domingo, 21 de setembro de 2008

The Visitor - Festival do Rio 2008

The Visitor (EUA 2007)
De Tom McCarthy. Com Richard Jenkins, Haaz Sleiman, Danai Jekesai Gurira e Hiam Abbass.

O Festival do Rio 2008 pode não ter começado ainda, mas pelo menos quem é da imprensa pode ter um gostinho bom. Tudo bem, eu não sou totalmente da imprensa, pq TV Uerj Rules isso é verdade, mas nao sou formado ainda. Enfim, condições a parte, essa semana começam as exibições para a imprensa de alguns filmes do Festival do Rio. Apesar de ter perdido Rock'n Rolla, do Guy Ritchie, fiquei incrivelmente feliz em poder ter assistido a The Visitor.

O longa conta a história de um professor de Connecticut, Walter Vale, que tem de ir a Nova York para uma conferencia e acaba descobrindo que tem um casal vivendo no seu apartamento de lá. Tarek e Zainab são imigrantes ilegais que tocam suas vidas normalmente na Big Apple. Aos poucos o professor vai se envolvendo com essas pessoas e com o tambor sírio, instrumento que Tarek toca. Até que a prisão injusta de Tarek mexe com a estrutura de Zainab e de Walter e ele vai começar a entender como funciona o sistema de controle de imigrantes dos Estados Unidos.

O filme ganhou o prêmio máximo no Festival de Deauville esse ano e tem uma narrativa comovente e simples. Mais pra frente da história, Walter se envolve com a mãe de Tarek e redescobre sua vida nas emoções que encontra pelo caminho. Um ótimo filme que não encontra muito espaço nas salas de cinema, a oportunidade de ser assistido é agora no Festival do Rio. O filme é delicado ao tocar no caso de imigrantes ilegais,sobretudo árabes muçulmanos, como é o caso de Tarek. Mostra que a terra do Tio Sam anda preocupada demais depois do 11 de setembro.

Nota: 8,5

sábado, 13 de setembro de 2008

Mamma Mia!


Mamma Mia! (EUA, 2008)
De Phyllida Lloyd .Com Meryl Streep, Pierce Brosnan, Amanda Seyfried, Colin Firth, Stellan Skarsgard, Julie Walters.

O mais impressionante em Mamma Mia! não é o fato de ser um musical, uma adaptação de um grande sucesso da Broadway. Não é o fato de tocar músicas do ABBA tão bem sincronizadas na história. Não são as paisagens gregas, incrivelmente belas, que decoram todo o filme.O que mais impressiona no filme são os atores, que mesmo com a idade carregando nas costas, não se deixam levar por conta disso e entram no clima do filme e voltam todos a serem crianças, como se o mundo fosse uma pista de dança.

Mamma Mia! se passa numa ilha grega quando Sophie, que está prestes a se casar, descobre um antigo diário de sua mãe, Donna, e encontra os possíveis candidatos a seu pai. Confusa e ansiosa ao mesmo tempo, Sophie convida os três para que ela conheça seu verdadeiro pai e este o leva para o altar. Só que nem tudo fica tão fácil assim e a relação de Donna com seu passado e seu presente começa a ficar agitada pela visita dos três homens, Harry, Sam e Bill. Nem mesmo Donna sabe quem é o pai de Sophie! Junte-se a isso às canções mais populares do ABBA e performances incríveis dignas de Broadway.

O filme já vale a pena só por ver Meryl Streep mais solta do que nunca em toda a sua carreira. Esqueça as donas de casa amarguradas de Kramer Vs. Kramer e A Escolha de Sofia; esqueça também as mulheres fortes como em Leões e Cordeiros; esqueça ainda Miranda Priestly de O diabo Veste Prada. Meryl Streep no papel de Donna, cantando e dançando, está até reconhecível, mas você não vai acreditar no que seus olhos estão vendo. Destaque para as performances de "Mamma Mia", "Dancing Queen" e "The Winner Takes it All".

O resto do elenco desempenha sua parte harmoniosamente. Amanda Seyfried mostra que tem jeito pra coisa e segura as pontas contracenando com Streep. Pierce Brosnan (aliás, está velho) também surpreende cantando e da mesma maneira surpreendem Colin Firth (sempre como o inglês travado dos seus filmes) e Stellan Skarsgard. Destaque ainda para a dupla de amigas antigas de Donna, interpretadas por Julie Walters e Christine Baranski. Elas garantem boas risadas.
Mamma Mia! têm o mérito de trazer o musical da Broadway para o mundo de um jeito alegre, despretensioso e divertido. As paisagens da Grécia hipnotizam e mesmo quando fica cansativo ouvir tanta música do ABBA, você esquece e entra na onda. Só que às vezes parece que a trama vai cair no ridículo, sobretudo por aquilo que é o mais importante do filme: Meryl Streep cantando!. Algumas pessoas podem estranhar e muito (isso quando elas vão ao cinema sabendo o que vao assistir, o que quase nunca acontece). Pra assistir sem culpa de ouvir ABBA e simplesmente pra diversão. Nem se arrisque se não gosta de musicais, porque esse é um dos bons.

