotipa um grupo de pessoas. Ao contrário. O personagem não perde feminilidade mas exige o respeito que toda uma “comunidade”, seja lá o que isso quer dizer, merece. Alex não deve ser tachada somente de “lésbica”, mas de mãe de família, esposa, trabalhadora, dedicada e um monte de outras coisas que Benning transmite com a maior naturalidade. Assim como o mundo real deveria ser.

Julianne Moore, Gabourey Sidibe, Carey Mulligan, Sandra Bullock.


Melhor Ator
COLIN FIRTH - DIREITO DE AMAR

Colin Firth acabou de levar o Oscar pelo seu papel em “O Discurso do Rei”, mas ele já tinha brilhado antes em “Direito de Amar”, filme de estreia do estilista Tom Ford na direção. O seu papel nesse filme cumpre mais ou menos a mesma coisa que o de Annette Benning, mostrando um lado real e humano naquilo que a maioria das pessoas desprezam: o amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Esquecendo esse ponto um instante, Firth entrega um papel tocante, que demonstra todo seu natural talento para personagens dramáticos. Também pudera, ele foi forjado pela escola britânica de atuação. Cada gesto, diálogo e minuto de Firth na tela mostra um homem fragilizado, que vai da alegria à tristeza (e vice-versa) sem necessariamente abordar qualquer polêmica. E conseguir falar do tema em um tom natural, sem levantar bandeiras, polêmicas e afins, é preciso ser muito bom ator. E isso a gente já sabia que Colin Firth era muito antes do seu Oscar.

Jesse Eisenberg, Jeff Bridges, Ricardo Darín, Ryan Reynolds

Melhor Atriz Coadjuvante
MO'NIQUE – PRECIOSA

Tenho uma leve queda pela personagem de Amanda Seyfried em “O Preço da Traição” e me senti tentado a apontá-la como melhor atriz coadjuvante do ano passado, mas a performance de Mo’Nique em “Preciosa” é suprema demais para ser ignorada, até mesmo por mim. Afinal, colocar pra fora o monstro que é a mãe de Precious como ela fez não deve ser fácil. Em sua atuação ela transmite ao espectador um misto de sensações, que vão do ódio à pena, mas todos desagradáveis. Ela é quase o fundo do poço, por que lá mesmo quem está é Precious. A Academia reconheceu o seu talento e a performance foi aplaudida no mundo todo, ganhando o reconhecimento que merece e dando a Mo’Nique o status de estrela.

Amanda Seyfried, Anna Kendrick, Chloe Moretz, Julianne Moore.



Melhor Ator Coadjuvante
ANDREW GARFIELD - A REDE SOCIAL

Mark Zuckerberg nunca seria quem é não fosse o aporte inicial e a amizade de Eduardo Saverín, o brasileiro co-fundador do Facebook. Assim sendo, o personagem de Jesse Eisenberg precisa tanto, ou mais, de Andrew Garfield pra chamar a atenção. Apesar de ser Eisenberg o centro das atenções de “A Rede Social”, o talento de Garfield é extremamente necessário para o desempenho de todo o filme. Seu personagem é o responsável por certo equilíbrio nas ações de Zuckerberg, o único que aposta no amigo antes da fama. Mesmo depois do chute que toma dele, com a chegada de Sean Parker, o fundador do Napster, as emoções disparam e é isso que Garfield transparece na telona, mas ainda do que a apatia de Zuckerberg através de Eisenberg. Um jovem talento promissor, ignorado na cerimônia do Oscar mas celebrado como um ótimo ator. Ele terá que defender agora um outro personagem icônico, ninguém menos que o Homem-Aranha, mas ele já deu prova suficiente de seu talento.

Josh Brolin, Matt Damon, Mark Rufallo, Jeremy Renner.


Melhor Direção
CHRISTOPHER NOLAN - A ORIGEM

David Fincher, Rodrigo Cortés, Lee Daniels, Martin Scorsese.

Em um ano relativamente fraco, os diretores acabaram se sobressaindo colocando suas marcas pessoais em filmes um tanto quanto medianos. David Fincher, apesar de ter feito um ótimo trabalho, não fez um filme “seu” e sim do roteirista Aaron Sorkin. Rodrigo Cortés manda bem como inciante, Lee Daniels conseguiu comover o mundo e Martin Scorsese, apesar de ter feito um bom trabalho, ficou um tanto aquém de si mesmo. O único que realmente fez algo original, extraordinário e pessoal foi Christopher Nolan, que tirou a história de “A Origem” toda de sua cabeça, fez o filme do jeito que quis e criou um mundo irreal, mirabolante e fantástico, produzindo um dos filmes mais marcantes do ano, o melhor de sua carreira – ou seria “Batman”?.

