terça-feira, 6 de setembro de 2011

Planeta dos Macacos - A Origem


Rise of the Planet of the Apes
(EUA, 2011) De Rupert Wyatt. Com James Franco, Andy Serkis, John Litgow, Freida Pinto e Tom Felton.

Nunca gostei de “Planeta do Macacos”, seja o filme de Tim Burton, a franquia original ou a série de TV. Talvez porque primatas não sejam os animais a quem eu sou mais simpático, mas algo de esquisito sempre permeou esses filmes. Por mais ficcional que seja a premissa - ou por mais parecida com a realidade – nenhum deles me fez realmente crer que símios evoluíram até a dominação total do mundo. A maquiagem tosca e as interpretações sofríveis colaboraram pra isso. Contudo, a série tem seus fãs e remexer em algo cultuado sempre é um vespeiro perigoso. Diante de tudo isso, a curiosidade cinéfila não ia me deixar dormir enquanto eu não fosse conferir “Planeta dos Macacos – A Origem” no cinema, o que fez eu me surpreender demais com o filme. 

Em busca da cura para o mal de Alzheimer, o cientista Will testa em chimpanzés uma nova droga que proporciona aumento da atividade motora do cérebro. Quando a situação sai de controle e a cobaia é ferida, Will descobre um filhote de chimpanzé em sua jaula e o leva pra casa após o projeto ser encerrado. Ele lhe dá o nome de César e percebe que as melhorias no cérebro foram passadas pela mãe, fazendo de César um símio megainteligente. Criado como humano, César é trancafiado com outros macacos após um acidente na vizinhança em que ele morava e começa a perceber que não está sozinho no mundo – e como a superioridade humana pode ameaçar a vida da sua espécie. 


O grande achado neste filme foram os macacos construídos digitalmente. Para isso, entra em cena o trabalho do ator Andy Serkis, que já viveu o gorilão King Kong no filme de 2005 de Peter Jackson. São os seus movimentos, junto com a personalidade que dá a César, que vemos nas telas, tudo registrado com a técnica de captura de movimentos. O trabalho técnico visto em “Planeta dos Macacos - A Origem” é realizado com primazia, fazendo com que o trabalho dos atores fique em segundo plano, dando mais destaque a história dos próprios macacos. 


Falando dos humanos, os coadjuvantes da história, apesar de terem sua relevância, estão ali como mera ilustração. James Franco, o cara bacana de Hollywood, é também o cara bacana deste filme e faz com que assisti-lo seja ainda mais divertido. Outra adição de peso é Tom Felton que na verdade continua seu papel de Draco Malfoy, só que em outra franquia. Ele é um dos vilões do filme, que perpetra uma série de maus tratos aos símios. 


Não dá pra saber qual o objetivo com este filme, se é renovar a franquia ou simplesmente contar a sua origem. Tudo indica que a tecnologia deve ajudar a construir novos e mais bem feitos episódios da saga da dominação símia sobre os humanos. Este é um longa-metragem bem orquestrado mas que, sem propósito, pode virar uma franquia descabida feita com o único objetivo de ganhar dinheiro em cima de uma história que nem todos curtem muito. Resta esperar pra ver.

Nota: 8,5
*Indicado ao Oscar de Efeitos Visuais

Um comentário:

Karla P disse...

O filme Planeta dos Macacos: A Origem, dirigido por Rupert Wyatt, conta a história de Will Rodman), um cientista em busca da cura para o Mal de Alzheimer. O elenco do filme é Tom Felton, que recentemente apareceu no filme Risen, que é uma espécie de sequela do "Paixão de Cristo". Eu não sou um fã deste gênero de filme, mas eu gostei da perspectiva ateísta com uma estrutura narrativa realizada da maneira mais respeitosa, honesta e real. Vale a pena vê-lo como ele é uma adaptação do que acontece depois que Jesus ressuscita.