Nota: 8,0

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Violência Gratuita

Funny Games (EUA 2007)
De Michael Haneke. Com Naomi Watts, Tim Roth, Michael Pitt, Brad Colbert.

Depois de muito esperar, eis que finalmente Violência Gratuita, versão USA, estréia por aqui. São poucos os filmes que despertam tanta expectativa dessa maneira, e talvez o pôster de Naomi Watts chorando tenha sido o responsável imediato, já que prometi assistir a tudo o que Naomi fizer no cinema. Mas depois de já conhecer a sinopse e toda a história de desenvolvimento do filme, posso dizer que já entrei na sala de cinema com medo. Sim, estava com medo. Sabia o que ia acontecer, sabia que a cara de rapazes bem educados de Michael Pitt e Brad Colbert escondiam dois sádicos, mas nem assim deixei de ter medo pelo que iria acontecer.

Violência Gratuita conta a história de um casal e seu filho que vão passar o fim de semana numa casa de férias e são surpreendidos por dois rapazes bem educados e aparentemente santos e tranquilos. Os dois entram na casa e se recusam a sair, é quando começa a tortura dos dois com a família, que passa a ser vítima de jogos sádicos onde está em jogo a vida dos três. Agressões, espancamentos, terror psicológico, piadas com as vítimas e tudo sem a menor explicação. Tudo é mesmo gratuito.



O que diferencia o filme de Haneke de um filme tosco e sem explicações é a maneira como o filme é conduzido. Esse é um remake de uma obra sua de 1997, e todos os padrões do original foram mantidos, com exceção de uma ou outra cena que se adequou ao século XXI. Tudo na casa é branco, talvez para se contrastar com a violência que se instala no lugar. O filme tem planos longos, mas possivelmente para atraira a tenção do expectador para alguma coisa que possa acontecer. E acontece, o sofrimento de cada um dos personagens é acompanhado de perto em longas sequencias sem cortes, sobretudo quando (... censurado...).

Todo o elenco está muito bem, Naomi Watts é competente no papel da esposa, Tim Roth como o marido que se sente incapacitado de proteger mulher e filho dos agressores também está ótimo. Mas a dupla Michael Pitt e Brad Colbert não poderia estar melhor. A cara de anjo de Pitt e de criança de Colbert são a essência dos personagens e do filme como um todo. Um aviso de que a violência pode vir de onde menos se espera, de que não se pode confiar em todo mundo. Não fica muito claro o porqueê, lembra muito a abstração de "Onde os Fracos Não Tem Vez", mas de qualquer modo, a violência é gratuita, isso já foi avisado.

OBS: Um detalhe importante e incrivelmente interessante do filme é o fato de o personagem de Michael Pitt vez ou outra olhar para a câmera e conversar com o espectador na sala de cinema. Medo...

Nota: 8,5

domingo, 7 de setembro de 2008

Ensaio Sobre a Cegueira

Blindness
(EUA/Japão/Canadá/Brasil, 2008). De Fernando Meirelles. Com Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal e Alice Braga.

Pra quem não leu "Ensaio Sobre a Cegueira", do mestre José Saramago, porque nunca gostou de ler nenhum livro, é bom não passar nem perto do filme. Blindness não é um blockbuster. Não é pra ser visto só porque Fernando Meirelles é brasileiro. Mas pra quem não leu o livro porque simplesmente não teve oportunidade, o filme é um prato cheio. Não sei afirmar se o mesmo acontece com quem leu o livro, porque eu não li. Não li e me encantei. Entendi cada linha do livro de Saramago, do seu ''Ensaio", sem nunca ter lido nada além do título. Humanos reagindo por instinto são mais raivosos do que animais comuns, e talvez por isso Deus tenha escolhido essa espécie pra dar o raciocínio.

A história narra os acontecimentos decorrentes de uma epidemia inédita no mundo que deixa todos os contaminados com cegueira branca, apenas enxergando uma grande claridade branca e nada mais. À medida que a cegueira vai se espalhando, as pessoas vão sendo internadas em quarentena, pra evitar a proliferação do vírus (ou o que quer que seja). A única pessoa capaz de enxergar é a mulher do médico, que em meio ao caos que se forma quando muitas e muitas pessoas não param de chegar, se torna uma espécie de protetora de todos.