Melhor Comédia/Musical
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Gente Grande, Uma Noite Fora de Série, Minhas Mães e Meu Pai, Um Parto de Viagem.

“Qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?”. Eu não sei, você não sabe, muito menos o Chapeleiro Maluco. Mas se tem um filme que divertiu além da conta, esse foi “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton. Talvez não seja nem o filme mais engraçado do ano, mas foi absolutamente o melhor produzido, o que deixou mais personagens icônicos e que fez todo mundo se lembrar de como era ser criança e assistir à “Alice” da Disney. Redescobrimos o personagem e sua psicodelia, entramos na mente de um fazedor de chapéus doidinho doidinho, além de presenciar a briga entre uma rainha cabeçuda e uma rainha branca que com certeza deve viver numa viagem de ácido. Se você tem muiteza, com certeza gostou de “Alice no País das Maravilhas”.

Melhor Filme de Ação
ESQUADRÃO CLASSE A

HP7, Machete, Homem de Ferro 2, A Origem

Todo mundo duvidava da nova versão da série “Esquadrão Classe A” e vamos combinar que era meio improvável mesmo dar certo. Eles colocaram Bradley Cooper, Sharlto Copley, Liam Neeson e Quinton Rampage para o quarteto principal. A princípio, eles não tinham nada a ver com os personagens e isso podia gerar não só polêmica quanto um desempenho fraco dos atores e dos ingressos vendidos. Ledo engano. “Esquadrão Classe A” fez muito sucesso com fãs de ação e também com os fãs da série, mostrando cenas que utilizaram um bom roteiro casado com uma montagem legal e efeitos especiais. Destaque para Liam Neeson, que aproveitou o embalo e virou uma improvável sensação em filmes do gênero.

Ah, menção honrosa para “Machete”, que tem o melhor espírito Robert Rodriguez de ser.

Melhor Terror/Suspense
REC² - POSSUÍDOS

O Último Exorcismo, Jogos Mortais – O Final, Atividade Paranormal 2, Demônio

Quando “[REC]” surgiu, em 2007, plateias do mundo todo pulavam das cadeiras por causa do filme, que utilizava uma forma já vista antes em “A Bruxa de Blair”. Porém duas coisas chamavam mais atenção: um estilo documental jornalístico mesmo e o charme da língua espanhola, além claro dos sustos. Em “[REC]²”, a história continua e passamos a conhecer mais sobre o mal que levou o isolamento dos moradores daquele edifício, colocando mais personagens de frente com os supostos “zumbis”, que ganham uma explicação um tanto batida, mas plausível dentro da história. Dentre tantas produções americanas, a Espanha ganha mais uma vez. E olha que teve a continuação de “Atividade Paranormal”, muito melhor do que o primeiro filme.


Melhor Drama
O PREÇO DA TRAIÇÃO

A Rede Social, Educação, Preciosa, Enterrado Vivo

“O Preço da Traição” fez um certo barulho. Muito antes de “Minhas Mães e Meu Pai” pintar na cena cinematográfica, Julianne Moore já tinha colocado seu lado lésbico pra fora neste longa, ao lado da então angelical Amanda Seyfried. O filme mostra um jogo de intrigas e mentiras que envolve Chloe, uma prostituta de luxo que é contratada pela personagem de Julianne Moore para testar seu marido. O que acontece é que quem se envolve com Chloe é a esposa, e a acompanhante acaba entrando em uma obsessão. Com boas atuações, sobretudo de Amanda Seyfried, e uma história que prende a respiração, “O Preço da Traição” mostra um drama atual e ao mesmo tempo ilusório, daqueles de novela mas que poderia muito bem acontecer aí no seu bairro – ou com você.


Melhor Romance
CARTAS PARA JULIETA

Idas e Vindas do Amor, Comer, Rezar e Amar, Querido John, Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos

Amanda Seyfried de novo. “Cartas Para Julieta” não poderia deixar de ser o melhor romance de 2010, até porque o pano de fundo da história é o maior romance de todos os tempos, “Romeu e Julieta”. O filme traz a personagem de Seyfried, Sophie, que tenta localizar a dona de uma carta deixada no muro de Julieta, em Verona, há 50 anos atrás. Ela acha a senhora e responde a carta de tal maneira que a convence a voltar e procurar o seu amor perdido, a contragosto do neto. Junta essa história de amor antiga, com uma história de amor nova, com um romance mais antigo ainda e Verona, a cidade dos amantes. Pronto.


Melhor Canção
"ALICE (UNDERGROUND)" - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

“I’m freakin out, so what am I now? Upside down and I can’t stop it now…” A letra da música na voz de Avril Lavigne traduz toda a confusão que a própria Alice sente e não só por estar no Mundo Subterrâneo, mas por sua vida real estar uma bagunça. Na verdade, Alice está só crescendo e “Alice (Underground)” fala disso, de sobreviver às suas batalhas e enfrentar o seu próprio mundo subterrâneo. E quem melhor do que Avril Lavigne, porta voz de uma geração digamos rebelde-responsável, pra cantar (e compor) a música tema do filme?

