sábado, 21 de março de 2009

Alma Perdida

The Unborn (EUA, 2009)
De David S. Goyer. Com Odette Yustman, Meagan Good, Jane Alexander, Cam Gigandet e Gary Oldman.

Falta algo a "Alma Perdida". Não sei qual a aura que ele pretende passar, se é só mais um terror sobrenatural ou quer ser levado a sério. Não que o filme seja ruim ou não aplique sustos aos mais desavisados. O ruim é que só funciona aos desavisados! Os que estão mesmos atentos a cada detalhe do filme (os cinéfilos) não são pegos de surpresa e talvez esse elemento que seja o "diferencial" que falta a muitos filmes de terror e suspense do século XXI, que esteja faltando a esse filme.

Casey é uma jovem que leva uma vida normal estudando e trabalhando de babá que começa a ter perturbadoras visões. Quando as visões começam a tomar forma de alguma coisa muito mais real, ela decide procurar ajuda. Algo começa a afetar o seu corpo e, numa consulta médica, descobre que é uma doença congênita, mais comum em gêmeos. É quando descobre que ela teve um irmão gêmeo, que morreu no útero da sua mãe, e por isso, a mãe se matou após enlouquecer. Após isso, Casey vai atrás de pessoas ligadas à sua mãe e descobre coisas do seu passado ligadas à experiências feitas no nazismo que fez com que lendas antigas viessem à tona e começassem a correr atrás de sua família, afetando Casey por causa do gêmeo morto.

O diretor David S. Goyer (o mesmo roteirista de "Batman - O Cavaleiro das Trevas") conseguiu imprimir uma aura sombria ao tom do filme, o que confere mais credibilidade à história que está sendo contada. O elenco cumpre o seu papel, seja quando precisa correr assustado ou enfrentar as forças malignas através de uma sessão de exorcismo. Cenas essas que lembram outo filme de suspense sobrenatural, "O Exorcismo de Emily Rose", que é mais ou menos parecido com esse: uma boa história a ser contada, mas sem qualquer susto maior.

Com uma história que lembra também o tailandês "Faet" (que ganhou o nome horroroso de "Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho" no Brasil, só por ser do mesmo país que o "Espíritos" original), a trama que poderia passar por original precisa de um pulso mais forte. Os sustos são pouco inspirados e as figuras contorcidas sozinhas ( e grotescas) não fazem o sucesso do filme sozinho. Um bom programa, um bom filme, mas que podia ser melhor.

Ah, incrível como virou clichê de filmezinho de suspense uma criança feinha e esquisita.

Nota: 6,0

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