quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Leões e Cordeiros - Quem é quem?

Assistindo ao filme "Leões e Cordeiros" do diretor Robert Redford você tem a nítida sensação de que vive numa bolha vigiada a todo instante. O filme apresenta razÕes boas demais para se acreditar que verdadeiramente toda a história da atual guerra do Iraque é planejada pelos Estados Unidos com rigor de detalhes. A história começa mostrando o ponto de vista político de pessoas distintas: uma jornalista, um senador, um professor, um estudante e dois soldados que estão em guerra no Afeganistão. O senador apresenta uma nova medida pra justificar a presença dos soldados americanos no país, alegando que no momento em que as tropas sairem de lá, todo o regime Talibão vai retornar a o Afeganistão. O papel da jornalista seria justamente ajudar a mitifcar toda a coisa. Aí é que eu me pergunto, na função de futuro jornalista: Esse é realmente o papel d mídia? Fazer as pessoas acreditarem no que não é real para justificar ações governamentais? Falando assim parece que o filme é de uma alta conspiração política, mas reflete simplesmente os aspectos mais radicais da sociedade. A jornalista Janine Roth (Meryl Streep numa versão que nem de longe lembra a Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada) se vê nesse dilema. Ela deve publicar o artigo assim como ele é, pra ajudar a maquiar as transações do senador, que ela mesma ajudou a criar, ou deve seguir o seu instinto de cidadã ao querer que os filhos americanso em combate no oriente Médio retornem para casa? Enquanto isso, no canal que Janine trabalha, um telejornal que fala mais sobre escândalos de celebridades e outras baboseiras da televisão de hoje é veiculado com alto sucesso. Cadê a credibilidade numa hora desss?

O senador, interpretado por Tom Cruise, não vê escrúpulos nem maldade para por seu novo plano tático em prática: mandar soldados americanso como iscas, para que sejam atacados por talibãs rebeldes. Esse ataque gera um contra-ataque natural das tropas americanas e pronto: esta'justificadoa permanência das tropas americanas no Afeganistão.

Enquanto isso, numa universidade, o personagem de Robert Redford tenta convencer um aluno a retomar a posição política, já que este abandona os seus ideais por nao acreditar mais no sistema político. Ele usa o exemplo de Arian e Rodriguez, dois estudantes que acreditavam no total engajamento político dos cidadãos para resolver questões governamentais. essea jovens mais tarde, se alistam voluntariamente no exército americano e se vêem no meio da guerra.

Todas as reflexões feitas no filme podem ser completamente absurdas ee xtremamente ufanistas. Para os brasileiros, a guerra do Iraque nem é tão impactante no nosso cotidiano. mas é só fazeras ligações. Se os apontaments feitos pelo filme é vrdade, então as questões sobre o imperialismo americano que tanto se tem discutido poder ter um fundo de verdade também. Mas é essa a graça do cinema: nos filmes, mesmo as coisas que não fazem o menor sentido podem ser verdadeiras. O importante é pensar.

Um comentário:

CiNe ViTa disse...

Um bom, provoca discussões, reflexões e apresenta um roteiro habilidosamente escrito, com personagens importantes, uma trama coerente e diálogos excelentes. Porém, Redford peca ao não entregar um tom mais cinematográfico ao filme, deixando tudo muito sem drama e faltando ousadia. Caiu no convencional, digamos. Mesmo assim, o filme cativa, provoca e instiga. É um bom exercício, mas falho. O elenco ajuda muito, principalmente Meryl Streep.

Ciao!