Melhor Filme de Animação
COMO TREINAR SEU DRAGÃO - TOY STORY 3

Posso empatar isso aí? Porque para o mundo “Toy Story 3” reina absoluto, mas “Como Treinar Seu Dragão” é igualmente bom. Isso aí, nem melhor, nem pior, apenas diferente. Sem falar que o primeiro diverte mais ainda, função primordial de uma animação. Por isso não tem como não dar empate a essas duas obras-primas da Dreamworks e da Pixar. Claro, Pixar é sempre Pixar. Os dois filmes provam de que um bom roteiro combinado com todos os elementos cinematográficos (direção, trilha, montagem) fazem um filme excelente, independente de ser animação ou com atores reais. Na verdade, Pixar e Dreamworks deram uma lição em muita produtora de filme live-action por aí. Não é à toa que tinha muita gente torcendo pra “Toy Story 3” para Melhor Filme no Oscar.

Meu Malvado Favorito, Mary e Max, Megamente


Melhor Filme de Ficção Científica/HQ
SCOTT PILLGRIM CONTRA O MUNDO

A Origem, Homem de Ferro 2, Tron: O Legado, Kick-Ass

Se você não viu “Scott Pilgrim Contra o Mundo”, culpe a Paramount. Devido a um desempenho relativamente fraco lá fora, o filme por pouco não foi lançado aqui. Só mesmo os fãs da HQ que também são fãs de cinema pra fazer um coro que fez com que o filme fosse distribuído em apenas algumas poucas salas no Brasil. Uma pena, porque Edgar Wright fez um filme diferente de tudo o que já foi produzido, agregando um monte de efeitos, ritmo de videogame, montagem de videoclipe e um monte de outras coisas legais e bacanudas que refletem o espírito do livro. Mas quem se importa com bilheteria em cinema? Quem queria mesmo ver o filme, baixou na internet. Um monstro que a própria Paramount ajudou a construir. E o cinema se sabota mais uma vez.

Melhor Filme Estrangeiro Não Norte-Americano
O SEGREDO DOS SEUS OLHOS (Argentina)

O Profeta, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, Eu Matei a Minha Mãe, A Fita Branca.

Não adianta chorar, o cinema argentino é muito melhor do que o brasileiro, isso é fato. E por lá a coisa está tão evoluída que já dá pra ter uma briga de cachorro grande, como a que aconteceu no Oscar de 2010, quando mais uma vez a Argentina levou o prêmio pra casa com “o Segredo de Seus Olhos”. Quando eu vi o filme eu fiquei pensando por um bocado o que de fato teria dado tantas honras a ele, que nada mais é do que um thriller de suspense. Aí é que está o pulo do gato. “O Segredo de Seus Olhos” tem tanta humanidade, tantas emoções escondidas que o filme se estende para além do tom de suspense, e consegue misturar romance, drama e ação sem desprestigiar nenhum dos gêneros. E ainda tem Ricardo Darín, o maior nome da América do Sul do momento.

Melhor Cena de Efeitos Especiais
ARQUITETURA DOS SONHOS - A ORIGEM

HP7, Scott Pilgrim contra o Mundo,Tron: O Legado, Alice

Como são os seus sonhos? Organizados, confusos, coloridos, preto e branco, escuros, reais. Tudo pode acontecer num sonho, então, pela lógica, tudo poderia acontecer em um filme sobre sonhos, até entortar uma avenida inteira até ela se sobrepor à sua cabeça. Essa é apenas uma das cenas icônicas de “A Origem”, que vai ficando com os cenários mais complexos à medida que entramos mais fundo nos sonhos. Um trabalho digno do Oscar que conquistou em efeitos especiais. Uma curiosidade: Chris Nolan teve que mandar inventar uma engenhoca giratória para a cena em que Joseph Gordon-Levitt está em um corredor de hotel.

Melhor Filme Nacional
TROPA DE ELITE 2

Sonhos Roubados, Os Inquilinos, Os Famosos e os Duendes da Morte, As Melhores Coisas do Mundo

Um fenômeno digno de sua história. Assim é “Tropa de Elite 2” que quebrou todos os recordes que um filme nacional poderia quebrar. Mas não é só pelo sucesso comercial que o filme se vangloria – se fosse assim “Se Eu Fosse Você” já teria ganhado um Oscar de melhor filme estrangeiro. É a coragem e ousadia de José Padilha de voltar a um tema para dar sequência à história de 2007. Dessa vez, o tema é tão mais atual que ficamos boquiabertos e estarrecidos com tudo o que nos é apresentado. “Tropa 2” quebrou muito mais do que as barreiras das cifras, mas nos mostrou um cinema verdade de verdade, onde até a mais profunda ferida vem à tona pra cutucar cada um de nós. Saímos do cinema indignados e talvez fosse assim mesmo que Padilha quisesse que saíssemos.

