
Primeiro, vamos deixar claro que fazer bilhões de dólares em bilheterias mundiais não faz muito efeito, ou então teríamos que torcer por uma indicação a “Amanhecer” também. Tá que muitos indicados em quase 90 anos de Oscar foram campeões de bilheteria, mas estão longe de ser a regra. Apesar disso, números tão grandes deveriam chamar a atenção. “HP7.2” não foi só um sucesso de público, como de crítica.
O problema é que “Harry Potter” (a franquia, e não apenas esse filme) é considerado filme de fantasia, um gênero não muito privilegiado pela Academia. Novamente, temos exceções em filmes de fantasia indicados, como “Avatar” e até um vencedor, “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”. Abrir uma exceção aqui seria fácil também, certo? Sim, mas aí entra um novo problema.
Para encurtar o nome, todo mundo se acostumou a chamar a Parte 2 de “As Relíquias da Morte” de “HP7.2”. É esse '.2' que põe tudo a perder. O filme é a segunda metade de um todo incompleto que deixou seu início lá em 2010... melhor, em 2001, quando a franquia começou. A Academia já não é muito chegada em sequências, que dirá em “partes 2” de uma sequência. Convenhamos, o último filme é o melhor de todos os oito, mas não funciona sozinho. Diferente de “Toy Story 3”, por exemplo. Ou do próprio “O Senhor dos Anéis”, que teve toda a trilogia indicada. Vai entender a lógica da Academia...

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