Não dá pra dizer onde a obra é de Saramago e onde é de Meirelles. Tudo no filme parece ter sido feito para que o livro fosse visualizado, incluindo sua narrativa (que é bem arrastada, como se estivéssemos lendo um livro). Algumas cenas fortes não impedem o envolvimento do espectador, que se engloba naquela situação de caos e animais vivendo em bando. Com certeza, a cena mais impactante é a do estupro das mulheres, que são exigidas em troca da comida quando um grupo de homens toma o poder do isolamento. Nenhum dos personagens tem nome próprio, o que desperta ainda mais o interesse.

Julianne Moore (a mulher do médico) está fantástica como há muito tempo não se via; Mark Ruffalo (o médico) mostra que definitivamente é um ator de talento; Danny Glover (o velho com a venda preta), ótimo como sempre; Gael García Bernal (o rei da ala 3) é Gael Garcia Bernal, ele sabe o que faz; Alice Braga (a mulher com óculos escuros), meio apagada, tenta achar o seu lugar e consegue; Fernando Meirelles mostra porque é um dos melhores diretores da contemporaneidade. Comentários para todos porque todos merecem. Saramago chorou, eu quase. E assim seguimos nós, não afetados pela cegueira física, porém mais cegos do que nunca.

Nota: 9,0

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O Procurado


Wanted (EUA, 2008)
De Timur Berkambetov. Com James McAvoy, Angelina Jolie, Morgan Freeman, Common.

É engraçado como todos estão dizendo que existe vida após o Batman. Claro que existe!!! Que Batman é o melhor filme do ano, isso ninguém tem mais dúvidas. Pelo menos até os oscarizáveis serem lançados. Mas podemos continuar seguindo nossas vidas construindo filmes baseados em HQ's que não necessariamente seja uma obra que subjetivamente signifique o caos de uma grande cidade gerada através da insanidade de um vilão. "O Procurado" é uma obra que pode ser meio antropológica também. Mas só que essa não é sua pretensão. O filme foi feito pra ser entretenimento do bom e acaba se tornando algo maior.

Uma fraternidade de assassinos surge há milhares de anos atrás e suas gerações vão cumprindo as missões de manter a ordem no mundo através das eras. Já na atualidade, o maior de todos os assassinos é morto por um dos membros que se bandeou da fraternidade e que agora está caçando os membros um a um. É quando eles decidem recrutar o filho do tal maior assassino de todos os tempos, que não só é alheio aos poderes que possui, como é um tremendo banana que vive uma vida inútil e sem graça. Sua vida muda completamente quando conhece a fraternidade e passa a treinar arduamente para se tornar um assassino e caçar o homem que matou seu pai. Só que nem tudo é o que parece.

O diretor russo Timur Berkambetov se mostrou competente no seu primeiro trabalho americano. Além da estética visual que é parecida com seu filme anterior, "Guardiões da Noite", o longa tem uma agilidade típica de filmes de ação e consegue ser explicativo, apesar de algumas falhas de roteiro e de ganchos. James McAvoy surpreende como protagonista de um filme de ação, depois de filmes profundos como "Desejo e Reparação" ou comédias bobas. Como o cara inútil, Wesley Gibson, até que se sai bem sem nenhum esforço. Angelina Jolie nunca foi tão Angelina Jolie, nem mesmo em "Sr. e Sra. Smith", em que ela é mesmo Angelina Jolie. Aliás, sua personagem é a aposta para divulgação do filme, apesar de ser secundária. E pela primeira vez em um filme eu senti ódio de Morgan Freeman num filme.

Um ótimo filme. Apenas entretenimento mas com uma moral incrível. Existe vida após Batman.

Nota: 9,0

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Burn After Reading


Algumas fórmulas de sucesso no cinema sempre se repetem. Diretor tal, trabalhando com atores tais em roteiro semelhante a tal. O mundo, então, cria expectativas naturais sobre o próximo filme desse diretor ou daquele ator/atriz. Mas não há expectativas que superem a espera por um novo filme dos irmãos Coen. Eles são os que criaram um estilo próprio de contar as suas histórias (de maneira subversiva, diga-se de passagem) e marcaram para sempre a década de 1990. Joel e Ethan Coen são originais e isso não se pode negar. Após ganhar o Oscar de melhor direção e roteiro por "Onde os Fracos Não Tem Vez", os Coen voltam a chamar a atenção em seu próximo filme, "Burn After Reading".

O fato de ser um filme dos mesmos diretores de "Fargo" já é motivo suficiente de atenção. Como se não bastasse, o elenco reune astros de potência máxima de Hollywood. Assim como foi com Javier Bardem, agora a badalação é em torno de George Clooney, Brad Pitt e John Malkovich. Tilda Swinton também está no filme, talvez uma confirmação de que sua carreira vai de vento em popa depois de seu primeiro Oscar por "Conduta de Risco". E ainda Francis McDormand, casada com Joel Coen, e já trabalhou com eles em "Fargo". Ou seja, o clima é de que estão todos em casa, trabalhando com amigos, jogando conversa fora. Nada melhor para um filme dos Coen.