Melhor Ator Nacional
WAGNER MOURA - TROPA DE ELITE 2

Caio Blat, Francisco Miguez, Irandhir Santos, Daniel de Oliveira

Capitão Nascimento é o personagem mais representativo do cinema nacional dos últimos anos. Talvez de toda a historia. Wagner Moura já tinha dado a fuça por ele mas agora o capitão virou coronel. O mesmo cara marrento e honesto, cheio de gás pra comprar uma briga boa pela justiça, mas agora pai de um moleque de 15 anos e sentindo o peso da idade. Com mais responsabilidades, Nascimento vê que ser da polícia é mais do que valentia, é participar de um grande jogo político. O drama que aflorou ainda mais no personagem é digno do ator que o interpreta e assim, Wagner Moura se consolida de vez como o maior nome do nosso cinema, um camaleão humano e incrivelmente talentoso. Aguarde “VIP’s”.

Melhor Atriz Nacional
NANDA COSTA - SONHOS ROUBADOS

Ana Lúcia Torre, Ana Paula Arósio, Daniela Escobar, Ana Carbatti

Quem viu Nanda Costa na TV, na novela “Viver a Vida” teve apenas um vislumbre do que foi o seu papel em “Sonhos Roubados”. No filme, seu personagem Daiane é o coração de toda a história, mesmo que tenham outras duas meninas atuando ao seu lado. Nanda entrega uma menina que poderia muito bem estar ali na nossa frente. Como Daiane, a garota que “rala muito pra ser gostosa” e não vê problema nenhum em se prostituir, Nanda Costa cavou fundo sua edificação na atuação, no que pode ser o início de uma carreira brilhante, se for bem aproveitada.

Filme + Cool
SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO
Kick-Ass, Machete, A Origem, Zumbilândia

Não adianta, vou continuar reclamando. “Scott Pilgrim” tinha um potencial enorme se tivesse sido bem divulgado, mas foi desacreditado pela própria distribuidora. É uma pena mas quem viu pôde conferir uma obra genial que fala a língua do seu espectador: adolescentes de 12 a 29 anos que se divertiram à beça com cada cena. Sem falar em mostrar ainda mais o trabalho de Michael Cera, que desde “Superbad” tem mandado bem nos papeis que escolhe. Não sei dizer se “Scott Pilgrim” (o filme) é fiel a “Scott Pilgrim” (o livro). Mas sua genialidade com certeza deve ser a mesma, uma vez que o gibi é muito cultuado mundo a fora. O filme, provavelmente, também deve ser.


Melhor Uso do 3D
COMO TREINAR SEU DRAGÃO

Alice, Fúria de Titãs, Toy Stoy 3, Tron: O Legado


Depois de “Avatar” tudo quanto é filme virou 3D. Talvez por isso tenha surgido um monte de filmes 3D capengas esse ano, nos mais variados gêneros. O melhor deles no ano passado – e me perdoem fãs de “Toy Story 3” – foi “Como Treinar Seu Dragão” e suas cenas de vôo, ação e agilidade. A melhor cena em 3D do filme é a que se aproxima do final, ao contrário de muitos outros títulos que colocam meia dúzia de efeitos no começo e depois se esquecem do recurso, e a história se desenrola sem 3D algum. O uso dessa técnica requer cuidado porque, de outra forma, vai passar a ser apenas mais uma forma de extorsão do público com ingressos mais caros.


Melhor Personagem Secundário
DOBBY - HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1

Agnes (Meu Malvado Favorito), Mal (A Origem), Rainha Branca (Alice), Hit Girl (Kick-Ass)

Amo Agnes de “Meu Malvado Favorito”. Mas se tem algum personagem que é uma unanimidade, esse é Dobby. Para se ter uma idéia, no seu ato triunfal em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1”, o elfo doméstico foi amplamente aplaudido por todos os presentes. E isso mesmo sua participação na franquia cinematográfica ter sido drasticamente reduzida, se compararmos com a dos livros. Dobby nem é de carne e osso, mas sua atitude mudou o curso do filme e seu fim trágico levou muitos às lágrimas. Símbolo máximo de lealdade, Dobby vai descansar em paz nos corações dos fãs que receberam com isso mais um aviso de que a jornada de uma vida inteira está para chegar ao fim.

Um comentário:

Leandrin disse...

Concordo e adorei o Dobby,Andrew Garfiel, a avril, o rec.. Na verdade adoro suas criticas... só achoq faltou a Natalie Portman nessa classificação...
abrass