
(EUA, 2009) De John Hilcoat. Com Viggo Mortensen, Charlize Theron, Robert Duvall, Guy Pearce e Kodi Smith-McPhee.
Filmes de fim do mundo são gêneros que nunca vão sair de moda. Isso porque 1) o cinema sempre ganha um dinheirão em filmes desse tipo; 2) Profecias sobre o Apocalipse sempre vão pipocar à medida que os anos avançam (próxima data: 2012); 3) O mundo deve estar mesmo acabando. Mas poucos usam esse filão para explorar uma história intimista. É sempre um heroi que tenta impedir a destruição da humanidade, pula prédios desabando, enfrenta carros em chamas e no fim evita o cataclisma. Em "A Estrada" é diferente. O filme aproveita o cenário pós-apocalíptico para mostrar uma relação entre pai e filho abalada não só pela morte da mãe/esposa, mas por todo um exército de canibais sobreviventes.
Viggo Mortensen é o Pai, personagem sem nome que tem que proteger o seu filho, além de conseguir comida, abrigo e itens básicos de sobrevivência. Aos poucos, o pai vai perdendo a humanidade e não consegue mais distinguir o bem do mal, já que todos os homens passam a ser egoístas diante da catastrofe. É o filho quem tem que lembrar que o homem é bom por natureza e ainda há esperança para quem sempre consegue olhar pra frente e ter compaixão. Na estrada que eles seguem, os dois encontram pessoas e situações que os fazem ficar mais alerta diante do mundo, enquanto eles rumam em direção ao sul, onde esperam encontrar alguma paz.

Curiosidade: o filme é baseado no romance de Cormac McCarthy, vencedor do Pulitzer de 2007. Mesmo escritor de 'Onde os Fracos não Têm Vez'. 'A Estrada' representa uma mudança surpreendente na ficção de Cormac McCarthy e talvez seja sua obra-prima.
Nota: 7,0

Um comentário:
Eu não achei o filme arrastado, com exceção da parte próxima do final, quando me pareceu que alguns cenas simplesmente não deveria ter sido postas ali da forma que foram. De qualquer forma, achei o filme sensacional. O grande atrativo não é o roteiro ou a trama, e sim o ambiente caustrofóbico do filme, que realmente é assustador. Novamente, temos outra ótima atuação de Viggo, que infelizmente é um ator que dificilmente irá ganhar algum Oscar, apesar de merecer, por não fazer blobkbusters ou personagens dramalhões que são os típicos vencedores de Oscars. Na minha opnião, o filme merece nota 9 e é, até o momento, o melhor filme que eu vi nesse ano.
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