O longa conta a história de Ozzie Cox, agente da CIA que resolve escrever um livro com as suas memórias e guarda todas as informações em um disco. Porém, esse disco é roubado pela própria mulher de Cox, que o perde na academia. Dois homens então acham as informações e começam a subornar o agente. John Malkovich é o agente da CIA e suas esposas (antes e depois do roubo) são vividas por Francis McDormand e Tilda Swinton. Brad Pitt é um dos homens que acham o disco na academia e George Clooney é um assassino contratado pela própria CIA pra resolver o assunto.

Baseado no livro "Burn Before Reading: Presidents, CIA Directors, and Secret Intelligence", escrito pelo almirante Stansfield Turner- que foi diretor da CIA de 1977 a 1981-, o filme traz mais uma vez a roteirização e direção compartilhada dos irmãos. O trailler já divulgado dá aquela expectativa boa que bons filmes trazem. Talvez seja esse um forte candidato ao Oscar 2009...talvez não, quem sabe. O longa tem data de estréia prevista nos EUA para o dia 12 de setembro desse ano. Por aqui, talvez saia só para dezembro, janeiro ou fevereiro. Mas enfim, a nós só resta esperar e conferir as novidades que vão saindo. Pelo menos, as impressões parecem boas, ou seja, um pingo de esperança no oceano das péssimas idéias em Hollywood.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A Múmia na Tumba


The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor
(EUA 2008). Direção: Rob Cohen. Com Brendan Fraser, Jet Li, Maria Bello, John Hannah, Michelle Yeoh.

A Múmia é uma das séries do cinema que tem milhões de fãs. Não sei por qual motivo, se era pela aura do filmes, se era por conta do Egito, pelo carisma dos personagens. Enfim, as duas primeiras partes se completam tão perfeitamente que é como se um ciclo tivesse se fechado. É claro que todo fã gostaria de ver mais capítulos da saga dos seus heróis favoritos. Mas isso não funciona no caso dessa continuação Tumba do Imperador Dragão. E por que? Por que por alguma razão esse filme não se parece em nada com um filme da Múmia.

O jovem Alex O'Connel vive uma rebeldia sem precedentes e tenta viver a vida se livrando da sombra dos pais famosos. Nisso, ele descobre a tumba do tal imperador (Jet Li), que no passado, foi amaldiçoado por uma feiticeira e condenado a passar as eras como estátua de barro. Enquanto isso, na Inglaterra, Rick e Evelyn tenta levar uma vida normal - ele não se acostumando a ser uma aristocrata, ela escrevendo livros sobre suas aventuras. Os três acabam vítima de um plano de um general chinês que quer ressucitar o Imperador Dragão, e atrai todos os O'Connel para Xangai. Lá, eles ainda reencontram o irmão de Eve, Johnathan (que acabou dono de uma boate chamada Imothep) e acabam por despertar o Imperador. Agora eles precisam se unir para impedir que o Imperador chegue à fonte da eternidade e se torne imortal.

Falando sério, o roteiro cheio de detalhes, misturas e pequenos ganchos nem é tão ruim. É claro que podíamos passar sem os yetis no Himalaia, e sem Xangrilá também. Mas o maior problema é que se preocuparam tanto em dar uma aventura digna dos O'Connel que acabaram esquecendo de fazer um filme da Múmia. A magia e a graça do Egito não estão lá, e nem múmias tem (se considerarmos múmias aquelas que sempre vimos, enfaixadas e betumadas, não estátuas de pedra!) O trio principal não funciona e Maria Bello não chega aos pés de Rachel Weisz, que era a graça dos longas anteriores. Sua Evelyn é sem graça e insossa e não tem o menor entrosamento com Brandan Fraser, que tenta levar o filme nas costas. Jet Li ainda consegue uma ou outra parte boa, mas não de interpretação, já que isso não é o seu forte. Michele Yeoh como a feiticeira salva a história do caos ao conferir veracidade para a história da maldição.

Os efeitos especiais são bem fracos (parecidos com os de O Retorno da Múmia, mas um pouco pior), e nada convence o espectador de que esse é um filme da Múmia, nem as perseguições de carro, nem as lutas com um exército de mortos vivos, nem as piadas referentes aos filmes anteriores, que são pouquíssimas.Poderíamos esqucer tudo isso e encarar A Múmia: Tumba do Imperador Dragão como um filme de aventura qualquer, por que ele até consegue entreter. Mas seu maior erro foi brincar com a aura do filme, que pra alguns é sagrada. Se vão ter continuações? Pela bilheteria, provavelmente, mas esse já colocou um ponto final na série no fim dos créditos de O Retorno da Múmia.

Nota: 5,5